Discovering New Worlds

2 Cap. 1 - Minha vida antes de tudo...


Notas iniciais
Oie...
Esse capítulo fala sobre o passado da Vicktoria, depois no final volta ao normal...
Espero que gostem fofuxos!!!

Acordo sem a mínima vontade de ter que assistir aos sangrentos vídeos dos Jogos Vorazes, mas há somente mais 3 participantes, ainda me lembro da minha querida amiga Rue, ela era 2 anos mais velha que eu, quando foi sorteada no dia da colheita e agora? Ela está morta.

Mas ainda tenho esperança, vou sair de Panem e conseguir viver feliz. Levanto-me da cama e vejo que meus irmãos ainda dormem, vou ate meu pequeno armário e pego uma camisa e um short, depois de terminar de se vestir vou até a cozinha. Sorrio ao ver que conseguimos dinheiro para comprar pão hoje, acho que pode durar pelo menos um dia. Meu pai chega e acordam todos. Depois de todos estarmos arrumados nos encaminhamos a praça, mas com certeza vou sair dali, mas tenho que esperar até que todos cheguem, pois assim não hà tantos pacificadores perto da cerca. Avisto minha melhor amiga, Mary, e seu irmão, Richard, de longe, eles também me vêem e se aproximam.

__Oi! Querem ir para a floresta?- sussurro a eles. Que assentem.

Tudo pronto, agora nós vamos para perto da cerca, eu assovio e imediatamente pássaros chegam e eu penso: "Olá, passarinhos lindos, quero a ajuda de vocês para irmos a floresta, mais eu quero que façam tudo em silencio". Assim eles nos seguram e vamos para floresta por cima da cerca.

__ Ainda não me acostumei com isso, parece que podemos voar — Diz Mary com um olhar sonhador. Sorrio para ela.

Quando chegamos lá, já comecei a me sentir melhor, parece que estar em contato com a natureza me fortalece. Ainda me lembro quando descobri como chegar aqui.

Eu tinha uns 7 ou 8 anos, era de manhã e eu não queria assistir nenhum vídeo dos jogos, assim como hoje. Eu estava muito emburrada com alguma coisa, então sai de casa e me sentei perto da cerca. Desejei que eu pudesse sair daquele mundo injusto e fosse para algum lugar que não estivesse habitado por essas pessoas horríveis, então vi muitos pássaros se juntarem perto de mim, arregalei os olhos, incapaz de gritar por ajuda, enquanto me levavam para a floresta. Senti-me muito feliz e passei o dia todo cantando, nadando (è, eu aprendi a nadar), explorando, mas tomei muito cuidado, porque mesmo com a minha idade eu era muito esperta e sabia dos perigos. Desde então venho aqui sempre quando algo me aborrece ou estou sem nada pra fazer.

__ Então? Estão todos falando de uma possível revolta aqui no 11, você sabe de alguma coisa? — Mary fala, me tirando dos meus pensamentos.

__Não, mas quero muito acabar com a capital. — respondo

__ Quem é que não quer? — diz Richard com sarcasmo.

Richard e Maryenne são os irmãos Bosun, mais o Richard é 3 anos mais velho que a Mary e eu, ja que temos a mesma idade. Mas eu o acho muito bonito e tenho uma leve paixão por ele. São muito amigos meus e sempre os levo comigo para essa floresta. Só contei a eles e a minha família, meus pais sempre ficam super preocupados comigo, mas no fim eles me deixam vir e eu também trago algumas plantas e frutas para comermos.

Passamos o dia inteiro na floresta, colhendo algumas plantas e frutas, também fiz três balanços de cipó e nos divertimos muito. Mas quando voltamos, toda a população do 11 estava inquieta e estranha. Então fui para casa, quando cheguei lá encontrei minha tia Karina.

__Filha, arrume suas coisas, vocês irão para a floresta hoje, só que vão ficar lá ate que tudo fique calmo novamente — meu pai disse

__Tudo bem — respondi sorrindo, ir morar na floresta vai ser maravilhoso – Vocês já arrumaram as suas coisas?

__Não vamos ir com vocês, temos que lutar nessa revolta para que a Capital seja destruída.

__Mas sua tia Karina vai cuidar de vocês, se comportem e só voltem para comprar alguma coisa muito necessária, ok, mocinha? — fala minha mãe, Verônica, com aquela voz preocupada.

Concordei e levei meus irmãos mais novos e Karina para a floresta, estava muito triste por ter que ir sem meus pais, mas tenho que me manter forte para dar exemplo aos meus irmãos, mesmo tendo apenas 10 anos, quase 13.

Naquela noite tive um sonho muito estranho:

Eu estava em uma caverna (eu acho) muito bonita, com cristais que lançavam luzes coloridas, lindas flores, um chão coberto por um musgo verde e macio. No centro havia uma cama com um homem estranho... Ele era metade humano e metade bode com chifres, mas as vezes virava um homem com mais ou menos 40 anos e cabelos castanhos, mas ambos tinham olhos iguais aos meus: mais azuis do que o céu. Tinha alguns animais fofos e diferentes andando em torno da cama. Havia também 2 meninas e 3 meninos olhando para aquele senhor.

__...final. — O homem falou. E depois olhou diretamente para mim e falou em minha cabeça: “Adeus.”

E fechou os olhos e se dissolveu lançando uma nuvem branca que invadiu a boca daqueles adolescentes.

__ NÃOO

Foi um grito estridente que, quando chegou aos meus ouvidos percebi que fui eu quem gritou... Acordei tremendo e suando frio. Aquele homem simplesmente desapareceu... E o mais estranho foi aquela voz, que é a mesma que eu sempre ouvi na minha cabeça em toda minha vida, sempre me ajudando e dando conselhos. Falou uma única palavra à mim: "Adeus", mas senti uma tristeza imensa e uma dor no peito, como se eu tivesse perdido alguém muito importante. Tirei esses pensamentos da minha cabeça e fui procurar alguma coisa pra comer.

2 anos depois...

Já faz muito tempo que estou sobrevivendo na floresta com a tia Karina, Emma (minha irmãzinha de 5 anos), o Adam e o flash (gêmeos de 9 anos), vivemos precariamente em uma pequena casa de madeira na floresta. Muitas vezes faltou comida e água, mas conseguimos sobreviver até agora. Raramente vou ao distrito só vou se estivermos precisando muito de algo. Hoje vou voltar para o distrito para comprar mais iodo, para poder purificar a água, mas principalmente alguns remédios para Karina, que está muito doente, e primeiramente, vender algumas ervas e frutas que colhemos na nossa pequena horta para conseguir dinheiro.

Chego lá e me deparo com um distrito devastado com bombas explodidas recentemente e vários feridos, mas então aparece a imagem de uma mulher em todas as telas dizendo:

__Finalmente conseguimos derrubar a capital e agora vamos seguir um novo rumo para todos nós, iremos investir tudo que antes pertencia à capital para garantir um melhor desempenho e justiça em todos os distritos.

Com essas palavras todos (os que podiam) aplaudiram e sorriram, parabenizando a todos. Depois de alguns segundos percebi o que aquilo significava e corri de volta à floresta.

__Vamos voltar para casa — gritei bem alto para todos ouvirem

Notas finais
Eu estou fazendo a história devagar, então pode ser que demore para eu postar, viu??
Bjão, fofuxos