Distorção Lunar
1 Invisível
Bem, podemos dizer que nossa história começa em um dia razoavelmente normal. Jake estava indo para escola como em qualquer outro dia quando notou uma forte pressão no ar, porém continuou a caminhar sem dar muita importância a aquela estranha sensação, o incomodava um pouco, mas preferia seguir seu caminho sem dar muita atenção. Chegando a seu destino encontrou um velho conhecido, Jason, ele é o melhor amigo de Jake e para falar a verdade nem se sabe de onde ele surgiu só se sabe que estava lá para quando o garoto precisasse.
― Ei Jake! Pretende matar aula hoje? ― ele disse sorrindo.
― Talvez, ainda estou indeciso ― retruquei ironicamente.
― Mas... ― antes que pudesse completar a frase uma menina passou em minha frente, desfilando seus lindos cabelos loiros e olhos claros. Elizabeth, simplesmente a garota mais popular da escola. Na opinião de Jake, com ela, jamais conseguiria trocar nem ao menos duas palavras, mas isso não o impediria de observar sua beleza e delicadeza.
― Jake, se eu fosse você, pararia de viajar ai...
― Eu viajando? Que nada! Vamos logo para aula ― Foram, juntos, para a próxima aula que no caso era aula de matemática, que convenhamos, são poucos os que se dão bem, Jake então? Jake era o pior de todos nela. A professora estava explicando alguma coisa que pareciam ser equações, o jovem não se preocupava com isso, estava ouvindo umas musicas que Jason tinha o recomendado e então a professora Anya, sim, esse era seu nome, veio em minha direção com o caderno em punhos, batendo-o sobre a minha mesa de forma bastante irritada.
― Jake! Pode resolver para mim? ― Ela disse com bastante, ou melhor, muita raiva.
― Eu não sei professora ― o menino até tentou esconder o fone de ouvido, mas era tarde de mais, ela já tinha o arrancado de suas posses.
― Isso será confiscado mocinho e você irá para diretoria.
― Mas... Professora, não é meu!
― Então de quem é? ― Olhou nervosamente em direção a Jason e o rapaz implorava com os olhos para que não o “denunciasse”.
― É do ― estava nervoso e disse o primeiro nome que lhe veio à mente ―, da Elizabeth! ― “Logo ela” pensou recriminando-se pelas palavras que haviam escapado de seus lábios.
― Senhorita Elizabeth. Isso é seu? ― A professora olhou para a menina.
― Meu? Professora eu, por acaso, pareço o tipo que gosta desses adesivos esquisitos? ― Ela falou com um olhar de... Desdenho, o objeto estava cheio de adesivos aleatórios que ganhara de seu avô.
― Já chega. Quero os dois na diretoria. Agora! ― Jake caminhou ao lado de Elizabeth até a diretoria. O olhar dela dizia algo, como, “Vou te matar seu idiota”. Ele estava com medo, apesar de sua pouca idade Elizabeth tinha grande influencia na escola. O que seria do pobre menino? Contudo, o que lhe trazia um pouco de conforto sobre a situação é que era praticamente impossível ficar pior do que estava.
― Você não esta chateada comigo, não é? ― Arriscou.
― Oi? ― Ela disse como se ele fosse realmente invisível, então decidiu falar... Até demais.
― Eu sou invisível pra você? Sabe... Muitas pessoas daqui nunca me notaram, e eu estudo a mais tempo do que metade delas.
― Qual seu nome? ― Ela falou calmamente, como se eu tivesse ficado calado.
― Jake. ― Disse resmungando.
―Jake... Jake... ― parecia procurar uma memória aleatória qualquer, que a fizesse lembrar quem Jake era ― Ah claro! Jack Nichols, certo?
― Você sabe disso? ― Gaguejou.
―Fácil, sei de tudo e de todos nessa escola ― ela deu uma leve risadinha enquanto o garoto ficou perplexo, há 6 segundos pensava que era invisível e agora descobre ser mais visível do que muitos ali. Quando chegamos à sala do diretor, sentaram em frente à mesa dele sem falar nada. Ele estava mexendo em uma papelada que dava dor de cabeça só de tentar ler e por ali ficou longos minutos. Já estávamos ali sentados há uns 10 minutos e mesmo assim nada do diretor, então de repente ele abaixou sua papelada e disse:
― Jake e Elizabeth. O que aprontaram? ― Ele disse sem fixar o olhar em nenhum dos dois.
― Nada professor ― Disse Jake em um tom bem baixo.
― Eu mesma não fiz nadinha, professor. ― Ela esboçou um daqueles sorrisos encantadores, como se quisesse parecer à cima de qualquer suspeita.
― Creio que não irá funcionar senhorita, alias foi só um fone. Estão liberados! ― Disse sem dar muita importância ao nosso caso.
― Sério? ― O menino não conteve a animação e disse em tom bem audível.
― Vão logo! Antes que eu mude de ideia ― Saíram da sala e então foram para o pátio, já estava próxima a hora do intervalo então ficaram por lá mesmo.
― Então até mais ― Despediu-se Jake virando de costas para a menina.
― Até amanha ― Ela disse soltando uma risada, e então partiu para casa, já que o intervalo acontecia justamente no final da aula. Estava Jake, voltando para casa, quando encontrou Jason na metade do caminho, e logo em seguida Elizabeth. Foram justos para casa, já que os três moravam próximos
― Ei. O que irão fazer hoje? ― Ela perguntou.
― Acho que nada ― Jason respondeu confuso.
― Que tal sairmos?
― Para onde? ― perguntou Jake nervoso.
― Pizzaria seria uma boa. ― Palpitou Jason.
― É pode ser. Podem passar aqui lá pelas oito da noite. Estarei pronta ― Ela disse entrando em sua casa.
― Cara. Que bruxaria você fez? ― Jason perguntou atordoado, não que fosse uma má ideia, era só que... Gente como ela normalmente não se misturava com caras como nós.
― Eu? Ela só notou que eu existo. Só isso ― O tempo passou bem rápido quando Jake finalmente chegou a sua casa, mas não reclamava disso, parecia até mesmo que os ponteiros trabalhavam à seu favor. Por volta das 19hrs30min tomou um banho, se arrumou e desceu encontrando Jason na porta de casa à sua espera.
― É você mesmo Jake? ― disse soando como deboche ― Não parece nada ― riu.
― Sim sou eu Jason. Pelo menos até certo horário... ― Então Elizabeth se aproximou. Estava usando uma camisa com um desenho de um diamante, nela estaria escrita algo em outro idioma ― pelo menos eu não consegui ler ― usava um short jeans e um boné cor de rosa.
― Estão atrasados! São 20hrs05min ― Disse séria.
― Não me culpe! Culpe o Jason, ele demorou muito pra se arrumar ― Defendeu-se Jake de forma desajeitada.
― Eu? Quem aqui está parecendo um bonequinho? ― ele riu.
― Então... Como vamos? ― ela perguntou.
― Meu avô vai levar a gente ― respondi rapidamente.
― Ah... Ok ― Ela disse ao mesmo tempo em que o avô de Jake saiu de casa entrando no carro, sendo seguido pelos três. Estava tudo indo bem, porém foi ai que a vida deles não teve mais nada de “normal”. De repente o carro do senhor começou a acelerar sem motivos, todos os passageiros começaram a gritar e em um piscar de olhos Nicolas, o avô de Jake, não estava mais lá. Como assim isso aconteceu? O senhor simplesmente sumiu. O carro já tinha saído dos ponteiros, a velocidade era totalmente absurda e não sei dizer o quanto era com exatidão.
― O que esta acontecendo? Como assim? ― Ela falou desesperada.
― Eu não sei dizer ― Gaguejou Jake sentindo-se inútil novamente.
― Vamos manter a calma e talvez saibamos o que esta acontecendo ― Foi antes de Jason terminar sua fala que o carro parou, mas não parou só por parar,foi como uma batida e sim adivinha, bateram em uma arvore, uma grande e alta, aparentando ser um pinheiro. Eles saíram do carro do carro e realmente o senhor já não estava lá, estavam sozinhos e foi então avistaram uma cidade.
Fale com o autor