Divergente - New Directions
18 Consciência Pesada
Tobias: POV
Lauren foi o caminho todo até a clínica, falando sobre a experiência de ser mãe. Ela disse que agora tem lido inúmeros livros que mostram detalhadamente histórias de mães de primeira viagem. Ela em certo momento disse que ficou horrorizada com certas histórias, mas que em outras ela apenas conseguia rir. Fora as coisas que ela descobrira sobre apetites, desejos, crianças, brincadeiras e desenvolvimento. Ela falava sem parar, e em certo momento, minha cabeça começou a voar por outras lembranças . Não queria ser um canalha em uma hora como essas com a Lauren, ela parece contente com o fato de ser mãe, e digo que estou até estranhando a postura dela, mas minha cabeça não consegue deixar de lado a mulher que deixei no escritório. Ela pode não querer me dizer, mas sei que ela ficou magoada comigo. — respiro fundo e Lauren olha para mim -
— O que foi Tobias? (ela me encara)
— Nada. (murmuro para ela)
— Como nada? Estou toda animada contando sobre as coisas que estou fazendo desde que descobri sobre a gestação, mas você esta com a cabeça longe. (ela bufa) — Longe não! Deve estar naquela mulherzinha que você esta saíndo não é mesmo? (ela murmura essa última frase e isso me incomoda)
— Lauren, eu estou aqui com você. (suspiro e continuo mantendo meus olhos na estrada) — Eu só estou pensando nisso tudo.
— Certo, Tobias! Você esta aqui! Isso eu estou vendo, não sou cega! Mas de longe sou idiota, então não insulte minha paciência. (eu reviro meus olhos) — E esta pensando em tudo isso o que? (ela agora cruza os braços me encarando)
— Certo Lauren! (eu tento cortar o assunto) — Eu não quero brigar. Eu só quero uma ida tranquila para a clínica, e uma volta tranquila também.
— Você não quer brigar, eu menos ainda, Tobias. (ela descruza os braços e faz carinho em sua pequena barriga) Eu gostaria de saber, como vai ser nossa relação, Tobias. (ela me encara e eu acabo dando uma olhada para ela)
— Como assim? (pergunto curioso)
— Bem, eu estou grávida. Você é o pai do meu filho. Gostaria de saber como vamos fazer, para que nossa relação seja boa. Vou precisar de você. Bem, não só eu. Mas meu filho também. (ela fala acariciando sua barriga)
— Eu continuo sem entender, Lauren.
— Eu quero saber, se você e eu vamos reatar, ou você vai continuar com esse casinho com essa secretária idiota! (ela agora grita em autoridade e eu bato no volante com força, fazendo ela se encolher)
— Olhe Lauren, eu vou fazer o meu papel de pai para meu filho. Vou estar presente, vou ficar junto, e vou até você sempre que precisar, para dar auxílio e mostrar para meu filho, que eu estou aqui. Mas, não é por isso que vou ficar com você, e nem muito menos me casar com você. (ela bufa e eu olho sério para ela) — E por favor, pare de chamar Beatrice de essazinha, secretáriazinha ou seja lá o "inha" que você e Cara tem decidido chamar a minha namorada.
— O que? (ela grita comigo) — Namorada? Você esta dando uns amassos naquela mulher a alguns dias, e já estão namorando?
— Isso não é da sua conta! (eu digo ríspidamente para ela)
— Como não Tobias? Eu estou esperando um bebê que é seu filho. Não vou deixar você chegar perto dele com uma mulher que mal conheço. (ela cospe para mim me irritando)
— Você não teria coragem disso! (estaciono o carro no estacionamento da clínica e olho sério para ela)
— Aposte para você vê. (ela pisca para mim e sai do meu carro) — Não me provoque Tobias. Você terá que escolher. Ou ela, ou o seu filho.(ela bate a porta com força)
Lauren começa a caminhar em direção a porta da clínica, e eu apenas a observo se afastar. Ela tem razão de querer conhecer Beatrice mais a fundo. Vamos ter um filho, e ele estará comigo sempre que Lauren deixar ele dormir em minha casa. Mas, o fato de ela desmerecer minha namorada me deixa extremamente irritado.
Eu saio do meu carro depois de um tempo dentro do mesmo, para respirar um pouco. Lauren tem o dom de me tirar do sério, com esse jeito nada gentil dela. Assim que adentro a clínica, procuro por Lauren, e logo a veja conversando com uma mulher que aparenta ser uma enfermeira. Lauren me vê, e dispensa rapidamente a enfermeira, o que me deixa desconfiado.
— Qual era o assunto que eu não pude acompanhar? (eu pergunto e ela me ignora) — Lauren? (eu a chamo e ela me olha)
— Agora você esta interessado com as coisas ao seu redor? (eu bufo e coloco minhas mãos nos bolsos das minha calça)
— Lauren Cullen. (escuto o nome dela ser chamado e ela caminha em direção a pessoa que a chamou comigo logo atrás)
— Sou eu. (ela sorri para a mulher)
— Olá Lauren, eu sou Poliana, e eu vou acompanhar a sua gestação. (ela sorri para nós dois) — Eu vou pedir para que a senhora troque de roupa por favor, ali no banheiro tem um roupão para a senhora colocar.
— Aqueles roupões nojentos que todo mundo que esta doente usa? (Lauren pergunta fazendo a médica arregalar os olhos e eu apertar a ponta do nariz)
— Lauren, pelo amor de Deus. Faça o que a médica mandou! (eu digo e ela revira os olhos e dá um sorriso falso para a médica)
— Claro!
Lauren adentra o banheiro, fechando a porta logo atrás de si. Poliana olha para mim com um sorriso amarelo visivelmente constrangida com o comentário de Lauren. Eu encosto na parede com meus braços cruzados e minha cabeça abaixada.
— Vocês são casados a muito tempo? (Poliana pergunta e eu olho para ela)
— Hm... Nós não somos casados.
— Desculpe. Achei que vocês eram casados... Imaginei que fosse o pai do bebê. (ela me diz envergonhada)
— Eu sou o pai... Mas nosso relacionamento não deu muito certo, e eu e Lauren não estamos mais juntos.
— Entendi. Sinto muito. (ela diz para mim) — Mas imagino que com um filho, tudo mude.
Ela sorri para mim, como quem entende a situação que vivo, mas então eu não retribuo o sorriso, e me mantenho em silêncio desviando os meus olhos para os quadros ao redor da sala. Ela parece perceber, porque não tenta falar novamente.
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— Que pena que nós não conseguimos ver o sexo, né? (Lauren reclama quando chegamos ao carro)
— Na próxima vez, você... (ela me olha) — Nós vamos descobrir. (forço um sorriso e ela revira os olhos)
O caminho de volta é silêncioso, Lauren não puxa assunto, e eu não tento falar nada, ela apenas ficar acariciando sua barriga e olhando pela janela.
Mas meu silêncio dura pouco, quando meu telefone celular toca e eu vejo que é Beatrice.
Ligação: ON
— Oi amor.. (eu digo animadamente)
— Hey... Tudo bem?
— Tudo sim e você? O escritório esta tudo certo? (vejo que Lauren esta incomodada)
— Esta tudo bem... E o bebê? (ela pergunta) — Já descobriu o sexo?
— Hmm... Não, infelizmente a perninha estava no meio, e não nos deixou ver. (eu digo meio decepcionado e Lauren bufa)
— É uma pena... Mas acredito que na próxima dará para vocês verem.
— Espero que sim, amor. (silêncio do outro lado e depois um suspiro)
— Estou com saudades. (ela diz manhosa fazendo meu coração acelerar)
— Eu também estou. (digo) — Podemos sair para jantar?
— Hmm, tudo bem. Vou adorar.
— Te pego na sua casa? (eu pergunto e escuto ela sorrir)
— Claro, claro. Espere um minuto amor... Pare Uriáh! (gargalhadas ecoam e eu sinto um formigamento estranho percorrer em meu corpo) — Desculpe amor, Úriah hoje resolveu tirar o dia para me perturbar!
— Nos vemos mais tarde.
Ligação: OFF
Eu desligo o telefone sem dar a chance para ela responder. Ciúmes começam a brotar em mim por conta do seja lá o que Úriah estava fazendo.
Lauren esta de cara amarrada, consigo ver isso no jeito dela apertar suas mãos sobre a bolsa. Eu não penso em perguntar se ela esta bem, e o caminho volta a ser silêncioso até a casa dela.
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Quando chego a casa de Beatrice a noite, mesmo ansioso para vê-la, ainda sinto ciúmes correndo em mim. Os dois sentimentos, estão em uma batalha, e eu não sei qual dos dois, vai ganhar essa guerra.
Aviso ao porteiro que estou indo a casa da minha namorada, e ele me libera, pois Tris já havia avisado sobre minha entrada.
Eu subo e quando paro na porta dela, eu respiro fundo algumas vezes e depois toco a campainha. Silêncio completo do outro lado da porta, e depois de um longo tempo eu penso em tocar a campainha novamente, mas quando estendo a mão, escuto a tranca da porta ser aberta, e assim que ela abre, a visão que eu tenho do outro lado é de tirar o folêgo.
Os olhos de Beatrice estavam destacados pela maquiagem, sua boca estava maior por conta do batom vermelho, e ela me encara com um sorriso sensual, enquanto eu a encaro, mas agora, descendo meus olhos por toda a extensão de seu corpo.
Tris, estava usando um vestido vermelho que ia até o meio de sua coxa, seu sapato alto deixava ela com uma postura mais ereta, e ela estava perfeita para mim.
Até havia esquecido que estava com ciúmes do que ouvi no telefone hoje, o único sentimento que agora se apoderava de mim, era o desejo de ter ela, e a saudade que eu estava dela, dos beijos dela e do corpo dela.
Tris: Pov
Depois que Tobias saiu com Lauren, Christina e Shauna perceberam meu desanimo. Nosso almoço teve convidados inusitados, como Uriáh, Zeke e Will. Lynn e Marlene hoje, estavam disputando a atenção de Úriah, Shauna estava fazendo birra, mas percebi que a mão dos dois estava entrelaçada por de baixo da mesa, e Will e Christina eram apenas papo de inteligência.
Não estava realmente prestando atenção no assunto deles, e vez ou outra, vi Christina me lançarem olhares e sorrisos, como quem, dá conforto. E isso, era a última coisa que eu queria naquele momento. A essa hora, Tobias e Lauren, poderiam estar vendo o filho deles em uma ultrassom. O filho deles. — suspiro e remexo na minha comida sem muita vontade-
— Você esta bem? (Shauna me pergunta e eu mexo meus ombros)
— Lauren esta grávida do Tobias... (suspiro)
— Christina comentou algo comigo sobre isso. (ela me lança um sorriso) – Mas, esta com essa cara por conta disso? (ela agora me olha preocupada)
— Mais ou menos, Shauna. (mordo os lábios) – Não sei se o que eu estou fazendo é certo ou errado.
— E o que você esta fazendo?
— Impedindo uma criança de ter os pais juntos. (meus olhos enchem de água e Shauna arregala os seus para mim)
— Do que esta falando, Tris?
— Você sabe... Tobias e Lauren vão ser pais separados de um bebê, e todos sabemos que um filho precisa dos pais juntos e unidos.
— Tris não pense isso. (ela toca meu ombro e eu fecho meus olhos para conter minhas lágrimas) – Eu não vou dizer que entendo o que você esta passando e o que você esta sentindo, porque eu não sei, e não vou mentir para fazer você se sentir melhor. Mas, você tem que por dois pesos e duas medidas na hora de fazer suas escolhas. Você não esta impedindo os dois de darem uma família e um lar para o bebê, eles impediram isso quando se separaram antes de você aparecer na vida dele. Além do mais, Tobias escolheu você para ficar ao lado dele. É só olhar para vocês dois, para ver que se amam, e que se querem. Não fique se torturando com pensamentos inadequados. Tobias te ama, e tenho certeza que ele vai assumir as responsabilidades de pai com o bebê que Lauren espera. (ela me lança um olhar confiante e eu sorrio para ela)
— Não quero me sentir uma pedra no caminho de ninguém.
— Você não será, acredite nisso. (ela sorri e pisca para mim)
O almoço corre bem, apesar da minha tristeza evidente. As vezes eu via que Zeke me olhava sugestivamente e sempre que eu o pegava fazendo, ele me lançava um sorriso animador. Não entendi o motivo dele estar me olhando daquele jeito, mas deixei passar.
Quando voltamos para o escritório, ainda não havia nenhuma ligação de Tobias em meu telefone, e isso estava me agoniando ainda mas que antes. Será que estava tudo bem? Será que eles estavam se dando bem? Me sento em minha cadeira, tentando me concentrar em alguma coisa, antes de tomar a iniciativa de ligar para ele. Eu fico olhando para o telefone, com as mãos pareando sobre o aparelho, mas não crio coragem. Não quero interromper esse momento.
— Liga logo! (Christina fala comigo e eu me assusto)
— Não sei se devo! (eu olho para ela)
— Por que esta falando isso?
— Christina, qual é! Você sabe... Esta com a maluca! (ela sorri para mim)
— Mas você é a namorada dele!
— Ainda não somos namorados. (suspiro e mexo meus ombros)
— É, mas se amam! Não tem porque você estar exitando tanto!
— Não quero atrapalhar o momento deles. (Christina revira os olhos)
— É sério, isso?
— Sim!
Christina vai até a minha mesa, e pega o telefone. Eu arregalo meus olhos para ela, e ela apenas sorri para mim e seus dedos começam a discar números. Quando dou por mim, ela esta ligando para ele.
— O que esta fazendo, Christina? (eu tento pegar o telefone da mão dela)
— Estou ligando para o seu amado, para aliviar seu coração! (ela fala piscando para mim)
Eu tento pegar mais uma vez o telefone da mão dela, mas é em vão. Christina quando quer ser teimosa ela consegue.
— O que esta acontecendo aqui? (pergunta Úriah)
— Tris esta com medo de ligar para o Tobias. (Christina me entrega)
E arregalo meus olhos para ela, e assim que ela vê minha expressão ela ri mostrando que não esta arrependida do que disse. Eu olho para Úriah e vejo que sua expressão agora é de divertimento e eu coro com a situação.
— Por que esta com medo de ligar para ele? Vocês dois não estão juntos? (eu respiro fundo)
— Ele esta com a Lauren...
— E daí? (me questiona Úriah) – Christina me joga o telefone!
Christina olha para mim e depois para Úriah, e o sorriso que eles tem no rosto é de quem quer aprontar. Se Chris não namorasse com Will, diria que ela e Úriah poderiam por fogo em qualquer lugar se estivessem juntos.
— Por favor Úriah, não faça nada...
Ele disca o número de Tobias, Christina esta ao meu lado rindo, e então Tobias atende a ligação fazendo meu coração acelerar.
Ligação: ON
— Oi amor..(ele fala do outro lado da linha animadamente)
— Hey... Tudo bem? (eu consigo dizer com um sorriso em meu rosto)
— Tudo sim e você? O escritório esta tudo certo? (ele me pergunta e vejo Úriah e Christina fazendo gestos de casais apaixonados e eu sorrio)
— Esta tudo bem... E o bebê? (eu pergunto realmente curiosa) — Já descobriu o sexo?
— Hmm... Não, infelizmente a perninha estava no meio, e não nos deixou ver. (percebo que a voz dele é de quem não gostou e Christina e Úriah me olham curiosos e eu apenas aceno a cabeça negativamente para eles)
— É uma pena... Mas acredito que na próxima dará para vocês verem. (eu consigo dizer e Úriah se aproxima de mim fazendo graça)
— Espero que sim, amor.
Escutar a voz dele, mesmo que por telefone, me fez sentir ainda mais saudades que antes, e agora eu só queria ter ele aqui pertinho de mim. Eu suspiro de saudades e de amor)
— Estou com saudades. (eu finalmente consigo dizer, e úriah faz gestos com a mão como se estivesse comemorando algum campeonato e eu tento segurar minha risada)
— Eu também estou. (ele fala fazendo meu coração reagir) — Podemos sair para jantar?
— Hmm, tudo bem. Vou adorar. (Nesse momento, Úriah me pega pela cintura e começa a dançar comigo, e eu começo a rir)
— Te pego na sua casa?
— Claro, claro. Espere um minuto amor... Pare Uriáh! (eu tento me afastar dele, e minha respiração agora esta abalada porque Úriah esta me fazendo rir de mais) — Desculpe amor, Úriah hoje resolveu tirar o dia para me perturbar! (eu consigo falar e Tobias fica em silêncio do outro lado da linha)
— Nos vemos mais tarde.
Ligação: OFF
Tobias desliga o telefone sem me dar tempo de responder a ele, e eu fico sem entender. Ele estava bem, será que Lauren falou algo para ele que ele não gostou?
— O que houve? (Christina me pergunta)
— Ele desligou... Mas, vamos sair para jantar! (eu sorrio e eles também)
— Faz um jantar romântico em casa. (Úriah propõe)
— E Tobias gostaria disso?
— Claro! É só caprichar na sobremesa. (ele pisca para mim e eu coro ainda mais que antes)
Úriah esta certo, ao invés de sairmos, certamente aproveitaríamos mais, se fizéssemos um jantar em casa. Teriamos tempo para muitas coisas.
No fim do expediente, eu nem espero Christina e as meninas e corro para minha casa. Tobias não havia me mandando nenhuma mensagem no decorrer do dia e eu ainda estava preocupada com o motivo dele ter desligado o telefone do modo como ele desligou. Assim que chego em casa, eu pego o telefone de um restaurante japonês, e faço um pedido para duas pessoas. Depois que faço isso, eu sigo até o meu quarto, e abro meu guarda roupa para ver minhas opções de roupas. Quero ficar sensual para ele, mas sem ser vulgar. Então opto por um vestido de alcinha que fica preso no busto e que marca a cintura deixando a parte de baixo mais soltinha. O final de sua barra é no meio de minha coxa e com o salto alto do tom nude, eu fico realmente sexy. Faço uma maquiagem que marca meus olhos, pois sei que Tobias gosta deles, e ajeito o meu cabelo fazendo poucos cachos na ponta para fazer ele ficar natural.
Eu me assusto quando a campainha toca e acredito que já seja Tobias, mas quando eu chego na porta vejo que é apenas o entregador da comida que eu pedi. Eu sorrio pelo meu nervosismo e abro a porta. Ainda não tinha me aceitando meu look por completo, ainda ia dar um retoque final, mas assim que o entregador me viu, eu percebi que eu não estava ruim, já que sua boca se abriu em um “o” perfeito me fazendo corar, e depois seus olhos passearam pelo meu corpo, imagino que pensando em coisas que certamente aconteceriam essa noite.
— Boa noite, eu sou o Fagundes. (ele sorri para mim tentando ser galanteador e eu apenas balanço a cabeça para ele e sorrio amigavelmente)
Eu pago a ele pela comida, e antes que ela possa dizer qualquer coisa, eu fecho a porta. Eu havia posto uma mesa na varanda, havia acendido umas velas, o tempo hoje estava fresco, e parecia uma boa um jantar ali.
Voltei para o quarto no intuito de ver se faltava alguma coisa em mim, quando novamente a campainha tocou. Dessa vez, meu coração batia descompensadamente, parecia já saber quem era do outro lado da porta. Eu sorri e assim que olhei pelo olho mágico vi Tobias, com uma expressão séria, porém lindo.
Assim que abri a porta, vi os olhos de Tobias se arregalarem e em sua boca agora se formava uma linha de um sorriso torto- o sorriso que eu tanto amo— Eu sorrio de forma sedutora e Tobias parece estar hipnotizado me olhando, eu fico ainda mas vermelha. O cheiro de Tobias, entra em minhas narinas e eu meu coração o reconhece, batendo mais forte e meu corpo pede e grita por ele. Se Tobias tivesse o dom de ler o que minha mente e meu corpo pedem, juraria que ele estava lendo agora, porque no momento em que eu pensei em beijar ele, Tobias veio até mim, fechando o espaço entre a gente colando nossos corpos e em seguida nossas bocas.
O beijo começou lento e apaixonado. As mãos dele estavam em meus braços me mantendo presa ali, e minhas mãos estavam paradas no peitoral dele, sentindo seus músculos sobre o tecido da roupa. Parece que a cada momento que nossos lábios se entretiam no beijo, mas seu coração acelerava. Nesse momento, uma das mãos do Tobias subiu até a minha nuca e ele puxou meu cabelo para trás deixando meu pescoço a mostra. Ele soltou meus lábios e nossas respirações estavam alteradas. Seus lábios quentes causavam arrepios em minha pele, e ele beijava meu pescoço como se estivesse beijando minha boca e eu me sinto mole e já cheia de desejos. Mas, pretendo ir com calma. Pretendo aproveitar cada momentinho ao lado dele hoje.
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