Distance

3 Rebeldia, Katie e desculpas.


Notas iniciais
Eaí gente. Bom, eu novamente resolvi postar mais cedo, por quê minhas notas estão uma porcaria e eu tenho uma semana inteira de provas. QUE MARAVILHA! Só que não. Sério, eu queria agradecer pelas leitoras que demonstraram sinal de vida. Esse capítulo é dedicado a vocês, um dos maiores da fic.

Thalia

Depois que deixei a sala de aula (com um humor péssimo), eu encontrei Zoe e Bianca na saída. Zoe parecia muito bem humorada, o quê me deixou desconfiada.

– Que bicho te mordeu? – Perguntei.

– Bicho, quê bicho? – Perguntou ela, verificando com um sorriso sua caixa de mensagens. Pelo menos ela costumava ficar mais feliz quando via suas mensagens.

– Vai nos contar o quê aconteceu? – Insisti, recebendo um aceno de cabeça afirmativo de Bianca.

Zoe não pareceu dar muita atenção. Digitava rapidamente no seu Ipod, mordendo o lábio e sorrindo a cada 5 segundos. Finalmente, Bianca teve a atitude sensata, ou não, de arrancar o Ipod da mão dela e ameaçar jogar no chão.

– Desembucha caralho! – Ordenou Bianca.

Bianca raramente xingava alguém, o quê Zoe sabia tão bem quanto eu.

– Ok, ok, vamos começar do começo. GATAS, VOCÊS NÃO VÃO ACREDITAR NO QUÊ ACONTECEU! – ela vibrou de alegria. Bianca e eu nos entreolhamos. – O PROFESSOR APOLO ME CHAMOU PRA SAIR!

– Espera, você não saiu com o filho adotado dele no ano passado? – Perguntei.

– Thals, só por que você está a um tempão sem ficar com alguém não quer dizer que você tenha que condenar a Zoe. Além disso, foi no ano passado! – Bianca protestou.

– Tá, tá. Meus parabéns Zoe, faça bom proveito.

Elas começaram a conversar sobre a beleza da família Solace. Sim, eu sabia muito bem sobre a beleza dessa família, por que eu namoro um dos filhos do professor Apolo, o Will. Eu não gostava muito de falar dele, então peguei meu celular e comecei a verificar minhas mensagens.

Mãe – ás 07h40min

Ainda sobraram algumas tralhas suas no meu porão e se você não tirar elas de lá, eu vou dar pro mendigo da esquina.

Jason – ás 10h50min.

Mana, eu estou fodido.

Eu queria chamar a Piper pra sair, mais tipo, NÃO SEI O QUÊ FALAR!

Eu até ia sair pra beber a noite inteira com o Léo, mais ele tinha sumido. Daí eu fui ligar pra Reyna, mais a irmã dela atendeu e disse que ela e o Léo tinha saindo para um encontro. É mesmo o fim da picada.

Respondi a mensagem do Jason primeiro:

Não sei se você sabe Jay, mais a minha vida amorosa é uma merda. Will tá ai pra provar, apesar de ser bonito. Se quiser pedir conselhos amorosos, vai pedir pra puta que pariu.

Sempre achei que o Léo tinha uma queda pela Rey, mas, tipo, Reyna Ávila Ramírez saindo com Léo Valdez é literalmente DE MATAR.

Vamos simplificar as coisas: Eu moro com Jason, que por acaso é meu irmão. Ele estuda numa escola particular com todos aqueles mimos e frescuras. Ele tem uma queda gigantesca pela garota que faz dupla com ele na aula de química, chamada Piper. E tem o Léo, que gosta de dar em cima das garotas e de levar foras. É o melhor amigo do Jay, o quê faz com quê todo fim de semana eu tenha que receber cantadas baratas e quê ninguém mais se lembra. E finalmente vem a Reyna. A melhor amiga do meu irmão, ela é mais parecida comigo, mais na dela. É muito bonita, com longos cabelos negros sempre presos em trança e sendo de altura média, com lábios cor de vinho, é a principal vítima do Léo, que todo santo dia a chama pra sair.

Jason me respondeu segundos depois, o quê confirmou minhas suspeitas de quê ele pudesse estar pendurado no celular.

Sabia que você é uma PÉSSIMA irmã?

Respondi:

Ok, Ok, vou tentar. O negócio é você parar de viadagem e pedir pra sair com ela. Se ela disser não, foda-se, o problema não é meu. Quieta o facho que eu já chego em casa.

Jason –

Ok. Só pra avisar, a Rey e o Léo chegam aqui mais ou menos umas três e meia.

No fim, resolvi não responder a mensagem da minha mãe. Provavelmente, eu tinha esquecido alguns pôsteres muito velhos, mais eu sempre tenho um sobressalente, o quê não faz diferença.

Ergui os olhos para me despedir, e então notei que as duas estavam muito longe dali. Suspirando, peguei minha mochila. Estava ciente de que as pessoas me encaravam, pelo fato de eu ser uma caçadora e tal, mais não queria me virar, por que se fizesse isso eu teria que xingar elas de qual quer maneira.

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Quando abri a porta de casa, quase entrei em choque. Jason estava jogado no chão, com uma pilha de pacotes de doces e sorvete de chocolate com baunilha por cima do peito. Havia provas com notas baixas, cadernos e estojos pelo sofá e por cima do tapete de veludo velho que eu tinha achado num brechó.

– JASON GRACE, QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO? – esbravejei, jogando a mochila ao lado da porta.

Jason tirou um pacote de cookies de chocolate da cara, e, olhando indiferente para a tela do celular, resmungou qualquer coisa relacionada a aulas de química idiotas que só tem na terça feira.

– Jason!

– Oi Thalia, não tinha te visto. Fica calma, eu vou arrumar essa bagunça depois. É só que...

Olhei satisfatoriamente para toda a bagunça.

– Isso tudo é pra fazer ceninha de garoto drogado e bêbado que acabou de roubar um supermercado pra Pipa? – Conclui, pescando um pote de sorvete da pilha e provando com o indicador.

– É Piper – Corrigiu.

– Tanto faz – Dei de ombros, abrindo um pacote de cookies e passando-o no sorvete. Dei uma mordida; Estava uma delícia.

– Tá, tá, você está redondamente certa.

– Eu sempre estou certa, redondamente, triangularmente, quadradamente, é só escolher. – Afirmei, erguendo a sobrancelha. Qual a função de uma irmã mais velha se não pode contar vantagem?

–Ok, Ok. Aliais, você recebeu três telefonemas fixos de uma tal de Katie.

Katie é a pessoa mais naturalista que eu conheço. É a famosa garota bonitinha, com seus cabelos castanhos bem claros e olhos verdes, mais não é nem um pouco fresca. Não se pode chamá-la de patricinha, já que as unhas dela não crescem muito, pelo fato de ela enfiar a mão na terra diariamente para plantar árvores e outras coisas complicadas. Eu a conheci num acampamento de verão, e ela foi minha companheira de quarto, junto com Clarisse La rue, Zoe e Bianca. Ela estuda no mesmo colégio que eu, mais eu não vejo por que ela estuda em outra sala e tem aulas diferentes das minhas.

Dei a volta atrás do sofá até chegar ao telefone fixo. Puxei-o do gancho e disquei o número que eu já lembrava cabeça.

– Alô? – Falou a voz fofa e agradável, que a tia Deméter, mãe da Katie, chamava de brisa de primavera.

–eu finalmente socializei com um garoto que não é meu namorado e estou deixando o código de caçadora pra trás – afirmei sem nem a cumprimentar.

–SÉRIO? Mais e o Will? Vai trair seu namorado, thals? – Ela perguntou, levemente indignada. Katie não admite pegadinhas nem traições, por isso não se dá bem com os Stolls.

–Não, não. Eu só conversei com ele... Parece que tem uma irmã que está sendo, hm, induzida a entrar pras caçadoras e eu só o ajudei. É aquele garoto... Um loiro, alto, bastante bonitinho. Que estuda na sala que eu estou agora.

– JÁ SEI! – Ela exclamou, vitoriosa. – É o irmão daquele maldito do Travis. – Disse um pouco desgostosa. – E do Connor também, mais ele não interessa. – Concluiu indiferente.

– Katie, vocês está interessada pelo Travis? – Perguntei, sorrindo internamente.

–Não, não, claro que não! Voltando, o nome do garoto é Luke. Ele é muito legal.

– Ele me empurrou do trampolim. Eu o odeio.

– Thalia!

– Que é? Você sabe que eu tenho medo de altura.

– Esquece. O quê vai fazer hoje?

– O Léo e a Rey vão passar aqui. Você pode vir, não é?

– Há claro. Eu acabei de ajudar minha mãe com umas plantas aqui, já estou chegando, tá?

Não respondi. Simplesmente desliguei o telefone. Peguei o pote de sorvete e continuei comendo, como se não houvesse amanhã. Chutei delicadamente, só que não, a comida que estava no tapete e me joguei no sofá para assistir TVD.

Enquanto eu assistia vidrada, ouvi Jason gritar qualquer coisa. Coloquei o volume no máximo. Peguei minha mochila e a coloquei no colo, procurando meu caderno. Quando o episódio entrou em comercial, baixei meus olhos para o fundo da bolsa. Um papelzinho branco cintilava lá no fundo. Eu o peguei e abri com rapidez. Li:

Eu sei que você está mentindo, ok? Sei que você sabe de algo.

**

–CARALHO THALIA, TEM UM CARA AÍ FORA TE ESPERANDO! – Ouvi a voz de Jason gritar do lado de fora. Ainda com o papel nas mãos, saí descalça.

Léo e Reyna conversavam animadamente com Jason, que parecia ter abandonado sua pose de adolescente rebelde. Reyna revirava os olhos cada vez que Léo tentava abraçá-la pela cintura. O quê eu achei extremamente estranho, já que se ela estivesse em dias normais, ia sacar uma cimitarra e enfiar nas partes baixas dele. Certo, isso não soou legal.

E, com um skate debaixo do braço, e parecendo meio perdido ali, estava o loirinho que eu me lembrava, e odiava, como Luke.

– Ei – chamei, tentando não chamar atenção – EI – exclamei um pouco mais alto.

Automaticamente ele desviou o olhar pra mim. Sua calça jeans estava rasgada e muito surrada, e a camiseta polo parecia muito velha por baixo do moletom do colégio. Seus cabelos loiros estavam muito, repito, muito, bagunçados, e caiam de um jeito fofo sobre os olhos. E deus, que olhos.

Eu estava acostumada com olhos azuis, já que eu tenho, Jason tem, meus pais têm. Mais os olhos dele... Azul piscina, com uma intensidade que parecia querer me transformar em pó. Ok, eu já não estava conseguindo sentir raiva dele. Tá, eu não estava com raiva dele mesmo. Fiquei me perguntando como não havia prestado atenção nele mais cedo.

– Srta. Grace? – Ele sorriu, um sorriso de dentes branquinhos, impecáveis. – Olha, eu precisei subornar a secretária pra achar sua casa, por que tipo, ela acha que eu sou um assassino que vai abusar de você, fatiar sua carne , e assar num churrasco. Então eu... Sei lá, queria pedir desculpas. Por ter te chamado de burra. Ando meio idiota ultimamente. Sabe, minha mãe me expulsou de casa e eu estou de cabeça quente. Mais tá, eu estou encrencado. Recebi um telefonema do meu pai. E ele quer ver a Aly, caso contrário vai tirar a minha guarda e dos meus irmãos da minha mãe e... – Ele deu um sorriso melancólico – ela anda meio louquinha. Não ia fazer bem pra ela. May Castellan não sabe que minha irmã está faltando às aulas. Nem sabe da má fama das caçadoras.

– Tenho certeza que você acharia minha carne muito boa – afirmei. Como ele falava rápido e de um jeito confuso, resolvi responder uma coisa de cada vez. –Posso saber por que você acha que eu estou mentindo?– Mordi o lábio e olhei discretamente para onde meu irmão estava. Jason passava o braço pelo ombro da Reyna, que recebia olhares raivosos do Léo. Luke ergueu a sobrancelha de uma maneira sarcástica que claramente significava você mente muito mal. Suspirei e admiti: — Então tá. Mais tem que ser em outro lugar. — conclui.

– Hm... – ele parecia confuso – você está querendo que eu peça pra você sair comigo?

–Deuses, não! – Exclamei, corando violentamente. – Só quê eu não posso ser vista com você.

– Beleza. Olha, eu tenho carro, mais minha mãe não vai me deixar pegá-lo em casa. Acha que dá pra irmos a pé mesmo? Mais ou menos umas 7 da noite? Pra sei lá. Ir numa lanchonete.

– Pode ser – afirmei.

Só que eu não saí com Luke naquela noite. Por um simples motivo: Reyna.

– olha Thalia, — Léo tinha me dito. – Jay e eu vamos fazer um programa de garotos. E eu prometi a Rey que ia deixar ela em algum lugar, e já que a casa vai ficar sozinha... Eu pensei que você pudesse fazer companhia pra ela.

Reyna não ficou nem um pouco satisfeita.

– Eu detesto aquele garoto! – Afirmou ela, nervosa.

– Somos duas.

Felizmente, Katie tinha chegado um tanto atrasada, mais tinha chegado.

– Lia! – Katie deu um sorrisinho, deixando pequenos fios de seu cabelo castanho chocolate caírem sobre seus ombros. Cumprimentou formalmente Reyna, que respondeu, ainda emburrada, com um leve aceno de cabeça.

Contei á ela sobre Luke querer saber da irmã.

–Thalia – Ela murmurou, séria – Quem é essa tal de Aly?

– Era uma garota. Eu não sei muito sobre ela. Entrou pras caçadoras dois meses depois de mim e eu instantaneamente virei sua amiga. Mais aí, Ártemis selecionou seis das caçadoras mais fiéis, incluindo Alyssa, e dispensou as outras pra a outra classe. E então – trinquei os dentes. – Olha, é só uma possibilidade. Eu... Não tenho certeza. Mais parece que um cara do oitavo C deu em cima de uma das selecionadas. Ártemis naquele dia parecia mais calma do quê o normal. E no dia seguinte... O garoto estava morto. Literalmente, e NINGUÉM desconfiou. Talvez fosse medo de ser o próximo, não sei.

– Lia você... Acha que as selecionadas... – Era Reyna quem falava. Ela havia sido convidada uma certa vez para entrar pra caçada, e ainda estava pensando sobre se filiar. – Acha que elas são capazes de matar?

– Travis me contou – Murmurou Katie, tentando não corar – que um garoto flagrou uma caçadora de cabelos loiros cor de areia mexendo em alguns arquivos da escola. No dia seguinte, misteriosamente, surgiram coisas de outros alunos na mochila dele. Claro, ele foi expulso. Mais acabou sendo enviado para um hospital, por que quando voltava pra casa, foi dopado por um desconhecido, apanhou de alguém e entrou em coma profundo.

Reyna e eu trocamos olhares.

– No quê eu fui me meter? –Indaguei-me, suspirando.

– Thalia – Reyna deu um sorriso de quem acaba de ter uma ideia – Aquele garoto não vai pode ser seu professor particular? Você pode o ajudar mais ainda! É só prometer que vai ajudar, a saber, o quê ouve com a irmã dele e deixa-o morar aqui por um tempo. Daí ele pode dar uma aulas pra você. Pelo quê você disse, ele é meio nerd não?

Dei de ombros.

– Por que não? – perguntou Katie.

–É – falei, hesitante – Por que não?

Notas finais
Reviews?