Discovering A New World

14 Capítulo 14 - Problem unless. Congratulations Dad!


- Você!!! – o vampiro ruivo rugiu, enquanto encarava as quatro pessoas que se aproximavam.

- Eu! – foi a resposta burlesca do robusto homem que vinha mais a frente.

Alto, musculoso, com um bronzeado de fazer inveja a qualquer surfista e cabelos prateados na altura do ombro, o homem exalava perigo, suas impressionantes esferas ambares brilhando com sádico divertimento. Acompanhando-o de perto vinham os três Lestranges, Bellatrix saltitando imediatamente para o lado da Princesa Kittyara.

- Pare com isso, Greyback. – Voldemort admoestou-o com um suspiro cansado, já bem acostumado com os embates de ambos. – Lilith, amor, este é Fenrir Greyback, Alfa da Alcateia da Europa. – ele apresentou.

- É um prazer conhecê-la, irmã. – o lobisomem cumprimentou, fazendo uma pequena vênia.

Lilith sorriu para ele e retribuiu a saudação.

- Venham, vamos continuar essa conversa enquanto comemos. – chamou o Lorde das Trevas enquanto conduzia sua noiva para dentro do salão, sendo seguido pelos outros.

Assim que eles estivam devidamente acomodados, com o Lorde das Trevas na cabeceira, Lilith a sua esquerda, Nathanael a sua direita e os outros tomando os assentos restantes (o príncipe dos vampiros ficando extremamente satisfeito quando o elfo negro sentou-se ao seu lado); uma infinidade de alimentos surgiu em cima da grande mesa e logo o barulho tilintante de talheres em movimento encheu o ambiente, acompanhando os murmúrios de conversas paralelas.

- Então Nathanael, você veio sozinho dessa vez? – Tom pediu, servindo-se de uma xícara de chá forte, enquanto observava divertido como a sua adorada companheira emitia um alto ronronar ao se deleitar com sua xícara de chocolate quente.

- Trouxe dois guardas comigo. – o ruivo respondeu, se servindo de um copo de vinho tinto, suas feições ainda ligeiramente emburradas com a presença do lobisomem, que havia se sentado do outro lado do Mestre de Poções. – Eles devem estar cuidando dos cavalos ou coisa do gênero. Meu irmão preferiu ficar em nossa Mansão em Lancaster... Algo sobre estar sendo cortejado.

- Oh, o Greel sendo cortejado? Quem é o louco? – Fenrir se intrometeu do seu lugar entre Severus e Lucius.

- Para a sua informação, Greyback, o companheiro de meu irmão é o nobre silfo William T. Spears. – Lorde Sutcliff respondeu com altivez.

- O filho de Lorde Éollus? – Severus inquiriu com interesse, para extremo deleite do vampiro ruivo. – Eu visitei o seu reino algumas vezes para fins acadêmicos... Estou assombrado que ele tenha permitido ao seu filho sair da sua vista. Os Silphys são bem conhecidos por ser um povo discreto que prefere ficar longe de conflitos.

— Sim, foi realmente uma surpresa para nós quando Lord William apareceu de repente em nosso reino, alegando que meu irmão era seu companheiro. – Nathanael acrescentou, seus olhos esverdeados fixos nas esferas obsidianas do Mestre de Poções, para grande desconforto do mesmo.

A conversa continuou a se desenvolver livremente a partir daí, com Lilith, Narcisa e Bella fazendo planos para as festas de casamento, enquanto eles se serviam com os deleites que os elfos-domésticos mantinham aparecendo sobre a mesa. Foi quase no final da refeição quando o Lorde Ryujin e seu companheiro resolveram aparecer.

- Ah, vocês estão de volta. – Lilith cumprimentou, interrompendo a discursão sobre vestes que ela estava tendo com Narcisa. Ela esperou alguns minutos para que os dois se acomodassem na grande mesa, antes de se concentrar sobre o Kittyara loiro. – Então Phi, quando é que nós vamos sair para comprar as coisas do bebê? – ela pediu, não notando, ou não dando a mínima atenção para as mímicas desesperadas do rapaz.

- Bebê? – Kurogane olhava desconfiado entre a Princesa morena e seu companheiro, ligeiramente confuso. – Que bebê?

Lilith arregalou os olhos surpresa e olhou de um acanhado Kittyara para um confuso Ryujin, antes de fazer a coisa mais normal que qualquer um faria naquela situação. Ela riu. Muito. As gargalhadas ecoando pelo aposento e atraindo a atenção de todos os presentes.

- Oh, isso vai ser divertido. – ela comentou com um sorriso decididamente maligno estampado no rosto. – Minty!

Um “Pop” alto soou quando um elfo-doméstico apareceu ao seu lado.

- O que Minty pode fazer por Milady.

- Traga-me um balde de pipocas, por favor.

Com uma reverência, o elfo desapareceu e, em questão de segundos, um balde cheio de pipoca havia aparecido em cima da mesa. Ronronando satisfeita, a morena se serviu de um bocado e voltou a encarar ao casal, ainda sorrindo como um gato que acabou de comer um canário.

- Eu suponho que o pequeno gatinho aqui não tenha falado com você quando foram para o quarto.

- Nós não conversamos muito, na verdade. – Kurogane resmungou, um tom suspeito de vermelho atingindo as suas bochechas.

FLASHBACK

Ambos caminhavam pelos corredores desertos da Mansão com um silêncio tenso entre eles. Kurogane podia sentir que seu companheiro loiro estava muito nervoso e agitado, mas, por mais que ele tentasse, não conseguia encontrar o porquê daquele comportamento. Em questão de minutos eles chegaram ao aposento que fora preparado para o seu uso e o Ryujin percebeu que as mãos de Phi tremiam levemente quando este se adiantou para abrir a porta. Entrando no quarto, o moreno trancou a porta atrás de si e se juntou ao seu companheiro, que havia sentado na grande e confortável cama King-size. Ele observou em silêncio como o rapaz loiro abriu e fechou a boca várias vezes, procurando algo para dizer. Com um suspiro, o Ryujin serpenteou um braço forte pela cintura do Kittyara e o içou para o seu colo, apertando-o de encontro ao seu peito musculoso.

- Você vai me dizer o que está acontecendo. – ele pediu suavemente, um tanto preocupado com o ligeiro estremecimento que passou pelo corpo do jovem em seus braços.

Um suspiro foi tudo o que o moreno recebeu como resposta. Ficaram naquela posição pelo que pareceram horas, antes do Ryujin se fartar e exigir:

- Phi! Você vai me dizer exatamente o que... – mas toda e qualquer demanda que Kurogane fosse fazer morreu em sua garganta quando seu loiro companheiro o puxou para um ardente e demandante beijo, a língua atrevida fazendo todos os pensamentos coerentes abandonarem a mente do Ryujin.

Mãos ousadas começaram a fazerem o seu caminho sobre o peito musculoso do moreno, arrancando um gemido rosnado do mesmo, enquanto os lábios impertinentes do loiro faziam estragos no seu pescoço.

- Eu preciso de você, Kuro-pon. – Phi sussurrou sensualmente em um dos ouvidos pontiagudos do Ryujin. – Tem sido tanto tempo desde a última vez. – ele acrescentou com um miado queixoso, esfregando sua parte traseira contra a crescente ereção do homem de olhos vermelhos.

Kurogane rosnou mentalmente. Ele sabia o que o Kittyara estava tentando fazer. Aquela não era a primeira vez que o pequeno demônio usava aquele truque para fugir de uma possível repreensão. Entretanto, ao sentir o corpo tenso de seu companheiro contra o seu, o Ryujin deixou-se levar. Talvez uma boa sessão de sexo fosse o suficiente para fazer ao jovem loiro relaxar e lhe contar o que ele havia feito dessa vez.

Com isso em mente, o moreno se rendeu aquelas mãos maravilhosas, que passeavam sensualmente pelo seu corpo. Com um grunhido prazeroso ele ergueu ao loiro em seus braços e jogou-o sem cerimônia no meio da grande cama, usando sua magia para deixar a ambos gloriosamente nus. Com um rosnado cheio de deleite ele avançou sobre o seu companheiro estendido na cama, se pressionando sobre ele e deixando que seus membros se esfregassem um contra o outro, enviando uma onda de prazer por seus corpos.

Ele enredou suas mãos pelas sedosas mechas loiras de seu companheiro e o puxou para um beijo duro e cheio de luxúria, que deixou a ambos sem fôlego. Agarrando os quadris deliciosos abaixo dele, Kurogane puxou até que a bunda de Phi estava completamente à mostra para ele. O loiro apenas miou em apreciação. Ele queria ao seu dominante dentro dele naquele exato momento!

O Kittyara gritou com voz rouca de prazer quando ele sentiu a língua molhada de seu companheiro sondando a sua abertura. Ele imaginou se não tinha morrido e ido para o céu. Aquilo era simplesmente maravilhoso. Phi passou os próximos minutos gemendo e miando com puro prazer, enquanto a língua de Kurogane continuava a prepará-lo com destreza.

Ele gritou novamente quando um dedo se juntou a língua hábil, sondando e deslizando pela sua entrada, esticando-o levemente... Merda!

- Kuro... Mais! Por favor, mais! – o loiro pedia entre miados lamurientos.

- Ainda não. – foi a resposta murmurada quando um outro dedo se juntou ao primeiro, alargando os apertados músculos.

Kurogane ergueu os olhos para admirar seu belo companheiro. Ele sorriu satisfeito com o que viu: um corpo quente e ofegante, uma cauda e orelhas felinas que se contorciam com prazer, bochechas coradas e lábios avermelhados que emitiam gemidos pecaminosos. Para o moreno, aquela era a cena mais erótica que ele já havia visto. Gemendo em antecipação, o Ryujin retirou os dedos e substituiu-os pelo seu próprio membro pulsante.

Com um rosnado, ele se impulsionou de uma vez para dentro do corpo disposto do loiro, arrancando um grito cheio de deleite do mesmo.

- Você é meu! – ele grunhiu, mordendo um ponto sensível no ombro de Phi que o fez gritar mais alto.

- Sim! Sim! Seu. – o Kittyara loiro aquiesceu, entre gemidos e miados prazerosos.

Deslizando a mão pelo corpo abaixo dele, Kurogane agarrou a ereção do loiro e ficou a bombeá-la na mesma intensidade que as suas investidas. Cada vez mais fortes. Cada vez mais rápido.

- Ah! Isso Kuro, bem aí! – Phi gritou quando o seu parceiro atingiu um ponto prazeroso dentro dele, que o fez ver estrelas e arquear as costas para fora da cama, os olhos fechados com força. – Isso!

- Aqui?! – Kurogane pediu em um meio rosnado, empurrando com ferocidade dentro e fora, e atingindo aquele ponto doce de seu companheiro várias vezes, gemendo quando seu membro foi engolido pelo calor gloriosamente apertado do lindo traseiro do loiro.

- Sim, sim, sim! – Phi gritava com cada impulso. Ele sabia que estava próximo de gozar. Tão duro. Tão rápido! Um som que era uma mistura entre um grito e um gemido escapou de seus lábios machucados quando ele chegou ao clímax.

Kurogane não tinha certeza de quanto tempo ele durou depois que o seu companheiro atingiu o clímax. Mas, quando os músculos do seu jovem amante apertaram dolorosamente ao redor do seu membro, ele não pode fazer mais nada a não ser se agarrar ao loiro e continuar empurrando para o corpo que se contorcia abaixo dele, até que as sensações foram demais e ele explodiu, liberando sua própria semente dentro do canal apertado.

Evitando cair em cima de seu companheiro, o Ryujin rolou de lado e atraiu ao loiro para um abraço, um pequeno sorriso cruzando seus lábios quando escutou o ronronado satisfeito do rapaz. Eles ficaram naquela posição confortável por longos minutos, tentando normalizar às suas respirações ofegantes, até que Kurogane franziu o cenho e se voltou para encarar ao pequeno felino ao seu lado, que havia se aconchegado ao seu peito.

- Phi. Nós ainda precisamos conversar. – o moreno pediu, franzindo o cenho quando um lamento abafado foi a única coisa que recebeu como resposta. – Phi...

- Ah, Kuro! Eu estou com fome. Vamos comer! – o loiro praticamente pulou da cama, vestindo magicamente seu corpo com vestes conjuradas e correndo para fora do quarto.

- Pequeno gato medroso. – o Ryujin rosnou entre dentes, se vestindo e se apressando atrás do seu escorregadio companheiro.

FIM DO FLASHBACK

A Princesa Kittyara se acabava de rir, quase caindo do assento. Enxugando as lágrimas divertidas que haviam se formado, ela voltou seus olhos para encarar a um embaraçado e ligeiramente temeroso Kittyara loiro.

- Meu pequeno gatinho levado. Você deveria ter contado quando teve a chance. – ela sorriu com prazer quando viu o rosto dele perder toda a cor.

- Contar o que?! – exigiu o Ryujin, já meio farto de toda aquela enrolação.

- Oh, meu querido Kuro-issant, eu tenho que dar os parabéns a você! Afinal, não é todo dia que alguém descobre que vai ser papai.

- Papai? – o moreno perguntou desconcertado.

- Sim, sim meu amigo reptiliano. O seu pequeno gatinho safado está muito grávido. Vocês vão ter um filhotinho! – ela completou, nem um pouco preocupada com o semblante pálido de Phi.

- Grávido? Filhotinho?

- Ai meu Pai. SIM, CRIATURA! Grávido! Prenhe! Com um bolo no forno! Esperando a visita da cegonha! Tá bom assim?! – Lilith bufou, perdendo a paciência.

O Ryujin permaneceu encarando-a, sua boca ligeiramente aberta e seu olhos vermelhos desfocados. Um minuto. Dois minutos.

- Ih, eu acho que ele quebrou. – a morena comentou despreocupada, se servindo de mais um punhado de pipoca, enquanto os outros presentes soltavam pequenas risadas divertidas.

- Agora, amor. Eu acho que você já teve diversão suficiente. – Tom censurou-a, erguendo-se de sua cadeira e esticando a mão para ajudá-la a se levantar, ignorando o pequeno beicinho que ela fez em sua direção. – Vamos deixá-los sozinhos. Ainda há várias coisas que precisamos planejar. – ele acrescentou, fazendo um sinal para que os convidados o acompanhassem para fora da sala.

Ainda rindo, todos fizeram o que lhes foi indicado, deixando ao casal completamente só. Phi, por sua vez, se remexia incomodado no seu assento, olhando de esguelha para o moreno de olhos vermelhos que ainda tinha que esboçar alguma reação. Era impossível ler a sua expressão e Phi não conseguia decifrar se o Ryujin estava feliz, triste ou bravo. Aquilo estava começando a desesperá-lo.

Depois do que pareceram horas, o moreno de olhos vermelhos finalmente fez um movimento, fechando os olhos, passando as mãos pelos seus cabelos despenteados e respirando profundamente. Por essa altura o Kittyara loiro já estava uma pilha de nervos, mais pálido que um fantasma e com ganas de colocar para fora o pouco que havia comido. Foi nesse momento que as esferas avermelhadas insondáveis se fixaram nele e Kurogane percebeu o imenso medo que o felino loiro estava sentindo. Respirando mais uma vez, o moreno pousou delicadamente suas mãos em cada bochecha do rapaz loiro e, com movimentos suaves, moveu o seu rosto até que ambos estivessem se encarando. Tomando um momento para reunir seus pensamentos, o Ryujin começou a falar com voz séria:

- Agora escute aqui, seu bichano tolo, você nunca repita nada do que eu vou falar para ninguém... – ele resmungou, uma suspeita tonalidade vermelha alcançando suas bochechas, para a extrema surpresa do Kittyara loiro. – Eu te amo, Phi. Muito. Eu sei que não costumo expressar corretamente, mas eu realmente te amo. E, porra, eu vou amar qualquer criança que você possa me dar! Eles serão minha família. Meus para amar, meus para proteger. E você nunca se esqueça disso, seu gato idiota!

- Quer dizer que você... Não está com raiva. – Phi perguntou cautelosamente.

- É lógico que eu estou com raiva, se felino estúpido! – Kurogane rosnou, apertando seus braços ao redor de seu companheiro. – E se alguma coisa tivesse acontecido com você?! Está tudo bem? Você está se alimentando direito? Aposto que nem ao curandeiro você foi. E nem pense que você vai escapar de um castigo por essa sua atitude idiota.

E, ao ouvir os resmungos preocupados do Ryujin, Phi respirou aliviado e começou a rir de uma forma um tanto histérica, lágrimas de alívio e felicidade escorrendo pelo seu rosto.

- Obrigado. – ele murmurou quando obteve a sua respiração sob controle, um sorriso gigante estampado em sua face. – Eu também te amo, meu Kuro-cante.

- Eu já pedi para você parar com esses apelidos idiotas!! – o Lorde Ryujin rosnou exasperado.

Risadas cristalinas ecoaram pelos corredores da Mansão, fazendo um sorriso cheio de satisfação surgir no rosto da Princesa do Milênio de Prata. Tudo ia dar certo para aquele filhote problemático. Ela só desejava que as coisas fossem igualmente fáceis para o seu outro pequeno gatinho machucado.

Notas finais
Yei! Mais um capítulo on. Eu sei que havia prometido mais Drarry, mas eu tinha que dar um jeito nesses dois (embora provavelmente ainda vá rolar muita coisa com esse casal desajustado).
Anyway, estou esperando ansiosamente pelos coments.