Distopia: um baú guardado
1 Prefácio
Notas iniciais
Imagine um mundo diferente. Um mundo onde todos estão afastados. Um mundo onde não existem abraços. Um mundo isolado. Sombrio.
Bom... É nisso que estamos vivendo.
Quando falo sobre essa diferença é porque, com toda a evolução tecnológica, a interação entre as pessoas mudou. O contato diminuiu a níveis extremos. A população é constituída, basicamente, por idosos. Os mais novos, escassos, são frutos de cientistas.
Agora, uma rotina normal em nosso mundo.
Caminhava pela rua acinzentada, focada no eletrônico. Havia apenas o barulho da música em meus ouvidos. Não via nada ao meu redor. Nem as pessoas, nem as árvores. Apenas as letras e números na tela.
Pisquei, e quando abri novamente os olhos, o aparelho estava no chão, e os fones, não mais me isolando ainda mais do mundo exterior.
Em minha frente, uma figura de, aparentemente, mesma idade, algo raro quando se tem 16 anos nesse mundo.
Nenhuma palavra foi dita naquele dia. Houve apenas um olhar profundo e sensações nunca antes sentidas.
Apesar disso, continuava isolada do exterior. Mas desta vez não com o sentimento dito solidão. E sim, com algo que naquele momento não sabia descrever. Algo que outras muitas outras vezes seria presente.
Uma rotina normal, mas com uma surpresa que mudaria tudo. Seu nome? Lucas.
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