Discovering New Worlds

5 Cap. 4 - Sim ou não? Eis a questão


Notas iniciais
Olá, Como vai vcs??
Demorei muito?
#enjoy

Pov. Vicktoria Hancock


Sabe? Sempre achei que eu já tinha sofrido o suficiente e que eu poderia viver em paz desde a revolução... Como eu estava errada.

Agora se passaram 4 meses que voltei para meu distrito, já completei meus 14 anos, conseguimos reconstruir nossa casa e ganhamos um pequeno pedaço de terra. Katiniss matou Coin e agora Paylor é a presidente de todos os distritos. Estávamos vivendo muito bem, até que minha querida tia Karina não suportou aquela forte doença que a atormentava desde que chegamos...

Eu e meus irmãos tivemos que se mudar para um lugar onde as crianças orfãs ficam, chamado orfanato, eu acho... Ás vezes, quase que raramente, vem pessoas ricas que adotam as crianças mais bonitas. Tento nos deixar menos apresentáveis possíveis, pois se não vão nos separar. Até agora estamos juntos. Mas a vida aqui é muito ruim, quase não tem comida, não tem muito espaço e muita gente fica doente fácil aqui. Estou totalmente desesperada para viver em algum lugar melhor, também não posso fugir pra floresta, pois há guardas por toda parte para não deixar as crianças em perigo e também estamos com medo de pegar a doença que tia Karina pegou lá. Toda vez que olho pra aquele olhinho sapeca do flash, do olhar inteligente do Adam ou dos fofos olhos da Emma, me bate uma tristeza de não poder dar a eles uma vida melhor que essa. Eles tentam ser fortes, mas eu consigo perceber que estão tristes, com fome e sede, querendo conforto e privacidade. Meu coração se parte ao ver lagrimas caindo pelos seus rostinhos.

O distrito mudou muito, todos reconstruíram suas casas, montaram lojas, todos podem mudar de distrito, ganharam um pequeno pedaço de terra para sua sobrevivência, construíram vários hospitais pela cidade, etc. Tudo isso aconteceu aos poucos, e ainda não mudaram nada do orfanato, continua a mesma coisa de antes.

Está na hora de recolher e corro para pegar lençóis para mim e meus irmãos. Quando chego, brigo com algumas crianças e consigo pegar 3 lençóis.


__ Olha! Hoje consegui três. — digo sorrindo.


Divido meu lençol com Emma que fica bem encolhida no canto. Quando a noite chega, ela puxa o lençol pra si, me deixando com uma parte bem pequena. Mas não tenho coragem de puxar de volta, porque sempre quero o melhor pra ela, mesmo que isso signifique que eu vou ficar com muito frio. Sinto o vento da noite fria chegando, e começo a tremer, o frio é muito grande e cerro os dentes para que eles não fiquem batendo. Não consigo pregar o olho a noite toda, estou com um pressentimento muito ruim em relação a amanhã...

Os primeiros raios de sol atravessam as minhas pálpebras, acho que dormi bem no lugar do buraco do teto. Muitos já levantaram, mas ainda há alguns que dormem como o Adam e a Emma. A comida já havia sido entregue, corro, mesmo sabendo que não iria ter mais nada para pegar. Por incrível que pareça, consigo uma maça, mas quando olho direito, está totalmente bixada e podre. Tudo bem, mais um dia sem comida, acho que não vamos durar muito mais tempo aqui.


__ Vamos, acordem. Temos um longo dia pela frente — falo enquanto tento acordar meus irmãos.


__ Crianças — disse à mulher que cuida da gente, querendo chamar atenção — A presidenta Paylor está trazendo um comunicado, queremos todos no pátio, agora!


Ela sai apressadamente, enquanto muitas crianças correm atrás dela. Chamo meus irmãos pra irmos ver o que era, mas a Emma está muito indisposta e preciso levá-la no colo.

O pátio está lotado de crianças de todas as idades, com poucas árvores secas e um grande telão, onde há a imagem de Paylor nele.


__ Queridos cidadãos de Panem, é com grande louvor, que anuncio o reinicio dos Jogos Vorazes. — ela fala e todos começam a comentar, eu fico muito surpresa e decepcionada — Mas será diferente. Somente as pessoas que quiserem irão, mas tem que ser por livre e espontânea vontade. Qualquer distrito poderá ou não participar. Quem conseguir ser sorteado para participar, seus familiares receberão 4 meses de alimentos, me desculpem por não poder oferecer mais, mas não estamos em condições. Somente adolescentes de 14 a 18 anos de idade que poderão participar. Os tutores estarão à escolha dos tributos. Devo lembrar que estamos fazendo isso, por causa dos inúmeros pedidos para ter os jogos e porque trará benefícios para todo o bem de Panem.


A imagem desaparece. Durante cerca de 3 minutos, todos ficam em silencio, surpresos de mais para falar algo. Posso até imaginar que lá fora esteja em silencio também, pois só ouço o barulho do vento e dos insetos.


__ AAAAAAAAAHHHHHHH!!! — um grito é ouvido lá fora, despertando todos daquele transe.


Corremos para a janela e vimos que era a mãe de Rue, ela tinha mais filhos e não suportaria se perdesse mais um. Algumas pessoas vão ajuda-la, falando coisas e dando um pouco de àgua. Saio da janela e vou até os meus irmãos, posso ver medo e angustia naqueles pobres olhinhos, na verdade, posso ver em todas as crianças daqui. Todos estão com medo de irem ou levarem seus irmãos para os Jogos. Mas isso não pode estar acontecendo, isso não era para acontecer, eu pensava que Paylor nunca admitiria esses novos Jogos Vorazes...

Uma ideia brilha na minha mente, se eu pudesse participar desses jogos, meus irmãos teriam 4 meses de alimentos e eu poderia ter a chance de ganhar. Se bem que eu acho que eu não teria um pingo de chance de vencer contra os carreiristas. Eu podia tentar usar o meu dom, se bem que as pessoas iriam achar muito esquisito. Mas eu poderia pedir pra Nathville (a única menina com quem falo no orfanato inteiro) para cuidar e deixar meus irmãos apresentáveis e bonitos, para serem adotados, tendo uma vida melhor. Eu estou achando que não vamos durar mais que uma semana. A imagem de Paylor reaparece.


__ Por favor, pensem até amanhã. Se tiver muitos tributos à serem escolhidos, sortearemos. — disse ela — Depois de ser sorteado, o tributo terá um dia para escolher seu tutor, se despedir de sua família e recolher alguns pertences.


Tudo bem tenho um dia para tomar a maior decisão da minha vida... Essa decisão pode mudar totalmente meu destino, ou eu morrendo, ou eu ganhando. Lá não teria opção. Seria Matar ou Morrer. Mas não acho que eu teria coragem de matar qualquer pessoa por pior que ela fosse...

Decidir. Eu tenho que decidir e rápido. Só há mais um dia.

Sim ou Não? Eis a questão.

Notas finais
Hum... Achei esse capitulo muito ruim, ele ficou chato, mas o prox. vai ficar melhor e maior.
Deixem reviews para deixar uma escritora feliz, plis!
Fofuxos, tenho um aviso (na verdade são dois):
1-Eu to pensando em desistir da fic, tem poucos reviews e ela só tem 2 leitores que eu saiba...
2-Eu acho que vou demorar um pouco pro prox., mas ele já tá escrito, só que quero terminar o cap. 6 logo... E eu to em semana de provas e tenho que estudar.
Bom, acho que é só isso.
Bjs, xauzinho e quero muitos comentarios!!!