Dixon Sisters
1 O começo dos ataques
Notas iniciais
Comentem, por favor
Hoje é dia de almoço em família. Que droga. Eu odeio essas coisas. Muita gente reunida, muitas pessoas, muitas palavras. Eu queria mesmo era curtir esse domingo quente em casa, dentro do meu quarto, junto com Angus, meu cachorro de estimação.
Eu sou a Olivie e tenho 16 anos, é. Moro em Atlanta e estou sendo forçada a ir pra fora da cidade, "curtir" em uma fazenda com o resto da família.
Eu olhava para estrada e a grama que passava rápida, mas meus pensamentos não estavam ali. Estavam no que meu melhor amigo, Bruce disse uns dias atrás. Acho que Bruce estava ficando louco, falou uma coisa tão idiota que eu não aguentei e dei risada.
Era um papo de, zumbis. Sim, zumbis. De que o governo estava escondendo uma coisa apocaliptica. Que um vírus iria transformar as pessoas em zumbis e que o mundo iria virar um verdadeiro inferno. No começo eu não acreditei, mas depois que o governo anúnciou isso, eu comecei a desconfiar, mas, falaram que estava controlado e não precisávamos entrar em pânico.
Eu pisquei duas vezes quando vi o que passou pelo acostamento da estrada.
Um homem, andando com dificuldade e cheio de sangue.
Não, não e não. Não é possível. Deve ser algum engraçadinho tentando assustar os motoristas.
Respirei fundo e fechei os olhos.
-Pai, vai demorar quanto tempo? — perguntei me ajeitando no banco.
-Já chegamos, querida.
O carro virou e entramos em uma estrada de terra, que deu caminho a uma bela casa. Chegamos na fazenda do meu tio.
Desci do carro e ajudei minha mãe a pegar as panelas e pratos.
Aquela casa é maravilhosa. Simplesmente enorme e linda. Um quintal enorme, que dá entrada a um pasto. Uma piscina enorme, também.
Fiquei deitada em um dos sofás das salas, brincando com minha priminha, Sam, de um ano e nove meses. Ela é a única coisa que me tirava do tédio naquela fazenda. O jeito que ela andava era tão fofo, rebolando e deixando a fralda se mecher.
Liguei a tv e coloquei no notíciario, enquanto eu ouvia o resto da família chegar e sentar na cozinha.
"Alerta : todas pessoas que se encontram em Atlanta, ou em sua região, deve imediatamente se retirar da cidade. Atenção : TODAS as pesso..." Quando parecia que o jornalista ia falar o porque daquilo, a Tv simplesmente, desligou.
-Oh, mãe! — eu gritei e corri em direção á cozinha.
-Sim? — ela disse provando o molho que tirou da panela com uma colher.
-Você acreditou naquele negócio do vírus... zumbis? — perguntei meio confusa. Ela deu uma risada e respondeu.
-Não, calma querida, é só boato.
-Mas, tava passando na Tv, para todas as pessoas sairem de Atlanta, mas ela desligou. — ela olhou ainda mais confusa e voltou sua atenção pra comida.
-São só boatos. A impressa aumenta tudo.
Eu bufei e voltei pra sala. Continuei brincando com Sam.
Depois do almoço, todo mundo, tipo meus tios, pais e avós ficaram na varanda, bebendo. Eu não tinha nenhum primo ou amigo agora, e estava quase morrendo de curiosidade em saber o que estava acontecendo em Atlanta.
-Tia, vou entrar na piscina com a Sam. Ela ta mais entediada que eu. — Avisei e peguei Sam no colo.
Sam e eu estavamos com roupas de banho por baixo da roupa. Coloquei as bóias nela e a coloquei sentada na beira da piscina. Deixei minhas roupas do lado, perto da escada e entrei com Sam.
Ficamos ali, mais ou menos duas horas. Aquela bebezinha deveria morar comigo, agora.
-Sam, que tal irmos pra outra borda da piscina? — eu falei com a voz mais idiota possível e levei ela até o outro canto, na sombra.
Ouvi gritos vindos da frente, o que me fez tremer dos pés a cabeça. Olhei pra trás e vi minha tia, cheia de sangue.
-O que ta acontecendo?! — eu gritei e fui até a escada.
Ela estava paralisada e tremia. Seus braços estavam horríveis, com marcas de mordidas.
-O-Olivie. Pega o carro, salva minha filha. — ela falou gaguejando.
-O carro?! Me fala o que ta acontecendo?! — eu respirava cada minuto com mais dificuldade. Tirei Sam da agua e coloquei minha roupa, rapidamente.
-Fuja, fuja, agora.
Eu não queria acreditar no que estava vendo.
Três. Zumbis. Chegando.
Eles pegaram minha tia e começaram a devorará-la.
Eu peguei Sam e sai dali correndo, chorando e desesperada.
Cheguei na varanda e encontreitoda minha familia caida no chão, com mais daqueles monstros em volta, como se eles estivessem se satisfazendo com a carne. Peguei as chaves que estavam na mesinha da varanda. Eles não me viram, estavam ocupados demais.
Eu corri com todas minhas forças até o carro e coloquei Sam no banco de trás. Eu nunca havia dirigido na estrada. Bom, eu tinha permissão pra isso, tenho 16 anos, mas meu pai só deixava eu dirigir de casa até a escola.
Ouvi uma pancada na janela de trás, me virei e me deparei com um zumbi batendo e tentando quebrar o vidro.
Era agora ou... agora.
Pisei no acelerador e a única coisa que queria era sair daquele lugar. Sam agora não estava mais chorando, estava gritando.
-Sam, Sam, se acalma, vai ficar tudo bem. — Eu repetia torcendo pra que ela estivesse me entendendo.
A estrada estava muito movimentada, fazendo com que todos os carros se espremecem, e que as pessoas ficassem mais nervosas do que já estavam.
O carro na minha frente estava andando de um lado para o outro da pista, me deixando insegura e me deixando com uma puta vontade de atirar na cabeça do motorista. Até que o inesperado aconteceu, ele parou, de repente, faznedo com que eu desviasse, levando a direção do carro para o acostamento. Eu estava rápido demais, agora eu descobri a preocupação de minha mãe quando meu pai começava a passar dos limites. Em um único grito, senti minha cabeça doer e minha visão se escurecer.
Minha visão voltou rapidamente, eu acho. As vezes eu possa ter ficado horas desmaiada, ou não. Minha cabeça doía, na verdade, meu corpo todo doía.
Eu estava na grama e ouvia um choro.
Sam.
Eu me levantei rapidamente, mas não olhei em volta. Só queria saber se algo havia machucado Sam.
Senti minha visão rodar de novo e eu cai. Ai, que merda.
-Hey, menina, calma, você ta muito machucada. — ouvi uma voz masculina falando.
Eu pisquei os olhos três vezes e levantei minha cabeça. Havia um cara com pele clara e cabelo mel, meio loiro.
-Quem é você? — eu falei com dificuldade e tentando me levantar de novo.
-Um idiota que resolveu ajudar uma menina no meio do apocalipse. — ouvi outra voz vinda atrás de mim. Me virei e me deparei com um cara grandão, com cabelo raspado, um pouco parecido com o outro.
-Cadê a Sam?
-A bebê?
-É.
-Aqui. — O cara menor me entregou a Sam, que só tinha um arranhão na testa.
-Espera, como vocês se chamam?
-Pra que quer saber? — O grandão perguntou subindo em uma moto.
-Quero agradecer e perguntar o que está acontecendo.
Os dois bufaram e responderam.
-Eu sou o Daryl, Daryl Dixon. — O cara menor respondeu. — e esse é meu irmão, Merle. Você não sabe o que ta acontecendo?
-Daryl, não vamos perder tempo, idiota.
-Eu não sei de nada. Eu e minha familia estavamos em uma fazenda, eu estava com Sam na piscina, quando minha tia me mandou fugir, ela foi atacada por aqueles monstros e toda minha familia estava morta quando sai.
-Só uma coisa. Está acontecendo o apocalipse, o apocalipse zumbi. — Merle respondeu dando partida na moto.
-Eu preciso de ajuda, só tenho 16 anos. O que tenho que fazer?
-Cuidar da sua vida, que cuidamos da nossa. — Merle falou, chamando Daryl.
-Me ajudem, por favor.
-Olha, se eu te levar até sua casa, você para de encher o saco? — Daryl perguntou com uma cara brava.
-Eu estaria agradecida.
-Daryl, mano, ta ficando louco? Voltar pra Atlanta?!
-Eu chuto que você mora em apartamento, pode ficar mais segura, se eu trancar tudo, até que algum grupo te ache. — Daryl me disse ignorando Merle.
-Eu moro em apartamento, e sim, eu aceito isso.
Daryl entrou no carro, que graças á Deus não estava tão quebrado. Ele começou a dirigir enquanto escutava seu irmão nos xingando de todos os nomes.
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