Divergente- Nova Versão
5 Capítulo 5
Acordo com o barulho de pessoas conversando. Já estavam todos de pé, se arrumando para o treino.
– Oi, Catarina- Tris para de conversar com Will para me cumprimentar- O treino começa em cinco minutos. Se eu fosse você me arrumava logo.
–Tudo bem- digo levantando da cama. Dormi apenas de roupa intima, pois não me importo com isso. Will olha pra mim com desprezo, e logo desvia o olhar.
O treino era com facas. Tudo corria bem, até que Eric implica com All e pede para ele ir até o alvo. Tris, entrou em desespero, foi no lugar dele e levou uma facada na orelha.
Quatro pediu para todos saírem. Fiquei na porta esperando, para ver se ela estava bem. Quando ouvi a porta bater, tentei puxar o braço dela, mas ela correu para o lado oposto.
– Odeio isso aqui!- grunhi.
– Se eu fosse você tomava cuidado com o que falo- Uma voz familiar disse.
Olhei para trás. Zeke.
– E por que deveria ?- pergunto, erguendo as sobrancelhas.
Ele aproxima a boca até minha orelha. Seus lábios estão gelado. Coloca sua mão em meu ombro e deixa a outra junto a seu corpo.
– Existem regras aqui e existem pessoas que jamais iriam tolerar rebeldes.
– Que pessoas?- sussurro.
– Por enquanto, acho melhor você ficar sem saber- Ele se afasta e me encara, bem nos olhos-Talvez eu deva ficar de olho em você.
– Você tem namorada. Você lembra disso né?
– Quem? Giovanna?- Ele ri- Tem alguns dias que terminamos. Depois que nos esbarramos no corredor, lembra?
– Sim, lembro.
– Zeke, preciso falar com você-Ouço alguém gritar enquanto corre em nossa direção. Quatro- Oi... Catarina?
– Aham. Oi Quatro.
Quatro olha para Zeke,depois para mim, encara novamente Zeke e ergue a sobrancelha, como se quisesse dizer algo.
– Ahn... Eu... já vou indo- Digo, dando alguns passos para trás- Depois a gente se fala Zeke.
Mas antes que pudesse me virar, ele puxa minha mão e beija minha bochecha.
– Lembre-se do que te falei- sussurra no meu ouvido e me solta.
Saio correndo para o estúdio de tatuagem.
– Você também ?- Ouço Quatro dizer de longe.
Espero estar longe o suficiente para dar uma de menininha idiotamente apaixona. Coloquei a mão em minha bochecha e ria descontroladamente.
– Isa!- Entrei no estúdio gritando.
– Oi, Catarina. Tudo bem?- Disse ela, enquanto limpava algumas agulhas.
–Você nunca trabalha? Quer dizer, toda vez que venho aqui você não está tatuando ninguém.- pergunto, enquanto ria.
– Na verdade, meu turno já acabou- Ela diz sorrindo- Estou apenas adiantando ser o serviço de amanhã. O que aconteceu. Pode me contar
Ela senta em uma cadeira perto das tintas e me convida para sentar do seu lado.
Conto tudo detalhadamente para ela. Isa me contou que Zeke tem um histórico horrível com namoros. É raro conseguir ficar mais de um mês com uma, mas também em disse que é um ótimo menino e era um dos seus melhores amigos na sua época de iniciação.
– Agora tenho que ir — Isa diz levantando da cadeira- Rafa combinou de sair comigo.
– Tudo bem. Se cuida.
Saio do estúdio de tatuagens olhado para o chão. Esbaro em um menino.
Ele é moreno, mais ou menos do meu tamanho. Nascido na Audácia provavelmente, mas também está em fase de iniciação.
– Catarina?- Ele pergunta.
–Sim, sou eu.
– Meu irmão me mandou te entregar isso- Ele me entraga uma carta e depois sai correndo.
"Acabou que nem conversamos direito. Me encontre no fosso as 23:00
Assinado Zeke.
P.S: Não avise a ninguém para onde está indo"
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