Divergente - New Directions
15 Abrindo o Jogo
— Tris : POV
Eu ainda segurava sua mão quando Lauren deu o ar da graça. Quando me dei conta de que eles estiveram juntos, minha vontade era de sair correndo o mais rápido possível dali. Lauren exibia um sorriso estonteante no rosto, um sorriso no qual eu não conseguia entender o porque de existir, até aquele momento. Cara, estava ali perto de Lauren apenas como uma sombra. Ela não tem brilho próprio, ela brilha nas sombras dos outros. A expressão de Tobias não é a das melhores, e eu vejo o seu semblante desabar quando eu solto minhas mãos das dele. Meus olhos ardem com as lágrimas que eu quero despejar, mas me mantenho fria na frente deles. Tobias então, leva a mão dele até a minha e me segura perto dele. Eu o tento afastar e então ele me olha diretamente nos olhos.
— Eu vou te explicar tudo... (ele me diz)
— Não precisa, eu já entendi tudo! (eu afasto a mão dele)
— Você entendeu? (ele segura minha mão trazendo meu corpo de encontro ao dele) – O que é que você entendeu, Tris?
Lágrimas preenchem minha vista, e eu quero que ele me solte, mas ele não o faz, o que me deixa ainda mais irritada. Lauren ainda me olha com um sorriso no rosto, e minha vontade é de ir até ela e enfiar seu nariz dentro de sua cabeça. As mãos quentes de Tobias respousam em meu rosto e seus olhos estão nos meus, me prendendo na imensidão do castanho cor de chocolate.
— Eu entendi que você voltou com ela... (falo murmurando tentando controlar minhas lágrimas)
Os olhos dele se arregalam, não sei se pelas minhas lágrimas, ou pelo modo como falei, ou pelo o que eu falei.
— Não é isso Tobias? (meu coração já esta em pedaços)
Um sorriso fraco aparece em seu rosto, e seus olhos não deixam os meus. Ele continua segurando meu rosto com suas mãos firmes e quentes, me mantendo ali. Sua respiração esta tão alterada, que parece fazer meu coração acelerar em conjunto com o vai e vem de sua respiração. Tobias depois de alguns minutos me analisando, volta a falar.
— Não meu amor... (eu arregalo meus olhos quando ele me chama de amor) – Eu não voltei com a Lauren, e nem tenho a intenção disso. (ele ainda me segura ali) – Mas, preciso te contar uma coisa. (ele sussurra)
— E o que é? (eu pergunto curiosa)
— Vamos para a minha casa comigo, que lá eu te conto tudo o que você precisa saber.
— Tobias, você disse que era para eu... (ele me dá um selinho me interrompendo)
— Esqueça o que eu disse. Eu só queria pensar... (ele me dá um outro selinho) – Mas, não sei se eu agüentaria ficar sem você essa noite. Não depois de desejar ter você de volta assim que você saiu da minha casa mais cedo.
Meu coração começa a bater acelerado com o que ele me diz, meu rosto fica quente e Tobias massageia minhas bochechas coradas com os dedos. Ele sorri para mim, e meu coração se alegra. Vejo Lauren por cima dos ombros dele, e ela parece discutir com Christina. Minha amiga valentona.
— Tudo bem, eu vou com você.
Tobias suspira aliviado e enlaço nossos dedos, me levando em direção ao carro dele. Ele abre a porta e a fecha assim que eu me acomodo nos bancos de couro de seu carro.
— Eu já volto. (ele me diz)
— Aonde vai Tobias?
— Espere só um minuto.
Tobias caminha em direção aos nossos amigos, e comenta algo com eles. As meninas me olham sorridente e acenam para mim. Caleb dá uma piscadela para mim, e volta a prestar atenção em seus amigos do hospital. Tobias caminha em direção a Lauren, que agora me fuzila com os olhos. Ele fala alguma coisa com ela, e certamente ela não gosta, por que começa a gesticular com as mãos, e a tentar levantar a voz, mas ele a ignora, deixando ela falando sozinha. Ele vem sorridente para o carro, e quando olho novamente para Lauren, a mesma esta me dando o dedo do meio.
— Tobias : POV
O caminho até a minha casa é silêncio, e isso me deixa frustrado, já que não consigo nem imaginar o que esta se passando pela cabeça de Tris. Vez ou outra durante o caminho, eu tiro minha minha mão do volante e coloco em sua coxa. Sinto a pele dela se arrepiar com o meu contato, e eu não deixo de sorrir, mas ela, se mantém em silêncio. Seus pensamentos estão longe, e eu queria poder ser um tipo de leitor de mentes para saber o que esta se passando em sua cabeça.
Quando finalmente chegamos em minha casa, eu desço e em seguida ajudo ela a descer. Ela se vira de costas para mim, e começa a dar pequenos passos em direção a minha casa. Tris estava tão estonteante antes, e agora ela está tão para baixo, e eu queria sentir os lábios dela nos meus pelo menos um pouco.
Então, eu seguro em seu cotovelo, e eu a puxo com tudo para mim. Tris se assusta, mas quando percebe o que eu quero, apesar de êxitar, ela não tenta me evitar e logo começamos um beijo apaixonado de tirar o fôlego. Eu a amo, de verdade, e apesar de já ter namorado outras meninas, eu nunca senti tanto amor, como eu sinto estando assim com ela. Seu sorriso é uma fogueira dentro de mim, que me faz querer ter mais e mais dela.A língua de Tris abre espaço em minha boca, fazendo um caminho excitante. Eu encosto ela no capô do carro, já ofegantes e com o desejo pulsando, eu seguro suas pernas levantando ela para se encaixar no meu quadril. Sinto ela sorrir em minha boca e então eu a sento no capô do carro. Sinto meu membro já duro roçando em sua intimidade, e ela solta um gemido baixinho entre meus lábios me deixando louco.
Aos poucos, ela começa a me dar selinho no lugar dos beijos quentes, e quando dou por mim, percebo que Tris esta com suas mãos em meu peitoral, me empurrando para trás.
— Por que esta me empurrando Tris? (eu sussurro para ela)
— Nós viemos aqui para conversar...
— Você me tirou do eixo... (eu grudo nossos lábios novamente, beijando ela intensamente. De inicio, ela aceita, mas depois me afasta)
— Mas estou... (ela fala sem fôlego) – Estou te pondo no eixo agora novamente.
— Não me afaste Tris. (eu digo voltando a beijar a boca mais gostosa do mundo)
Tris dessa vez não me afasta, e agora ela me envolve com seus braços, me puxando mais para ela. Nossas bocas começam um beijo frenético, e nossa respiração esta acelerado, minhas mãos sobem por suas coxas apreciando sua pele macia, e quando eu aperto Tris arfa me deixando louco.
Mas, insistente como ela é, aos poucos ela me afasta e nós dois estamos ofegantes.
— Tobias... (ela tenta falar entre sua respiração)- Vamos conversar, e depois nós faremos o que nos der na telha.
— Tudo bem. (eu respiro fundo e coço a minha nuca)
Eu tento voltar a beijar ela, mas ela coloca um dedo em minha boca me impedindo de continuar. Eu então suspiro desistindo, e levo ela para dentro da minha casa. Quando nós entramos, percebo que Tris cora assim quando olha para minha cozinha. Eu sorrio com a lembrança da Tris sentada na pia, gemendo meu nome.
— E então... (ela me olha se mantendo séria)
— Vou fazer um café para a gente...
— Não quero Tobias. (ela fala manhosa) – Eu só quero que você me diga o que tem que me dizer.
— Okay.. (suspiro coçando minha nuca) – Vamos sentar.
Beatrice caminha até o sofá ao meu lado. Ela se senta e eu logo depois. Tris me olha curiosa e suas mãos estão unidas em seu colo.
— Encontrei a Lauren na boate... (eu começo e ela assente como se já soubesse)
— Eu imaginei. (sua voz era baixa)
— Como? (eu olho agora realmente curioso)
— Você estava com um perfume doce quando voltou do banheiro com Zeke. (ela morde seus lábios)
— Ah... (é o que consigo dizer) – Bem... ela falou que precisava falar comigo uma coisa urgente. E, eu não estava afim de assunto, eu queria voltar para ficar perto de você e do pessoal. (coço a nuca)
— Por que não disse isso quando voltou? (ela levanta seus olhos para me olhar)
— O que ela me falou, me deixou um pouco desnorteado, Tris. (eu suspiro)- Eu não sabia como começar, e nem como falar. E além do mais, ali não era hora e nem lugar.
— E o que ela te falou?
— Ela esta grávida, Tris.
Vejo seus olhos se arregalarem e Tris não dá mais nenhuma palavra, e agora estou mesmo com medo de sua reação.
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