Diz pra mim - Laurique.

2 Vocês estão juntos?


Notas iniciais
Se emocionem comigo;

Laura POV.

Fazia 2 meses que o Caíque e eu havíamos terminado e desde então, eu me sentia completamente perdida. Eu não sabia o que fazer, o que pensar... Eu não sabia como viver.

Quando ele resolveu dar um basta em tudo, eu senti como se estivesse morrendo por dentro. Eu o amava tanto... eu precisava tanto dele, do beijo dele, da presença dele. Precisava amá-lo e me sentir amada por ele também.
Mas ele parecia não sentir o mesmo, não mais. Eu não sabia como, nem porquê, mas ele mudou completamente. Não era mais o Caíque, o meu Caíque.

FLASHBACK.

Eu havia chegado na casa do Caíque, pois ele havia me ligado, pedindo para eu encontrá-lo lá. Ele estava estranho. Falou comigo de um jeito tão... esquisito. Eu precisava saber o que ele tinha.
– Olá, Escobar. Cadê o Caíque? — Perguntei.
– Ele tá lá em cima, dona Laura, irei... — Ele foi interrompido por Caíque, que descia as escadas.
– Não precisa, Escobar. Eu já estou aqui. — Ele falou. Respirei fundo ao sentir o olhar dele sobre mim.
– Com licença. — Escobar falou e se retirou.
– Oi, meu amor. — Falei me aproximando do Caíque, tentando beijá-lo. Ele se afastou. — O que aconteceu?
– Acabou, Laura. — Ele disse, me encarando.
– Caíque, acabou o quê? — Perguntei confusa.
– Nosso namoro. Acabou. — Ele disse.
– O quê? — Perguntei.

FLASHBACK OFF.

– Não, Laura! Não, não. Não pensa mais nisso, não pensa mais nele. — Gritei, já chorando. Enfiei os meus dedos entre os meus cabelos e puxei os fios lentamente.

Bia entrou no quarto ao ouvir os meus gritos.
– Laura... — Bia disse ao me ver. — Meu Deus, o que houve com você? — Ela me abraçou.
– Bia... — Falei, chorando muito. — Eu não tô aguentando mais. O Caíque... Bia, o Caíque...
– O que tem o Caíque?
– Eu não consigo parar de pensar nele. Acho que vou enlouquecer. — Falei.
– Laura... calma. Você vai conseguir superar.
– Não, Bia. Eu não vou. No começo eu achei que fosse, mas agora eu vejo que não. — Falei, suspirando.
– Olha só, tenta se acalmar e descansar. Vem cá, eu te ajudo. — Ela disse. — Já tá tarde.
Bia me conduziu até a minha cama e eu me deitei na mesma. Ela ficou acariciando os meus cabelos, na tentativa de me fazer dormir. Depois de muitas, eu finalmente consegui pegar no sono.

Acordei no outro dia. Percebi que tinha sonhado com o Caíque. E eu nem me surpreendia mais. Durante esses 2 meses, era só isso que eu tinha feito. Eu só sabia sonhar e pensar nele. Apenas isso.

Levantei da minha cama e fui ao banheiro, onde fiz a minha higiene matinal. Ao sair do mesmo, escolhi uma roupa. Estando totalmente pronta, saí da minha casa e entrei no meu carro, dirigindo até a casa do Marcos e do.... Caíque.
Eu não acredito que irei lá depois de 2 meses. Eu estava torcendo para não encontrá-lo, pois eu não aguentaria.

Chegando na casa do Marcos, dei de cara com o Escobar. Depois do meu término com o Caíque, eu não tinha mais o visto.
– Olá. — Falei.
– Olá, dona Laura, quanto tempo. — Ele disse.
– Sim. — Forcei um sorriso. — Me chame apenas de Laura, por favor.
– Tudo bem, Laura. — Ele sorriu. — O senhor Marcos avisou que você apareceria.
– É? E onde ele está? — Perguntei.
– Aqui. — Marcos disse descendo as escadas.
– Vou deixar vocês à vontade. — Escobar avisou.
Marcos e eu ficamos sozinhos e eu me sentia meio... incomodada. O jeito que ele me olhava estava me deixando meio — super — sem graça.
Do nada, Samantha apareceu naquela casa e sem falar uma palavra, subiu as escadas. Obviamente, ela iria para o quarto do Caíque. Tentei não ligar pra isso, apesar de saber que seria impossível.
– Bom... o que você deseja, senhor Marcos? — Perguntei.
– Laura, eu te chamei aqui porque... eu quero saber se você... — Ele se embolou com as palavras.
– Eu o quê? — Perguntei.
Sem que eu esperasse, Marcos me puxou para um beijo. Na hora, eu tentei impedir, mas depois me deixei levar. Eu não tinha nada a perder com aquilo, muito pelo o contrário. Marcos era um cara legal.
– Laura? — Escutei a voz do... Caíque?
Empurrei o Marcos e fiquei encarando o Caíque, que nos olhava com raiva e com uma certa... tristeza? O quê? Não podia ser. O Caíque não me amava mais, então... não fazia sentido.
– Olá, Caíque. — Respondi friamente.
– Caíque, meu amor... — Ouvi a voz da Samantha e logo após, a vi descendo as escadas. Era só o que me faltava.
– Vocês estão juntos? — Caíque perguntou se referindo a Marcos e eu. Ele ignorou completamente a presença da Samantha. Confesso que isso me deixou um pouco tranquila.
– E se estivermos? É da sua conta? — Marcos rebateu a pergunta dele com outra.
– Marcos! — O olhei com repreensão.
– Não seja grosso com o Caíque, Marcos. — Samantha pediu. — E amor, por que você desceu? Nós estávamos tão bem lá em cima. — Ela disse.
– Quê? Vocês estão juntos? — Perguntei.
– E se estivermos? É da sua conta? — Samantha perguntou.
– Samantha, fica na sua. — Caíque ordenou. — Mas, sim, Laura. Nós estamos juntos. — Ele falou.
Quando ele falou isso, senti como se estivesse levando um tiro. Eu... não! Não podia ser.
– Ótimo, Caíque. Porque a Laura e eu também estamos juntos, não é, meu amor? — Marcos perguntou.
Tentei entrar no jogo dele, mas não consegui. Corri para fora daquela casa o mais rápido que consegui e entrei no meu carro. Comecei a chorar desesperadamente.

Notas finais
Coitada da nossa Laura, né? :( Amo tanto eles!!!