Notas iniciais
Estamos chegando ao fim da fic!

Chego em casa um pouco em choque ainda. Grito por minha mãe, mas parece que ela não está em casa. Estranho... Já era pra ela ter chegado. Bem, essa época do ano é sempre cheia de trabalho mesmo, deve ter ficado lá até depois da hora pra adiantar alguma coisa.

Vou para o meu quarto, deito na cama, até que ouço um ruído vindo do quarto da minha mãe. A primeira coisa que vejo é uma tesoura de unha, então pego-a para me defender de... qualquer coisa. Quanto mais vou chegando perto, mais os ruídos parecem gemidos. Gemidos abafados.

Quando chego em frente ao quarto, exito um pouco em abrir a porta; então respiro fundo, tomo coragem e abro. Um corpo está estirado no chão, com um ferimento de bala no peito que sangra muito.

- Mãe! — exclamo.

- N-Natalie. — começa minha mãe, fazendo força para gesticular cada fonema — Foi a Erudição. Eles têm um plano.

- Mãe, calma, vou chamar ajuda. — falo.

- Não. — minha mãe me interrompe — Não temos mais tempo. Vá para a Abnegação; a Erudição vai achar que você foi pra lá para se esconder, então não vão mais te irritar. E lá é o lugar menos arriscado para você tentar desmascarar a Erudição.

- Tudo bem, mãe. — respondo.

- Natalie, tem uma coisa que você precisa saber, sobre os Divergentes — minha mãe gesticula, e cada vez mais suas palavras ficam mais difíceis de compreender.

- Eu já sei, Beatrice me contou. Pode descançar em paz. — falo, acalmando minha mãe.

Não ouço mais nenhum ruído vindo dela, então a única coisa que faço é deitar em seu colo e chorar, chorar até não ter mais lágrimas para chorar.

...

Estou sentada de frente para o palco em que se estendem os cinco potes. Chamam meu nome. Depois disso fico meio que inconsiente, com a raiva me dominando. Só acordo da transe quando ouço o ruído quase impossível de se escutar de meu sangue caindo sobre as pedras.

Notas finais
Próximo Capítulo - Natalie Prior