Notas iniciais
Oi galera! Espero que gostem. Para aqueles que os personagens não estrearam, pode deixar que estrearão assim que der.

Nesse momento, Alek já estava próximo ao acampamento. Esta, corajosa e decidida que não precisava de ninguém, como sempre, havia se guiado cambaleante pelas árvores até chegar ao recinto. Emily, por outro lado, nos vinte minutos após que tinha se separado de Alek já se encontrava traumatizada, logo tinha visto sua irmã ali, pendurada e morta cruelmente.

Mesmo teimosa, Alek andava lentamente até perceber a presença de mais alguém. Tratava-se de uma jovem de olhos brilhantes esverdeados e longos cabelos castanhos com cachos nas pontas.

– Minha nossa! O que aconteceu, moça? — falou a garota se aproximando.

– Outra?! Fala sério?! Pode deixar, é só um corte. — afirmou Alek doida para que a menina fosse embora.

– Espera! Eu posso cuidar disso para você. Sou curandeira! Chamo-se Clarissa ou Clary se preferiste.

– Ok, dona educadinha, e porque eu deveria confiar em você?

– Não deve, mas pode.

Apesar de Clary ser uma completa desconhecida e diferente de Alek, esta, sem motivos próprios, admirou a tentativa da morena em querer ser forte ao dizer firmemente as últimas palavras antes de abrir a bolsa e pegar um frasco com pomada, segundo ela feita de extrato de ervas frescas.

– Prontinho! — avisou Clary.

– Valeu! — agradeceu Alek percebendo os cantis que levara para o riacho dentro da bolsa da menina. — Ei, onde você pegou isso?

– Eu achei aqui perto.

– São meus!

– Todos?

– Não. Mas estavam comigo. Minha missão era enchê-los e voltar para o acampamento.

– Então, você não está sozinha?

– Não! — respondeu Alek em bom tom, ao estilo "Óbvio!".

– Posso ir com você?

– Ai, ai... Tá bom, mas seja rápida. Não vou esperar ninguém não.

– Pode deixar senhorita.

– Alek. Esse é o meu nome. Para com essa formalidade toda, ok?!

– Ok! — respondeu Clary um tanto cabisbaixa.

– Era da Erudição, certo?

– Sim!

– Sabia! Vamos logo! — disse por fim Alek seguindo para o acampamento.

Em outra parte, Lena e Isabela conversavam baixamente enquanto descansavam após terem acabado de armar uma "cabana" bem resistente para passarem a noite.

– Você reparou o comportamento de Violet? — perguntou Lena.

– Não falei com ela hoje. — respondeu Isabela.

– Mas não é de hoje! Tem um tempinho.

– Olha, a Violet ainda tá assustada. A coitadinha vivia sozinha junto com os Sem facção, sem família, e com tudo isso ela tá mexida emocionalmente.

– Ok, psicóloga Isabela. — Falou Lena rindo, causando risos em Isabela também.

Pouco a frente deles, Tris, Quatro e Hiendi trabalhavam em outra cabana.

– Tris, aqui está. Mais lenha. — falou Marcus.

– Lenha? — perguntou Hiendi.

– Sim. Para cozinhar. — respondeu Quatro.

– Onde? — perguntou novamente Hiendi.

– Ali no meio, ou no canto, na hora nós vemos. — responde Tris.

– Entendi. — disse Hiendi.

– Hiendi, você sabe onde está Caleb? — indagou Tris ao dar falta do irmão.

– Sei sim. Vou lá chamá-lo. — respondeu Hiendi.

– Obrigada! — agradeceu Tris, mas Hiendi já estava indo atrás do rapaz e nem mesmo ouvira.

Hiendi seguiu o mesmo trajeto e, estranhamente, ao final deste, não encontrou Caleb. Ótima em seguir pistas, ela caminhou pouco mais analisando a superfície do chão. Seguido de lentos e cuidadosos passos, Hiendi percebeu algo diferente no chão, rubro e nem tão fresco, e, ao olhar para cima, o mesmo pinga em seu rosto. "Sangue!", murmurou a jovem a si mesma sem deixar de se espantar com a cena de outra menina pendurada e toda cortada.

Sem deixar-se muito abater, Hiendi se virou e seguiu para outra direção, até se ver "perdida". Logo que se virou decidida a voltar, escutou um baixo gemido, um choro para ser mais exato.

Mais que rápido, Hiendi seguiu o caminho apontado por seus ouvidos e desembocou numa cena linda de maternidade acompanhada por um desespero ao lado.

– Hiendi, que bom que você está aqui. Você sabe como ajudá-la? — perguntou Caleb.

– Não. O que aconteceu?

Novamente a história e Hiendi ficou a par da situação.

– Vamos levar eles com a gente. Talvez a Lena ou a Isabela possam ajudar. — ditou Violet que até o momento estava ali despercebida.

– Vamos! — disseram em couro Caleb, Cassie e Hiendi, fato realizado com sucesso, pois contou com a colaboração de Dean e Raven que logo se ergueram e os seguiram.

Cassie, em certa parte do caminho, parou e avisou a Violet sua saída. Antes de voltar ao acampamento, Cassie devia encontrar Alice, de quem por desatenção, perdeu-se.

Para a alegria dela, a menina não se encontrava longe, pelo contrário, somente atrás de árvores a menos de cinquenta metros dela.

– Alice?! — gritou Cassie correndo até a garota

– Oi?! Onde você estava? — perguntou Alice.

– Depois te conto. Vamos voltar! Tem uma coisa muito fofa para te mostrar.

– Calma! Deixa eles voltarem.

– Eles quem?

– Eles! — respondeu Alice apontando para a direita de onde vinham dois belos rapazes, um de óculos, o qual aparentava ser mais novo, e outro alto, forte, que trazia nas costas um saco grande, aparentemente pesado.

– Nossa! Quem são?

Scott e Tyler O Scott é do dia do teste de aptidão. O outro conheci agora.

– São Divergentes também?

– Sim.

Nesse momento, ambos rapazes já estavam perto das damas.

– Vamos? — falou Scott.

– Bora! — assentiu Alice, dando uma leve risada e fazendo sinal para que a sigam. — Opa! Quase esqueci. Essa aqui é a Cassie.

– Oi, oi... — falaram e se direcionaram ao caminho correto.

– Você acha que devemos confiar? — perguntou Tyler a Scott bem baixinho.

– Pelo menos eu a conheço. E aquele tal de Bruce do outro bando?! — murmurou Scott sem resposta de Tyler, logo o silêncio confirmava.

Clary e Alek já estavam no acampamento quando chegaram Dean, Raven, Alyssa (a bebê), Hiendi, Caleb, Violet e Emily, paralisada e trêmula.

– O que aconteceu? — perguntou Quatro.

Tris só em chegar perto percebeu o estado da jovem e chamou Clary, com quem a pouco estava conversando.

– O caso dela é psicológico. Não tem remédio. — falou Clary.

– Como? — indagou Raven assustada.

– Emily? — perguntou Alek.

– Também conhece ela? — questionou Dean.

– Sim. Tem o quê? Meia hora? Eu a vi no riacho. — respondeu Alek.

– Calma. Ela precisa de descanso. É o que podemos fazer no momento. — falou Clary.

Dean pegou Emily novamente nos braços e a levou para baixo da cabana, a única já pronta, de Lena e Isabela.

– Violet?! Vem cá. — chamou Isabela.

– Oi! To aqui. — disse Violet.

– Violet, o que você tem? Tá bipolar, diferente... — falava Lena até ser interrompida pela garota.

– Minha nossa! Eu to bem, ótima. Não tem nada de errado.- irritada com as perguntas.

– Sei... — murmurou Lena por fim saindo.

– Senta aqui. — falou Isabela.

– Agora você também Isa?

– Não, não! Quero que você me explica esse lance do bebê e essa galera nova.

Assim foi feito. Violet conversou tranquilamente com Isabela e contou-lhe o que sabia da história até o momento.

Tentando encontrar o caminho de volta, Alice e Cassie tomaram uma trilha errada e rumavam a local perigoso até serem intervindas pela não muito agradável presença de Marcus com uma sacola nas mãos.

– Meninas, que surpresa! — dizia Marcus até perceber a presença dos dois rapazes.

– Onde estão os outros? — perguntou Cassie e Marcus apontou a direção.

– Um momento: eles vão junto com vocês? — indagou Marcus.

– Sim! — afirmou Alice. — Algum problema?

Marcus engoliu a seco a audácia da menina e preferiu não discutir.

Os quatro seguiram até, enfim, chegarem ao local com todos presentes e um alvoroço em certo canto.

– É sempre assim? — perguntou Scott.

– Não. — respondeu Alice.

– É a Emily. Ela ficou paralisada quando viu a irmã morta. — exclamou Cassie engolindo as três últimas palavras a seco.

– Acho melhor nós não incomodarmos. Podemos acabar atrapalhando. — aconselhou Scott.

– É verdade. — concordou Alice.

A chegada dos quatro foi totalmente ofuscada pelo alvoroço. Perguntas foram dispensadas sobre os rapazes, o que para eles, foi ótimo, pois eram quietos e preferiam continuar despercebidos.

– Entendi... Mas Violet, tem alguma coisa que você queira me contar? Você sabe que pode contar comigo. — indagou Isa.

– Eu to bem. — afirmou Violet — Mas tem sim uma coisa... Eu sinto que estou perto do meu irmão, no entanto não sei o que fazer, como falar, e se é ele realmente.

– Mas sua mãe não te deixou nenhuma pista?

– Deixou...

– Talvez eu possa te ajudar e... — explicava Isa quando foi interrompida por Violet.

– Não precisa. Eu to indo bem. Não se preocupe.

– Tudo bem! — afirmou Isa abraçando a garota, levantando-se e saindo.

– Isabela? — chamou Violet ainda sentada.

– Sim?!

– Segredo tá?!

– Como quiser. — disse por fim, Isa saindo.

Com a situação mais acalmada, Raven ninava Aly que já estava prestes a dormir. Cassie segurou Alice pela mão e a levou para ver a bebê.

– Olha que fofa, Alice! — exclamou ditosa Cassie.

– Muito. — concordou Alice. — Quanto tempo ela tem?

– Dois dias. — respondeu Raven sorridente.

– Tão novinha. — murmurou Alice.

– Oi meninas! — cumprimentou Dean, se aproximando.

– Oi! — disseram ambas.

– Como ela está? — questionou Raven em relação a Emily.

– Tá indo... A curandeira falou que ela vai melhorar com o tempo... — respondeu o rapaz.

– Ok! Espero que logo. — Raven fala esperançosa.

– Vai sim. Emily é forte e muito inteligente. Ela vai superar. — afirmou Cassie.

– Você a conhece? — indagou Dean.

– Sim. Não muito, mas sei quem é. Nos vimos e batemos um papo no dia do teste — respondia Cassie quando Alice interveio.

– Como eu o Scott.

– Isso. — concordou.

Após tais palavras, o silêncio dominou o local por algum tempo até Alice voltar a se pronunciar.

– Qual é o nome dela?

– Alyssa. Apelido: Aly. — retrucou Raven.

– Aly também?! — pronuncia Alice em meio a risos frouxos — Me chamo Alice ou Ali.

– Você é o pai? — perguntou Cassie a Dean.

– Não. — falaram juntos Raven e Dean, logo a moça continuou — Quem dera um pai tão bondoso — risos e ambos se entreolharam — O pai dela está bem longe daqui, espero que esteja.

– Ah tá... — assentiu Cassie.

Clary e Tris cuidavam piamente de Emily, enquanto aos poucos a rodinha em volta da menina se desfazia.

Quatro, Hiendi e Caleb voltaram ao trabalho de construção. Já Tris, deixando Emily juntamente a Clary já que não entendia tanto assim de curativos, caminhou até Raven e os outros a fim de cumprimentá-los cordialmente, e assim o fez.

Após uma conversa, Tris perguntou apontando para Scott e Tyler que estavam de lado:

– Você os encontrou durante a pescaria, Alice?

– Na realidade, nem cheguei ao riacho. Encontrei com eles no caminho.

– É verdade. Temos que ir pescar. — lembrou Cassie afastando-se de Raven e Dean com Tris e Alice.

– Amanhã nós vamos. O Tyler já a fez. — pronunciou Alice chegando perto dos rapazes.

Após apresentações, Tyler levantou e abriu a sacola, mostrando grande número de peixes e siris pegos.

– Ok! Bem vindos ao bando. — recepcionou Tris oficialmente eles.

Violet se levantou e seguiu pensativa após a conversa com Isabela. Elas não se conheciam a muito tempo, mas Isa tinha salvado a vida dela no dia em que Jeanine quis matar os Sem facção, divergente e outros.

Hiendi percebendo o afastamento da garota, abandonou Caleb na construção, e a seguiu. Não muito depois, Violet percebeu a presença dela.

– Por que você tá me seguindo? — perguntou.

– Nada. Só queria andar, tem problema? — retrucou Hiendi.

– Grossa!

– Pirralha!

As duas odiosas se entreolharam num sentido quase fatal como se fuzilassem uma a outra. De certo, o clima de implicância era forte até ser quebrado por um barulho repentino de corrida.

Ambas deixaram de lado a discussão e correram. Violet seguia o vulto ao lado as árvores, enquanto Hiendi corria velozmente atrás deste e, demorando mais do que o esperado, Hiendi saltou e atingiu tal, indo ao chão juntos. Violet chegou logo após ofegante da maratona.

– Quem é você? — perguntou Hiendi um tanto cansada, tirando uma touca da cabeça da menina liberando os cachos azuis.

– Me solta! — dizia a menina.

– Fala logo. — instigou Violet tirando da cintura da garota uma pistola calibre 38.

– Sou Mia. E vocês?

– Violet e Hiendi. — respondeu Violet.

– Menina, fica quieta e deixa isso comigo tá?! — exclamou Hiendi, irritando Violet.

– Me solta — ordenou Mia.

– Não! Tá pensando que é quem para falar assim com os outros? — jogou Hiendi garantida pela imobilização, cartando a "vitória".

– Ah é?! Você quem pediu. — Mia disse dando um golpe em Hiendi trocando as funções e a prendendo pelo braço.

– Um único movimento e eu quebro. — avisou Mia.

– Sua vadia! — xingou Hiendi.

– Você não me atinge com suas palavras. — fala aos risos Mia.

– Mas eu sim. — aponta Violet a arma para a cabeça de Mia.

– Ah tá?! Você vai atirar em mim?! Conta outra bebê. — vangloriou-se Mia. — Olha, Hiendi, né?! Gostei de você, mas se você não ameaçasse me matar, podíamos ser amigas.

– Talvez. — falou Hiendi.

Mia num rápido golpe pegou a arma de Violet. Aproveitando a chance, Hiendi deu um soco nos seios de Mia, o qual a jogou para o lado. Na mesma hora, as duas se levantaram.

– Boa! Você é mais inteligente do que eu esperava. — aplaudiu Mia sarcástica, sem deixar de ser verdadeira. — Você esqueceu isso! — jogou o colar de Hiendi que até o momento não tinha dado a falta.

As duas se entreolharam e soltaram um sorriso sem mostrar os dentes, consentindo parar com aquela discussão.

– Nossa! Vocês são bem parecidas. — disse Violet que assistia tudo.

– Quem sabe?! — mencionou Mia.

– Gostei do cabelo. — elogiou Hiendi.

– Eu também — interrompeu Violet sendo fuzilada pelo olhar de Hiendi, numa espécie de "Cala a boca!".

– Olha, eu não acredito que direi isso, mas até que fui com a tua cara. Gostaria de vir com a gente? — chamou Hiendi. — Montamos um bando para se proteger de Jeanine.

– Também a odeio e aceito ir com vocês só por isso, mas não venham puxar assunto e querer saber tudo a minha vida não, ok?! Não sou livro para contar histórias.

– Sei... Você é de pensar e ficar sozinha né?! — sugeriu Hiendi.

– Tipo isso. — afirmou Mia.

– Vamos voltar. — pediu Violet já retornando. As outras seguiam logo atrás da adolescente. Ela, por outro lado, olhou para a esquerda e percebeu a presença de alguém não longe, mas esse vulto, Violet já conhecia. Não precisava, nem queria, que ele fosse descoberto.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Obs: tem gente que ainda não me mandou a personalidade da sua personagem. É bastante importante para caracterizá-lo. Bem, até! Personagens dos leitores: - Clarissa Matthews - Scott Hildream - Tyler Stack - Mia Green