Dividida
28 Capítulo 28
Notas iniciais
faltam 2 capitulos...
nao sei se to escrevendo rapido e deixando os detalhes de lado... eu to cansada dessa fic e quero encerra-la logo...
bem, sem mais delongas
boa leitura
Estava chovendo. Muito. Estranhamente no inicio de Outubro. Eu já não agüentava mais ver aqueles professores falando toda hora sobre vestibular, e trabalhos, e provas, Enem, essas coisas chatas. Só me lembrava do Cebola conversando comigo na varanda de casa no dia do meu aniversario. E eu sempre usava minha correntinha pra não me esquecer daquele dia.
Cebola voltou a conversar comigo, mas estava diferente, não me abraçava mais, nem me tratava com aquele carinho que tratava antigamente. Todos perceberam isso, e até a Monica não sabia o que acontecia com ele.
- Estranho... voces são tão amigos e ele te tratando assim, friamente.
- Eu também não entendo Monica, mas deve ser só estresse. Ele tem trabalhado e estudado muito. – Magali disse, olhando pro Quin com duvidas sobre a atitudes do Cê.
- Acho que é algo mais. Mas não sei dizer.
- Eu cansei disso. – me levantei do banco onde estava e fui em direção ao Cebola, decidida a conversar com ele e a revelar meus sentimentos.
- Onde a balofa vai com toda pressa?
- Não é da sua conta Carminha. Voce não tem que cuidar de uma creche hoje não? Com licença.
Não tinha cabeça pra bater boca com a Carminha. Estava cansada dessa situação. Ele estava de costas pra mim, quando o segurei pelo braço e saí arrastando o garoto por todo o pátio da escola. Todos se espantaram com minha atitude repentina.
- Isa, pra onde voce tá me levando? O que aconteceu?
Eu o ignorava e só conseguia andar rápido. A chuva caia grossa sobre meu rosto e eu não me importava. Fui em direção ao anfiteatro e entrei, puxando um aturdido Cebola pra dentro.
- O que a gente tá fazendo aqui?
- Por que voce tá me tratando desse jeito? O que eu te fiz?
- O que?
- Isso mesmo que o senhor escutou.
- Isa, voce me pegou de surpresa.
- O que eu te fiz, Cebolinha?- cruzei meus braços esperando uma resposta.
- Voce... – ele foi se aproximando de mim, e eu recuando, até não ter mais pra onde fugir, quando minhas costas se encontraram com uma parede. – Voce me faz pensar em voce 24 horas por dia.
Ele tocou meu rosto delicadamente, e com a mão meu queixo, foi se aproximando mais e mais, de modo que eu conseguia sentir sua respiração no meu rosto.
-Voce me faz sentir ciúmes de todos, até do meu melhor amigo. Voce me faz deixar de sentir pela Monica o que eu passei a vida inteira acreditando que sentia. Voce me faz me sentir a pessoa mais feliz do mundo quando está nos meus braços. Voce me faz sentir um desejo de te beijar tão forte que eu não consigo me controlar.
- Então não se contenha mais. – ele abriu um sorriso largo, como uma criança quando ganha um presente de natal. E foi lindo. Nosso beijo cheio de sentimentos inexplicáveis. Minhas borboletinhas voavam sem direção em meu estomago, e me senti feliz de novo.
Eu o abracei forte e só então percebi que estávamos molhado pela chuva que havíamos tomado durante o caminho pro anfiteatro. Seus cabelos molhados o deixavam ainda mais lindo e sua camisa branca grudava em seu corpo.
- Uau, Isa.
- O que voce... – eu acompanhei seu olhar e me lembrei que eu também estava molhada. E com um sutiã colorido cheio de coraçõezinhos.
- Seu tarado. Eu me encolhi, tentando esconder meu sutiã.
- Eu... hehehehhehe... não vou fazer nada... hihihihihi. Que voce não queira. Hahahahahahahhahaha
- Seu idiota.
- To brincando, meu docinho. Vem cá eu não vou olhar pra “eles”não.
- Se voce fizer alguma coisa eu quebro sua cara.
- Pelo visto voce aprendeu algumas ameaças com a Monica.
- Por falar nela... Por que continuou com ela, mesmo depois do bilhete que voce me mandou?
- Como? Cascão não foi? Aquele linguarudo. Bom, eu não tive coragem de terminar com ela.
- Mas agora me diz, o que voce sente por mim.
- Sério mesmo?
- sim.
- Desde o dia que te vi correndo em minha direção na praça, no inicio desse ano, eu te desejei. Mas sabia que voce nunca olharia pra mim. Então eu me tornei sua amiga, e isso me bastava pra ser feliz, estar perto de voce, sabe. Sempre sentia que existia um clima entre nós, mas não acreditava nisso, por que todos falavam de voce e da Monica. E ... eu acabei acreditando cegamente nisso, não enxergava o que existia entre a gente de verdade.
- Eu também sempre senti algo diferente por voce, mas pensava que era amizade. Voce era nova na turma, e pensava que o meu sentimento ser forte era só isso. E voce namorava com o Luca. Não podia fazer nada quanto a isso.
- Eu tenho que dizer a ele que estamos juntos. E a Monica... ela vai ficar arrasada, vai pensar que eu estou traindo ela.
- Já faz tempo que nós terminamos. E ela... bem, depois ela te conta.
Voltamos pra sala, ensopados. Todos se perguntando o que aconteceu. Decidimos não contar nada, por enquanto. Rolavam boatos mas nem importamos pois nós sabíamos o que tinha acontecido.
Estava deitava na rede que ficava no quintal, lendo um livro, quando o Do Contra apareceu. Ele estava com uma caixa de morangos e uma lata de leite condensado na mão.
- Espero que não esteja com fome.
- DC que surpresa.
- Sério?
- Não, eu sabia que voce viria aqui, depois do que aconteceu.
- Droga, não consigo nem te surpreender mais.
- Os morangos foram uma surpresa. Voce sempre traz abacaxi, ou kiwi.
- hehehehehe, pois é. Pelo menos isso. O que o Cebola fez quando voce se declarou?
- Como voce...? Bem, na verdade ele que se declarou.
- Olha só... o Cê surpreendendo.
- Pois e, menino. Hehehehe Bom, nos entendemos no anfiteatro, mas eu não posso contar pra ninguém. A Monica ficaria super chateada comigo.
- Tem certeza?
- Por que está perguntando isso DC?
- Bom, desde a ultima vez que eu fiquei com ela, ela não disse nada sobre ele.
- Depois do que? Voces estão ficando? Quando pretendia me contar isso?
- Agora?
- Seu amigo de meia tigela. Mas eu fico feliz por voces.
- Eu sei. Isa, eu gostei da sua atitude. Impensada, diferente, ousada. Nunca pensei que diria isso, mas voce vive quase como eu.
- Não DC, voce contraria tudo e todos, as regras da sociedade, e a rotina. Já eu, gosto de ser inesperada.
- Mas é quase como eu.
- O mundo e muito normal, temos que fazer coisas imprevisíveis de vem em quando.
- Como isso. — Do Contra se levantou, ficando por trás de mim e tapando meus olhos, enquanto eu sentia lábios me tocando a boca.
- Mas o que? Cebola!
- Gostou da surpresa?
- Claro.
- Tá na hora de eu ir né? Bye Cebola. Hello Isa.
- Hello Do Contra.
- Mas heim? Voces dois?
- Ele é do contra, esqueceu? Não era pra voce tá do trabalho?
- Eu saí, tá puxado pra mim, estudar e trabalhar agora.
Me espantei ao ver a Monica correndo em nossa direção, com o rosto suado e nervosa. Ela puxou o braço do Cebola e ele o meu. Fomos correndo ver o que aconteceu. Foi uma cena terrível. A Carminha deitada no chão, sobre uma poça de sangue e uma multidão ao redor, assistindo a cena.
Notas finais
( agora q parei p pensar q coloquei a vila da historia com o mesmo nome da carminha da novela e ainda sao loiras e ricas... ¬¬ )
deixem reviews...
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