Notas iniciais
YOOOOOOOOO MINNA, tudo beleza com vocês? Novamente eu com uma one, e sim, eu sei que tenho uma "two"-shot de SasuSaku aqui, porém eu também gosto de NaruSaku.
Enfim, boa leitura e me desculpem qualquer erro *-*

Sakura havia acabado de acordar, eram quase 09:00 horas da manhã. Ela não costumava acordar “cedo”, mas ele era o único motivo que conseguia fazer ela á acordar já com um sorriso no rosto. Naruto. Tinham feito um ano de amizade e nenhum de namoro, por enquanto, já que ele disse que preferia fazer aquilo pessoalmente e não pela internet. Ele também disse, que queria ver como seria a reação dela quando ele fizesse isso e apesar dele não poder ver, ela ficou vermelha somente de imaginar quando ele fizesse aquilo.

Ela não ia para a escola, e a razão também era ele. Não gostava de ter que ir, e ficar o dia todo sem falar com ele. Ela sentia uma necessidade de conversar com ele á todo tempo, que não conseguia explicar de forma alguma, por mais que tentasse. Sua mãe sabia sobre ele, e por mais que ainda desconfiasse que ele não era o que falava ser, dava força para ela. Sakura lembra que havia á explicado chorando, pela razão dele ter sido internado novamente, por causa da leucemia que ela tanto odiava.

Sakura ligou o computador, e quando foi procurar por Naruto, ele havia deixado uma mensagem de madrugada, dizendo que tinha de ir para o hospital naquela hora, porquê estava sangrando muito e ele havia colocado no final o famoso “Te amo, pequena.”, que ela, em vez de sorrir como sempre fazia, acabou ficando com os olhos cheios de lágrimas.

– Você tá chorando, Sakura? – sua mãe perguntou, quando passou pela porta, que ela não havia ouvido quando tinha sido aberta.

– Não! – respondeu, colocando a mão sobre a testa e começando á olhar para o teclado. – Claro que não...

– Tá sim... – sua mãe se aproximou, já vendo Sakura com os olhos cheios de lágrimas.

– Naruto internou de novo! – ela disse, colocando o braço sobre os olhos e quase imediantamente, a enxarcando com suas lágrimas.

A mãe de Sakura sabia que Naruto e ela se falavam, já que ela sempre lhe contava sobre ele e via como ela sorria quando falava com ele. Mas ela sabia e pensava que os dois eram amigos, e não que se amavam como ele havia confessado faziam alguns meses atrás.

– Você acha que ele iria gostar de te ver assim? – ela perguntou, colocando a mão em seu ombro e podendo ver pela tela do computador a mensagem, mas não dizendo nada. – Você tem que ficar forte, mesmo que depois venha alguma notícia ruim, ouviu?

Sakura fez que “sim” com a cabeça, e logo enxugou as lágrimas, dando um sorriso falso. Ela não era de chorar perto da mãe ou de qualquer pessoa, tirando sua psicóloga que tinha de ir todas ás quintas de manhã e á quem contara sobre Naruto, e Sakura via o quanto aquilo estava á machucando e muito.

Não demorou muito para que começasse á chover e muito forte. Sakura foi obrigada á ter que desligar o computador, e no momento em que ela o tirou da tomada, um relampago estalou, fazendo com que ela fosse correndo para os braços de sua mãe. Ela nunca perdia aquele medo.

Quando ela foi se sentar no sofá com sua mãe, ficou o tempo todo á olhando. Todos os amigos dela haviam lhe dado o conselho de dizer logo para sua mãe que estava apaixonada por Naruto, ou seria pior, quando ele chegasse algum dia lá e ela não tinha duvidas que ele chegasse dizendo “Oi sogrinha”.

– Mãe, preciso te contar uma coisa... – ela começou á dizer, colocando algumas folhas que tinham no sofá sobre o rosto e já sentindo que começaria á chorar.

– Com quem você tá namorando, Sakura? – ela perguntou de volta, abrindo um pequeno sorriso e á olhando.

– É o Naruto. – ela confessou, dizendo tudo de uma vez só. Treinara aquilo todas as madrugadas, e finalmente havia dado certo. – Eu gosto dele e ele também de mim.

– Mesmo que eu ainda desconfie dele, espero que ele seja um bom rapaz. – respondeu, fazendo Sakura chorar mais ainda. – Porquê nunca me falou isso?

– Porquê eu achei que... – começou, desviando o olhar para o chão. – Que... a senhora não entenderia.

Sua mãe riu um pouco, mas logo voltou com a expressão séria. Sakura sabia que ela estava desconfiada, era por seu bem que estava daquela forma, por isso ela nunca dizia nada á respeito daquilo e ás vezes deixava que sua mãe visse as conversas que tinha com Naruto, embora as que ela mostrasse fossem sempre dele fazendo graça para que ela sorrisse.

– Pois é. – disse. – Ele disse que viria aqui uma vez. Você se arrumou e tudo, e nada. Porquê ele não veio?

Sakura se lembrava bem daquela vez. Ela não havia escovado o cabelo no dia anterior, e teve que ir no cabeleleiro na outra manhã ás 07:00. Ela esperou por Naruto do lado de fora, impaciente e olhando a hora que ele tinha combinado e previsto que chegaria, mas ninguém veio.

– Porquê... – ela tentava dizer, enquanto recomeçava á chorar. – Ele estava internado.

– Pois é. – repetiu, vendo o estado em que Sakura se encontrava. – Não precisa ficar assim também, Sakura. Vem aqui.

Sakura não esperou mais de um segundo para pular no colo dela, ela tentava se acalmar, deixando as lágrimas que já fazia tempo que ela estava guardando.

– Naquela vez ele não veio. – recomeçou sua mãe, enquanto á abraçava. – Mas se ele vier, vamos estar de portas abertas. Se for um bom rapaz, que te faça sorrir, então será bem-vindo á família.

Sakura chorou ainda mais com aquilo, enquanto apertava com força a blusa de frio que sua mãe estava vestida. Sonhava que o dia em que ela o veria passar por aquele portão, chegasse antes de seu aniversário.

– Agora, não fique assim. – ela disse, levantando Sakura. – Imagina se ele chegasse agora e te visse desse jeito?

Ela sorriu, imaginando que poderia ser até verdade, mesmo que ela estivesse com uma blusa de frio verde, um short de pijama, com o cabelo todo desarrumado e os olhos vermelhos.

Ela deu mais uma olhada, e nada. Já faziam três meses que ele havia viajado para Alemanha, pra poder se cuidar melhor lá do que no Rio de Janeiro, para onde tinha viajado e planejado ir ver Sakura logo quando tudo estivesse pronto. Um sonho de ano novo que os dois não conseguiram, novamente, tornar realidade.

Ela sabia que Naruto não tinha todo o tempo para passar com ela, lhe dando carinho e força. Entendia que a culpa não era dele por ter leucemia, e tentava o máximo possível não brigar ou dizer bobagens, embora fosse algo que ela não podia evitar por causa da extrema raiva que sentia na maior parte do tempo.

A única informação que ela havia tido de Naruto, foi por uma amiga dele, que disse que ele estava bem, melhor do que quando estava no Brasil. Mas quando ela foi perguntar para a tal amiga se ela tinha falado com ele depois que ele tinha viajado, ela respondeu de um jeito que Sakura acharia bobeira, se não estivesse tão mal com tudo. Nunca mais perguntou sobre como ele estava e já se faziam três meses que estava nessa angústia imensa. Ela pensa em todos os dias pedir o número do celular de Naruto, que não o deu, por dizer que não sabia decorado e acabar se esquecendo logo depois de fazer isso. Ela não tinha o número dele, ele não entrava em nenhuma rede social e ela ficava á cada dia mais desesperada sem nenhuma notícia.

Sakura se lembra das conversas que tinha com ele, via MSN. Ela dizia que ele era “rico”, o que realmente era, embora falasse que não gostava de ser. Quando ele havia saído do hospital, e voltado para “casa”, eles ficavam o dia todo conversando. E quando faltava algum assunto, ele logo começava á falar qualquer coisa, contando até de como a enfermeira que tinham o arrumado era fofa e que já sabia tudo sobre ela. A família inteira de Naruto já sabia sobre ela, ele sempre falava que todos estavam ansiosos para conhecê-la de uma vez, mas Sakura ficava envergonhara só de pensar em como responderia as milhões de perguntas que certamente iriam á fazer. Naruto falava também de como os pais eram ótimos tocando juntos, e que estava fazendo milhões de vídeos, incluindo vários dele mesmo, tocando piano e cantando.

Ele tinha uma banda, que estava um pouco largada e mesmo tendo algumas músicas, ainda não tinha um nome. Ele sempre falava que ainda tocaria somente para ela, mas ela dizia que odiava som alto demais e ele perguntava “Você não vai ver eu tocando guitarra?” e ela respondia “Vou, mas só se for bem baixinho.”.

Sakura sempre ia dormir sorrindo quando lia aquele “Te amo, pequena.”, ele já tinha o costume de á chamar de pequena bem antes de se apaixonarem e passou á chamar ainda mais depois de isso acontecer. Naruto costumava falar de assuntos estranhos com ela, como a vez que ele havia colocado mentos na coca-cola e de como tudo havia acertado sua cara e ainda estava doendo. Ela não podia deixar de rir quando se lembrava de como ele havia explicado, ele escrevia totalmente errado quando se conheceram, e ela foi o concertando com o tempo. Mesmo que ele ainda escrevesse errado, por pura preguiça, ela gostava daquele defeito dele.

Ela se lembra bem de quando ele disse que á amava. Era um sábado, e tudo em sua casa estava um caos e embora ela também estivesse cansada por dentro, não desligou o computador e continou á falar com ele. Em uma hora, ele ficou sem dizer nada por um tempo e depois começou á dizer coisas estranhas, da qual ele já dizia fazia algumas semanas. Quando ela leu “E porquê vc acha que eu nunca desisto de vc? Eu te amo, Sakura.”, quase caiu da cadeira. Na hora, ela não acreditou, já que achava que deveria ser uma das outras milhares de brincadeiras sem graças que ele fazia. Mas ela viu que já estava na hora de parar de ser durona, e o responder “Eu também te amo, Naruto.”. E depois daquela frase, sua vida virou um mar de melação, embora ela amasse aquilo por dentro. Naruto sempre á chamava de “amor” ou até mesmo “pequena” e ela sempre retrucava dizendo que tinha um nome. Em uma madrugada, que ela já estava quase indo dormir, ela perguntou como ele tinha se apaixonado justo por uma garota como ela e ele respondeu que tudo nela o ajudou a ter certeza que á amava, os surtos, os sumiços que duravam mais de um mês, as birras, as manias e principalmente, ela. Ele talvez não ficou sabendo, mas naquela noite, ela não conseguiu dormir pela felicidade que sentia.

Ela sempre acaba rindo quando se lembra da vez em que ele tinha de tomar algumas injeções, e ele morria de medo de todas elas. Ele foi capaz de se esconder no banheiro, dizendo o quanto seu braço estava roxo e o quanto ele estava cansado de tudo aquilo. Ela até ficou preocupada, mas o mandou sair do banheiro, dizendo que tudo ficaria bem, era só ele aguentar por mais alguns meses, aquilo acabaria e tudo voltaria á ficar “bem” de verdade.

N: “Tô dentro do banheiro.”

S: “O que?! Ah, não, sai daí agora kkkkkkkkkkk’”

N: “Não, meu braço já tá todo roxo por causa disso.”

S: “Mas de qualquer jeito, você tem que sair daí. São somente mais alguns meses agora, Naruto, aguenta firme. Por mim, e principalmente, por nós.”

N: “Tá bom. Eu te amo.”

S: “Eu também te amo, agora sai desse banheiro e para com isso *-*”

Depois daquela conversa, Sakura passou á perguntar todos os dias em como o braço dele estava e ele sempre respondia que estava melhorando. Ela amava quando ele dizia aquilo, porquê por mais que os problemas o deixassem nervoso e obviamente triste por dentro, ele sempre parecia estar alegre para quando ela precisava dele, mesmo que ele ás vezes á fizesse ficar com muita raiva, e vontade de o matar.

Naruto com o tempo em vez de melhorar, começou á piorar. Uma vez, até chegou á ficar em coma por quatro dias, tentando o máximo explicar para ela que não havia ficado em silêncio todas as vezes que ela havia o chamado. Ele saía para o hospital todos os dias, para fazer milhões de exames e Sakura odiava aquilo, porquê ele chegava somente de noite em casa e obviamente cansado, somente falando com ela por menos de três minutos. Ela sempre falava com ele de um jeito que ele não gostava, pois ela sempre costumava o dar respostas estranhas, como na vez que ele perguntou de brincadeira “Está me mandando embora? u-u?” e ela respondeu “Não, mas se quiser, posso fazer isso.”.

Á cada dia que passava, Sakura não sabia se queria que ele voltasse ou não. Na maioria das vezes, queria e muito. Mas por outro lado, não queria. A verdade era que nem ela mesma sabia o que queria, mas tinha certeza que o queria do seu lado, não importando-se de como ele deveria estar. Naruto sempre costumava falar daquilo, de como ele “estava”. Dizia que estava sem cabelo algum, que sentia muita dor – embora raramente falasse isso para ela, não querendo que ela se preocupe com ele – e que seu corpo estava sempre roxo. Ele sabia que Sakura não ligava nem um pouco para essas coisas, que aos olhos dela, eram meros detalhes se comporado com a vontade que ela sentia de o abraçar de uma vez por todas. Ela sempre tentava o falar aquilo, mas ele nunca á escutava. Sakura era diferente na questão da aparência das pessoas, ela não ligava para como a pessoa fosse e sim como ela era por dentro. Uma coisa que Naruto também fazia.

Ela já havia visto uma foto dele, bem antes dele ter leucemia. Ela não pode deixar de abrir um largo sorriso ao ver aquele “tanquinho” á mostra, ela riu tanto que o “K” de seu teclado quase estragou de vez. Ele também havia visto uma foto dela, na verdade, duas. Uma era de quando ela tinha achado uma cachorrinha e queria o mostrar ela, por não ter uma webcan, e mandou a foto dela toda desarrumada e com cara de sono. E a outra, foi no dia em que ele prometera vir vê-la, de quando ela tinha arrumado o cabelo. E ela, particularmente, não achava nenhuma das duas bonitas ou algo que chegasse perto disso.

S: “Eu tô passando uma foto que tirei hoje pro pc u-u”

N: “Me deixe ver -v-“

S: “Não -v-“

N: “Deixa -v-“

S: “Tá, mas só promete que não vai morrer quando ver...” *MANDANDO A FOTO* “Não morre, por favor.”

N: “Eu não morri”

S: “Sou feia demais, mano D:”

N: “Vc tem que parar de falar isso, Sakura, vc não é feia coisa nenhuma”

S: “Vai dizer que eu sou linda? ._.”

N: “Sim, vc é linda e é minha pequena linda u-u”

Embora ele e ela não tivessem se encontrado pessoalmente, ela sempre dizia que o apelido “pequena” daria bastante certo com ela, já que ela era MUITO baixinha. Não sabia quanto ele tinha de altura, mas ela com certeza teria de ficar na ponta dos pés para o beijar. Embora ela nunca tivesse o contado aquilo, sentia medo de quando fosse o beijar. Não que com o tempo que ela já não beijava, tinha feito com que ela desaprendesse, mas sim por pura vergona. Sakura tinha vergonha da maioria das coisas, mas não costumava admitir isso nem para si mesma.

Ele tinha sido o primeiro á saber, por ela, que havia começado á se cortar escondida. Os problemas tinham subido á cabeça dela e a única “opção” que ela achou de os livrar dele ao menos um pouco, foi se cortando. Ela sentia tanta dor quando fazia aquilo. Não pelo corte, que no começo não era tão fundo e nem chegava á sangrar tanto como ultimamente, mas sim pelo o que ela estava tentando se livrar. Quando sua mãe pegou seu braço e viu aquilo, colocou-a dentro do quarto e começou á perguntá-la o porquê daquilo, Sakura quase imediatamente gritou que porquê ninguém á entendia ali. Foi estranha a reação que sua mãe teve depois que ela tinha dito aquilo. Quando ela se sentou na cadeira do computador, entrando em uma rede social, contou tudo para Naruto.

N: “vamo fazer uma coisa entao? sempre q vc fizer isso vc vai vim fala comigo pode ser? nao vo fika dando bronca mais vamo conversa. por favor? faça isso? vc pode não acreditar mais tem sito mt importante pra mim, entao quero q fike bem. entao sempre q fize isso fala pra mim, pode ser? pf”

Ela prometeu que o contaria sempre que fizesse aquilo, e assim foi até alguns meses atrás. Conforme o tempo, a preocupação de Naruto aumentou, porquê ele sabia que ela poderia fazer algo mais sério dessa vez, já que tinha tomado bastante coragem depois de algum tempo. Ele já surtava com a idéia de que ela pudesse mesmo contar o pulso, como raramente ameaçava e que algo mais sério pudesse acontecer. Ele nunca escondeu o quanto se importava com ela, tentando o máximo á compreender e lhe dar força, por mais que ele também estivesse precisando de força, mas Sakura ás vezes parecia ser tão problemática e sempre acabava complicando mais ainda as coisas.

N: “rum bom msm vc rir, e espero que isso nao seja só na escrita, nao quero ver vc mal, taok? fala pra mim quando fizer? isso msm minha linda. queria ta ae pra te da um abraço e garanti que vc ta rindo msm :/”

Conforme o tempo passava, Naruto era como um “refúgio” para ela. Porquê quando ela conversava com ele, se sentia bem como nunca costumava se sentir quando estivesse em qualquer outro lugar, além da frente daquele computador. As palavras dele, e até mesmo seus erros ortográficos, á davam uma força que ela ás vezes, não conseguia saber de onde ele conseguia tirar. Ela esperava horas e até começava á acordar cedo, somente para conversar mais tempo com ele. Ela ficava triste quando ele tinha que ir para a escola, mas se alegrava de um jeito que somente quem estava perto dela, podia ver.

N: “>< te amo mt minha linda, vc é mt importante pra eu ake ta?”

Não importava em que hora ele entrava, ela sempre estaria ali, mesmo que caindo de sono e o esperando. Ela sempre ria de como ele falava das professoras e da escola, de como ria das próprias desgraças e até de como ria de si mesmo. Se ele risse o tanto que digitava, então ele deve ser uma pessoa bem feliz. Ela sonhava todos os dias em ver aquele sorriso, quando acordasse, quando passeasse com ele e quando fosse dormir. Ela tinha necessidade de tê-lo 24 horas por dia, do seu lado e sabendo que ele não iria sair do lado dela nem por um segundo de sua vida. Ela nunca imaginara na vida em se apaixonar, e justo por seu único melhor amigo.

N: “sabe, incrivel, vc se torno tão importante pra mim entao poko tempo >< te amo viu minha pequena”

Mesmo quando ela ou ele falavam que não aguentavam mais, sempre iam mais adiante, um pelo o outro. Quando Sakura pediu desculpas por não conseguir ser forte o bastante por vê-lo naquela situação, ele escreveu um texto enorme pedindo desculpas, que nunca queria ter pedido algo á ela, que nunca pensara que ela se sentia daquela forma e que ela não precisava ser forte em todos os momentos, porquê nem ele mesmo conseguia ser. Ela chorou ao ler aquilo, embora não tenha o contato aquilo e se depender dela, também não contaria nunca.

O gosto musical de Naruto, era de músicas lentas e românticas ao máximo. Ele sempre costumava mandar links ou nomes de músicas para que ela ouvisse, e ela ia ouvir com preguiça, já que gostava mais de rock e não “daquele” tipo de música. Mas eis que o loirinho acabou conseguindo fazer ela se viciar por uma música, que se chama “A Thousand Years”. E quando ela está morrendo de saudades dele, o que ela sente á cada um segundo de sua vida, ela coloca aquela música para tocar e se lembra de todos os momentos que já haviam tido, mesmo que virtualmente.

A maioria das pessoas, diziam que aquilo era coisa de idiota. Que amor á distância não existia e que nunca daria certo duas pessoas viverem daquele jeito. Bem, Sakura também achava uma coisa de idiota, até acontecer com ela. Ela até já tinha visto alguns vídeos sobre aquele assunto, mas nunca acreditou de verdade que aquilo tinha mesmo acontecido. Mas tudo o que ela sonha todas as noites e mesmo quando está acordada, é que um dia ela possa ver seu vídeo e o de Naruto se encontrando. Ela até imagina como ele desceria do ônibus, sorrindo e vindo á abraçar com toda a força.

N: “quando a gente se ver, eu vou te morder u-u”

S: “Não vai não ‘-‘”

N: “vou sim u-u”

Os dois ficavam até altas horas da madrugada, conversando sobre como seria o encontro. Ela falava para que ele pensasse em muitos assuntos enquanto ia para sua cidade, pois certamente ficaria sem assunto algum quando estivesse do lado dele e ele falava que ela não precisava se preocupar quanto á aquilo, porquê eles teriam sim muitas coisas para conversar. Ela nunca calava a boca, e pensava no que teriam para conversar, e sabia que ficaria horas e horas falando e não deixando ele falar. Uma vez, ela havia dito que se ele falasse errado perto dela, ela iria entrar para dentro de casa e não sair mais de lá.

N: “vc fala certinho? ‘-‘”

S: “Falo, e é bom que você também fale ou eu vou te concertar toda hora ‘-‘”

Quando ele disse, que quando os dois saíssem, ele faria o maior escândalo do mundo, somente para chamar a atenção e á deixar envergonhada, mesmo sabendo que ela não gostasse que fizessem aquilo. Ele sabia que ela costumava comer um doce, que tinha forma de minhocas, já que ela falava sem parar quando sua mãe comprava. Uma vez ele também disse que iria comer o saquinho todo, mas ela disse que não deixaria que aquilo acontecesse e não deixaria mesmo, porquê ela tem um ciúmes enorme com aquele saquinho que não vem nem mesmo trinta minhocas. Tirando que ela não ligava com isso, ela gostava de chupá-las até que o açúcar saísse todo e talvez, ela pensaria se daria aquilo á ele.

Era raro que ela o chamasse de “amor”, e quando ela fazia isso, ele ficava se derretendo por dentro. Ela costumava acordar mais cedo que ele, e ficava o chamando até que este também acordasse para falar com ela, mesmo que fossem somente 07:00 da manhã e ela estivesse com insônia. Os dois passavam horas conversando sobre coisas idiotas, coisas que ele tinha o poder de fazer que ela risse. Não tinha hora melhor, do que quando ela encontrava Naruto online e ele fosse correndo á chamar “Oi amor *-*”. Sakura ás vezes se mostrava uma garota “fofinha”, o enchendo de apelidinhos melosos, ele nem imaginava a força que ela fazia para o chamar daquele jeito.

Eles sempre viviam brigando, porquê ele sempre escolhia o personagem mais mal para ser o seu favorito, não importasse qual coisa fosse que ele gostasse, e ela não gostava daquilo, já que o personagem favorito dele sempre matava o personagem favorito dela. Ele sempre tentava fazer ela mudar a opinião sobre o personagem favorito dele, e dizia que algum dia, ainda á faria o amar, mas ela dizia que isso nunca iria acontecer. Mas, se pensado por um lado, quando ela havia falado com ele, ele era fake daquele personagem mal que ela odiava tanto e agora ela o ama, talvez isso viesse mesmo á acontecer.

Ela odiava as vezes que chovia o dia todo, e tinha que ficar com o computador desligado sem falar com ele. Se lembra, que até ele ficava puto com aquilo e sempre perguntava “na sua cidade só chove né? ._.” e ela respondia que sim, apesar de não ser culpa dela, já que sempre pedia para que nunca chovesse. Ela ficava tão alegre quando o dia passava com o céu azul, sem nenhuma nuvem ou sinal de que iria chover. Uma vez ficara com o computador ligado, mesmo que estivesse trovejando e sua mãe gritando do quarto para que fosse deitar. Eram tantas coisas que ela havia feito por ele, mesmo que fossem pequenas, que ela ás vezes perdia a conta.

Se lembra da vez em que ficaram o dia todo discutindo que blusa deveriam comprar. Eram duas, como metades, que ele e ela usaria. Ela deixou que ele mesmo escolhesse, já que ela era horrível com aquelas coisas. Ele uma vez falou que as camisetas já haviam chegado, e que estavam guardadas, uma ao lado da outra, só esperando para que eles á pegassem e vestissem. Ela estava ansiosa para vestir aquela blusa, mesmo que ela talvez fosse ficar grande para ela e teria que esperar crescer mais um pouco, por mais que ela soubesse que não iria crescer mais do que já havia crescido.

Ah, se ele soubesse a enorme dor que ela estava sentindo por ele não voltar logo, como combinado. Uma coisa do combinado, era que ele voltaria bem de verdade e que depois daquilo, seriam felizes sem mais nada para atrapalhar. Era uma das coisas que ela mais sonhava, mesmo quando estava acordada. Tudo, que ela olhava ou ouvia, lembrava ela dele. Ela imaginava como deveria ser a voz dele, o gosto de seu beijo e o calor de seu abraço. Pequenos detalhes que ela necessitava saber.

Ela ri ao se lembrar das idéias que ele costumava ter, como a vez que ele disse que queria fazer uma viagem com ela, segundo dele “sem malicia, ou segundas intenções, somente sentir o seu corpo no meu.” e ela também queria e muito aquilo. Queria pegar a mochila e enfiar qualquer roupa lá dentro, deixar tudo para trás, e correr para junto dele, não deixando nenhum aviso para onde havia ido. Ela queria sumir no mundo ao lado dele e, saber o que era ser feliz de verdade.

Sakura se deitou novamente no sofá, respirando rápido e sabendo que logo começaria á chorar. Estava sozinha em casa, o que agradeceu quando sentiu as lágrimas descerem pelo rosto. Ninguém sabia, mas quando todos saíam e iam para o trabalho, ela chorava e até gritava praticamente o dia todo. Na hora do banho, ela pensava mais do que costumava cantar. Era saudade, preocupação e todos os sentimentos que ela não conseguia dizer á alguém sem que começasse quase imediantamente á chorar. Depois que ele “se foi”, ela havia se tornado mais sentimental, ficando triste até com apelidos que ela já era acostumada á ser chamada. Tudo á feria de um jeito que ela não sabia como e parecia que conforme os dias iam passando, ela sentia mais vontade de morrer ou até mesmo não ser ela mesma. Queria trocar de corpo, talvez, com alguém que fosse realmente feliz. “Felicidade” era uma palavra um pouco desconhecida na vida dela, que não bastava ter perdido o pai, ainda tinha que aguentar as grosserias e “Você não serve pra nada.”, da mãe. A vida dela estava um caos, e ela sabia muito bem disso, por mais que sorrisse para disfarçar que nada estivesse acontecendo por dentro de si.

[...]

Ela não sabia quantas horas havia chorado, ao ponto de acabar dormindo, mas acordou com o barulho da campainha sendo tocada mais de duas vezes ao mesmo tempo e os cachorros latindo no quintal. Quando estava sozinha, não costumava abrir o portão para ninguém, já que sua mãe tinha uma chave. Mas quem estava lá fora, insistia em querer entrar e ela teve que ir lá.

– Quem é? – ela perguntou, chegando perto do portão e abrindo o correio para poder ver alguma coisa. Achou um pouco estranho ao se deparar com um par de olhos azuis, que ela parecia conhecer bem.

– Se abrir, vai saber... – respondeu a pessoa lá fora, ela não conhecia aquela voz, mas aqueles olhos ela não podia confundir.

Não podia ser quem ela estava pensando que era, isso era... impossível. Ela foi abrir o portão, mas viu que este estava trancado. Correu para dentro e gritou um “Espera aí!” e deu tempo de ouvir uma risada. Quando voltou com a chave, tentava abrir o mais rápido que podia, mas á aquele ponto sua mão já estava tremendo e depois de muitos minutos tentando, ela abriu o portão com força, mas não havia mais ninguém ali.

Achou estranho demais aquilo, já que tinha visto realmente alguém ali. Quando saiu para olhar se a pessoa não havia corrido, foi surpreendida com um abraço por trás de si. Era o abraço mais diferente que ela já havia ganhado, tirando o fato de que Sakura raramente deixasse as pessoas á abraçarem. Tentou olhar quem era, mas pela força do abraço, não conseguia nem respirar direito. Pode ver que quem estava á abraçando, usava um boné e quase imediatamente se lembrou de quando Naruto disse que ficaria de boné praticamente toda hora.

N: “eu vou de boné”

S: “Mas você vai tirar isso quando estiver aqui.”

N: “nao, só quando a gente estiver sozinho. nao tira quando a gente estiver na sua casa, perto de todo mundo, sério pequena”

S: “Eu sei que sou louca, mas não á esse ponto. Só que você vai ter que tirar quando estiver somente comigo u.u”

– Oi, pequena. – disse, e Sakura olhou para quem estava á sua frente: Naruto. Ela pensava que estava vendo coisas e que aquilo deveria ser um sonho.

– N-N-N-Naruto? – guaguejou, tirando mais uma risada dele. Ela estava quase á ponto de desmaiar, e esperava que ele percebesse aquilo.

Ela olhou para o chão, e viu as três enormes malas que tinham ali. Talvez não havia escutado o barulho delas, ou dele, quando havia chegado, por ter o sono pesado demais, como a maioria de sua família. Esperava que ele não fosse ficar na casa dela, por mais que quisesse que aquilo acontecesse mesmo.

– Pequena, tá me ouvindo? – perguntou, chamando a atenção dela. Sakura ainda estava paralisada, tentando colocar na cabeça que aquilo não era somente um sonho e de que ele realmente estava na sua frente.

– T-Tô. – guaguejou novamente, tentando agir o mais naturalmente possível. – Como você veio parar a-aqui?

– Me desculpe por não avisar nada. – disse, colocando as malas dentro da casa dela. – Mas vir da Alemanha até aqui, demora um certo tempo. Meus pais me deixaram aqui faz algum tempo, e saíram para procurar um hotel pra gente ficar.

– Mas... – começou novamente, se sentando no murinho ao lado dele. – Como sabia meu endereço?

– Lembra da vez em que eu te pedi pra mandar as cartas? – perguntou. Era óbvio que ela se lembrava, mas somente estava sem assunto. As cartas que ele havia mencionado, era as que ele havia escrito em todo o tempo que ficava internado. Por mais que ela esperasse por aquelas cartas, elas infelizmente nunca apareceram em seu correio. – Você tá meia branca... Tá tudo bem?

– O que? – perguntou, tentando involuntariamente arrumar o cabelo, que estava pior do que o normal. – Claro que t-tô bem. Só não acreditando ainda que você realmente está aqui, na minha frente.

Ele sorriu com aquele comentário, e ela viu que quando ele ria mais do que o necessário quando se falavam, ele realmente sorria da mesma forma. Havia percebido que ele ainda não tinha muito cabelo, apesar de com o boné, não aparecer quase nada. Ele era lindo, e para ela, não importava que jeito ele estava ou não, sempre pensaria nele daquele jeito.

– Quis fazer uma surpresa de aniversário. – ele disse, recomeçando a conversa. – E á propósito... Feliz aniversário, amor.

Ela não pode se conter, e acabou ficando vermelha quando o ouviu chamá-la de “amor”. E era ele quem deveria ganhar parabéns e não ela, porquê ele havia feito a melhor surpresa de aniversário que ela já havia tido em toda sua vida, que era chata, até o momento em que ela decidiu se levantar e ir abrir o portão.

– Obrigado... – agradeceu, sem saber o que dizer. O incrível era isso: ela tinha milhões de assuntos com quem conversava virtualmente, mas quando ficava perto dessa pessoa, mesmo que ela morasse na mesma cidade que ela, acabava ficando sem saber o que falar. – São quantas horas?

Ele não respondeu, e sim levantou o celular para que ela mesmo vesse. 13:13. Ele sempre acreditara “nessas coisas” de horas iguais, mas ela não. Ás vezes, quando ele estava internado, ela até acreditava um pouco que ele poderia estar pensando nela. Mas uma vez, ela disse que era impossível isso, que não era possível que ele ficava pensando somente nela o tempo todo. Ele somente riu daquilo.

– Tá de brincadeira, né? – ela perguntou, deixando a vergonha um pouco de lado e o abraçando novamente. Uma hora ou outra, ela teria que deixar mesmo a vergonha, imagine quando ele á pedisse em namoro... – Sério que você veio da Alemanha até aqui?

– Sério. – respondeu, á abraçando forte. – E você sabe que pode fazer um pedido, já que hoje é seu aniversário, né?

Ela pensou. Tinha tantas coisas que ela queria pedir, mas o que ela sempre sonhou estava á abraçando naquele momento. Se ela o tivesse, não precisaria ter mais nada, pois já seria muito feliz todos os dias. Mas havia uma coisa que ela queria pedir.

– Hum... – ela pensava se falava de uma vez ou não. – Por favor, nunca mais me deixe de novo.

– Você não precisa pedir isso. – ele respondeu, enquanto á abraçava mais uma vez. – Porquê já sabe que eu não farei isso de novo.

Ela sorriu, tendo a certeza que ele não faria mais aquilo. “Ele deveria parar de me olhar desse jeito...” ela pensava, enquanto ele sorria e arqueava as sombrancelhas, somente para á fazer sorrir. Não importava o que ele tinha que fazer, vê-la sorrir era uma das melhores coisas da vida dele. Ele parou de sorrir e ela percebeu que seu olhar estava para sua boca, ela ficou um pouco vermelha com aquilo, mas não teve tempo de pensar se o beijaria ou não, porquê ele já havia feito aquilo.

S: “Eu tenho medo, Ino. E se eu fizer alguma coisa errada quando ele me beijar, e se ele não gostar do meu beijo? D:

I: “Para de drama, cara. Vocês vão se acostumar com o tempo *-*”

S: “É, eu espero que seja assim mesmo :c”

Quando Sakura deu por si, sentiu que o beijo de Naruto era o melhor que ela já havia provado, tirando que ela só havia ficado com um menino em toda sua vida. Ela se lembrava que uma vez havia comentado com ele sobre aquilo, e ele ficou puto quando ela disse aquilo, porquê por mais que não estivesse ao seu lado quando ele leu aquilo, soube, já que ele ficou mais de uma hora sem falar com ela, o que nunca seria normal. Não enquanto ele fosse ele.

S: “Aí eu fiquei com o menino de trás de uma sorveteria, na frente de todo mundo da escola.”

N: “hã? vc nunca tinha me falado que tinha ficado com esse menino”

S: “Já sim, você que sempre se esquece das coisas. O nome dele era Sasuke, e depois que a gente ficou, ele nem olhou pra minha cara de novo.”

– Eu realmente te amo. – ele disse bem baixinho, somente para que ela pudesse ouvir e mesmo que tivesse alguém perto não ouviria.

– E-Eu também. – respondeu, se xingando mentalmente pelo motivo de sempre guaguejar quando fosse falar com ele. Ela nunca havia sido ótima em demonstrar amor, por mais que tentasse.

– Responda direito, pequena. – ele mandou.

– Eu também te amo. – disse tudo de uma vez só e agradecendo por não ter guaguejado. – Satisfeito?

– Demais. – respondeu de um jeito tão engraçado que ela não conseguiu segurar a risada. Ele realmente era um palhaço, bem mais que se dizia e ela imaginava.

Os dois entraram e ela pediu que ele não se importasse com o enorme barulho que os cachorros faziam do quintal, e antes que ele respondesse, ela deu um grito para que ficassem quietos e quase imediatamente se sentou com ele no sofá. Sakura pode perceber que ele olhava bastante para ela, o que acabou fazendo com que ela se perguntasse o que havia de errado.

– Você costuma receber seus amigos virtuais desse jeito? – ele perguntou, dando uma olhada nela, que estava com um short de pijama curtíssimo e que uma blusa de frio erguida até os cotovelos.

– HAHA, não. – respondeu, tentando puxar o short mais para baixo, mas se ela continuasse á fazer aquilo, ele iria sair em vez de abaixar. – Quando chegou, eu estava dormindo e não deu para imaginar que seria logo você.

– Mas... cadê a minha sogrinha? – ele perguntando olhando para os lados, e fixando o olhar em várias fotos que tinham na sala. Em algumas, ele pode perceber Sakura mais pequena e sempre sorridente. Mas em outras, ela ficava somente de canto e parecia fugir das fotos. – Eu acho que ela vai me amar!

– É, ela vai amar te bater também, porquê ela odeia ser chamada assim. – respondeu, rindo da cara que ele havia feito. – E ela está no trabalho. Vai ficar louca quando souber que eu estava aqui com você, e sozinha. Ela ainda desconfia que você seja um pedófilo.

– Mas que coisa... – ele disse, ficando á centímetros dela. – Não acha que sou um pedófilo, acha?

– Se continuar á me olhar desse jeito... – ela tentava dizer, ao mesmo tempo que o empurrar para longe de si. – Eu juro que vou achar que você é sim!

Ele quase imediatamente começou á fazer cócegas nela, que já sabia que aquilo aconteceria, porquê ele havia falado que faria aquilo. Ela tinha uma risada escandalosa, “de bruxa”, como ela costumava dizer. E ele amava, finalmente, poder ouvir aquela risada. Ela se esperniava no sofá, enquanto gritava para que ele parasse, uma coisa que ele não iria fazer, mesmo que ela gritasse mil vezes.

S: “Eu tenho uma risada estranha, é escandalosa e de bruxa ‘-‘

N: “mentira, sério?”

S: “Uhum. É estranho e eu me nego á acreditar que rio desse jeito ‘--‘”

– Sério, para! – ela gritava, enquanto tombava a cabeça para trás. Já estava ficando vermelha e ás vezes até tossia.

Depois de alguns minutos, ele parou de fazer aquilo e passou á observá-la. A mania que ela tinha de estreiar os olhos, quando queria descobrir algo. Aquele cabelo, que ele achou bem mais lindo do que nas fotos. E aqueles olhos, ah, os olhos de Sakura, eles eram diferentes para ele. Ela podia conter angústia e sede de vingança ao mesmo tempo naqueles profundos olhos, e ele acabava que se encantando com aquilo, embora só estivesse á olhando fazia um minuto.

Ela tinha um dom, que ele achava estranho, mas gostava, de o fazer se sentir finalmente bem, e de verdade.

– O que você tá olhando tanto? – ela perguntou, estreitando mais os olhos.

– Você. – ele respondeu, vendo ela abaixar o olhar, obviamente porquê estava com vergonha. – É bem mais linda do que naquelas duas fotos que me mandou, principalmente na primeira.

Ela não sorriu com aquele comentário brincalhão, como ele imaginava que iria. Mas quando ele iria pedir desculpas, ela levantou a cabeça para cima e sorriu. Embora fizesse isso em menos de um segundo, ele pode perceber que ela estava com os olhos cheios de lágrimas.

– Eu sou sua e você é meu... – ela começou em meio ás lágrimas, que desciam por seu rosto. – Se lembra?

– Eu sou seu e você é minha... – ele também disse, mudando um pouco a frase que eles viviam dizendo um ao outro. – Valeu?

Ela respondeu aquilo com um sorriso, apesar de ainda estar chorando. O segundo beijo deles foi molhado, por causa de suas lágrimas que caíam sem parar, mas mesmo assim eles gostaram. Ela só imaginava o que diria quando sua mãe chegasse em casa, e ele se perguntava como ele pode agüentar ficar tanto tempo longe dela.

[...]

– Não olha pra esses muleques safados não! – disse Naruto, pela quinta vez somente na mesma rua.

Fazia dois dias que ele havia chegado mais a família, e embora o hotel que havia achado era um pouco longe da casa dela, ele sempre ia correndo para lá. Ganhou facilmente a confiança de sua mãe, e como combinado, ela segurou sua mão quando ele foi falar com ela. Ele estava muito nervoso e sua mão suava, mas com os sorrisos dela, ele conseguiu dizer tudo o que pretendia fazia tempo.

Naquele dia, ela havia saído mais ele, para dar uma volta no setor onde morava. Acabou fazendo ele comprar um saquinho do famoso doce em forma de minhoquinhas, e ela tirou todo o açúcar e o que sobrava, dava á ele. Mas, o passeio seria melhor, se Naruto não ficasse encarando todos os meninos que passam por ali e olhavam para ela. Tinham razão, por causa daquele short curto que ela havia decidido sair, somente por causa de um pedido dele. Ele era ciumento, como falava quando conversavam e era bem mais do que ela imaginava. Quando ela falava dos meninos que tinham em sua sala, ele falava para ela não olhar pra aqueles “moleques safados” e ela ria. Mas não conseguiu rir quando ele dizia isso para ela.

– Eu não to olhando pra ninguém, além da sua mão. – ela disse, se referindo a mão esquerda dele, que tampava seus olhos. Ela parecia uma cega, enquanto tentava andar com ele tampando seus olhos.

– Ah, me desculpe. – ele respondeu, tirando sua mão dos olhos dela. – Mas não é pra olhar pra esses moleques safados de novo!

– Eu já disse, não estava olhando. – quis explicar, mas ele bufou e cruzou os braços enquanto arrebitava o nariz. – Não tenho culpa se as pessoas também tem o direito de me olhar. E para com essa coisa, ou eu vou embora.

Já era a sétima vez que ela ameaçava ir embora, mas não conseguia cumprir aquilo. Sakura era o tipo de garota que sempre ameaçava fazer algo, porém nunca sabia cumprir o que falara. Um exemplo disso, era quando ela prometeu á ele que quando eles se vissem pela primeira vez, ela não choraria. Pedir para que ela não chorasse, mesmo que ela mesma fizesse isso, era algo... impossível. Ele não sabia, mas ela estava quase realmente desistindo de tudo. A dor da falta dele, e os problemas familiares, estavam acabando completamente com si.

– Você vai voltar pra escola, não vai? – ele perguntou, vendo que ela havia desviado o olhar para o chão após aquela pergunta. – Ah, vamos, pequena. Você não pode repetir de novo.

– Eu sei que não posso. – respondeu, o olhando dessa vez. Era fácil dizer para ela simplesmente ir. Ela havia ido uma vez, em uma terça-feira, mas nunca mais voltou. Ela não tinha cumprido a promessa de que iria. – Qualquer dia desses, eu apareço lá.

– Mas quando? – perguntou de novo, deixando ela nervosa. – Já estamos no meio do ano, Sakura.

– Eu sei que já estamos no meio do ano, e que logo as férias vão vir. – ela respondeu, pensando o quão boba havia sido por não ter ido á escola todo esse tempo. – Mas acho que ir não vai mais adiantar. Já devo ter repetido, por não ter nenhuma nota.

– Tudo bem. – ele disse, á deixando um pouco assustada com aquela resposta. Imaginava que viria mais um sermão. – A culpa não foi sua. Mas no próximo ano, vai ir todos os dias, ouviu?

Ela não respondeu nada, apenas virou as costas enquanto resmungava um “rum”. Ele quase imediatamente riu do jeito em que ela saiu andando, e correu atrás para lhe dar um abraçado. Daria tudo certo, se em meio á essa corrido para o abraço, ele não fosse tão rápido, ao ponto de fazer com que os dois caíssem no meio da rua. As poucas pessoas que passavam ali, olharam e riram daquela cena. Mas ela não achou graça alguma, principalmente quando levantou e viu que havia sujado o short.

Ele riu e teve de ir embora abraçado á ela, uma coisa que os dois amaram fazer até o caminho de casa. Por mais que ela ainda estivesse tímida por ter ele ao seu lado, ia se soltando aos poucos. E quando ele se sentou com ela na calçada em frente á sua casa, ela foi capaz de olhá-lo e dizer “Eu te amo.” sem que ele precisasse pedir ou implorar.

[...]

– Pode me dizer o que caralhos está tentando fazer?! – ela perguntou novamente, enquanto tropeçava.

– Shii... – ele pediu, rindo de como ela estava com raiva. – Não vou falar nada, ou vai acabar estragando a surpresa.

– Surpresa?! – ela perguntou parando. Estava com os olhos vendados, teve de o procurar com as mãos no ar como se fosse cega. – Você sabe que eu odeio esse tipo de coisa!

– Como você não gosta, se nem sabe o que é? – ele perguntou de volta, tentando se desviar das mãos dela.

– É por isso mesmo que eu odeio... – ela respondeu, e ele pode ver uma mudança no tom de voz dela dessa vez. – E eu não vou mais andar!

Ela havia parado e não parecia ter a intenção de voltar á andar. Tinha os braços cruzados e o nariz arrebitado, de um jeito que ele achava fofo quando ela fazia isso, tirando que ele achava 99% das coisas que ela fazia.

– Você não vai mesmo continuar á andar, não é? – ele perguntou e ela negou com a cabeça. – Então, vou ser obrigado a fazer isso... – ela iria perguntar o que ele faria dessa vez, mas não teve tempo para isso. Quando viu, estava nas costas dele e não tinha como escapar dali, não enquanto tinha as mãos amarradas e os olhos vendados.

O caminho inteiro se seguiu com ela berrando para que ele á colocasse no chão, mas ele somente riu e seguiu com ela daquele jeito. Uma hora, ela até ficou quieta por alguns minutos e ameaçou começar á chorar. Mas logo voltou á gritar e o xingar, dizendo que quando ela estivesse no chão novamente, iria o chutar e ficar sem o beijar por mais de um mês. Ameaças que ele mais do que nunca queria que não pasassem de palavras.

– Pronto. – ele disse, á colocando no chão e tirando a venda que antes tampavam seus olhos. Ela olhou em volta, e ela estava em um... parque?

– Agora pode explicar porquê diabos me trouxe aqui. – mandou, como sempre fazia. Mas ele não disse nada, apenas foi andando para trás e estava sorrindo, o que ela não gostou.

– Vem comigo e vai descobrir. – disse, vendo a cara de dúvida que ela tinha.

Quase imediatamente ela o seguiu, infelizmente correndo, já que ele naquele ponto já estava um pouco longe. Ela pode perceber que já estava escuro, e sabia que estar em um parque naquela hora, era loucura, apesar de não ter ninguém além dos dois lá. Não que ela quisesse ir embora, totalmente pelo contrário, queria ficar e descobrir o que ele estava aprontando. Porquê ela sabia diferenciar os sorrisos que ele dava e logo teve certeza de que aquele era de quando ele estava fazendo algo, que ela particularmente esperava que fosse bom. Fazia tanto tempo que não saia de casa, que quando saia com ele e queria voltar, acabava quase se perdendo e ele sabia muito bem disso.

– Me espera! – ela disse, mas ele não ouviu ou fingiu muito bem. Quando ele parou, ainda de costas, ela não viu e acabou trombando com ele, soltando um gritinho fino que ele teve a capacidade de rir. Ele levantou um dos dedos até a boca, como se pedisse que ela fizesse silêncio e foi o que ela fez, mesmo não sabendo o porquê daquilo.

Ele pegou a blusa dele e entregou á ela, que aquele ponto tremia mais de ansiedade do que de frio. Se surpreendeu e ficou ainda mais confusa quando viu ele pegar um violão, que estava por trás de uma rocha que ela não tinha percebido existir antes. Ela sabia daquele violão, praticamente desde a primeira conversa que haviam tido. Ele sempre costumava falar nele e em como ele sempre estava sujo, mas nunca conseguia o jogar fora. Uma vez até á disse que havia feito uma música para ela, mas ela achou que aquilo sim deveria ser a maior brincadeira que ele já havia feito em toda sua vida. Mas se surpreendeu quando ele começou á cantar a letra de uma música que ele havia mostrado para ela. Ela não sabia o que fazer, se sorria ou chorava, se ia o abraçar ou ficava quieta. Decidiu somente ficar ali e o olhar com os olhos arregalados.

– Quer namorar comigo? – ele perguntou, fazendo com que ela se esquecesse totalmente de que ele desde que chegara, não havia lhe perguntava aquilo antes.

– Q-Quero. – respondeu, sorrindo e ao mesmo tempo já chorando. Amarrou a blusa na cintura, correndo o máximo que podia e quase o derrubando no chão.

Ela não chorava de tristeza, e sim de alegria. Porquê ela nunca havia imaginado em toda a vida, que teria um melhor amigo e acabaria se apaixonando por ele. Assim como não imaginava que se apaixonar por ele, por mais que fosse doloroso algumas vezes, havia se tornado a melhor coisa que poderia ter feito.

[...]

Anos depois, após Sakura finalmente terminar a escola, Naruto á pediu em casamento. Foi difícil aceitar no começo, e ela até teve que ter um tempo para pensar. Não para lhe falar um “não” e sim um “com certeza”. Sua mãe achou um pouco estranho, já que ele era um pouco mais velho que ela, mas cedeu. Naruto, como ela já sabia, começou á trabalhar na empresa do pai e hoje em dia subiu mais do que o esperado. Sakura, assim como ele, começou á trabalhar alguns anos depois, mas em uma biblioteca da antiga escola. Um emprego que Naruto não gostou nada no começo, já que a maioria dos meninos só iam lá para vê-la. Ela não ganhava tanto, mas gostava de ficar em meio á aqueles livros que ela gostava tanto.

– Tenho uma coisa pra te falar. – ela disse, enquanto estavam sentados na escada na frente da casa dele. – Estou grávida.

– Sabia que essa é uma das melhores coisas que eu já ouvi, depois do seu “Eu te amo”? – ele perguntou, como resposta, se inclinando para poder á dar um beijo.

E eles viveram não tão felizes para sempre, por causa das inúmeras brincadeiras sem graças que Naruto era capaz de fazer quando descia as escadas correndo pela manhã, assim como quando tomava banho na banheira, fingindo estar se afogando. Pequenas brincadeiras que Sakura não gostava na hora, mas que nunca resistia não rir no final.

Notas finais
Me desculpem pela edição fail da capa, minha nee-chan preferiu comer do que á me ajudar á editar. Bisca, não?
Meu aniversário é domingo, dia 2 e estarei fazendo 15 anos. Quem vai ser a pessoinha linda que vai me dar um presente adiantado comentando? Ninguém? Okay.
Até a próxima, minna *-*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!