Dividida
9 Capítulo 9
Notas iniciais
espero que gostem desse novo capitulo...
muitos acontecimentos!
- “Nossa, Cebola tem um péssimo gosto para garotas heim.”
- “Como ele teve coragem de fazer isso com a Monica? Todo mundo sabe que eles se gostam.”
- “Eu nunca acreditei mesmo nessa Isa... super falsa.”
-“Já não basta ter roubado o Luca da Carminha, ainda se joga os braços do Cebola.”
Escutei vários desses comentários durante todo o percurso para o banheiro feminino. Não queria ver a cara de ninguém. Entrei no banheiro e como vi que não tinha ninguém comecei a chorar. Não acredito que aconteceu isso comigo. O Luca vai terminar nosso namoro por causa dessa foto. O Cebola não vai mais conversar comigo. Perdi minhas melhores amigas. O que mais falta acontecer?
- Ai eu não acredito que nosso plano deu certo amiga! – escutei algumas pessoas entrando no banheiro e me escondi em um Box.
- Isso é apenas o começo da nossa vingança. Aquela pata choca me paga por ter roubado o Luca de mim.
- Isso mesmo Carminha, você ta investindo nele a muito tempo pra ela vir roubar ele. — eu sabia que tinha o dedo podre dessas patricinhas metidas a besta. – Mas diz pra gente o que vamos fazer agora?
- Vamos esperar o resultado dessa foto no relacionamento deles. Se isso não acabar com o namoro dos dois, temos muitos planos na manga ainda. Hahahahahahahaha
Escutei elas saindo do banheiro, rindo alto. Só não sai do Box para brigar com elas porque eu precisava conversar com o Luca o mais rápido possível. Enxuguei minhas lagrimas, respirei fundo e saí do banheiro pronta para a guerra contra elas.
Levantei a cabeça e fui andando para a sala. Quando o professor conseguiu acalmar a turma ( que me vaiava enquanto eu andava até minha carteira) eu mandei uma mensagem pro Luca no celular dele:
Luca, preciso conversar com você sobre aquela foto.
No intervalo e no final da aula estarei te esperando na porta dos vestiários.
Se você não aparecer, vou entender que isso é o fim.
Isa
Eu olhava pro relógio de cinco em cinco minutos, ansiosa para conversar com ele. Mas o que vou dizer? Que o Cê e eu ficávamos abraçados e conversando em segredo, como amantes? Era isso que aparentava nossos encontros no anfiteatro. Mesmo sendo só um amigo o Luca vai sentir ciúmes, além de pensar o que todos já viram na foto.
Quando tocou o sinal do intervalo, fui correndo para o local que combinei, fugindo das garotas que jogavam bolinhas de papel em mim. Esperei até perder dez minutos da próxima aula, mas ele não tinha aparecido. Quando acabaram as aulas, eu fiz o mesmo percurso, e ele também não apareceu. Sabia o que isso significava. Fui andando devagar pra casa, triste por saber que o garoto que eu gostava dava mais importância às fofocas do que a mim.
- Ai. – eu acabei esbarrando em alguém por estar olhando para o chão- Ei garota não enxerga pra onde anda não?
- Desculpa, mas você que é idiota que fica parado no meio da rua. Eu... DC! — fiquei vermelha de vergonha.
- Obrigada pelo elogio. Mas você está tão feliz assim por quê?
- Não me diga que você não sabe. O colégio inteiro ta comentando.
- Eu nunca dei importância pras coisas que o colégio comenta. Eu sou Do Contra esqueceu? Depois o doido do bairro sou eu.
- A foto no mural de recados. A Carminha e suas seguidoras tiraram uma foto do Cebola comigo, para que todos pensassem que temos um lance. E agora eu perdi o Luca pra sempre.
- O Luca disse que você o perdeu pra sempre?
- Não, mas eu mandei uma mensagem pra ele me encontrar na frente dos vestiários. E ele não foi.
- Isso não significa que ele não gosta de você, nem que você o perdeu.
- Mas se ele não apareceu significa...
- Pode significar varias coisas... que ele não te ama, que ele ta confuso, que ele perdeu o celular e não viu a mensagem, que a bateria morreu...
- Do Contra, obrigada! Eu não tinha pensado nisso.
- Você só pensou no mais óbvio. Por isso que eu sou Do Contra. Vejo por detrás do óbvio.
- Então acha que eu devo procurar ele?
- Eu não perdi nada pra achar.
- Você entendeu DC.
- Eu não. Não iria atrás dele mesmo. Se ele gostasse de mim ele que viria pedir explicações.
- Pois é isso que eu vou fazer.
- Vai ficar sentada vendo o tempo passar?
- Não, eu vou atrás dele.
-Não foi isso que eu disse.
- Eu sei, mas como você mesmo disse “eu sou o Do contra”.
Fui correndo pra casa. Almocei bem rápido, me arrumei e fui na casa do Luca. Quando ia tocar a campainha algo me deteve: e se ele não quer mais saber de mim? Meus olhos se encheram de lagrimas. Quando eu escutei um barulho e a porta abriu. Mas eu toquei a campainha?
- Isa?
- Oi Luca, eu... eu queria conversar com você. Pra onde você ta indo?
- Eu ia na sua casa. Não achei conveniente a gente conversar no colégio.
- Então não vai terminar comigo?
- Como? Olha acho melhor a gente conversar em um lugar melhor.
Ele passou por mim com o rosto sério. Quando chegamos na pracinha me sentei e ele ficou na minha frente.
- Isa, eu quero uma explicação do porque tem uma foto sua com o Cebola abraçados no mural colégio. – ele disse sem nem eu me preparar para a conversa.
- Nossa, você foi direto. Bem... você sabe que o Cê e eu somos melhores amigos. Quando começamos a namorar, de repente ficamos distantes e eu gosto muito daquele garoto. — quando disse isso, meu coração começou a palpitar mais rápido, deve ser por que estou nervosa- sentia falta dele, e, por obra do destino, ou o que seja, a gente acabou se encontrando no anfiteatro. Desde então combinamos de nos encontrar lá, já que não tínhamos tempo pra conversarmos. Sabia que ele ta trabalhando?
- Eu já sabia que ele ta trabalhando. Ele me pediu ajuda pra encontrar esse trampo. Mas você não me explicou como esses “encontros” de vocês se tornaram o que eu vi naquela foto. – ele me dizia essas palavras como se eu estivesse tendo um caso com o meu melhor amigo e aquilo me magoou muito.
- Eu e ele nos abraçamos porque estávamos com saudade um do outro. E não sei como o “trio das belezas” conseguiram tirar aquela foto — de repente me senti envergonhada, como uma criança que foi pega em flagrante fazendo algo errado- Luca, eu juro que estou te dizendo a verdade. Nunca aconteceu nada entre o Cebola e eu. Uma coisa que você me disse hà muito tempo foi que a Carminha e suas seguidoras tinham inveja de mim e por isso me provocavam. Eu escutei elas falando sobre isso.
- Isa, eu acredito que isso possa ter sido obra delas, mas independente do que elas façam, você escondeu algo de mim, algo importante pra você. Eu sou seu namorado.
- Ainda estamos juntos?
- Sim, porque eu confio em você. Mas quero que divida tudo comigo, mesmo algo que possa parecer bobagem.- nesse momento ele pegou minhas mãos. Eu me senti feliz de novo, pois ele acreditou em mim. nunca houve nada entre o Cebola e eu. A não ser aquele quase beijo, e aquelas mãos na minha nuca, e eu pegando ele no flagra só de cueca... vamos parar por aqui Isa. Então eu me aproximei do Luca e nos beijamos. Senti frieza no seu beijo, era diferente de todos os beijos que ele tinha me dado, com certeza ele ainda tava magoado comigo. Ficamos um tempo na praça e ele me acompanhou até a casa do Cê. Eu precisava esclarecer tudo.
- Oi Isa minha querida tudo bem?
- Oi dona Cebola, o Cebolinha está? Hehehehe- a mãe do Cê e eu brincávamos com ele sempre chamando-o de Cebolinha.
- Que Cebolinha o que, é Cebola. Eu já avisei que...Isa. – ele veio brigando quando escutou seu antigo apelido mas quando me viu ficou sério.
- Eu vou deixar os dois á sós. – disse a Dona Cebola percebendo o clima que ficou na sala, saiu de fininho.
- Cê, eu queria... conversar com você por causa da... da foto — o que deu em mim? estou nervosa com meu melhor amigo.- Foram a Denise, Maria Melo e a Carminha.
- Eu suspeitei.
- o Cas te contou né? Mas as meninas não sabem. Não acreditariam em mim se eu dissesse que não tem nada entre nós. Cê, eu perdi meus amigos, o Luca ta frio comigo, mesmo dizendo ter acreditado em mim. Virei alvo de piada no colégio inteiro. Você não foi na aula hoje. Não sabe o que passei lá. – baixei a cabeça e comecei a sentir minhas lagrimas rolarem pelo rosto.
- Isa... – vi os pés do Cebola se aproximarem dos meus e escutei rua respiração ofegante – Voc...você lealmente acledita que não existe nada entle nós?
De repente olhei pra ele, seus braços vieram em direção à minha cintura e eu não desgrudava meus olhos dos dele. Sua mão direita tocou meu queixo e foi deslizando até minha nuca, e de repente nossos rostos foram se aproximando. Não sentia minhas pernas direito. Pus minhas mãos em sua face e fechando os olhos, senti seus lábios quentes tocando os meus. Conseguia até sentir seu coração palpitando rápido, ritmado ao meu. Não acredito: estou beijando o Cê.
Notas finais
sera que esse beijo vai abalar o romance da Isa com o Luca?
e o Cebola, o que ele vai fazer?
a Monica vai deixar de ser ciumenta e voltar a conversar com a ISa?
hhehehe misterios...
estou terminando o capitulo 10 e quando criar o 11 eu posto mais pra vcs...
gosto de ter uns 2 capitulos mais na frente p desenrolar a historia... e n gosto de deixar vcs esperando...
beijo
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