De noite, após a avaliação individual, todos se sentaram — tensos — para ver as notas dos tributos. A garota do meu distrito parecia ansiosa.

As notas foram exibidas, uma por uma, na grande tela. Alyss Targaryen, do D3 ganhou um 9. A nota mais alta foi a de Philip Grey — o garoto do 7 — que ganhou um 12. O que era de se esperar, ele era um monstro habilidoso. A menina do distrito dele ficou com 11, assim como Felipe Ludolfo, o garoto do 2.

Quanto a minha nota, não me deixou feliz. Fiquei furiosa, pois esperava ao menos um 11. E mais furiosa ainda pelo olhar de duvida do meu pai — e mentor.

Me levantei, derrubando um vaso no chão, e fui para o quarto.



Depois de algum tempo, Michael apareceu com o vestido da Entrevista. Era realmente lindo! Eu, que não gostava de vestidos comecei a ver a coisa com outros olhos. Ele era perfeito. Não era muito simples, mas também não era exagerado.



Michael e as senhoras de bigodes me arrumaram, e me ajudaram a por o vestido. Depois, fomos para o hall, onde Rosie e meu pai nos esperavam.

– Tudo tem que ser perfeito! — Ela disse — Você tem que ser sincera, não minta, por favor não minta.

Ela me encarou e voltou a falar sozinha.

''Será que todas as representantes são assim?'' Me perguntei.


Nós encontramos com todos os tributos próximo ao palco. Haviam 26 cadeiras no palco inferior e 2 no palco superior para o tributo que seria entrevistado e Caesar Flickerman. Os tributos se sentaram em ordem. Eu fiquei nas ultimas cadeiras.

Não prestei muita atenção em grande parte dos tributos. Outro pensamento assolava minha mente: ''Eu não fui tão boa''. Tudo bem que um 10 é uma boa nota, mas outros tributos tiraram mais que eu, e isso era preocupante.

Quando chegou minha vez Rosie tentou me dizer algo, mas não prestei muita atenção também. Entrei no palco, tentando sorrir, e os fanáticos de Panem aplaudiram e gritaram. Caesar me apresentou, elogiou meu vestido e nos sentamos. Eu costumava ficar nervosa quando muitas pessoas olhavam pra mim. Mas aquela não era uma opção no momento.

- Beatrice... Você foi corajosa ao se voluntariar. Todos nós vimos. Como você se sentiu? — Ele disse sorrindo, como se realmente estivesse interessado.

Respirei fundo.

- Me senti forte. Invulnerável.

- Ótima descrição. — Ele deu uma risada, e todos os manequins da capital fizeram o mesmo.

- Então você acha que tem boas chances nos jogos?

- Com toda a certeza. A sorte esta a meu favor.

Ele abriu um largo sorriso. Confiante.

- Claro! Claro que está. — Sua expressão mudou de sorridente para curioso — Mas diga-nos, por quê resolveu se voluntariar? Sabemos que seu pai, e mentor já foi um ganhador dos jogos não é mesmo?

As publico gritou.

- Sim — fiquei seria e encarei meu pai — Acho que eu precisava provar... Pra mim mesma que eu consigo.

- Claro que consegue! — Ele retrucou — Mas se você ganhar pretende fazer parte do núcleo capitalístico, ou melhor, se tornar gamemaker?

- Ainda não sei. — Sorri maliciosa.

Ele interagiu e chegou mais perto.

- Agora, diga-me. Há alguém te esperando no seu distrito?

Pensei em Peter:

- Minha mãe, com toda certeza minha mãe — E sorri.

Caesar se levantou e me estendeu a mão.

- Beatrice Solace, do distrito 10!

A capital aplaudiu de pé, fiz uma mera reverencia e sai do palco. Lá, minha equipe de preparação, mentor e representante me esperavam.

- Muito bom! Muitíssimo bom!

Depois da entrevista, fui para o meu quarto. Preferi dispensar o jantar.

2. Acha que tem boas chances nos jogos? 3. Alguma ideia do que te espera na arena? 4. Se sente preparado para os jogos? 5. Se ganhar pretende fazer parte do núcleo capitalístico, ou melhor, se tornar gamemaker?