Divinos CAP.1- Caos e Formalidades.

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No dia 21 de Dezembro de 2012, as pessoas começaram a ter um grande surto, começando nas regiões próximas de hospitais mais precisamente. As pessoas ao invés de morrer, simplesmente viravam aberrações. Parece que os pesadelos se tornaram reais.. Dave, um técnico em raio x, estava a fazer uma tomografia computadorizada numa paciente quase em óbito.. Dra.Lídia: -“Dave, estamos descendo uma paciente. Ela está mal..” Dave (sorrindo): -“E por que está descendo a paciente para aqui?” Dra.Lídia: -“Vamos fazer uma TC dela.” Dave: -“O exame está salvando vidas agora?” Dra.Lídia: -“Pare de ser tão insuportável. Apenas faça o exame” Dave: -“Tudo Bem, doutora.” Médicos descendo, maca, aparelhos e uma gorda à beira da morte. O cheiro da morte chega a Dave, que estranha. Dave: -“Oh Lord, parece que chegou a hora do caos.” Então o coração da paciente para e os aparelhos apitam morte.

Doutora Lídia: -“Para com isso Dave! Enfermeira! Olhe a paciente, ela parou!” Enfermeira: -“Doutora, ela está morta!” Dave observa tudo como se algo fosse começar a acontecer, algo que ele estava esperando. Durante a tentativa de reanimar a paciente, ela acorda,diferente,olhar confuso,córneas alteradas. A enfermeira tenta sentir a respiração da paciente colocando o rosto perto do nariz. Enfermeira-“AAAAAAAARH!” Doutora Lídia: -“MEU DEUS!” A aberração morde o rosto da enfermeira, arrancando uma parte dele.

Dave: “-Dra.Lídia venha para cá, AGORA!”

Lídia passa pela porta correndo e gritando, e então Dave sente que todo o hospital está caótico e ele sente que para sobreviver tem que sair dali.

Dave: -“Venha comigo, doutora.”

Doutora Lídia: -“Meu Deus, Dave, o que está acontecendo?” – gritou.

(barulhos de tiros) Doutora Lídia: -“Tiros,tiros, Dave!”

Dave: -“Venha por aqui.” Pessoas correndo para todo lado, o hospital todo gritando. Gritos de morte, de dor e de medo. Dave passa pelos corredores e encontra a arma do segurança no

chão, ele abaixa e a pega; quando se levanta dá de cara com o segurança vindo correndo com olhos em tons cinzas e “soltando” um instinto assassino gigantesco. Dave: -“Merda! Fique atrás de mim, doutora!” Doutora Lídia: -“Meu Deus! Vamos correr, Dave..” Segurando Lídia, Dave acerta um tiro no peito do segurança. Mas ele não cai, apenas desacelera observando Dave e a doutora. Dave sem entender muito, acerta outro tiro no peito do segurança. E mesmo assim ele não cai, encosta um joelho no chão, volta a se levantar e vai em direção aos dois. Doutora Lídia: -“Dave, acerte a cabeça.” Dave: -“É bom isso funcionar, doutora.” Então Dave, mira na cabeça do segurança, atira e erra. O segurança consegue chegar bem perto de Dave que, empurrando a doutora, é derrubado no chão pela força do segurança. Sentindo a saliva do segurança cair sobre o seu rosto, Dave estica a mão para tentar pegar a arma que havia caído, enquanto que com a outra empurrava o segurança para não ser mordido.Quando então ele vê uma mão pegando uma arma. Dave então “explode” em adrenalina e empurra o segurança e se levanta. De repente, o tiro. Doutora Lídia: -“Venha Dave,venha!” Dave observa que o segurança estava caído com mais um tiro,agora na perna.Dave pega a arma da mão de Lídia e a queima roupa atira na cabeça do segurança. Dave: -“É...parece que funcionou mesmo, doutora.” Doutora Lídia: -“Só restava fazer isso. Mas, meu Deus, Dave. O

que está acontecendo?” Dave: -“Eu não sei.” Doutora Lídia: -“Aquela mulher morreu e voltou a vida. Mortos vivos, Dave? O que isso quer dizer?” Dave: -“Que estamos todos fodidos, doutora.” No meio do diálogo, Dave percebe três mortos vivos, dois de jaleco e um de avental. Dave: -“Vamos, doutora. Temos que ir depressa.” Doutora Lídia: -“Ir para onde, Dave? Temos que sair do hospital.” Dave: -“Não, doutora.Temos que ir antes na sala da Presidência do Hospital”

Os dois começam a correr e encontram o posto do outro segurança vazio. Dave encontra mais duas armas, que põe na cintura. Dave: -“Vamos Doutora, você tem que me levar a sala..” Doutora Lídia: -“Para o inferno, Dave. Por que eu iria até lá? É perigoso demais! Nós temos que sair daqui, AGORA!!” Dave: -“Merda! Eu salvei você até aqui, certo doutora? Já era para você estar como diz “morta viva”. É só pegarmos o elevador e o que eu quero.” Doutora Lídia: -“Você é doente.” Dave: -“Eu salvei a sua vida, só estou pedindo para...” Os 3 mortos vivos começam a bater e arrastar as unhas na porta do posto de segurança..

Doutora Lídia: -“Aaaahh, meu Deus, Dave” Dave: -“Calma. Silêncio! Eu vou matá-los.” Lídia, em completo desespero, se senta ao fim da sala, enquanto Dave abre a porta e mata o primeiro morto vivo com um tiro na cabeça. Lídia observa o corpo indo ao chão, com pouco sangramento, e observando isso ela chega a conclusão de que, de fato, os corpos já estão mortos, não bombeiam mais sangue como antes e, pela cor dos olhos, já pouco enxergam. Lídia, então, como boa médica que sempre foi, fez um laudo “impecável”sobre a situação. Os mortos, de algum jeito, estavam voltando a vida, mas sem alguma lucidez, sem visão ou com pouca visão, sem dores, sem depender de nenhum órgão a não ser pelo cérebro.

E o único comando do cérebro era atacar. Ela observa o outro morto vivo passar pela porta sendo alvejado na cabeça. Caindo sobre empurrões desesperados do próximo morto vivo, o que vestia um avental agora, uma senhora que estava internada sobre os cuidados dela, esta com um edema agudo nos pulmões, com previsão de óbito para esta semana. O morto vivo entra e Dave erra o tiro, então Dave dá três passos rápidos para trás e tenta acertar novamente, mas a arma estava sem balas. Dave, então, dá mais quatro passos longos para trás, procurando a próxima arma na cintura já sendo alcançado pela senhora. Lídia chega e empurra a senhora. E, gritando, corre para trás de Dave, que já estava com a arma na mão pronto para atirar. Doutora Lídia: -“Atira, Dave!”

Dave acerta o seu melhor tiro da noite. Entre os olhos, atravessando o crânio. Mais um corpo estendido no chão.. Dave: -“Vamos, Lídia,para o elevador.” Doutora Lídia: -“Não, Dave,nós vamos sair daqui agora.”

Vozes (distantes e abafadas): -“Socorro! Pelo amor de Deus, nos ajude. Socorro! Socorro!” Doutora Lídia: -“Dave, escutou?” Dave: -“Não. Não é problema meu.”

Doutora Lídia: -“Dave, você tem que ajudá-los” Dave: -“Não, não tenho. Assim como você, também não tem que me ajudar.” Doutora Lídia: -“Eu te levo aonde você quiser. Se você me ajudar a ajudar essas pessoas.” Observando Lídia com olhos profundos, Dave percebe o verdadeiro interesse e preocupação da doutora. Dave: -“Aquele que você ama está aqui, doutora?” Doutora Lídia: -“Mas do que está falando? São pessoas que devemos ajudar.”

Dave: -“Poupe-me de sua hipocrisia, aquela mulher de hoje estava morrendo e ao invés de salvá-la você me pediu para fazer uma tomografia dela, apenas para dar dinheiro ao hospital. Quem é Lídia? É o seu namorado, certo?”

Doutora Lídia: -“Como você sabe? Ninguém aqui sabia.”

Dave: -“Não importa, mas eu preciso chegar à sala e então faremos o seguinte: a gente vai à sala, volta, ajuda as pessoas e vemos se seu namorado está lá.” Doutora Lídia: -“Logo hoje, logo hoje ele veio aqui me buscar, por quê?

Dave: -“Ou seria hoje ou não seria nunca, né? Doutora Lídia: -“Qual o problema com você?” No meio das vozes desesperadas e gritos, os dois vão em direção ao elevador e olham para dentro da emergência. Observam pessoas correndo fora do hospital. O sinal de sair do hospital não seria fim e sim um começo de uma vida desesperada à procura da sobrevivência. Doutora Lídia: -“As vozes vem dessa direção. Vamos! Dave: -“ Não. Escuta. Se eles não morreram até agora e gritam assim é porque estão presos e não conseguem sair. Buscá-los agora pra depois irmos lá em cima é muito mais arriscado. Primeiro subimos.” Chegando no elevador, Dave aperta desesperadamente o botão, enquanto Lídia vê cerca de uns 10 mortos vivos vindo em direção a eles, bem no fundo ao fim do corredor. Doutora Lídia: -“Dave, não vai dar tempo. O que vamos fazer?” Dave: -“ Merda,merda! Abre, porra! ” Menos de 15 metros, a distância dos mortos vivos para Dave e Lídia. Então o elevador abriu e dele saiu um morto vivo, bem vestido e mordido no pescoço. Doutora Lídia-“AAAAAAH!” Dave pula em cima do morto vivo, fazendo os dois caírem. Dave por cima prendendo as mãos do morto vivo. Dave-“ENTRA LÍDIA, FECHA O ELEVADOR!! Lídia entra no elevador apertando desesperadamente o botão para fechar as portas, e, enquanto isso, os mortos vivos

estão tão próximos que já dava pra sentir toda a ânsia deles. Dave ainda segurando o morto vivo que estava já no elevador, tenta pegar a arma da sua cintura, mas quando ele solta a mão do morto vivo para pegar a arma, o morto vivo lhe dá um pequeno arranhão. O morto vivo, mais rápido, põe uma mão para dentro do elevador e é empurrado por Lídia. A porta começa a fechar-se. Dave consegue pegar a arma e dá dois tiros na cabeça do morto vivo, com quem estava brigando, e a porta do elevador se fecha a um palmo de distancia entre os mortos vivos e sua porta. Doutora Lídia: -“Meu Deus. É o doutor Marcelo.” Dave: -“Sabe de onde este elevador veio, Lídia?” Doutora Lídia: -“Não me diga que..” Dave: -“Sim,veio do 3º Andar.” Doutora Lídia: -“Mas lá não havia ninguém doente. Como eles viraram isso”?” Dave: -“Parece que ele foi mordido aqui no pescoço” Doutora Lídia: -“Então se você não morre você vira uma “coisa dessas” se for mordido?” Lídia observa o aranhão no braço de Dave. Doutora Lídia: -“Dave, meu Deus! Será que você foi “infectado”?” Dave: -“Você cita o seu Deus de mais, Lídia.” Então o elevador para, Dave e Lídia, assustados, observam o que poderá aparecer por trás da porta. As portas vão se abrindo devagar. Dave: -“Vamos, está tudo tranquilo.”

Doutora Lídia: -“Graças a De..Dave. Qual o seu problema com Deus?” Dave: -“Está de brincadeira que você está me perguntando isso, né? Mas digamos que eu e Ele não nos damos muito bem.” Doutora Lídia: -“Mas por que, Dave? Ele é o nosso único salvador, é o único que nos dá uma razão para viver. Dave: -“Olha em volta, doutora. Há mais coisas no céu e na terra que sonha a sua vã filosofia. Qual é a porta?” Dra.Lídia-“É a segunda da esquerda..” Chegando na porta, Dave põe Lídia para trás dele e empurra a porta com toda força. Vê no fim da sala um morto vivo arranhando e batendo numa porta no fim na sala. Dave vai se aproximando depressa dele enquanto o morto vivo vira-se, mandando seu instinto assassino completamente para cima de Dave. Doutora Lídia: -“Cuidado!” Dave acerta um tiro na cabeça do morto vivo, abre a porta do banheiro e de lá sai um senhor de cabelos grisalhos. Leandro: -“Dave, meu filho, nunca estive tão feliz de encontratado-te.” Dave: -“Doutor Leandro, encontre a ficha da Olívia pra mim agora. Eu preciso saber aonde ela se encontra..” Leandro: -“Dave ,ela está no manicômio.” Dave: -“Encontre a ficha dela já!” Doutora Lídia: -“Você veio até aqui só pra isso? Mas que porra,

Dave.” No meio dos móveis caídos e bagunçados, Leandro procurava a ficha da Olívia, enquanto Dave vai para a porta da sala ver se havia algum morto vivo por lá. Leandro: -“Dave! Eu encontrei, está tudo aqui.” Dave: -“Vamos. Temos que ir pela escada desta vez, pois todos eles devem estar nos esperando.” Doutora Lídia: -“Pela escada? Vamos ter que passar pelos CTI’s. Você quer nos matar, Dave? Leandro: -“Ele tem razão. Não podemos sair do elevador com mais de dez zumbis.” Dave: -“Vamos, não podemos perder tempo.” Descendo pela escada, Dave encontra três zumbis que morrem todos com tiros na cabeça. Até que chegam no 2º andar. barulhos de grunhidos e de passos, os três olham pela janela da porta divisória da escada para o corredor do CTI e vêem mais de cinquenta zumbis. Dave: -“Vamos,vamos. Eles vão nos perceber aqui!” E quando eles começaram a descer as escadas eles vêem um bebê se arrastando pela escada. Lídia corre para socorrê-lo. Dave: -“Não, Lídia!” Doutora Lídia: -“AAAAAAAAAAAAAAAARH, meu Deus! Ela arremessa o bebê zumbi contra a parede e rapidamente Dave sente que todos os Zombies do CTI estão vindo atrás do grito.

Leandro: -“Ouviram? Eles passaram pela porta “ Todos começam a correr as escadas. Leandro vai a frente com mais medo que todos. Leandro: -“AAAAARW!” Um zumbi o ataca de surpresa na virada da escada. Mordendo o seu rosto, abafando o seu grito.

Dave: -“Vem, Lídia! VEM!” Os dois sobreviventes correm passando por Leandro que é devorado vivo. Saindo das escadas, eles voltam a ouvir vozes clamando por socorro. Vozes: -“Tem alguém aí? Se tiver, por favor, nos ajude!” Doutora Lídia corre para a porta chamando seu namorado. Dra.Lídia: -“Mike! Mike!” Dave tenta abrir a porta para aliviar o desespero das pessoas, quando pelas costas eles são surpreendidos por um zumbi que vai em cima de Lídia quase mordendo-a. Dave empurra o zumbi de cima dela e saca a sua arma. Doutora Lídia: -“Para! É o Mike, é o Mike.” Indo para cima em direção ao zumbi Mike e Lídia é presa nos braços de Dave. Dave: -“Ele morreu, não há nada que você possa fazer.” Doutora Lídia: -“Eu o amo e ficarei com ele de qualquer jeito, é tudo culpa minha.” Por uns instantes as pessoas da sala pararam de gritar, vendo

tudo pela parede de vidro da sala em que estavam. Lídia foi em direção ao zumbi Mike. Um instante de paz. Quando Lídia estava bem perto de seu amado, ouve-se um estalo quebrando todo o silêncio e clima. Lídia começa a cair jorrando sangue e com ela o Mike. Dave, com o sua última bala, acerta a cabeça no casal de uma única vez. Próximo capítulo > Explicando os fatos.