Diário

13 Capítulo XII - Filhos


Notas iniciais
Boa tarde...

Filhos. Qual filho nunca teve a curiosidade de perguntar a mãe o que ela sentiu quando soube que ele estava para vir ao mundo? Bem, eu já tive essa curiosidade. E a resposta que ganhei foi a seguinte:

“A melhor emoção do mundo, seguida de medo pelo o que acontecia no mundo e de como estavam as coisas. Eu não sabia o que você se tornaria ou quem você seria, mas eu simplesmente soube que já te amava e não importaria o que fosse eu nunca desistiria de você. E te amaria todos os dias até quando você fizesse besteiras e eu quisesse te dar uma surra. Já anciava por te segurar nos meus braços e te proteger de tudo. Você sempre seria o trabalho de uma vida inteira e a minha maior realização.”

Foi nesse momento que eu percebi algumas coisas. A primeira foi a que eu nunca tive duvidas. Amo minha mãe. A segunda é que eu sempre faria de tudo para ser uma boa filha.

O quarto estava na penumbra, Quinn mantinha Ethan em seus braços desde a hora em que havia entrado pelo quarto. Rachel estava agachada na sua frente acariciando os cabelos loiros do menino que agora mantinha uma respiração constante e calma.

Ele havia acordado com o coração em uma batida desregulada, gritando e chamando pela loira. Os médicos não tinham conseguido entender muito bem, mas suspeitavam de um ataque de pânico originado de um pesadelo. Tentaram uma dose de calmante, mas o garoto não cedia a nada apenas dormiu quando Quinn o pegou no colo.

- Ele vai ficar ok. – Murmurou para a autora que não desgrudava os olhos do rosto pálido do menino. – Sam disse que vai conseguir a guarda dele até amanhã a tarde.

- Não quero que deem calmantes para ele. – Murmurou com o maxilar apertado. – Ele é muito novo.

- Hey. – Rachel se inclinou sobre o menino com cuidado puxando o rosto de Quinn. – Vai ficar tudo bem, vamos mover o Ethan de hospital e vai acabar toda essa tortura você vai poder ficar com ele o tempo que for preciso e eu vou arrumar a casa toda ok?

Leroy bufou apoiado na parede, seus braços cruzados firmemente sobre o peito.

- Não acredito nisso. – Murmurou pela quinta vez.

- No que você não acredita? – Hiram finalmente perguntou sem levantar os olhos da revista que lia.

- Elas vão adotar um garoto? – Resmungou olhando para o marido. – E você ai calmo com isso.

- Primeiro quem vai adotar a criança é a Quinn. – Respondeu com um suspiro. – Segundo que nossa filha é adulta e sabe o que faz.

Leroy soltou um pigarro de escárnio, correu a mão pelos cabelos crespos.

- Não gosto dela. – Murmurou sobre a respiração.

- Nossa filha está feliz.

- Nossa filha é ingênua. – Rebateu se empurrando para fora da parede. – Você viu o que os fãs dela estão dizendo?

- Uma pequena minoria. – Meneou com a mão antes de passar a folha. – A que bonito Brad Pitt e Angelina Jolie estão adotando o décimo filho.

- Eles concordam que nossa filha está sendo usada. – Arrancou a revista das mãos de Hiram. – Preste atenção em quem é aquela mulher.

- Aquela mulher é uma bem sucedida autora. – Se levantou levemente chateado. – Não precisa da nossa filha para vender mais livros.

- Ela fez a personagem principal daquela porcaria ser a nossa filha.

- Ela imortalizou a nossa filha. – Bufou.

- Nossa filha pode ser imortal por conta própria. – Jogou a revista no banco do corredor. – Não precisa da ajuda de ninguém.

- Chega Leroy. – Apertou a ponte do nariz. – Não vou discutir isso com você, por que além do mais, é a vida da nossa filha e ela deve decidir o que quer fazer e com quem quer estar.

Sam entrelaçou os dedos na frente do corpo observando a mulher de meia idade ler o relatório que a assistente social tinha apresentado. Assistente social essa que estava em pé mordendo o lábio de nervoso, temia ter passado de algum limite.

- Doutor Evans me explique por que este processo não pode esperar até o final do mês. – Suspirou abaixando a pasta. – Melhor me explique por que o senhor me acordou no meio da madrugada para ler isto?

- O menor em questão necessita de cuidados especiais que a minha cliente tem a condição de proporcionar. – Seu tom de voz era calmo e seguro. – Diferente do Estado que pode apenas pagar pela metade deles.

- Mais uma vez, por que o caso não pode esperar até o final do mês que é quando foi marcada a audiência. – Suspirou esfregando as sobrancelhas.

- A criança sofre de um problema cardíaco como foi mencionado em meu relatório. – A assistente falou tentando se manter firme. – E durante essa noite ele sofreu um ataque de pânico e junto com essa condição cardiaca é perigoso para ele.

- O que a senhorita Clark quer dizer é que o menor se afeiçoou a minha cliente e se sente seguro com ela, tanto que ela foi a única que o acalmou durante a crise. – Sam interveio sentindo a mulher começar a se perder no discursso. – Além do mais minha cliente já adquiriu uma casa dentro do estado e já está a adaptando as necessidades da criança.

- Fabray? – A mulher franziu as sobrancelhas olhando o nome da requerente.

- Sim, Quinn Fabray. – Sam confirmou. – É a minha cliente.

A mulher parou pensando por alguns instantes antes de se levantar e deixar a sala. Sam correu a mão pelos cabelos soltando um suspiro cansado. Seu celular vibrou em sua calça e ele o pegou sem nem olhar para o que fazia.

- O que é Santana? – Resmungou. – Não eu ainda não consegui. – Bufou impaciente. – Eu estou fazendo tudo o que posso, mas não da pra falsificar uma assinatura. – Ironizou correndo outra vez a mão pelos cabelos. – Lopez vai fazer o que você deveria estar fazendo e me deixa fazer o meu trabalho.

Desligou sem se importar se tinha ou não sido grosso. Todos estavam extressados com aquela situação, Santana não tinha o direito de vir lhe dizer como fazer o seu trabalho. Se levantou alongando as costas tentou sorrir para a assistente que estava nervosa, ouviram os passos da juíza e ela voltar com dois livros e uma maleta de couro.

- O senhor tem uma caneta doutor? – Ela perguntou abrindo a maleta.

Sam pegou uma caneta preta com detalhes em prata de dentro do paletó e entregou para a mulher, a juíza trabalhou em silencio por alguns instantes antes de se levantar entregando uma pasta marrom e os dois livros.

- Aqui está o meu parecer e se não for muito pode pedir para a senhorita Fabray autografar esses livros? Meus filhos são seus fãs.

- Não vai ser incomodo algum. – Sorriu pegando. – Obrigada excelência.

- Senhorita Clark espero que continue acompanhando o caso.

- É claro meritissima.

Quinn suspirou coçando os olhos, o sol já tinha saido e ela continuava velando o sono de Ethan. Havia removido o garoto para a cama e seu colo agora era ocupado por Rachel que dormia tranquila agarrada ao seu corpo.

- Licença. – A batida suave e a voz de Hiram. – Posso querida?

- Claro. – Murmurou rouca, tentou se ajeitar sem incomodar Rachel.

- Como ele está? – Se aproximou olhando para o monitor cardíaco. – Essa deve ser a parte boa em ter um dos sogros pediatra não é?

Quinn tentou esboçar um sorriso, mas não conseguiu, observou Hiram acariciar os cabelos de Ethan.

- Ele precisa de um corte de cabelo. – Sorriu carinhoso.

- É talvez eu deva providenciar isso. – Sentiu Rachel se aconchegar melhor em seu pescoço. – Rach…

- Não, deixe-a dormir. – Se aproximou das duas. – Ela está parecendo tão tranquila.

Quinn abaixou a cabeça tentando esconder a leve coloração vermelha.

- O problema não é a Rachel assumir que é bisexual. – Ele começou acariciando os cabelos da filha. – Isso ela já tinha nos dito um tempo depois que ela e o Finn terminaram.

- Então o problema é…

- Você. – Disse sincero e rasgante. – Meu marido acha que você está usando a nossa filha.

- O que? – Franziu a testa. – Senhor me acuse de qualquer coisa, me acuse das coisas que eu fiz quando adolescente, mas não me acuse de usar a Rachel.

- Então olhe nos meus olhos e me diga o que você sente por ela.

- Sou apaixonada pela sua filha. – Falou em tom sério sem percebeu apertou Rachel contra seu corpo. – Faço qualquer coisa por ela.

- E você ja disse isso para a minha filha?

- Não. – Assumiu respirando fundo.

- Talvez devesse. – Retirou os fios da franja do rosto da filha. – Meu marido é um pouco grosso quando quer e isso pode mexer com ela.

- Prometo ao senhor que vou deixa-la o mais segura que eu conseguir.

- Ótimo. – Se levantou. – Então comece parando de me chamar de senhor.

Santana andava de um lado para outro na sala ampla, segurava um copo de café quente enquanto resmungava consigo mesma em espanhol.

- Da pra parar com isso. – Andrea esfregou as temporas. – Está me dando dor de cabeça.

- Estamos aqui a noite toda e você ainda não terminou isso. – Rosnou sem se importar com o que a outra havia falado. – Eu juro cadela do gelo se você estiver fazendo isso de propósito você nunca mais põe os pés em Nova York.

- Cale a boca Lopez. – Levantou a cabeça das plantas que estudava. – Não estou fazendo isso por você.

- Claro é pela Q. – Ironizou. – Ela não vai voltar pra São Francisco.

- Jura? – Debochou. – Ela estar comprando uma casa aqui nem foi uma dica.

Santana parou olhando para a mulher, rolou os olhos entediada.

- Você tem 3 dias para fazer tudo o que deve ser feito. – Resmungou pegando o celular.

Rachel se mudou para o lado podendo acariciar os cabelos de Ethan.

- Vai pra casa, toma um banho, troca de roupa e ve se descansa um pouco. – Pediu em voz baixa vendo Quinn negar com a cabeça. – Você tem que encontrar a Andrea para ver as mudanças da casa, vai eu fico aqui.

- Você também tem que dormir. – Murmurou tentando esconder o bocejo.

- É, mas eu dormi essa noite. – Continuou com o tom severo. – Você ficou acordada.

- Estou bem. – Se pôs em pé sacudindo o corpo. – Viu perfeitamente acordada.

- Teimosa. – Murmurou se levantando para segura-la pelos ombros.

- É por isso que você gosta de mim. – Sorriu de lado.

Rachel ia responder quando ouviram o movimento de Ethan, se viraram para encontrar o garoto coçando um dos olhos.

- Veja só quem acordou. – Rachel se soltou da loira para colocar um beijo na testa do menino. – O meu super-star.

- Rach… — Murmurou erguendo os braços para ganhar um abraço.

A morena o segurou contra seu corpo o erguendo da cama, Quinn sorriu se aproximando dele.

- Hey campeão. – Sussurrou. – Você está bem?

O garoto escondeu o rosto no pescoço de Rachel.

- Sim.

- Viu ele está bem. – Se dirigiu a loira. – E eu tenho certeza que ele vai ficar ainda melhor quando você for descansar e me deixar paparica-lo em paz.

Ouviu a risada suave do menino e sorriu abertamente para a loira.

- Não se preocupa. – A beijou suavemente nos lábios. – Nós vamos estar aqui quando você voltar, não é Ethan?

O garoto apenas apertou seus braços em volta de Rachel.

- Isso foi um sim. – Sorriu para Quinn. – Pode ir, vamos ficar bem.

Quinn empurrou a porta da casa com uma expressão cansada, Brittany vinha logo atrás dela pulando de um lado para outro anciosa.

- San. – Chamou a namorada.

Santana apareceu suja de poeira, a casa já estava preenchida de barulhos de parede sendo quebradas.

- Eu quero saber como você conseguiu a chave da minha casa? – Resmungou cansada sem se dar ao trabalho de demonstrar irritação.

- Da próxima vez mande a Berry tomar cuidado de onde larga a bolsa. – Deu de ombros estendendo as chaves. – Além do mais tinhamos que começar as obras o mais rápido possível.

- Eu quero saber quem contratou esse monte de homem? – Cruzou os braços vendo os operários se movimentando pela casa.

- Eu cobrei uns favores. – Santana deu de ombros abraçando Britt. – Apropósito, Andrea está de mal humor eu meio que a fiz ficar acordada a noite toda examinando as plantas.

Reprimiu o gemido e saiu da sala largando as duas sozinhas, rumou pelo corredor principal até onde ouviu a voz fraca de Andrea conversando com o que Quinn supôs ser o engenheiro chefe.

- Hey. – Chamou parando ao lado dela.

- Hey. – Sorriu para a loira. – É só isso, mas cuidado com a coluna ela tem um estilo…

- Eu sei, eu sei. – O homem resmungou se afastando.

- Eles nunca vão entender a beleza de um bom moisaco. – Andrea negou com a cabeça, olhou para Quinn. – Céus você parece que saiu de uma batalha.

- Estou me sentindo assim. – Esfregou a testa. – Me desculpa pela San…

- Esquece isso. – Deu de ombros. – Agora você vai adotar um garoto? Disso eu não sabia.

- Eu ia te contar. – Bocejou.

- Sua mãe já sabe? – Reprimiu o sorriso diante da cara da autora.

- Eu esqueci completamente. – Deu uma tapa na testa. – Merda ela deve estar querendo me matar.

- Espera você não fala com a sua mãe desde que chegou em New York? Você vai adotar um garoto e resolveu se mudar pra cár e não falou com a sua mãe? – Soltou um risada baixa. – Toma.

Ficou parada olhando para o celular que lhe era estendido. – Quão estranho seria se eu te pedisse um concelho?

- Sobre a Rachel? – Arqueou as sobrancelhas. – Creio que muito estranho.

Soltou um gemido frustrado.

- Anda vamos falar sobre a diva. – Deu as costas para Quinn.

Se sentaram na beirada da piscina vazia, com as pernas penduradas para dentro da mesma.

- Então…?

- Os pais da Rachel chegaram de surpresa. – Olhou para as próprias mãos. – E bem digamos que eu não sou a pessoa favorita de um deles.

- Estou chocada. – Pousou uma das mãos sobre o coração fingindo surpresa. – Você converte a filhinha deles em lésbica e eles não gostam de você?

- Ela já era bisexual. – Resmungou.

- Adoro quando você fica irritada. – Soltou uma gargalhada alta. – Fica resmungando pelos cantos. – Então se ela já era bisexual qual o problema?

- Aparentemente o pai dela acha que eu estou a usando para ganhar mais dinheiro.

- Coisa feia Fabray.

- Da pra parar de ser a cadela do gelo que a Santana acha que você é? – A olhou levemente irritada.

Andrea soltou outra risada balançando a cabeça.

- Fabray você sabe e eu sei que você não está a usando, então qual é o problema? – Cruzou as mãos a olhando de lado.

- Hiram, o outro pai dela, me disse uma coisa que sei lá. – Correu a mão pelos cabelos. – Ele disse que talvez essa implicancia do Leroy possa deixa-la insegura.

- Entendi. – Olhou envolta. – Olha eu não conheço a Rachel, mas eu posso dizer que o jeito como ela me enfrentou ontem foi de alguém seguro do que quer e que não vai desistir fácil. Mas se você ainda tem dúvidas de que ela possa ficar insegura com você vindo morar aqui? Coloca um anel no dedo dela.

- Com duas semanas? – A olhou descrente. – Você sabe que eu não sou assim. Quem faz isso com duas semanas?

- Bem, nós conhecemos alguém que fez com um mês. – Deu de ombros.

- O teu primo tem problema. – Retrucou.

- É claro que ele tem problema quem em sã conciência iria querer casar com aquela mulher. – A empurrou com o ombro. – Relaxa ok? Ela não vai ficar insegura e além do mais é só você colocar o Charlie em ação.

Quinn fez uma careta. – Apropósito, desculpa por isso.

- Não é como se ela tivesse mentido. – Deu de ombros, se elvantou limpando a sujeira da saia. – Agora ligue para a sua mãe.

Pegou o próprio celular começando a discar o número da mãe quando se lembrou de algo.

- Andy. – A chamou se contorcendo para olhá-la. – Gostou da casa?

- Hn… — Sorriu. – Você teve uma boa professora, mas eu sabia que você preferia os clássicos.

A mulher loira descia as escadas amarrando o robe de seda pura, o telefone de casa estava tocando inssistentemente. Estava se amaldiçoando por não ter colocado uma extensão no quarto.

- Residência Fabray. – Respondeu com a voz altiva.

- Se não é a linda mulher que me deu a luz. – A voz bem humorada.

- Quinn Fabray posso saber onde a senhorita se enfiou durante essas semanas? – Bronqueou sem esconder o sorriso. – Deixei recado na sua casa e Donna nunca me atende.

- Desculpa mãe. – Murmurou chateada. – Não foi minha intenção é que tem acontecido tanta coisa que eu não tenho parado muito.

- Tem alguma coisa haver com essa menina bonita que eu tenho visto tantas fotos com você? – Comentou afetuosa.

- Mãe… — Murmurou envergonhada. – Rachel não é mais uma menina, mas sim tem haver com ela.

- Quinnie estou tão contente. – Se sentou na poltrona. – Então quando conheço minha nora?

- Hn… mamãe tem mais coisas…

- Que coisas? – Arqueou uma sobrancelha numa perfeita personificação da filha.

- Estou me mudando para New York. – Finalmente sua voz saiu firme.

- Então vocês estão realmente firme. – Conciderou mais para si do que para a filha. – E a Andrea?

- Ela está em New York. – Murmurou de novo. – Está me ajudando com a casa que eu comprei.

- Você já comprou uma casa? – Sua voz subiu com a surpresa. – E a Andrea está te ajudando? Rachel sabe disso?

- Sim a Rachel sabe, mãe eu estou garantindo está tudo bem. – A ranquilizou. – Mas tem outra coisa.

- O que?

- Lembra o pedido que a senhora tem me feito a algum tempo já? – Começou cuidadosamente. – Quando eu e a Andrea noivamos?

- Sim… — Sua voz veio pausada.

- Então… — Pausou dramáticamente. – Estou adotando um garotinho.

- OH MEU DEUS. – Gritou pulando da poltrona. – Exijo conhercer o meu neto imediatamente.

Ouviu a risada de Quinn enquanto andava de um lado para outro já fazendo planos de passear com o menino.

Estava andando pelo corredor quando ouviu as risadas de Ethan, sentiu o próprio sorriso aparecer.

Empurrou a porta para encontrar Rachel deitada na cama com ele no seu colo e Hiram brincando com o menino e uma pelúcia que Quinn não tinha ideia de onde ele tinha arranjado.

- Ethan a Quinn voltou. – Rachel falou para ele.

- Como está o meu campeão? – Beijou o menino antes de bicar seus lábios nos de Rachel.

- Bem. – Sorriu para onde vinha a voz de Quinn. – Hiram…

Quinn se virou para o homem de óculos que sorriu para ela.

- Olá. – Cumprimentou a nora. – Espero que não se importe, mas eu comprei essa pelúcia para esse menino lindo.

Voltou a cutucar Ethan com a pelúcia arrancando risadas do menino que tentava agarrra-la.

- Sem problemas. – Sorriu vendo os dois brincarem, olhou para Rachel e acrescentou. – Estive na casa.

- Muita coisa para fazer? – Olhou para a Fabray que estendia duas chaves.

- Santana mandou avisar que você deve ter mais cuidado de onde deixa a sua bolsa. – Soltou uma risadinha diante da expressão da morena. – Ela roubou as suas chaves, arrastou a Andrea e a forçou a trabalhar a noite toda e ao que parece cobrou alguns “favores”… – Fez aspas com as mãos para a palavra. -… então a casa já está cheia de operários quebrando tudo o que é necessário e segundo a Andrea o que não é necessário também.

- Como assim?

- Ela ficou irritada por que quebraram um moisaco que ela tinha se apaixonado. – Deu de ombros. – Aquele que você não gostou.

- Então não tem problema. – Sorriu de canto, beijou os cabelos do menino. – Viu Ethan em breve vamos te levar pra casa.

- Casa? – O menino extremeceu.

- Não. – Quinn tratou de corrigir a morena. – Tem uma coisa que queremos falar com você. É sobre uma casa nova.

- Nova? – Murmurou nervoso, apertou as mãos nos braços de Rachel.

- Sim uma nova casa. – Abaixou do lado da cama, Hiram observava as duas. – Onde você pode vir morar comigo se você quiser.

- Quero. – Sorriu de leve parecendo mais aliviado. – Rach também?

- Mas é claro. – A morena sorriu contra os cabelos do menino. – Eu não vou deixar o meu super-star.

Ethan sorriu realmente aliviado, a batida na porta atriu a atenção de todos.

- Posso? – Sam apareceu com um sorriso enorme. – Prometo que minhas notícias não vão atrapalhar.

- Sammy. – Sorriu para o loiro. – Ethan esse é o Tio Sam ele é um grande amigo e vai te levar para um monte de lugares legais.

- Mas é claro. – Se aproximou da cama com cuidado para não assustar o menino. – Vou te ensinar um monte de coisas legais como tocar violão.

Ethan permaneceu quieto ainda agarrado em Rachel. Sam sorriu para a cena e estendeu um envelope de papel pardo para Quinn.

- Olha dentro. – Mandou.

Quinn abriu o envelope sobre o olhar atendo dos dois Berry, assim que puxou o papel percebeu ser uma certidão.

Sorriu com os olhos se enchendo de lágrimas. A nova certidão de nascimento de Ethan onde o Kuster havia sido substituido por Fabray.

- Parabéns. – Sorriu para a loira que levantou o rosto para ele. – A guarda é sua.

Notas finais
Explicando uma coisa rápida. No Brasil quando a guarda é concedida a certidão original é substituída por uma nova, por que eu não fiz nos moldes americanos? Bem os EUA tem um código civil muito confuso e eu demoraria de mais para entender a parte sobre adoção. Espero que me perdoem esse leve deslize. Até a próxima.