Divino ser eterno

1 A rosa está prestes a desabrochar...


Ela estava lá sentada o tempo todo olhando para aquele salão, enquanto aquele relógio badala as horas, badalando, dilacerando milhares de soldados naquela guerra doentia. Ao seu lado estava seu ancestral, aquele que amaldiçoou a todos os seus futuros descendentes com o mesmo sonho predeterminado, com o mesmo poder destacado como "insano". Ele, estava esperando o parar das badaladas daquele relógio, esperando que aquele senhor em seu trono se irritasse totalmente. Como estava preparado para destruir tudo em seu caminho e estava impaciente, desembainhou sua espada enquanto mais corpos caiam em sua frente. Com sua alma chegando ao limite, assim como o demônio que habitara aquele relógio estava a se exaurir, deu um sorriso maligno e passou a seu desejo vingativo, sua maldição repugnante e sua espada com aquelas palavras que vinham de dentro de sua alma:

—Se eu morrer aqui, quero que dê ao menos um soco em Khantes quando encontrá-lo. Ele olha para baixo, para o mesmo lugar que aquela criança estava e diz: -Sim, estou falando com você, em qualquer época que estiver. E não se esqueça: não poderá morrer até me dar um filho, mesmo que não renasça totalmente, mesmo que eu tenha que trazer a vida dos mortos. Conto com vocês.

Seu corpo entra em combustão. Uma chama azul é liberada enquanto sua espada fica cada vez mais negra a ponto de que não era possível identificar o que era a sua espada e o que era a escuridão que estava a sua volta. O chão começa a quebrar, a pressão que estava na sala começara a ser insuportável, sua lâmina consome o demônio e seu relógio. Após ele chega próximo ao velho e ao seu trono e tenta lhe cortar ao meio, mas antes que conseguisse, seus colegas eram desintegrados com tal poder. O velho segura a espada de seu ancestral com uma de suas mãos, que começa a sangrar até ser cortada. Uma pressão maior se faz nesta sala, os azulejos que cobriam o multiverso* começam a levantar, e o ancião com um toque desfigura completamente seu ancestral. Sua cabeça é cortada e caía ao chão. Mas isso não o parou. Sua lâmina e seu corpo continuavam a lutar arduamente. O velho começara a sangrar constantemente, sangrando de suas cabeças aos pés, o sangue branco caindo de todo o seu corpo, ele tendo que levantar de seu trono para lutar contra um ser tão repugnante. Ele levanta, vários relógios aparecem na sala, badaladas e mais badaladas que exercem uma pressão insustentável para aquele multiverso. Antes deste se quebrar aos pedaços, o corpo com suas últimas forças enfia a espada no coração do ser divino Fazendo-o dar uma leve risada. O multiverso se quebra, a criatura entra em maior combustão, o deus do tempo é morto. A espada fora a única coisa que restara do ser corrupto. A espada começa a tomar vida, se levanta e vai rapidamente para a criança.

Nathaly acorda daquele pesadelo e se encontra sobre o teto. Ela podia estar coberta com os seus lençóis e a noite podia não deixá-la ver nada, mas ela sentia em sua mão alguma coisa grossa e metálica. Era a espada.

Notas finais
* quando eu utilizo a palavra "multiverso" significa um universo que não está realmente no universo original daquele lugar, é como um "universo paralelo", aonde os deuses criam para batalhar com os plebeus