Divergente - New Directions
11 Beijos & mais beijos
Notas iniciais
— Tobias : POV
Uma sacola esta caída no chão, e Zeke esta parado nos encarando. Ele não fala nada, apenas nós olha, acredito que tentando descobrir aonde vai enfiar a cara depois de ver aquela cena... HOT ! Eu desço Tris da pia, e a coloco atrás de mim, para esconder seu corpo de meu amigo.
— Cara, isso estava melhor do que assistir o Sexy Hot ! (Zeke comenta ainda nos encarando)
— O que esta fazendo aqui Zeke? (eu pergunto)
— Nós marcamos de ir jogar hoje... (seus olhos parecem olhar depois de mim)
— Eu me esqueci... (suspiro)
Úriah vem entrando junto com Will. Eles estão conversando animadamente, e quando eles percebem Zeke parado igual a uma estátua, eles param também para observar. De ínicio, eles parecem não perceber a loira nas minhas costas, mas então, Úriah a vê.
— Uol, nós chegamos em um péssimo momento! (Úriah comenta)
— Péssimo nada... Foi um momento e tanto! (Zeke agora sorri)
Eu reviro meus olhos, lembrando que Tris ainda se encontra nas minhas costas. Com a voz de Úriah, ela segura mais forte em minha pele, me fazendo arrepiar, e eu imagino que ela deve estar com mais vergonha ainda. Eu volto a encarar meus amigos.
— Vocês se importam de virar para o outro lado, para que... (eu êxito um pouco)- Bem, para minha amiga, conseguir subir?
— Claro, claro! (Will e Úriah falam em concordância)
Zeke ainda não se mexe. Parece uma estátua literalmente. Eu encaro meu amigo, e quando ele percebe minhas olhadas, ele desvia seus olhos e depois vira de costas acompanhando os outros. Eu me viro para Tris, e seguro seu rosto, levantando para cima para que ela possa me olhar. Tris esta mais vermelha que um morango, e vê-la assim, é fofo de mais.
— Me desculpe por isso, Tris. (eu digo) – Eu havia me esquecido completamente que eles viriam hoje.
— Tudo bem, Tobias. Só quero sair daqui. (ela fala olhando por cima do meu ombro)
Eu beijo sua testa e indico para ela o que fazer. Eu olho por cima dos meus ombros, antes de liberar ela, e percebo que Úriah esta nos encarando.
— Puta merda! Você esta pegando a estagiária nova! (Úriah quase grita)
— Pare com isso, Úriah! (Will o repreende)
— Espera, ele esta pegando ela. (Úriah agora esta gritando)
— Vai Tris. (eu digo e me viro para encarar Úriah)
Tris se enrola no meu blusão, e corre em direção as escadas. Ela não olha para trás, apenas sobe muito constrangida pela atitude dos meus amigos, e pelas olhadas de Zeke.
— Foi o que? (ele me olha confuso)
— Quer parar com isso, Úriah? (eu dou um tapa em sua nuca quando me aproximo dele)
— Por que? Ela é gata, todo o escritório estava de olho nela. (uma pontada de ciúme me preenche)
— É, pode ser. (eu digo ríspido) – Mas ela agora esta comigo.
Will me olha apenas balançando a cabeça em confirmação. Zeke ainda esta parado ao nosso lado sem falar nada. Eu reviro meus olhos para ele, e então dou um tapa em sua nuca.
— Zeke... Volte para a Terra! (eu digo e ele me encara)
— Cara, eu estou... (ele olha para a escada e depois para mim) – Muito excitado!
— Puta merda, eu queria ter visto o que você viu! (ele dá um soco no ar me fazendo revirar os olhos)
— Vocês estão constrangendo ela! (eu digo)
— É melhor nós esperarmos lá fora. (Will diz) – Assim, ela poderá descer sem se preocupar com a excitação de um, e as olhadas do outro. (ele gesticula para Zeke e Úriah)
Eu apenas balanço a cabeça confirmando, e meus amigos, apesar de relutantes seguem Will para fora da minha casa. Tris esta demorando de mais lá em cima, e então eu decido subir para saber se esta tudo bem com ela. Antes de abrir a porta, eu apenas bato na mesma. Ela pigarreia, e me diz para entrar. Assim que entro, vejo Tris sentada em uma poltrona que tem em meu quarto. Ela já esta arrumada e seu cabelo esta jogado para o lado. Ela morde os lábios e assim que me vê, percebo suas bochechas ainda vermelhas. Eu entro no quarto, fechando assim que entro. Sigo até ela, e me ajoelho a sua frente. Tris abaixa a cabeça para me olhar, e então um sorriso humilde aparece em seus lábios.
— Isso tudo foi estranho... (ela diz baixinho)
— Eu sei. (suspiro)- Mas uma vez desculpe. (ela morde os lábios) – Nós havíamos combinado de ir jogar bola, mas com você, e com tudo que nos aconteceu ontem, eu esqueci... (ela coloca a ponta dos seus dedos em meus lábios)
— Esta tudo bem, Tobias. (ela sorri)
Eu olho nos olhos dela, e percebo que apesar de todo o constrangimento causado pelo meu pequeno esquecimento, ela ainda esta ali, e todo aquele sentimento que evolui nos toques, no cheiro e na presença dela, aparecem novamente. Eu então me levanto, e trago Beatrice para perto de mim. Nós colamos os nossos corpos, e Tris repousa sua mão em meu coração. Eu sorrio para ela, sem deixar de olhar nos olhos dela.
— Bem, eu não sabia bem como o nosso dia terminaria hoje, mas, certamente, não foi desse jeito que eu pensei. (eu digo e ela sorri)
— Eu sei disso. (ela dá um beijo em meu queixo fazendo um choque percorrer em mim)
— Será que a gente poderia se ver mais tarde? (eu pergunto dando um beijo em sua testa)
— Claro. Eu iria adorar. (ela sorri)
Roço meu nariz no dela, e aproximo nossos rostos. Eu começo um beijo calmo, saboreando o gosto dela. A respiração de Tris faz cócegas em meu rosto me fazendo arrepiar. A língua dela preenche minha boca tímidamente, e a minha faz caricias na dela, brincando e enroscando uma na outra. Minha mão caminha da cintura dela, até o meio de suas costas, e nesse momento eu a puxo com força contra o meu corpo, e ela suspira com o meu movimento. Tris agarra meu ombro, evitando que eu me separe dela, e assim eu faço. Nosso beijo começa a se tornar mais urgente, e o ar começa a nos faltar. Não quero parar de beijar ela. Mas tenho total consciência de que meus amigos, vão achar que estamos dando continuidade no que estava rolando na pia da cozinha. Eu deixo os lábios dela um pouco, e passo para seu pescoço. A pele dela apesar da nossa intensa noite, ainda é cheirosa. Ela esta sem ar, e nesse momento, eu levanto meu rosto para olhar para ela. Seus olhos azuis estão derretidos de desejo, e minha vontade de me soltar dela, é ainda menor que antes.
— Eu preciso ir... (ela sussurra contra meu rosto e eu a aperto)
— Posso dispensar meus amigos... Tenho certeza que eles entenderiam. (chupo o lábio inferior dela)
— Não... (ela fala com dificuldade) – Eu tenho mesmo que ir.
Eu suspiro um pouco antes de solta-la, e então entrelaço nossos dedos, e saímos juntos do quarto. Quando descemos as escadas, encontro Will na cozinha pegando água. Ela aperta minha mão com força, e eu acaricio sua mão com meu dedão passando a ela tranqüilidade. De todos os meus amigos, Will é o mais centrado e certo. Quando eu o conheci, Will era o típico nerd. Quando falamos que ele namora a Chris, as pessoas se olham tentando ver o motivo que os une.
— Bom dia Beatrice. (ele sorri animadamente para ela)
— Olá Will, bom dia. (ela sorri envergonhada para ele)
— Desculpe ai, pelos caras. (ele revira os olhos) – Eles não são do tipo que vê mulher todos os dias. (Tris ri e acena para ele)
— Entendi.
Eu sorrio para Will em agradecimento. Ela agora vai ficar mais tranqüila, e acredito que menos envergonhada.
— Will, eu vou levar Tris em casa. E já volto. (ela me vira para me olhar)
— Não tem necessidade. (ela diz) – Eu pego um táxi aqui e vou.
— Mas, eu posso te levar... (eu olho sério para ela)
— Tobias, não precisa, okay? (ela faz carinho em minha bochecha) – Fique com seus amigos. Nós nos vemos depois. (ela então me dá um selinho, acena para Will e segue até a porta)
Tris passa pela porta e a fecha logo atrás dela. Eu fico ali encarando a porta, com meus pensamentos longe. Ela é minha colega de trabalho, sabe se lá o que ela se tornaria dentro da empresa. Não quero estragar a carreira dela agora no inicio. Eu não sei o que sinto quando estou perto dela, mas eu não tenho vontade de me afastar e nem quero isso. Preciso dela, do cheiro, do corpo. Aliás, a minha casa esta cheirando a Beatrice, e a sua ausência já mostra a cara. Depois que ela passou pela porta, meu coração se tornou lento e calmo, como se eu precisasse dela para me sentir vivo. Falam que existem a possibilidade da gente se apaixonar a primeira vista, mas não sei se isso aconteceria comigo. Tris é uma mulher e tanto, e ela me mostrou muito mais do que isso na cama. Antes que vocês pensem que eu só estou pensando nela pelo que nos aconteceu, eu queria dizer que penso nela agora mais do que nunca, em muitos sentidos. Beatrice ocupou não um pedaço da minha cabeça, mas sim ela completa. Eu não havia percebido que Will estava na minha cola, até que sentei sua mão em meu ombro. Ele me olhava e com os olhos ele indicava a porta.
— O que esta fazendo aqui ainda? (ele me pergunta)
— Como assim?
— Por que não vai atrás dela?
— Eu... bem, eu não sei.
— Tobias, deixe de ser idiota. Esta parecendo um adolescente. Vai logo atrás dela.
Eu penso um pouco no que Will fala, e então eu corro até a porta, e corro para fora de casa.
— Tris : POV
Eu saio da casa de Tobias, e me guio até um ponto ali próximo. Estou me sentindo muito envergonhada pelo flagra que Zeke deu na gente dentro de casa, e sinceramente eu nem sei como eu vou olhar para eles na segunda feira no escritório. Sobre a noite de ontem e o ínicio do meu dia de hoje com Tobias, eu nem preciso dizer que foi o melhor.Meu corpo esta pinicando justamente aonde Tobias passou seus lábios, e é como se ele estivesse presente aqui agora, porque pareço sentir seus toques e seus gemidos. Tobias é mesmo um Deus grego.
Sinto braços fortes envolverem minha cintura e me puxarem de encontro ao seu corpo. Eu olho por cima do meu ombro, e então encontro aquela boca carnuda a centímetros de mim. Eu não deixo de sorrir e então me encaixo nos braços dele, me aquecendo com o seu calor. Não falamos nada, apenas ficamos ali encaixados um no outro como peças de quebra a cabeça.
— Não queria que você fosse embora. (ele sussurra em meu ouvido me fazendo arrepiar) – Queria que você ficasse comigo aqui. (ele beija a base do meu pescoço e eu fecho meus olhos)
— Você pode me encontrar depois... (eu tento dizer)
— Vou expulsar os rapazes da minha casa assim que possível. (ele ri em meu pescoço)
Um carro amarelo se aproxima, e Tobias suspira quando percebe que é a minha deixa para partir. Ele me olha um pouco chateado, mas então me liberta. Ele abre a porta do carro para mim, e assim que eu entro, ele me encara. Seus olhos escuros são lindos e profundos, e do modo como ele me olha, eu tenho quase certeza que ele não quer mesmo que eu vá embora. Ele ainda segura minha mão, e quando eu penso que ele vai me libertar quando a solta, ele faz justamente o contrário. Ele pede um minuto para o motorista que assente, abre a porta do carro de forma brusca, e me puxa para ele novamente. Eu não tive reação pela agilidade e pressição de seus movimentos, a última coisa que consegui registrar, é os lábios de Tobias encostados nos meus, me beijando com urgência.
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