Distantes do Fim

2 Alguma Coisa a Gente tem que amar! Mas o quê? - Fase 1 - Vida


Notas iniciais
Esse capítulo foi muito estranho de se escrever, nós o escrevemos de trás para frente! HAUSHAUSHAUSH' na verdade, nossa fanfic está sendo escrita da mesma forma que Star Wars foi gravado, de trás para frente! HAUSHAS' Nós já temos o último trecho do último capítulo! HAUSHAUSHAHS' ótimo! :v ~ Bem, pedimos desculpas por qualquer erro de português, pelo menos eu, Cony, nunca revisei tanto um capítulo de fanfic na minha vida, quanto eu revisei este! HUASHAUHSUAHS' e sinto muito, caso haja um parágrafo com mais espaço que o outro, no word, eu todos os espaços certinhos na hora de dar o parágrafo, mas na hora de colar aqui, deu uma terrível quebra de texto, estou chorosa! T-T ~ Mas enfim, se isso incomodar demais, peço que nos digam para podermos consertar! HAUSHA' É isso, boa leitura! *-* ~

Por que tinha de ser assim? Em um dia você está muito bem sozinha, então aparece uma pessoa do nada, e te faz se sentir dependente; é como um droga, você conversa com a pessoa uma vez, ela te trata bem e depois disso, você nunca mais quer parar, e assim você entra em um ciclo vicioso sem perceber, é inevitável. O pior é que quanto mais você tenta se afastar, mais você é atraído para a presença da pessoa, uma perigosa atração.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Sakura pov's on ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Estava na aula, era um dia como qualquer outro, eu estava sentada em meu lugar na sala de aula aguardando o professor chegar e iniciar a aula, meu lugar se encontrava no fundo da sala de aula, do lado da janela, mas isso não me faz da ''turma do fundão'' como a maioria é, pelo contrário, sento no fundo da fileira da janela que dá visão para o resto da escola do lado de fora, simplesmente para conseguir me perder em meus diversos pensamentos sobre a vida. Na maior parte do tempo, eu fico pensando sobre tudo que me acontece no dia, independente se é importante ou não.

Observava o vai e vem de pessoas na entrada do colégio, haviam pessoas chegando, haviam pessoas sentadas na grama verde, ou na escada lendo livros, fazendo a lição ou simplesmente admirando a paisagem, aquilo era confortante, sempre que olhava, sentia uma calma em meu interior, mas algo me chamou a atenção, um grupo de garotas gritando no meio do corredor me dispersou do que eu estava fazendo, parecia que alguém famoso estava passando por ali, porém não me movi do lugar, aquilo não me interessava tanto para me fazer ir ver o que estava acontecendo.

O que realmente me assustou, foi minha amiga, Ino, uma garota loira dos olhos azuis, cabelos longos e um belo corpo que toda garota da nossa idade gostaria de ter, entrar na sala alopradamente e vir em minha direção, como se estivesse prestes a tirar o pai da forca, sua expressão era um misto de coisas, não dava para entender o porquê da euforia.

— Sakura, você... não vai... acreditar ... ah... estou morrendo. — falou tomando fôlego.

— Claro que acredito, morreu tarde! — brinquei com a mesma a fazendo lançar um olhar mortal em mim.

— Quem vai morrer daqui a pouco é você, sua testuda! — retrucou brincando também. — Enfim, você não vai acreditar!

— Talvez eu acreditaria se você tratasse de me contar logo! — a apressei, ela acha que se fizer suspense vai me levantar um fio de curiosidade, mas nunca acontece.

— Pelo jeito, não vestiu a educação hoje! — fingiu estar brava, fazendo um bico enorme, ela consegue ser pior que criança às vezes.

— Você sabe que é brincadeira, agora me conta o porquê da euforia, até parece que você queria tirar o pai da forca! — tentei mostrar interesse a ela para a mesma parar de enrolação.

— Entrou um garoto super lindo, ele é moreno do cabelo preto, arrepiado atrás e liso na frente caindo um pouco os olhos, ele é alto, — falava gesticulando e tão rapidamente que eu não podia me desconcentrar, se não eu me perdia — ele tem um corpo maravilhoso, têm os olhos mais negros que a escuridão, tem a pele bem pálida! — agora ela flertava com suas próprias palavras — Sakura... — me chamou dramaticamente.

— O que foi, Ino? — respondi, estava quase rindo de toda aquela situação.

— Acho que ele é uma divindade dos céus! — exclamou emocionada com o que ela mesma disse.

— Não exagera, okay? Se ele for como os outros garotos bonitos que entraram na escola e você disse que eram como anjos que caíram dos céus, ele só é bonito, e não tudo isso que estou imaginando! — disse ironicamente a mesma.

— Não! Ele é maravilhoso, perfeito, ele realmente é como um deus! — tentou parecer convincente.

— Você o encarou por quantas horas? — falei divertida.

— Que horas o quê! Eu o olhei por segundos, as garotas se amontaram em volta dele e eu não consegui ver mais! — falou em tom choroso.

— Então como sabe que ele é tão bonito assim se nem olhou direito?

— Sakura! — me fitou irritada — Você sabe que eu posso exagerar um pouco, mas você sabe que eu consigo captar mínimos detalhes, mesmo que espiando por segundos! — falou orgulhosa de si mesma. Isso era verdade, eu tinha que admitir, a loira tinha o dom de olhar apenas uma única vez, mesmo que rapidamente e conseguir captar todas as características físicas de uma pessoa.

— Eu sei, eu sei! Estava apenas querendo te irritar! — lancei um sorriso a ela, a fazendo retribuir.

— Ah! Pelo que parece, ele vai estudar aqui na nossa sala! — falou encantada.

— Que ótimo, Ino! — falei voltando minha atenção para meu celular que avisou que havia chego mensagem.

— Sério, Sakura... — fez uma pausa e segurou em minhas mãos, me fazendo encará-la.

— O que é sério? — tentei entender o que ela gostaria de me dizer.

— Por que você não tenta conseguir algo com ele? Hum? Hum? — falou esperançosa.

— Você sabe que eu não estou em busca de relacionamentos no momento! — a fitei séria.

— E quando você vai começar a buscar? Quando você for uma velha de 75 anos, não vai ser a mesma coisa de agora, você tem 17 anos, você tem de aproveitar, minha mãe me disse que é a melhor época de todas, porque não se têm tantas preocupações. — falou seriamente, ela sempre tentava me arrumar algum garoto, me dizia que se apaixonar era ótimo, mas eu sei que no final, as pessoas sofrem por isso.

— Ino, mesmo que eu quisesse algo com ele, eu nunca conseguiria, como você falou, ele é como uma divindade dos céus de tão bonito, o que ele vai querer ficando com uma garota igual a mim? Garotos igual a ele, querem garotas bonitas que nem você, com um corpo bonito, por que ele iria querer ficar com alguém como eu, toda desleixada, pálida igual a uma parede branca, que parece uma tábua de tão magra, com uma testa grande e com cabelo ROSA?! — estava séria e ao mesmo tempo cabisbaixa.

— Sakura, você fala como se fosse feia, se você se preocupasse mais em se arrumar, iria ficar mais bonita que eu, você nem é tão magra assim, só não tem os seios tão fartos, eles são medianos, não são tão pequenos como você fala! E seus cabelos rosas são únicos, você é a única pessoa que conheço que tem cabelos rosados, isso é um charme que você tem de aprender a usar a seu favor, e seus olhos são perfeitos, sua cor pálida faz seus olhos verdes esmeralda se destacarem e isso é magnífico! — tentou me colocar para cima, eu sabia que ela não diria uma coisa dessas para mim apenas para me alegrar, mas eu me acho tão sem graça, que não consigo acreditar. — Você tem que parar de se colocar para baixo dessa maneira, você ainda é muito jovem, agora, se você se acha sem graça sendo jovem, que não tem nada caído em você e tudo mais, imagina quando for mais velha? Você vai falar que não quer relacionamentos por ser feia demais, por estar tudo caído e vai ser uma solteirona de 80 anos com 60 gatos! — descontraiu, sorri de canto para ela e corei. — Me prometa que vai pensar sério no que eu te disse! — mandou.

— Tudo bem, Ino, vou pensar muito sobre isso! — afirmei.

— Sério? — disse animada.

— Sim! — respondi e soltei uma pequena risada.

— Sakura, amo você, cabelo de iogurte de morango! — me abraçou tão forte, que quase fui enforcada.

— Okay, Ino, agora me deixe respirar!

— Hahaha, sua boba! Vamos tomar água? Vir te dar a notícia me deu sede e eu não aceito um "não" como resposta! — foi logo me levantando da cadeira pelo braço para acompanhá-la.

Quando íamos saindo da sala, entre a porta e o lado direito do corredor, senti alguém esbarrando em mim, meu corpo sendo empurrado para trás, o que fiz no momento, foi arregalar meus olhos tentando entender o que estava havendo e quando percebi que estava caindo, fechei meus olhos o mais forte que pude, mas logo senti alguém me segurar firme pela cintura, quando eu tive a certeza de que eu não iria mais cair, abri meus olhos lentamente e me deparei com um rosto masculino, um rosto pálido, com traços marcantes, lábios um pouco avermelhados, nariz fino, e um par de orbes negras mais profundas e indecifráveis que o universo, me encarando, sem demonstrar qualquer tipo de emoção.

— Você está bem? — se referiu a mim, não parecendo preocupado, sua voz era atraente, era máscula, mas ao mesmo tempo aveludada, era impossível de saber o que ele estava sentindo.

— Sim, obrigada! — respondi corada, seu olhar era um pouco intimidador, talvez por estar demonstrando qualquer tipo de emoção.

— Hum... — foi monossilábico dessa vez e me puxou, me fazendo voltar a postura normal.

— Obrigada! — curvei minha cabeça, demonstrando gratidão ao mesmo tempo, o ele retribuiu com um sorriso de canto. Fui até Ino que estava observando tudo em silêncio e a puxei pelo braço, o que eu queria, era sair daquele lugar correndo.

Tentei me acalmar, e sabendo que Ino iria tocar no assunto do ocorrido, comecei a falar coisas aleatórias apenas para que o assunto não chegasse tão brevemente.

Chegamos no refeitório, onde se encontrava os bebedouros, Ino tomou água, e eu fiquei em silêncio lembrando do que tinha acontecido, foi tudo tão rápido, Ino terminou e ficou com as bochechas cheias de água, esperando que eu fosse tomar água também, e assim o fiz, estava com tanta sede que eu sentia vontade de encher uma pia com água, enfiar minha cabeça dentro e tomar todo o conteúdo rapidamente.

— Você ficou tão envergonhada! — falou de repente, me fazendo engasgar.

— Do que você está falando? — perguntei mesmo sabendo da resposta.

— Daquela hora que você quase caiu! — parecia uma criança que havia acabado de aprontar falando.

— Claro, iria ser constrangedor cair no meio do corredor! — falei como se fosse algo óbvio.

— Não, você ficou mais envergonhada quando viu que o garoto novo estava te segurando pela cintura! — continuou com o tom malicioso na voz.

— Ah, fiquei surpresa, apenas isso!- corei novamente, me lembrando do olhar dele.

— Ele realmente é muito bonito, não é? — perguntou com ar vitorioso.

— Nem prestei atenção, estava assustada com o que aconteceu! — menti, tentando desviar do assunto — agora vamos, que daqui a alguns minutos a aula vai começar! — assim comecei a andar.

— Sério, se eu não te conhecesse, juraria que você e ele eram namorados, porque vocês estavam se olhando de um jeito tão... tão... ah sei lá, não sei especificar, mas ficam tão bonitos juntos! — eu estava mais vermelha do que um pimentão.

— Calada, Ino! — falei sorrindo, mas a mesma percebeu que eu não estava gostando do assunto e logo começou a falar de outra coisa.

— Sakura, não vou poder ir embora com você!

— Por quê? — a encarei esperando a resposta.

— Porque começo a trabalhar hoje, batendo o sinal de término, vou correndo pegar o metrô, se eu não te der tchau, é por isso! — explicou-se.

— Ah okay, Ino, não se preocupe comigo, só trate de não chegar atrasada no trabalho, tudo bem? — eu estava contente pela loira ter conseguido um emprego de meio período em uma loja de roupas, é algo que ela gosta de fazer e eu torço por ela. Depois seguimos para a classe, e aguardamos em nosso lugar, Ino, sentava do outro lado da sala, então, não conversávamos muito durante a aula, esperamos o professor chegar e conforme bateu o sinal para o início, todos os alunos entraram e sentaram em seus respectivos lugares e ficaram conversando enquanto o professor não chegava.

Quando o professor chegou, um silêncio se formou, todos adoravam o Kakashi, ele era um ótimo professor de matemática e suas aulas não eram tediosas, as meninas diziam que ele era lindo, que seus cabelos brancos, olhos castanhos e seu corpo bem estruturado, eram um charme que prendia a atenção de qualquer garota e isso fazia que todas as meninas prestassem atenção, mas ninguém entendia bem o porquê do mesmo andar com uma máscara cobrindo seu rosto, mas eu não me importava com isso, já que o mesmo tinha uma personalidade maravilhosa e era ótimo exercendo sua profissão. Junto com o professor, entrou mais uma pessoa, o garoto que havia esbarrado em mim, nessa hora, Ino começou a me chamar do outro lado da sala, eu sabia o que ela iria dizer, mas mesmo assim olhei:

— Falei para você ! — disse cochichando e eu balancei a cabeça negativamente, rindo da situação.

O professor e o novato, começaram a conversar, trocaram alguns papéis e tudo mais, provavelmente o professor deveria estar o conhecendo e isso se repetiria até a última aula.

— Bom dia a todos! — Kakashi se pronunciou.

— Bom dia! — todos responderam em uníssono.

— Bem, — Kakashi continuou — hoje temos alguém novo na sala. — No momento, as meninas começaram a cochichar. — Silêncio, por favor! — pediu. — Este é Sasuke Uchiha e ele é o novo colega de vocês! — apontou para o garoto que estava sério com uma expressão inexplicável. — Alguém deseja fazer alguma pergunta a ele? — perguntou enquanto encarava a todos de uma única vez, logo pode-se ouvir uma garota se pronunciando do meio da sala:

— Você tem quantos anos? — perguntou toda envergonhada.

— 17! — respondeu sem emoção.

— Muito bem! — falou Kakashi — Alguém mais? — todos se entreolharam.

— Você tem namorada? — uma outra garota da minha fileira perguntou. O garoto a lançou um olhar intimidador, que me fez sentir em sua pele.

— Não! — respondeu seco.

— Tudo bem então, chega de perguntas, se vocês quiserem perguntar algo, falem com ele diretamente depois da aula! — falou Kakashi, interrompendo. — Por favor, sente-se ali, — apontou para o lugar vazio do meu lado — do lado de Sakura! — me assustei quando ele se referiu a mim — Sakura, por favor, levante a mão! — pediu e assim eu fiz lentamente, já que a atenção se voltou para mim quando o mesmo citou meu nome. — Te peço para que o ajude, caso ele precise! — falou gentilmente.

— Certo! — respondi timidamente, era claro que as garotas estavam me fuzilando com o olhar.

Então o moreno, começou a caminhar em direção à seu lugar e me encarou, quando percebi, virei meu rosto para a janela, ele jogou sua mochila na mesa e sentou-se. O professor deu início a aula passando uma série de exercícios, que eu fiz tranquilamente, eu sempre me esforcei para ser uma ótima aluma, não que eu fosse um gênio, mas eu prestava atenção e isso tornava tudo mais fácil.

O decorrer das aulas passaram muito tranquilamente, não aconteceu nada de especial, como eu já sabia, os professores chamaram o novo aluno para assinarem sua transferência e tudo mais, as garotas não paravam de encará-lo, os garotos tentavam entender o porquê delas estarem o encarando tanto e alguns o olhavam feio e o mesmo, parecia não estar ali e eu simplesmente prestava atenção nas aulas que se passavam e quando os professores não passavam nenhuma atividade ou algo similar, eu desenhava, ou ficava perdida em pensamentos enquanto observava a paisagem.

Em meio à tantos devaneios, me encontrei perdida em milhares de pensamentos, quando um olhar curioso sobre mim me fez voltar à realidade. Logo que olhei ao meu redor pude perceber que a sala já se encontrava vazia, e naquele espaço só habitavam dois corpos desconhecidos sem entender o que estava acontecendo.

Comecei a arrumar meu material, minha intenção era de me livrar daquela situação o mais breve possível, mas independente do movimento que realizasse, podia sentir um olhar me acompanhando. Eu já estava começando a me incomodar com aquele olhar sobre mim, e joguei tudo dentro da mochila sem organizar nada, mas quando eu já ia saindo, uma voz um tanto máscula quanto aveludada me fez parar, e me assustar. Admito, me assusto realmente muito fácil.

— Hey! Eu gostaria de me desculpar pelo que houve mais cedo. — Virei rapidamente em direção à ele, quando o pude ver se curvar para mim.

Caramba! A voz dele era muito bonita, qual será o seu defeito? Não que eu esteja interessada em saber, afinal ele não vai falar comigo depois disso mesmo. Ele só deve estar se sentindo culpado.

— Está tudo bem! — Sorri, e fui em direção à porta.

Segui em direção à cantina para tomar alguma coisa, eu não estava diante de um espelho, mas sabia que estava corada, podia sentir o fervor do sangue sob minhas bochechas, quase nenhum garoto sequer havia trocado uma palavra comigo antes, até porque eu nunca fui de conversar muito, agora, imagina com garotos, é algo meio impossível e improvável de se acontecer. E eu estava novamente devaneiando, é tão inevitável que até virou um hobbie, fui em busca de meu celular para ligar e avisar minha tia que já estava a caminho de casa, mas tinha uma coisa errada, meu celular não estava comigo e o desespero momentâneo passou por meu corpo, revirei toda minha mochila em busca do aparelho, porém, não continha vestígios do mesmo, então tentei me acalmar para raciocinar e lembrei que eu provavelmente havia esquecido o mesmo dentro da sala de aula, no momento, interpretei um corredor das corridas de 100 metros e disparei como uma bala quando é disparada de uma arma até a sala de aula.

Subi as escadas feito uma louca, tropecei várias vezes, não sei como não caí, mas eu não parei, eu tinha de chegar lá antes que trancassem as portas, seria terrível se isso ocorresse, pois eu só conseguiria recuperar meu celular no dia seguinte, isso se alguém não o "recuperasse" antes de mim. Eu podia ver o quão cansativo era se estudar no último andar quando se está no auge do desespero, parece que as escadas se tornam infinitas, e a energia se reduz pela metade.

Quando pisei no último degrau, eu quase soltei o peso do meu corpo sobre meus joelhos, estava exausta, continuei em uma caminhada apressada rumo à sala de aula, quando fiquei de frente com a porta da mesma, senti um alívio instantâneo bater, estava aberta, uma sensação de vitória me preencheu. Adentrei apressadamente, respirando fundo na tentativa de recuperar meu fôlego, mas um vermelho preencheu minhas bochechas novamente, eu não tinha reparado quando entrei com pressa, mas haviam duas pessoas se namorando no fundo da sala, me senti intrometida, quando o casal notou minha presença, desvencilharam-se rapidamente, provavelmente com medo de ser algum professor os pegando no flagrante, e então percebi que conhecia o garoto, era o novato que havia esbarrado em mim e vice-versa, ele ficou me olhando com uma cara de criança sapeca e a garota me repudiou com o olhar, um frio passou por minha espinha e percebi que realmente estava atrapalhando.

— Me desculpe, eu não queria atrapalhar vocês, — me prontifiquei de me desculpar — mas é que eu... — fui interrompida pela voz máscula.

— Isso deve ser seu! — ele retirou meu celular do seu bolso e sorriu de canto — Ia te devolver amanhã, mas já que voltou... — ele caminhou em minha direção e me entregou o aparelho.

— Obrigada e me desculpe. — agradeci enquanto assentia com a cabeça e andei em direção a porta.

O que tinha acabado de acontecer? Foi realmente estranho...

Descia as escadas lentamente, o que eu menos gostaria no momento era andar apressadamente ou correr, isso estava fora de cogitação por um bom tempo, eu sempre fui horrível em esportes, mas algo me incomodava e não era a sensação de desconforto causada pela euforia... havia algo que não conseguia tirar da mente, eu sentia uma sensação estranha no meu interior, parecia que meus órgãos se emaranharam em uma dança agitada que continha pulos e acrobacias, todo meu interior estava flutuando, eu queria entender o que estava acontecendo comigo, tentei me distrair olhando para o teto, buscando alguma coisa perdida no chão, mas nada funcionava, parei no meio da escadaria e comecei a exclamar comigo mesma, eu não entendia o porquê da cena na sala de aula vir à tona em todo momento, parei no meio da escadaria e comecei a exclamar para mim mesma que deveria ser porque fiquei muito envergonhada por interromper daquela maneira...

''Ele parece beijar realmente muito bem!'' — exclamei para meus pensamentos.

''O que estou pensando? É ridículo, conheci ele agora... devo estar pensando nisso porque ele é extramamente bonito, e atraente... Argh! Não e não! Ele nem é tudo isso para roubar meus pensamentos dessa maneira, só porque ele falou comigo com aquela voz maravilhosa, foi gentil comigo e é bonito, ele não pode tomar meus pensamentos de tal forma! Não, extremamente não! Sou uma pessoa racional...'' — fiquei enfurecida comigo mesma, minha mente estava confusa porque foi um momento estranho com uma pessoa estranha, na verdade duas pessoas estranhas... não... três pessoas estranhas.

— Alguém por favor, me bata? Preciso de uns chacoalhas para voltar ao meu estado normal! — exclamei inconsequentemente em voz alta.

— Hey, qual o motivo de tanto ódio voltado para si mesma? — me assustei com a voz ecoando um pouco acima de mim, olhei para trás e diante de mim, aquele garoto estava parado tentando entender o que estava havendo ali, corei imediatamente, por que eu tinha de compartilhar meus pensamentos em voz alta justo naquele momento?

— Ah, não é nada, é que... bem... só estava pensando um pouco... hehe' — falei desconcertada com a voz um pouco acima do tom normal.

— Você é um pouco engraçada... — ele disse enquanto descia as escadas se aproximando e me acompanhando com o olhar. Seu olhar era intimidador e convidativo a fazer coisas que nunca imaginei pensar.

— Sou? — o questionei de súbito.

— É! — ele parou um degrau abaixo de mim e afirmou fechando os olhos e fazendo o gesto ''sim'' com a cabeça e quando abriu os olhos, me encarou por alguns segundos, segundos que me fizeram sentir um arrepio por todo meu corpo e é claro que minhas bochechas fizeram questão de ficarem na tonalidade de um pimentão bem vermelho, ele me olhou curiosamente da cabeça aos pés, sorriu de canto para mim de uma forma tão sexy, se virou e continuou seu trajeto, de vermelho, fui para a tonalidade roxa, apenas pude acompanhá-lo com o olhar, sem fazer sequer um mínimo gesto. Chegando no último degrau, ele voltou a parar e se virou para mim me perguntando:

— Você vai continuar aí ou vai para casa? — me perguntou com ar de deboche.

— Ah, vou para casa! — respondi rapidamente.

— Então vamos juntos até o portão! — me encarou esperando alguma resposta, que eu demorei a formular por não acreditar no que eu acabara de ouvir.

— Tudo bem então! — sem graça, me aproximei do mesmo e juntos continuamos o trajeto até o portão.

O caminho foi mais longo do que era normalmente, o único som que podíamos ouvir era os nossos passos, com aquele silêncio constrangedor, minha única vontade era de correr para a minha casa, e tentar dispersar todos os pensamentos lendo algo, ou ouvindo meus discos.

Notas finais
Pedimos um momento de atenção, rapidinhos, sei que muitos não leem as notas, mas é que é necessário explicar algumas coisas sobre a fic: Primeiro de tudo, a narração vai ser alternada entre narrador e personagens, por isso colocamos o ''pov's on'' quando aparecer ''pov's off'', será quando nós narraremos, 2º prestem muita atenção em tudo o que a fic diz, porque tudo têm dicas sobre o que vai acontecer. 3º - A fanfic foi dividida em três Fases, essa é a primeira fase, a fase vida, que explica como tudo vai acontecer e 4º - O que acharam? *-* ~ Bem, é isso! >< ~ Lembrando que críticas construtivas e elogios são sempre bem-vindos, nós queremos melhorar para vocês próprios! *-* ~ Bem, é só por enquanto, até breve! *-* ~ Byeee ~ ><
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.