Dividida
18 Capítulo 18
Notas iniciais
viajei e a net nao tava boa, eu tive q ir sem deixar mais um cap.
espero qu possam me perdoar...
escrevi esse cap imaginando uma mistura de baile de colegio norte americano, com cosplays e agitaçao de festa junina..
espero que voces visualizem o mesmo que eu!!!
Acordei sabendo que seria o pior dia do ano: O Dia dos Namorados. Eu iria presenciá-lo vendo minha melhor amiga com o cara que eu gosto e minha maior inimiga com o cara que eu gosto. Tudo isso e ainda tendo que ajudar com a decoração do baile que a diretora inventou de fazer no colégio. E pra piorar eu não podia fugir, pois ela havia “insistido” para que eu colaborasse com as atividades extracurriculares.
Ainda bem que o Cas e o DC estavam participando também, já que eles precisavam de notas. Praticamente todos os encrenqueiros estavam colaborando. Depois de muita briga, decidimos fazer daquele dia, uma festa. Coloquei o som no último volume e todos nos dançávamos e brincávamos enquanto recortávamos coraçõeszinhos de papel, pintávamos faixas e fazíamos a decoração.
A turma dos problemáticos fez uma festa linda, com balões vermelhos no chão da quadra coberta, balões em formato de coração amarrados com fitinhas e cheios de gás Hélio (que faz eles flutuarem) várias mesas com forros brancos e vermelhos e potinhos cheios de guloseimas, alguns puffs vermelhos perto de um espaço onde seria a pista de dança, com luzes e caixas de som incríveis.
Quando eu estava terminando de cortar alguns corações de papel, a diretora me chamou na sala dela. Morri de medo, mas fui, esperando que ela iria reclamar de algo exagerado da festa. Quando eu entrei em sua sala, haviam mais umas seis garotas, inclusive a Denise, esperando ansiosas.
- Espero que todas saibam que, se essa festa for um fracasso, voces terão problemas sérios quanto às suas notas. – ela disse se virando da janela e olhando para nós
- Oi diretora Beatriz, eu acho que falo por todas quando quero saber por que estamos aqui. – Denise disse.
- Claro. Eu tive uma idéia interessante para o entretenimento da festa. Como voces sabem, os garotos serão os garçons da festa, e eu acho que ficaria interessante se as garotas fizessem algo também.
- Como o que? – uma garota do 2º ano perguntou.
- Recadinhos de Amor.
- Recadinhos de Amor? – perguntamos todas, indignadas.
- Sim, eu sempre gostei dessa tradição nas festas juninas, mas acho que em um baile dos namorados fica mais apropriada. Voces já vão receber as roupas que eu aluguei e espero que se divirtam fazendo isso. – eu lhe lancei um olhar congelante – e acredito que não vão se esquecer que o sucesso ou fracasso da festa é parte da nota de voces no bimestre.
- Sim senhora. – repetimos em coro, e fomos saindo, algumas empolgadas com o cargo de pombas — correios.
- A propósito, Isadora, sinto muito por sua roupa, na loja não tinha tamanhos “especiais”. – ela me lançou um sorriso sarcástico e se virou para a janela.
Quando saí, a secretaria me entregou uma sacola, provavelmente com a minha roupa. Fui para casa e a experimentei, mesmo sabendo que ela não me serviria. Droga. Por que eu tinha que ser a única gorda? O “uniforme” era como uma saia rodada branca e um corpete com alças cheio de renda, que nunca me serviria. Eu tinha que improvisar.
Liguei pra Marina que veio correndo me ajudar em um modelito improvisado. E vamos combinar, a Marina sabe desenhar muito bem. Para me ajudar com a roupa a Cascuda e a Aninha me ajudaram a costurar, e minha mãe costurou à maquina tudo o que não conseguimos fazer na mão. Ainda bem que eu tinha uma saia rodada e uma blusinha de mangas que ficaria lindo.
Quando terminamos faltavam menos de três horas para a festa, então as meninas foram se arrumar. Me arrumei correndo, pois eu tinha que estar lá antes de todos os convidados. Eu cheguei pouco tempo antes de abrirem o portão, liberando a entrada de todos, e fiquei conversando com o DC.
- Eu acho que estou te influenciando Isa.
- Por que voce acha isso?
- Voce é a única pombinha que está de preto.
- Estou de preto e branco. E não tenho culpa que a diretora me deu um modelito do tamanho errado para minhas proporções.
- Assim ficou mais linda ainda. Ficar igual aquelas garotas não seria divertido.
- Voce gosta de um mal feito né Do Contra?
- Eu gosto de coisas diferentes, e voce esta muito interessante hoje.
- Sei... – fiquei tirando uma com a cara dele quando escutei a voz mais doce do mundo por qual eu me apaixonara.
- Voce está linda! — quando me virei era o Luca, me olhando com cara de bobo, segurando um buque de rosas vermelhas, em um terno preto que o deixava mais atraente ainda, se é que isso era possível.
- Obrigada pelo elogio mas vindo de voce eu preferia nem ter recebido.
- DC, voce pode nos deixar a sós um minuto?
- Não.
- Do Contra, voce gostaria de escutar nossa conversa particular? – eu disse, pois o Luca esquecia que o Do Contra era do contra.
- Eu nem queria mesmo. — Ele saiu dando de ombros.
- Isa, eu posso te dar pelo menos essa flor? Voce merece. – e retirou uma flor do buque, estendendo- a para mim.
- Obrigada. – eu disse aceitando a flor. – É linda.
- Como voce.
Eu joguei a flor na mesa, como se ela não fosse nada, no momento em que ele me elogiou e novo.
- Ela não tem culpa do nosso relacionamento ter acabado.
- Voce pediu um tempo.
- Eu sei, mas a Carminha foi me conquistando.
- Sério mesmo que voce vai fazer esse tipo de discurso?
- Do que voce tá falando?
- Ela me mostrou que é mais do que uma garota mimada, ela é frágil, delicada, meiga, blá, blá, blá.
- Tudo bem, Isadora, se voce não quer compreendê-la, tudo bem, mas pelo menos a respeite.
- Engraçado voce dizer isso, já que desde a primeira vez que eu a vi, ela nunca me respeitou. – eu saí andando, o deixando sozinho com seus pensamentos.
Me desviei das pessoas, que me olhavam curiosas, já que eu estava praticamente de cosplay*, e me sentei em um canto da parede externa perto da entrada da quadra. Meus olhos começaram a encher de lágrimas, eu não conseguiria segurar esse choro por muito tempo, e tinha que voltar pra festa. Respirei fundo e voltei pra quadra, com um sorriso no rosto.
Depois de muito tempo andando de um lado pro outro entregando bilhetinhos apaixonados, eu já estava me cansando. Parecia impressão minha, mas todos queriam que eu entregasse os bilhetes. Depois de um tempo, uma garota do 2º ano me entregou um bilhete.
- Mas ... tem certeza que é pra mim?
- Sim, ele falou que é pra entregar pra garota de cosplay.
Quando eu abri o bilhete estava escrito:
“E mais uma vez você se foi
Mais uma vez o destino nos afastou
o medo e as atitudes não pensadas tiraram você de mim
a vida me afastou de você
Mesmo eu querendo estar cada vez mais perto
vejo você se afastando mais e mais
Sem me deixar dizer o quanto sinto sua falta
o quanto os meus dias são escuros sem o seu sorriso
sem sua alegria de viver
Espero que um dia eu possa olhar em seus olhos e dizer sinto sua falta
Espero que nesse dia possamos ficar juntos como eu sempre sonhei.”
Eu não acreditava nas palavras que eu lia. Era uma declaração de amor. Meu coração palpitava rapidamente a cada vez que eu relia o bilhete. Alguém que não podia ficar comigo, quem poderia ser? O Luca? O Cebola?
- Amiga voce está linda, super diferente das outras pombinhas. – Magá disse me abraçando e me distraindo dos meus pensamentos.
- Obrigada, ainda bem que a diretora não vai vir pra festa ne?
- Mas o que é isso que voce está vestindo? – escutei a voz da Diretora Beatriz atrás de nós.
- Diretora, eu sinto muito, mas aquela roupa que eu recebi não me servia, então eu tive que arrumar outra.
- Está errado, uma pombinha não deveria usar preto.
- O preto está só nas barras do vestido, o resto é branco.
- Vou tirar pontos da senhorita.
- Mas ela tá linda. – Magá tenta me defender.
- Sinto muito, mas voce vai receber somente metade dos pontos por causa do vestido.
Nesse momento algumas pessoas começaram a prestar mais atenção à nossa discussão. A Monica e o Cebola , a Aninha e o Titi, o Nimbus e o Xaveco tentaram argumentar ao meu favor.
- Diretora voce não viu que ela é o maior sucesso como pombinha?
- Todos adoramos o look dela.
- Eu ajudei a fazer. Diretora não faz isso.
- Voce só está fazendo isso, Beatriz, por que sabe que ela está diferente e isso irrita voce.
Todos nós nos espantamos com o DC falando daquele jeito com a diretora, com intimidade e falta de respeito.
- Do Contra.
- Que foi tia, eu não posso mais falar a verdade não?
- Do Contra, o colégio ela é a diretora. – Nimbus deu uma bronca no irmão.
- Nem por isso ela deixa de ser chata e autoritária, alem de ter essa mania de organização.
- Tudo bem, eu não vou tirar os pontos dela. – A diretora disse isso, saindo rapidamente, e com raiva.
- Como assim, tia? – eu disse, puxado o braço do DC e o virando na minha direção.
- Ela é irmã do meu pai.
- E por que nunca me disse isso?
- Por que nunca perguntou nada sobre meus parentes.
- DC, vem cá, foi voce que me mandou esse bilhete? Eu o entreguei, sabendo da resposta.
- Minha cara Isa, eu nunca faria uma coisa dessas.
- Por que?
- Eu não sou assim, prefiro algo mais emocionante e diferente.
- Então quem poderia ser?
- O Luca. Ou o Cebola.
- Justifique por favor.
- Oras, o Luca vive me lançando olhares furiosos, como se eu tivesse feito algo contra ele , e o Cebola morre de ciúmes da gente.
- Mas ele sabe que não estamos namorando de verdade.
- E isso não o impede de ter ciúmes de voce. Eu sei como é sentir ciúmes da garota que a gente gosta, ver ela abraçando outro cara e não poder fazer nada quanto a isso.
- Sabe é?
- Sim mas não quero mais falar sobre isso.
- Tudo bem não queria saber mesmo.
- Psicologia reversa não funciona comigo.
- Mas eu disse que não me importa mais.
- Mas que droga, agora voce vai saber de qualquer jeito. – eu sempre consigo fazer o DC me contar as coisas, psicologia reversa da psicologia reversa. – é a Monica. Desde criança eu a admiro.
- Que fofo DC, por que não disse nada pra ela antes?
- Eu já disse que não gosto das coisas fáceis. Se eu chegar apenas me declarando ela iria me dar um fora. Gosto de conquistas.
Depois do baile ter acabado fomos embora e voltaríamos no domingo para arrumarmos tudo. Eu gostei de saber que o Do Contra gostava da Monica. Algo em mim me fez ter esperanças com o Cebola de novo e esses olhares furiosos do Luca pro meu amigo me mostrou que eu algum dia poderia tê-lo de volta.
Cosplay:
Cos- da palavra costume em inglês significa vestir
Play- do inglês significa brincar.
Basicamente o significado é brincar de vestir-se de algum personagem de filme, historia em quadrinhos, mangá, anime, desenhos animados, mitologia, etc. Algum personagem famoso/ importante para o cosplayer ( a pessoa que se veste de cosplay).
Notas finais
participacao especial desse capitulo da minha best friend
Karol...
http://www.fanfiction.com.br/u/158446/
sim, ela e minha vizinha super fofa que eu apresentei esse site e ela ta viciada em fics romanticas...
ela escreveu o poeminha super lindo que a Isa recebeu...obrigada amiga...
*espera, a Isa recebeu um poema de mulher??? humm danadinha...
na verdade minha amiga que criou o poema do jeito que eu pedi... minha santa inspiracao tinha me deixado...*
agora fazendo merchan da fic dela...
quem curte rebelde brasil vai amar a historia dela...
e eu to ajudando, dando mil dicas e ideias... axo que mesmo quem nao curte tbm vai gostar... espero!!
proximo cap vai ser mais rapido prometo!!!!!!!!!!
Fale com o autor