Divergente- Nova Versão
2 Capítulo 2
Caro diário,
Nunca me senti tão livre quanto ontem.Pulei de um prédio de três andares e ainda conheci pessoas muito interessantes.
Quando terminei de cair do prédio, descobri que tinha uma rede lá-o que eu já deveria ter previsto. Um dos nosso instrutores me tirou de lá. O nome dele é Quatro, ou apelido, não quis questionar pois ele parece não ser muito amigável.
Caminhamos pelos corredores escuros até chegarmos no refeitório, onde fomos separados dos nascidos na Audácia. Comemos, conheci muita gente interessante e conversei com uma menina da Amizade, ela era bem legal, o que já era de se esperar.
Fiquei em uma mesa que ficava perto de onde aquela menina da Abnegação, que agora estavam chamando de Tris, estava sentada. Putz, ela é muito desengonçada e não sabia o que era um hambúrguer.
Nossa! Aqui na Audácia as coisas são tão diferentes. Os túneis são claustrofóbicos, os quartos são mais apertados que tubos de teste e os banheiros são nojentos.
De noite, dormi com as roupas que a Audácia havia nos dado, mas guardei a minha jaqueta debaixo do travesseiro, o restante joguei fora. Talvez por não querer me expor dessa forma, não sei. Chorei muito, muito mesmo. Tirando o dia da visita, se é que meus pais vão aparecer, nunca mais verei eles. Lembro que afundei o nariz na jaqueta , acabei dormindo com o cheiro de laboratório e limpeza, que lembra minha casa.
Aprendemos a atirar com armas no primeiro dia de iniciação. Nunca tinha pego em uma arma antes, mas até que me sai bem se levarmos em consideração o tonto magrelo da franqueza, All.
Na hora do intervalo fui atras de Will, meu antigo vizinho. Quando entrei no refeitório puxei ele pela manga da camiseta e disse:
– Oi Will, lembra de mim?
– Talvez, mas você está falando comigo por quê?
– Larga de ser cri-cri, vem almoçar comigo- disse fazendo movimento com a mão.
– Não obrigado. Vou sentar com eles ali- Will disse apontando para a mesa da Tris.
Okay. Não gosto dessa menina. Putz, fui vizinha d ocara a vida inteira e ele me troca por essa careta. Bom, talvez o fato de eu ter sido má com ele a nossa infância inteira tenha sido traumatizante para ele, mas aqui não é o lugar para se vingar de mim.
Lembro de quando joguei um rato dentro da calça dele, quando eu roubei um laço vermelho de uma menina da Amizade e joguei na maquina de lavar antiga da mãe dele só para manchar sua calça favorita. Já derrubei ele da escada e quase quebrei seu pé, mas isso não é motivo para ele me ignorar desse jeito.
Fui para a mesa do resto do pessoal da Erudição e fiquei segurando vela enquanto Edward e Myra se beijavam. Eu realmente queria estar na mesa daquela careta, eles estavam rindo tanto, coisa que não faço a tempos.
No período do tarde tivemos treino de luta, até que não sou tão ruim assim, talvez conseguisse derrubar meu irmão de seis anos, Diego.
Agora, estou com o resto do dia livre. Todos estão muito animados, conhecendo o complexo e se divertindo. Descido ficar no dormitório, escrevendo, talvez faça algum desenho depois, mas não quero conversar com ninguém.
Mas apesar de tudo, estou gostando daqui, mesmo querendo não gostar.
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