Divine War: Revelation
1 The beginning
Notas iniciais
Trago para vocês a minha mais nova Fic, venho idealizando ela por muito tempo e finalmente ela se tornou realidade.
Espero que gostem, leiam e se divirtam. ^^
Mito da criação
No início a escuridão existia antes do universo e da luz, seu nome é Yakot. Ele é creditado como uma força poderosa, amoral e terrivelmente destrutiva. Em algum momento a luz entrou em existência, seu nome era Hanow.
Hanow se sentia vazio e solitário, então decidiu criar vários mundos e seres, mas Yakot sempre os destruía por puro prazer. Eis que desses acontecimentos a morte passou a existir, a vida não poderia existir sem a morte, e vice-versa.
Hanow cansado de toda essa situação criou seu último e mais perfeito mundo, lugar que ele chamou de Terra, e prometeu que Yakot jamais tocaria em tal lugar, e que para a vida existir Yakot teria que ser destronado.
Eles travaram uma verdadeira guerra que durou por milênios, e no final Hanow saiu vencedor, selando Yakot em uma "dimensão vazia", chamada Sandar.
Hanow então criou a vida na Terra, sua primeira criatura foi chamada de Yenesh, um ser que levava a bondade como a sua maior virtude, mas algo veio a mudar e com o passar dos tempos mostrou-se maldoso e destrutivo. Hanow percebeu que mesmo selado Yakot continuava a corromper tudo o que ele criava. Yenesh foi mandado direto para Sandar, onde se aliou a Yakot, juntos juraram destruir tudo criado por Hanow.
Milênio depois prezando pelo mundo, Hanow dividiu a si mesmo em várias partes, criando assim todos os Deuses, que por sua vez criaram os mortais, e todos os seres que povoam a Terra. Suas vestes divinas formaram um escudo sobre a Terra, assim garantindo que os Exilados jamais retornassem.
Tempos Atuais
O mundo vive em perfeita harmonia, e os diferentes panteões repartem o mundo. Existem Deuses de gregos a celtas, egípcios a nórdicos, e por aí vai.
Reino Celta – Vila Bileog
Este lugar era especial, era realmente uma paisagem bonita... Agora, apenas mais um lugar sem vida.
O solo, seco e rachado se estendia por quilômetros ao horizonte, nas pequenas fissuras as chamas brotavam, dificultando a tarefa de distinguir o local de um verdadeiro ínferno. Crateras, muito maiores de que qualquer força da natureza poderia criar se fazem presentes, a fumaça toxica escapa pelos gigantes buracos.
O ar estava pesado carregando o cheiro podre de sangue, que impregnava e queimava os pulmões de qualquer ser que ousasse ainda estar vivo. Nuvens de poeira e cinzas pairavam nos céus, bloqueando raios de sol. Correntes elétricas rasgavam a abobada celeste, ocasionalmente resultando em raios que acabavam por ferir ainda mais o chão.
Ao longe podia se ver furacões varrendo todos os vestígios de que o local algum dia já foi uma bela e esverdeada floresta, mas que agora não passava de um lugar mórbido. Toda e qualquer essência de vida que antes era emanada sobre cada planta, cada grão de terra, agora dava lugar a pura e total destruição onde as únicas coisas prevalecentes eram a morte, e o caos.
Mais ao sul, enquanto a fumaça se dissipava era possível ver uma figura saindo debaixo de alguns escombros, era um jovem rapaz, aparentava ter seus 20 anos, sua pele é alva e ruborizada, olhos castanhos, seus cabelos são lisos e curtos de cor dourada, seu corpo definido após tanto treinamento agora possuía vários cortes, seus trajes estavam rasgados e aos trapos.
— Argh... Isso virou uma verdadeira bagunça. – Dizia o jovem Deus olhando ao seu redor, enquanto passava as mãos pelo corpo tentando tirar toda a poeira que o cobria – Dagda vai me matar, preciso pensar em uma boa desculpa rápido.
Quando estava prestes a se levantar ele foi surpreendido por uma grande arvore que foi arremessada em sua direção, nos últimos instantes ele conseguiu desviar saltando para a sua esquerda e parando a metros do local.
Ao longe era possível ouvir um rugido assustador e extremamente alto, parecia que algo estava muito irritado e avançava com muita velocidade para cima do jovem Deus, a cada passada da criatura o chão se rachava mais e mais, arvores eram partidas ao meio após um simples contato.
— LUGH, JAS KE GO UNISTI OSUDEN!!!! – Vociferava uma criatura humanoide de aproximadamente 10 metros de altura, sua couraça é vermelho sangue, suas mãos possuíam varias garras e sua cabeça era metade homem e metade touro, seus passos eram capazes de rachar o solo e um simples sopro era capaz de matar centenas de pessoas que estivessem próximas. Seu estado não era muito diferente do jovem deus, talvez estivesse até pior.
— Gugalanna... Achei que estava morto, mas pelo visto é mais durão do que eu imaginei. – Dizia Lugh com certo espanto, ele tinha certeza que havia derrotado o monstro em seu ultimo movimento – Você já me persegue há dias, qual o motivo? Não me recordo de ter feito algo a você, ou os deuses que te comandam.
— Estou aqui a mando da minha senhora Ishtar, ela quer a sua cabeça em uma bandeja de prata, o fim está a sua frente, celta. – Respondeu o guerreiro subordinado da deusa suméria Ishtar.
— Espera ai, que papo é esse? Nunca fiz nada de mal contra Ishtar, pelo contrario, sempre a respeitei e mantive a cordialidade em todas as oportunidades que a vi, além de ter uma grande consideração por ela. – Disse o Celta confuso, ele realmente não entendia a situação ou sobre o que o sumério estava falando.
— Não Lugh, você sempre recusou os flertes, paqueras e presentes que ela te ofereceu, você é um celta, mas ela mandou construir um templo para você como se fosse um de nós... Mas isso mudou, atualmente ela deseja sua morte e eu serei seu carrasco. – O monstro sumério fechava seus punhos com mais força do que nunca, entrava em posição de combate e mantinha sua visão focada em direção ao Deus.
— Não posso culpá-la, eu sou irresistível. – Respondia Lugh com ironia enquanto se colocava em posição de luta, retirando sua lança mágica do chão e a segurando com a mão direita — Venha Gugalanna, te mostrarei o motivo por ser conhecido como a divindade de muitos títulos.
Lugh e Gugalanna estavam apenas se encarando, esperavam o momento perfeito para atacar, não poderiam cometer erros ou isso custaria à vida de um deles. As correntes de ar estavam fortes, mas elas simplesmente pararam, e neste momento os dois guerreiros avançaram de encontro ao outro. Na teoria, Gugalanna é mais forte e resistente, mas Lugh é mais veloz e versátil... Um confronto interessante.
Em meio a toda aquela fumaça e poeira, o celta pode perceber a movimentação em alta velocidade do monstro, por ser um guerreiro de nível divino foi capaz até mesmo de prever o próximo movimento do adversário. Lugh antecipou um soco de Gugalanna com muita facilidade e contra-atacou com um chute lateral de direita, fazendo o monstro se chocar com uma pequena montanha que logo após foi ao chão.
O sumério volta e tenta acerta um poderoso soco de esquerda no rosto de Lugh, mas ele desvia com grande facilidade se inclinando para direita e inicia uma rápida sequência de socos no abdômen e nas costelas, terminando com um certeiro chute rodado no rosto, o chute foi forte o suficiente para deixar o monstro sumério desnorteado por alguns instantes.
Mas isso ainda não foi o suficiente para fazer o monstro desistir da sua investida, vez após vez ele continuava a andar para frente mesmo estando em clara desvantagem no combate, a lança era usada com grande maestria cortando 7 das 11 garras que o sumério possuía, Lugh parecia finalmente estar disposto a mostra sua verdadeira força.
—...Você parece mais forte do que antes, qual o motivo? – O monstro questionava o loiro, estava surpreso, a força e velocidade do celta tinham aumentado. Será que finalmente ele está lutando sério? Questionava-se.
— Simples. Estou cansado de toda essa destruição e mortes de mortais inocentes durante o nosso confronto, quero acabar logo com isso, foi muito divertida toda essa aventura com você, mas tudo que é bom chega ao fim. Prepare-se para morrer guerreiro, te darei a honra de ser morto pela lança mágica de Gorias.
Lugh concentrava todo seu poder em sua lança, era algo surreal a quantidade de poder que aquele jovem Deus possuía, o chão tremia, o céu escurecia, a temperatura parecia ter aumentado e todo o tempo e espaço ao seu redor parecia se distorcer. Pela primeira vez em sua vida Gugalanna permitiu-se sentir medo, a esse ponto ele já havia aceitado o fato de que sua morte se aproximava, seu corpo não obedecia aos seus comandos e ele não conseguia esboçar nenhuma reação.
— Então esse é o poder dos deuses? – Um misto de medo e êxtase invadia o coração do sumério que já não se importava com o que aconteceria, só observava a toda àquela cena espantosa – Magnifico.
— Antes que você morra deve ao menos saber o que acabou contigo, esta técnica se chama Lança do destino, ela não só causa danos físicos como também consome a alma daquele que for acertado. Esta lança foi banhada pelos poderosos raios solares de Belenus, uma vez que atirada, ela não irá parar até acertar seu alvo, não há como se defender, não há como fugir, tem 100% de chances de acertar o alvo. – Lugh direciona a lança para o alvo, o tempo parece passar mais devagar, é possível ouvir o som dos batimentos cardíacos acelerados do seu adversário, por um breve momento ele pensou em parar, o sumério só estava cumprindo ordens, mas agora já não podia voltar atrás – Adeus Gugalanna, LANÇA DO DESTINO!
Lugh atira a sua lança que acerta em cheio o inimigo, diversos raios de luz perfuram e vão destroçando o corpo do monstro, um grande e ofuscante brilho ocupa toda a área. Após alguns minutos tudo tinha voltado ao normal, já era possível ver toda a destruição causada, e ao longe era possível ver o loiro em pé segurando sua lança que havia retornado para sua mão.
—...Perdoem-me mortais, não era minha intenção trazer essa batalha até vocês, muito menos que tantos morressem. Encontraremos-nos no Mag Mell. – Lugh parecia estar triste, ou apenas preocupado, de qualquer forma sua mente já não estava naquele lugar, ele estava com um mau pressentimento há dias e todos sabem que quando um Deus tem um mau pressentimento algo de muito grave vai acontecer – Preciso encontrar a Morrigan, ela saberá dizer o que esta me afligindo.
(...)
Os cômodos da sua humilde casa estavam vazios e escuros, mas isso não era um problema para o Deus da luz, não é mesmo? O local silencioso era preenchido pelos passos que ele dava em direção ao banheiro. Após um longo banho onde lavou toda a sujeira e cuidou de seus ferimentos, vestiu uma calça jeans e moletom com capuz branco.
Toc Toc Toc!
Era possível ouvir batidas que vinham da porta da frente, mas ele não estava esperando visitas, então quem poderia ser? Poucos sabiam da sua nova morada, não fazia muito tempo que havia abandonado o castelo. O loiro caminha lentamente até sua porta, gira a maçaneta e fica surpreso com quem estava ao lado de fora.
— Ares? O que faz aqui? – Perguntou o celta em tom de curiosidade, não era normal o Deus da guerra sair da Grécia, muito menos para fazer visitas.
— Lugh, chegou à hora, a grande reunião dos deuses ocorrera hoje. – Ares é um dos 12 olimpianos, mais precisamente, a divindade da guerra. Ele aparenta ser um pouco mais velho que o celta e dono de um porte físico admirável, olhos tão pretos como a escuridão da noite, possui cabelos lisos que vão até o seu pescoço e são vermelhos como o sangue daqueles que já caíram perante seus pés. Possui uma feição seria e de poucas palavras.
— O QUE? Essas reuniões chatas só ocorrem durante os solstícios de inverno, qual o motivo por trás dessa mudança? – Questionou o loiro, claramente decepcionado com a noticia que acabará de receber.
— O Ciclo tem algo para revelar há todos os deuses, não tenho mais informações sobre o que seja, eles apenas avisaram que tudo será revelado durante a reunião. – Respondia o ruivo, que estava fazendo apenas o papel de informante e também não entendia a situação ou a mudança na data de reunião milenar – Já estou de partida celta, nos veremos em algum outro momento... Já ia me esquecendo, desta vez uma falta não será perdoada. – Se despediu o deus da guerra.
— Até... – O jovem deus celta agora tinha certeza que algo estava errado, talvez, o seu mau pressentimento esteja conectado com o assunto dessa reunião repentina. Bom, descobriremos isso mais tarde.
Notas finais
Lugh - http://portal-dos-mitos.blogspot.com.br/2013/06/lug-lugh.html
Ares - http://portal-dos-mitos.blogspot.com.br/2012/11/ares.html
Dagda - http://portal-dos-mitos.blogspot.com.br/2014/02/dagda.html
Morrigan - http://portal-dos-mitos.blogspot.com.br/2012/11/morrigan.html
Gugalanna - http://portal-dos-mitos.blogspot.com.br/2015/02/gugalanna.html
Ishtar - http://portal-dos-mitos.blogspot.com.br/2013/03/ishtar.html
Mag Mell - É um reino mítico onde só se podia chegar através da morte e/ou glória.
Bom, esse capitulo não teve nada de muito relevante para a trama, além de algumas referências e apresentar o protagonista.
Espero que tenham gostado, até a proxima. Fui.
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