Divergente - New Directions
38 Casa Comigo?
Notas iniciais
Tobias: POV
Raiva, muita raiva, ápice da loucura, ódio predominador dominando cada célula existente em mim.
Aquele cara, aquele maldito vizinho filho da puta de Tris, estava em sua casa, abrindo a sua porta e usando a porra de um samba canção broxante e me encarava como não soubesse quem eu era.
Perdendo o controle em três... Dois... Um...
Empurro o cara para dentro do apartamento e o tal Peter cambaleia para trás ainda sonolento. Acerto um soco no sofá e o cara consegue ainda se desviar a tempo. Peter me encara assustado. Gosto disso.
— O que esta fazendo aqui? – Praticamente grito e acredito que meu ato possa ter acordado a vizinhança. Foda-se!— Eu vou te matar!
— Calma ai cara! – Ele tenta se proteger de mim recuando para longe. Se antes Peter estava com sono, agora ele estava bem acordado.
— O que esta fazendo no apartamento de Tris? – Seguro Peter pela gola de sua camisa enrolada em meu punho, enquanto o mesmo tenta soltar minha mão de si. Meus olhos transmitem toda a minha raiva, porque percebo que ele esta apavorado. – Responde seu canalha! – Urro para ele que arregala os olhos e tenta se afastar mas não consegue.
— Tobias! – Beatrice exclama do outro lado da sala. Por reflexo, saudade, desejo, eu me viro e olho para aqueles olhos azuis que tanto amo. – O que esta fazendo? – Ela olha para Peter. – Solte-o! Esta parecendo um homem das cavernas! – Ela fala para mim soltando minha mão da camisa de Peter, e quando sua mão toca a minha, sinto aquela energia sendo religada apenas pelo pouco contato.
— O que ele esta fazendo aqui Beatrice? – Gesticulo para ele, olhando raivoso para ela, que empina seu nariz perfeito para mim e cruza os seus braços me encarando.
— Gostaria de saber o que você esta fazendo aqui a uma hora dessas Tobias. – Tris fala e sua fúria dirigida a mim, é quase fofa. Como eu a amo.— Não deveria estar com a sua esposa e seu bebê? – Ela fala e pelo modo como ela fala percebo que esta magoada comigo. Respiro fundo antes de responder.
— Eu vim para conversar com você... – Olho para ela e no momento Peter ainda assustado se endireita no sofá retomando a minha atenção. – Você esta com esse cara, Beatrice? – Pergunto não consigo controlar o ciúme avassalador que toma todo o meu corpo.
— Isso não é da sua conta. Não somos mais nada um do outro Tobias. – Raiva me preenche, mas eu tento segurar a minha ira. – Mas uma vez eu te pergunto Tobias, o que veio fazer aqui uma hora dessas?
— Além de quase me estrangular? – Peter murmura e se mantém de cabeça abaixada. Respiro fundo trincando os dentes enquanto ela se mantém controlada, mas ainda irritada comigo.
— Eu não estava agüentando ficar sem ver você Beatrice. Precisava te ver e dizer que sinto sua falta mas do que tudo nesse mundo e que... – Ela me interrompe e eu gelo por dentro.
— Você não tem o direito de fazer isso Tobias. – Beatrice me repreende e eu me calo passando a língua em meus lábios e respirando fundo. – Você não tem o direito de chegar a minha casa, bater no meu amigo que diferente de você não me abandonou e querer bater em uma pessoa por que esta louco de ciúmes. – Ela conclui e percebo que seus olhos estão marejados.
— Não percebe que me afastei de você por necessidades Beatrice. – Vejo que ela revira os olhos.
— Nem um telefone você pôde me dar? Alguma coisa do tipo, eu vou voltar, calma que daqui a pouco estou ai... – Ela tenta me imitar engrossando sua voz e eu me seguro para não rir. Eu te amo tanto garota, não me torture mais.
— Eu vim aqui me explicar com você amor... – Tris me olha incrédula e em seguida olha para Peter que não falou mais nada quando Tris começou a conversar comigo.
— Você não tem mais o direito de me chamar assim. – Ela me diz e só agora percebo caminhos de lágrimas em seus olhos. – Você perdeu essa oportunidade quando me deixou só e não me deu um telefonema. O que pensa agora? Que pode chegar aqui na minha casa e me chamar de amor, acreditando que tudo voltará a ser como antes? Sinceramente eu penso e não penso.
— Eu sei que sou um idiota, sei que não te mereço, mas eu estava me sentindo o pior dos homens, estando tão longe de você Beatrice. Não percebe? – Ela leva a sua mão até a nuca coçando entre seus cabelos e o seu perfume de fruta me preenche, me trazendo lembranças boas com ela.
— Tobias esta tarde e eu realmente não quero falar sobre isso... – Ver ela em negação me machuca e meus olhos caminham para Peter sentado no sofá.
— É por causa dele? – Pergunto sentindo medo da resposta. – É por causa dele que agora você esta em negação? – Ela arregala os olhos e bufa para mim.
— Não que eu lhe deva satisfações Eaton. Peter é meu vizinho. Brigou feio com a namorada e a mesma botou ele para fora de casa. Só que a carteira dele ficou lá dentro e ele não pode pegar. – Ela diz e Peter assente pensativo. – É por isso que ele esta aqui. Não sou você que diz que ama uma, e depois esta enfurnado na casa de outra.
— Achei que você e ele... – Eu começo – Te vi mais cedo com ele andando na rua, e fiquei louco. Achei que estava com outra pessoa e que já havia me esquecido... – Falo sem parar e Peter se levanta.
— Você entendeu tudo errado cara. – Ele fala e olha para Tris. – Gosto muito dela. É uma ótima pessoa e amiga. Não temos nada. Ela estava dormindo em seu quarto e eu aqui no sofá. Minha namorada esta louca de ciúmes por uma coisa besta que nem eu sei o que é, mas por conta disso, ela esta dormindo lá e eu aqui e minha carteira também esta lá. Não tinha para aonde ir. – Ele fala e solta um suspiro. – Vou bater na porta de casa, quem sabe ela deixa de sentir raiva de mim, e me deixe entrar? – Ele fala dando de ombros e eu reviro os olhos. — Idiota.
— Você não precisa fazer isso! – Tris segura o cara pela mão e meu ciúme cresce dentro de mim novamente. — Deixe-o ir Beatrice! Eu preciso de você e não ele, inferno!
— Eu vou sim. Vocês dois precisam conversar e eu não quero estar aqui nem para atrapalhar e nem para morrer. – Ele diz dando ênfase no morrer e olha para mim. Eu mostro o meu melhor sorriso para ele que rapidamente segue para a porta.
— Eu vou até lá com você. – Tris se manifesta atraindo a minha ira para ela. — O que ela pensa que esta fazendo? — Não quero que ela fique brigando com você, e seria mais fácil ela te aceitar de novo se eu for junto com você. – Peter assente para ela, e depois olha para mim. – Me espere aqui Tobias. – Eu assinto em silêncio e ela segue para fora do apartamento com Peter.
Escuto os passos dos dois do lado de fora do apartamento seguindo por vocês. Será que eles estavam marcando alguma coisa agora que estavam longe dos meus olhos? Aquele aperto no peito cresce e eu decido me aproximar da porta para escutar o que eles falam.
— Desculpe-me por isso Peter. Eu não esperava pela visita dele... Na verdade, achei que ele não fosse me procurar mais. — Escuto Tris dizer.
— Não precisa se preocupar com isso Bea. — Reviro meus olhos – O importante é vocês dois se acertarem, certo? Quer dizer, você o ama e bem... Ele te ama também. Deu para ver isso quando ele tentou me matar.
— Eu não sei quem ele é Peter. — Escuto Tris suspirar e depois uma batida na porta ao lado.
Passos na casa ao lado e por fim a porta é aberta.
— O que você esta fazendo aqui Peter? – A voz feminina fala com ele e ignora completamente Beatrice parada ao lado dele.
— Boa noite Meg... – Tris começa a falar. — Desculpe te incomodar tão tarde assim... É que bem, Peter foi lá para minha casa depois da briga de vocês, e meu ex namorado ciumento não gostou de vê-lo dormindo no sofá... — Agora eu sou ex-namorado?
— Por isso esta com essa cara de bunda Peter? – Escuto ela rir
— Meg! – Peter a repreende e eu não deixo de rir com a situação.
— Tudo bem, entre Peter sua vizinha deve estar querendo foder loucamente e você deveria estar atrapalhando os dois. – Beatrice arfa e posso imaginar ela corada.
— Boa noite Bea. — Escuto Peter dizer.
Afasto-me da porta lembrando-me que ela esta voltando para cá. Meu coração volta a se acelerar e então sua cabecinha loira aparece no apartamento e Tris fecha a porta ainda sem me olhar. Estava sentindo tanta a falta dela que a única coisa que eu queria era poder abraçá-la, e eu iria fazer isso, mesmo que ela me matasse depois.
Tris: POV
Eu não estava pronta para olhar para ele, estava magoada de mais com tudo o que havia acontecido. Tobias simplesmente sumiu quando eu, mas precisei dele, e depois mandou seu sogro nojento vir até mim, ceder informações das quais eu não estava nem um pouco interessada em saber. Meu coração estava pulando pela boca por saber que assim que eu acabasse de fechar a porta e me virasse eu encontraria os olhos castanhos, mas perfeitos do mundo, e o meu medo era de derreter e dar a brecha para ele me machucar novamente. Eu o amo, e como amo, mas não posso mais deixar Tobias me ferir.
Viro-me calmamente para ele, ainda com medo de olhar e sentindo aquela inquietação dentro de mim. Ao me virar sou surpreendida pelos lábios carnudos dele presos aos meus. Na hora do susto eu tento me afastar dele, mas Tobias não deixa e me segura forte, tento socar seu peito musculoso, mas é envão. Sua boca se mexia em sincronia com a minha, mesmo que contra a minha vontade. Junto dele, meu corpo não obedecia as minhas ordens, e então me dei conta de que não queria que ele parasse. Sentia tanta falta do calor que os lábios dele emanavam que quando finalmente aconteceu eu me deixei embriagar. Mas isso não quer dizer que eu não vá trazer um pouco de dor para ele no final.
A língua de Tobias pedia espaço entre meus lábios e brincava com a minha língua com maestria. Seu corpo quente se colou ao meu e eu me senti entregue ao momento. Por favor, não pare!
Mas então o ar se tornou necessário e ele precisou me soltar, mas ainda manteve seus lábios próximos aos meus. Eu sentia sua respiração tão perto de mim, eu queria mais, eu precisava de mais. Só que antes ele sentiria um pouco de dor.
Splash...
Foi o som que fez assim que minha mão encontrou o lado esquerdo do rosto dele. Tobias manteve seus olhos fechados, assimilando ainda o que havia acontecido. Não o deixo pensar e o empurro para longe de mim. Meu corpo protesta com a falta do calor dele, mas eu não cedo, e empurro-o mais uma vez.
— Por que esta fazendo isso comigo? – Falo para ele segurando a queimação que agora criou vida em meus olhos. Tobias não se defende apenas me deixa bater nele. — Que bom!— Eu Te amava tanto e você esta me torturando com tudo isso.
— Me deixe te explicar amor... – Eu soco ele com mais força, mas não parece machucar. Tobias não esboça nenhuma reação. Porém, não posso dizer o mesmo de mim, pois meus olhos ganharam vida e agora jorram lágrimas que estavam acumuladas em mim.
— Não me chame assim! Você não tem mais esse direito! – Minhas palavras não saem mais que um sussurro e então Tobias segura minhas mãos com uma de suas mãos fortes e me pressiona contra o corpo dele.
— Eu precisei me afastar de você meu amor... Precisei porque se eu não o fizesse te perderia para sempre... Essa era boa!Você me perdeu do mesmo jeito Tobias!— Lauren ameaçou acabar com a sua vida caso eu não me afastasse de você. – Ele agora me olha com intensidade enquanto minhas pernas bambeiam com a informção. Suas mãos seguram agora meu rosto me fazendo olhar para ele. – Tris, o que queria que eu fizesse? Diz para mim amor. Não podia te ver machucada novamente, não ia conseguir viver se soubesse que alguma coisa acontecesse com você. – Ele me prensa na parede e se cola em mim, minha respiração fica rápida e Tobias encosta sua testa na minha.
— Cara deu uma idéia e tanto para essa louca no fim das contas. – Eu digo e Tobias respira fundo. Ele me solta e eu fico confusa.
— Não fora a Cara que atentou contra a sua vida, Tris. – Tobias olha para mim um pouco distante enquanto fala. – Quem atentou contra você, fora a própria Lauren. – Meus olhos se arregalam e eu perco o ar.
— O que? – Eu sabia que Lauren era louca e obcecada por Tobias, não sei exatamente se era por amor ou se pelo dinheiro, mas, chegar ao máximo de cometer um assassinato? Não pode ser! — Ela não seria capaz de fazer isso...
— Aquele dia em que você acordou e me contou os detalhes do que havia acontecido, eu fui para casa tomar um banho e depois, antes de ir te ver, eu fui até a casa dela para questionar sobre o homem com quem ela brigava. – Ele agora parece estar longe. – Mas, quando eu cheguei na casa dela, Lauren estava no quarto, e estava demorando muito para descer. Decidi que ia acabar com a minha dúvida indo até ela, só que ao entrar no quarto dela, encontrei o veneno e a seringa usados para te matar. – Tobias me olha e eu sento no sofá. – Quando eu fui te ver depois, Lauren já havia me feito as ameaças, disse que iria atrás de você em qualquer lugar do mundo, caso eu teimasse em ficar com você. – Aparentando cansaço Tobias senta no outro sofá de frente para mim e abaixa a cabeça. – Me afastei e sei que foi cruel, mas preferia que tivesse raiva de mim, do que ficar sem você. — Muitas informações, muita loucura.
— Você não mandou o pai dela vir até aqui me trazer dinheiro? – Pergunto segurando minhas lágrimas e Tobias assente.
— Nunca faria uma coisa dessas. Fiquei sabendo pelo Caleb, não consegui ir para casa. Não sei o que vou fazer quando chegar a casa. Mas não tenho certeza de que ele vá ficar bem depois que eu pega-lo. – Percebo fúria e raiva em sua voz e sem querer me arrepio. Não quero que ele faça nada.
— Não faça nada. – Digo em um sussurro e vejo ele me olhar carrancudo. – Não vamos piorar as coisas, tudo bem?
— Como pode me pedir uma coisa dessas Tris? – Ele soca o braço do sofá e me olha. – Ele tentou te violentar. Caramba, ele tentou ter você a força. – Ele se levanta e eu acabo por fazer o mesmo. Meus pés não me obedecem, e quando vejo já estou com as mãos nas costas de Tobias, que estava de costas para mim e de cabeça abaixada. Percebo tensão em seus músculos. Ele sente meu toque e em questão de segundos, ele se vira me olhando nos olhos, me fazendo me perder nos castanhos que eu mais amava no mundo. Ele estava me sondando, seus olhos caminhavam em meu rosto, as vezes me olhava nos olhos, e as vezes descia até os meus lábios. Sua respiração estava se alterando, a minha já estava como se eu tivesse corrido uma maratona. Sua mão direita parou em minha bochecha, e seu dedão fazia o desenho e contorno dos meus lábios. Não resisti à tentação e fechei meus olhos deitando ainda mais meu rosto em sua mão. – Por Deus Tris... Eu quero tanto te beijar. – Ele fala baixinho e me arrepio umedecendo meus lábios com a língua. Tobias não perde nenhum ato meu.
— Me beije Tobias... Acabe com essa saudade de você que me corroe por dentro. – Isso foi o suficiente para que ele chocasse seus lábios nos meus com urgência. Seus lábios davam ordem nos meus, e eu prontamente obedeci sem me importar com o amanhã. Minha língua percorria a língua dele em uma dança frenética e sensual. Nosso beijo estava rápido e exigente e eu sentia o desejo transbordando de nós dois. Que saudades que eu estava desse homem. A mão de Tobias também ganhou vida e se direcionou a minha nuca puxando meu cabelo em seguida. Não resisti e soltei um gemido entre seus lábios que Tobias sem dúvida amou.
— Tris, vou enlouquecer. – Tobias fala entre meus lábios e mais uma vez ele puxa meu cabelo me fazendo gemer novamente. – Não vou agüentar. Não quero só seus beijos Tris... Quero você inteira. – Tobias fala e mesmo em batalha com meu subconsciente eu me permito deixar meus sentimentos fluírem.
Empurro Tobias para se sentar no sofá e assim que acontece, eu me sento em seu colo com uma perna em cada lado do corpo dele. Tobias puxa os meus lábios para os dele assim que me acomodo em seu corpo, suas mãos descem pelo meu corpo alisando e me apertando. Solto gemidos quando sinto seus apertos fortes. Sento-me em cima do seu membro e já o sinto duro dento de suas calças. Ele estava excitado, eu estava excitada.
Meu roupão vai parar em algum lugar da sala e agora os lábios carnudos e aconchegantes de Tobias estão brincando em meu pescoço, trilhando caminho de beijos, mordidas e chupões. As mãos dele no entanto já se acharam em minha bunda e conforme me entrego as sensações, ele aperta-me sobre seu membro. Minhas mãos param em seu blusão e quando eu penso em rasgá-lo, me lembro que ele precisará voltar para casa e que precisará dessa roupa. Acho que ele percebeu minha excitação, pois para o beijo e me olha.
— O que foi amor? – Sua voz nada mais é que um sussurro.
— Você precisará ir para casa com essa blusa... – Digo e ele se levanta comigo no colo. Tobias me coloca em cima do balcão da cozinha e tira a sua blusa. Faço bico para ele, e achando graça de mim, ele sorri.
— Você terá muitas blusas para rasgar quando eu tudo isso acabar amor. – Sua mão passeia em minha coxa e vagamente passeia por entre minhas calcinhas. Tobias fecha os olhos quando sente minha intimidade molhada e já quente esperando por ele. – Meu Deus Beatrice... Eu vou pirar. – Tobias abre mais as minhas pernas e me puxa para ficar mais na ponta do balcão. – Você esta tão molhada amor. – Coloca um dedo e acaricia minha intimidade enquanto me olha. Mordo meus lábios para controlar meus gemidos e então ele coloca dois dedos de uma vez em mim. Inclino-me para trás e gemo alto enquanto ele faz um vai e vem fabuloso com os dedos. Não resisto a tentação e rebolo em seus dedos gemendo baixinho. – Geme amor... Geme para mim. – Ele agora coloca três dedos em minha intimidade e com seu dedão brinca com meu clitóris. Meus gemidos se tornam mais altos e descompensados do mesmo jeito que minha respiração se tornou irregulares. Estava delicioso assim, mas eu queria mais.
— Me chupa amor... – Eu gemo e ele mete ainda mais seus dedos.
— Fala de novo Beatrice! – Ele exige e á entregue eu repito.
— Me chupa amor... Me chupa por favor. – Deito-me no balcão arfando quando a boca de Tobias abocanha minha intimidade. Rebolo sobre sua boca segurando em seus cabelos, não querendo que ele pare. Sua língua brinca em mim e já quase me perdendo em êxtase, algo grosso me preenche me fazendo gritar e eu então percebo que Tobias enfiou seu membro em mim. – Aaaah Tobias... – Eu gemo enquanto gozo em seu membro duro e grosso. Meu interior ainda esta em chamas, eu ainda quero mais dele.
-
Paramos na porta do quarto com Tobias andando atrás de mim. Se membro roçava em minha bunda e gostando daquilo, eu me esfregava nele com vontade. A boca de Tobias estava em meu pescoço e em minha orelha, e enquanto uma de suas mãos massageava meu seio duro de excitação, sua outra mão brincava em minha intimidade me fazendo perder qualquer fio de sanidade que ainda existia em mim. Os dedos dele agiam com maestria dentro da minha intimidade e acredito que ele tenha percebido que eu já estava chegando ao meu limite, quando tirou sua mão e me jogou na cama. Gemi em protesto para ele, mas quando dei por mim, Tobias estava pelado na minha frente com seu membro rígido. Não pensei, apenas agi. O membro dele entrou em minha boca com vontade. Chupava e dava pequenas mordidas enquanto Tobias gemia meu nome, eu estava me saciando dele. Sua mão segurava em minha cabeça, me ajudando no ritmo enlouquecedor daquele entra e sai.
— Eu não vou agüentar amor, e não quero gozar na sua boca. – Ele diz entre seus gemidos, antes de me levantar e me jogar na cama novamente. Tobias me preenche com seu membro, enfiando fundo em minha intimidade, me fazendo gemer alto. Ele ia com força e maestria. Nossos gemidos eram loucos, amanhã sem dúvidas eu teria problemas com meus vizinhos, mas eu não estava me importando, eu só queria ter mais dele. – Goze comigo baby. – Ele diz de forma sensual e com mais algumas fortes e fundas estocadas, eu gozo apertando minhas coxas e sinto um jato quente me preenchendo quando por fim chegamos ao ápice. – Eu te amo. – Ele fala quando sua boca encontra a minha.
-
Acordo de manhã ouvindo um cantar ao longe de passarinhos. O sol estava entrando por uma pequena brecha entre a cortina e a janela. Sorrio ao me lembrar do que havia acontecido noite passada e antes do sol nascer. Fizemos amor mas duas vezes antes de finalmente nos entregarmos ao cansaço. Tive medo de olhar para o lado e ele não estar, mas então, sua mão brincou em minhas curvas me fazendo arrepiar.
— Acordou baby? – Ele pergunta com a sua voz rouca e eu me viro lentamente para olhar para ele.
— Achei que tivesse ido embora. – Digo meio manhosa e ele sorri para mim.
— Não vou embora... Não mais. Ficar sem você é torturante de mais, e não estou disposto a viver sem você. – Ele me diz firme. Só que precisamos ser lógicos. Lauren, poderia fazer qualquer coisa conosco, e precisamos lembrar do filho que ela espera dele.
— Mas e a Lauren... – Ele me silencia com um selinho me fazendo sorrir.
— Quero te fazer um pedido. – Ele fala ativando meu módulo curiosidade.
— O que quer de mim que ainda não tenha? – Pergunto para ele que agora esbanja um sorriso torto e sensual.
— Quero você todos os dias ao meu lado, quero acordar e dormir sabendo que é minha e de mais ninguém. – Mordo meus lábios.
— Quer me colocar uma coleira? – Tobias gargalha e sua mão aperta minha coxa me fazendo estremecer. Ele gostou da sensação que causou em mim, pois faz de novo. – Aaah Tobias...
— Hmm... Esta prontinha para mim... – Ele fala enquanto um dos seus dedos alisa minha intimidade molhada. – Me deixe brincar um pouco. – Tento fechar minhas pernas, mas já é tarde. Tobias entra com tudo em mim, me arrancando um gemido abafado pela boca dele. A sensação dele dentro de mim é insana. – Quero gozar junto com você amor... – Ele fala enquanto entra e sai de mim, me estocando com vontade e me arrancando gemidos cada vez mais altos. Será que tem alguém em casa? — Tris? – Tobias me chama e eu olho para ele. – Não feche os olhos... e agora não estou pedindo, estou mandando. – Isso só aumenta meu tesão, e mais forte ele entra em mim. Estou quase chegando ao meu ápice, e ele também, eu solto um gemido abafado e em seguida sinto Tobias me preencher. – Amor... – Eu olho para ele, e seus olhos castanhos estão derretidos pelo desejo intenso que antes era contido. – Eu queria ver você desse jeito, entregue e insaciada... – Ele sussurra ofegante e eu estou igual.
— Por que? – Digo e ele sorri torto para mim.
— Quer casar comigo? – Ficamos nos olhando por um tempo, e inúmeras coisas passam pela minha cabeça enquanto Tobias volta a se mexer dentro de mim.
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