Notas iniciais
Oi pessoal! Esse é o novo capítulo, mais calmo para a galera se recuperar da última batalha, entretanto no próximo vem mais por ai.

P.O.V Isabela

Ai, finalmente, salvas! Violet e Hiendi estavam bem e sem machucados, pelo menos aparentes, e ainda recrutaram outra garota de cabelos azuis que parece ser muito prestativa e quem sabe útil...

Vi Violet anunciando a tão esperada vitória. Alek com um sorriso muito satisfeito, tal qual quase tocava em cada orelha, o mesmo continuou quando ela retirou a adaga de Scott de Pedro, mas antes fez questão de girar para confiar que estava morto. Da distância em que estava, não perto nem longe, pude ouvir o barulho da lâmina e ver os olhos brilhantes da garota quando retirava a arma e via ela lustrada e avermelhada pelo sangue. Um calafrio de imediato percorreu minha coluna até Violet chamar-se e a Lena para ajudá-la a descer da árvore.

Lena logo veio e Violet deu um salto e por pouco, muito pouco mesmo, não cai de cara no chão, sorte que conseguimos segurá-la, ainda assim chegou bem próximo. Pela primeira vez desde que nos conhecemos eu tinha a visto tão eufórica com toda aquela situação ao contrário do que eu imaginava. Por fim demos um leve abraço de reencontro, pedido por Violet.

Pude ver uma garota se aproximando de Quatro, uma a qual não sei quem é, aparentemente nova e de feições que demonstravam intenções bem fortes. Observei de camarote a mão dela tocar o ombro de Quatro, contudo o próprio a retirou e foi ao encontro de Tris. Não contive uma risada e a garota me fuzilou com os olhos. Ela não sabe com quem se mete, ou sabe e gosta do fogo, mas cuidado para não se queimar.

Narrador

Emma e Tyler trocavam meias palavras. O rapaz que antes calado, falava pelas tramelas com ela numa espécie de jogo atrativo e convincente. Próximo a eles passou Rose, Tanner e Alice foram ao encontro de Lucy. O jovem não estava mais com as lágrimas escorridas no rosto nem seus rastros, entretanto, seus olhos avermelhados e tristonhos evidenciavam exatamente tudo que sentia: indignação, culpa, desilusão. Rose que era uma amiga já de longa história, ambos da Audácia, viviam arrumando um jeito de pular dos trens já treinando para um futuro não muito distante, não pôde agüentar uma única lágrima que escorreu e se perdeu com o vento e soprou como se purificasse a aura de todos ali presentes, preparando-os para as aventuras que ainda estavam por vir.

Helena, Hiendi e Mia, apesar de toda a tensão e rebatidas ignorantes no celeiro, tocavam as mãos como amigas de tempos pela missão cumprida. Caleb, Reyna e Scott papeavam um meio quilo de frases sem fins, principalmente a moça que não parava de pensar no recuo de Quatro e o ciúmes evidenciados nos olhos de Tris.

– Pessoal! Vamos voltar para o acampamento! – disse Quatro em alto e bom tom. Os outros assentiram e foram o seguindo, ficando somente Alek que pregou os olhos em Bruce por um bom tempo até ser chamada por Alice.

P.O.V Alek

Finalmente, ação! Quanto tempo não ficava assim. Senti muito a falta do vento em meu rosto, do barulho ao encontro das laminas, de todo o alvoroço... A maioria das pessoas prefere a paz, como Quatro e Tris que amam o silêncio, a paz... Sinceramente, creio que isso não leve a nada. Talvez eu até seja... Cruel. Já fui muito mal compreendida, entretanto agora estou por conta própria e posso mostrar realmente quem sou.

Segui por parte do caminho o mais afastado possível dos outros sem os abandonar. Deixava o ar puro adentrar minhas narinas e purificar meu interior. Que sensação boa de liberdade! Infelizmente toda minha concentração foi interrompida por uma garota que com certeza não sabe nem a metade de como sou. Emily praticamente deu um pulo em minhas costas, já eu ao sentir, a joguei contra uma árvore e ela caiu.

– Ai sua grossa! Bruta! Só estava tentando comemorar. Não se lembra de mim? Emily do riacho?

– Sei sim quem é. Já falei que odeio isso de abraços?! Se não já sabe. – respondi.

Ela levantou, olhou com raiva e seguiu rapidamente. Tenho certeza que xingava até minha décima geração e quem sabe até não desejava que eu estivesse morta. Se sim o último, ela ainda teria que esperar por um tom tempo, porque ninguém me derruba tão fácil assim.

Narrador

Quatro logo deu sinal e foi surpreendido com Cassie que disparou uma do alto de uma árvore, a qual quase o acertou.

– Desculpa! – gritou envergonhada – Estava de guarda!

Quatro a olhou, mas não ligou para a flecha. Os outros logo chegaram e trataram de se sentar. Perguntas surgiram, a vitória era expressa com alegria. Formou-se uma roda, então logo chegou Scott e Reyna com os alimentos do outro acampamento. Acenderam uma fogueira e começaram a assar a carne de búfalo.

Pouco depois chegou Clarissa aos prantos e abraçou Emily. A própria não fazia a mínima ideia de quem era a garota, no entanto retribuiu o gesto.

– Como você saiu daqui de repente? Você estava numa espécie de coma e... – questionava Clary até ser interrompida por Emily.

– Calma ai! Eu estou super bem e quem é você? – falou Emily.

As duas sentaram e nem mesmo deram atenção ao que era contado pelos participantes do conflito. Até a pequena Alyssa estava com olhos e ouvidos atentos para que estava por vir. Dean e Raven mantinham uma sintonia incrível até ser pronunciado a nome da bebê, o qual Tanner escutou e veio confirmar.

– Alyssa? O nome dela é Alyssa? – perguntou.

– É sim! Bonito não é?! – disse Raven.

– Lindo! Minha irmã se chamava Alyssa também. – completou Tanner cabisbaixo.

– Ah, sim! E onde ela está? – indagou Dean.

– Ela... se foi – respondeu Tanner – Mas não tem problema. Posso dar um presente para a bebê? É uma pulseira artesanal, dita-se proteção.

– Obrigada! – aceitou Raven, colocando o artefato no braço da menina. Dean continuou calado, entretanto não gostava muito do que presenciava.

A noite seguiu em comemoração e euforia e o crepúsculo já se ia quando se dedicaram a dormir. O sol ainda se evidenciava no ambiente quando Clarissa levantou-se e seguiu em direção norte, fazendo ruídos quase nulos, sendo percebidos somente por Alek que sempre se levantava cedo. Clary seguiu por difuso tempo sem perceber a presença de Alek não longe dali. Esta parou e em menos de dois minutos depois, surgiu a sua frente um homem alto e forte com trajes da Audácia e uma enorme tatuagem no braço em formato de naja. Só então, Alek deu-se conta que estava praticamente dentro de Chicago novamente.

– Vadia, traidora! Bancou a santinha, mas volta para cá né?! Me aguarde! – murmurou para si.

A estada de Clary demorou mais do que a imaginada e a garota após cerca de duas horas saiu com fisionomia nada agradável. Parecia indecisa, preocupada, pensativa... Estava num transe com seus pensamentos na trilha mental de retorno ao acampamento quando foi atingida pela faca de Alek no ombro.

– Veio aqui para nos entregar? – perguntou a dona da faca

– Sua louca! Por que estava me seguindo? – perguntou Clary indignada.

– Por que você está aqui? – indagou Alek empurrando a faca e Clary contra uma árvore, fincando as prendendo nesta.

– Não te interessa. – respondeu.

– Ok! Se não quer falar, respeito sua opinião, mas vai ter que aguentar só mais um pouquinho de dor no outro ombro – falou tirando outra faca da cintura – Preciso te manter aqui quietinha até você resolver falar.

– Tá bom! – interveio Clarissa – Enquanto vocês estavam na batalha com aquele tal de Bruce, uma flecha atingiu uma árvore quando eu caminhava a procura de Emily. Junto com a flecha tinha uma carta, essa aqui. – entregou-a.

– O que está fazendo com essa gente. São perigosos! Volte logo para casa meu anjo. Sei que seja o que for, podemos resolver. J.M. – leu Alek – Quem te mandou isso então?

– Jeanine. – interveio Alek.

– Justamente ela? Realmente você é desprezível. Deixar divergentes como nós, gente como a gente para se aliar a ela? Aquela...

– Olha lá como você fala. Ela não é a melhor pessoa do mundo, mas mesmo assim é da minha família – bufou Clary.

– Tia? Você tem o sangue dela? Eu tenho nojo de você! – exclamou Alek cuspindo no rosto de Clarissa.

– Pelo menos ela tem ponto de vista e mais caráter que você! – retrucou e Alek com raiva empurrou ainda mais a faca, girando lentamente e aumentando o tamanho do ferimento. Clary revidou e tirou do bolso uma pistola e tentou dar uma coronhada em Alek. Esta não foi bem sucedida, todavia reabriu parte do ferimento na cabeça de Alek. Elas se afastaram, Clarissa se soltou, jogou a faca no chão e seguiu de volta para o acampamento.

– Se você der mais um passo, não vai ver o sol nascer amanhã. – alertou Alek, não obstante Clary seguiu e foi atingida pela outra faca de Alek na cintura, caindo lentamente.

– Nunca mais se meta com Alek Warlock, ok, queridinha? – disse sarcástica e impiedosa, dando as costas, levantando poeira e seguindo para o acampamento.

Enquanto voltava, Alek passou por certa parte e percebeu um vulto, porém era somente Violet parada. Ambas chegaram por lados diferentes, mas ao mesmo tempo no acampamento. Kylie, Helena, Mia, Hiendi e Lucy dialogavam, já Emily, Cassie e Alice trocavam ideias em outro canto.

Raven, Tanner, Rose e Dean continuavam a conversa do dia anterior, apesar disso com tema distinto. Tanner dava mais expressividade ao falar com Raven. Dean enciumado, levantou-se e comboiou pela mata. Emma que fitava toda a cena o acompanhou.

– Olá! Posso passear contigo? – perguntou.

– Ah sim! Claro, claro. – objetou Dean.

– Você está chateado por causa do Tanner né?! – afirmou a garota.

– Eu? Não! Só queria dar uma volta mesmo. – retrucou.

– Espero, pois você é um rapaz bonito demais para sofrer por “Ela”! – pronunciou a última palavra com indiferença. – Sou Emma!

– Dean! – apertaram as mãos e Emma se aproximou, dando-lhe um beijo no canto dos lábios e o olhando por seguinte nos olhos, mas o rapaz recuou.

– Foi um prazer conhecê-lo. – disse por fim retornando ao acampamento.

Caleb aproximou-se de Hiendi e Mia.

– Olá meninas! – falou.

– Oi! – replicou Hiendi.

– Olá! – rebateu Mia – Tudo bem fofo?! – Hiendi a olhou e disfarçou.

– To sim! – respondeu Caleb, o qual foi chamado por Tris – Um minuto, daqui a pouco estou de volta!

– Tranquilo! – afirmou Hiendi com tom intrigante.

– O que houve? – perguntou Mia.

– Nada! – disse indiferente.

– Que ótimo! – encerraram o papo desagradável e Mia satisfeita, pois ela como só conseguiu um modo para se “divertir” com Hiendi.

Notas finais
Todos os personagens já estrearam momentaneamente, logo está valendo o dito no outro capítulo sobre dar de vez enquanto um sinal de vida! Até!