Discovering A New World
16 Capítulo 16 - Interlude: Accepting a new life.
Notas iniciais
- Fala normal.
"Pensamento"
- com letras em negrito. (Parseltong)
"com letras em negrito" (língua dos felinos)
- letras em itálico (qualquer outra língua que for estrangeira)
A lua cheia brilhava em todo o seu esplendor, cercada por uma fina camada de nuvens que realçavam o seu ar misterioso, enquanto seus finos raios serviam de iluminação para as duas figuras que estavam a admirá-la em confortável silêncio. O barulho suave da natureza que rodeava aquela pitoresca mansão os envolvia naquela noite amena como uma delicada canção de ninar, embalando-os com o seu ritmo suave. Por fim, uma das figuras se deslocou suavemente e indagou, sua jovem voz masculina apenas um sussurro, temendo quebrar o encanto do momento.
- Quanto tempo mais?
- A paciência é uma virtude, meu jovem. – uma profunda voz feminina o respondeu com certo divertimento. — As rodas do Destino estão em movimento. Em breve, muito em breve, tudo estará terminado. – olhos castanhos claros, quase avermelhados, se ergueram para contemplar a esfera prateada que se elevava imponente no céu noturno, um brilho cheio de expectativas e esperança se estabelecendo dentro deles.
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Ele definitivamente não queria acordar. Não quando, pela primeira vez em sua vida, estava se sentindo quente, confortável e seguro. Inconscientemente, ele se aproximou e se aconchegou a fonte de calor ao seu lado, tentando voltar novamente para os braços acolhedores de Morfeu. Seu cérebro, no entanto, parecia ter outros planos quando os acontecimentos do dia anterior começaram a desfilar de maneira lenta por sua mente.
Voldemort, o tão aclamado Lorde das Trevas, o havia salvado de seus abusivos parentes, e ele e a sua esposa o haviam acolhido em seu meio, curando-o e oferecendo um lugar seguro para ele ficar. Dito Lorde havia pacientemente lhe explicado como o velho diretor de Hogwarts vinha lhe enganando durante toda a sua curta vida, o manejando como bem entendesse nesse distorcido jogo de xadrez. Como se não bastasse, havia também a chocante notícia de que ambos os seus pais foram, na verdade, dois dos mais fiéis seguidores de Voldemort.
A fúria cega que o havia acometido mais cedo voltou com toda a força quando ele pensou sobre todos os enganos e mentiras que Dumbledore colocara em sua cabeça. Sentia-se um tolo por não ter notado nada antes. Quer dizer... Que tipo de escola manda o seu guarda-caça meio gigante para buscar um jovem aluno criado por trouxas? Por que não mandar um professor qualificado, que poderia lhe dar informações valiosas sobre a escola e o que esperar dessa nova vida? E por que uma família puro-sangue estaria na parte trouxa da estação King Cross, gritando a plenos pulmões que o local estava cheio de, bem, Trouxas, e perguntando qual era o número da plataforma, quando pelo menos cinco de seus filhos frequentam ou já frequentaram a mesma escola? Isso tudo ocorrendo no exato momento em que ele, o jovem “Salvador” criado por trouxas, estava na mesma estação! Todas as peças dessa rede de manipulações estavam agora se encaixando, e Harry não gostou nem um pouco das implicações.
Um grunhido, uma mistura entre um rosnado e um miado abafado, escapou por sua garganta, pegando-o desprevenido e o fazendo arregalar os olhos em choque. Tinha se esquecido completamente que alguma mudança bizarra estava acontecendo com ele. Quatro risadas divertidas soaram de ambos os seus lados e, quando ele se voltou para encarar as fontes dos ruídos, ligeiramente indignado, acabou levando o susto da sua vida quando se viu cara a cara com uma bela pantera negra de olhos dourados e um imponente tigre branco de olhos escarlates deitados ao seu lado na grande cama, enquanto um esguio Leopardo das neves e um Lince prateado estavam sentados no chão do quarto, todos o encarando com variados graus de divertimento. Tentou se erguer com um salto e se afastar, mas acabou tropeçando em suas próprias patas. Espera! Patas?!!
Com uma sensação de pânico Harry baixou os olhos para o seu corpo, temendo o que iria encontrar. Um miado estridente deixou sua garganta quando, ao invés de seus braços e pernas humanos, ele acabou encarando esguios membros felinos, recobertos com uma sedosa pelagem castanha escura, quase preta.
“Tenha calma, pequeno. Está tudo bem.” uma suave voz feminina ecoou em sua mente e ele percebeu que ela vinha da divertida pantera.
“O que aconteceu comigo?” ele exigiu em pânico, tentando se erguer em suas quatro patas e falhando de forma espetacular.
“Você entrou em sua herança como um filhote de Kittyara.” ela explicou, fazendo um gesto para os dois felinos aos pés da cama, que assentiram e se ergueram, deixando o aposento silenciosamente.
“Um o quê?!” Harry demandou quando a porta se fechou atrás dos dois felinos.
“Um kittyara.” A voz grave do felino branco o respondeu. “Um povo felino, reverenciado por quase todas as raças mágicas como sendo os ‘Pilares da Magia’, devido a sua ligação tão íntima com a Mãe Terra.”
“Mas... Como..?” o rapaz pediu com confusão.
“Infelizmente nós não sabemos de onde surgiu o seu sangue Kittyara.” O Lorde das Trevas comentou, franzindo o cenho com incerteza. “Para o sangue despertar em você, ou sua mãe deveria ter sido uma Kittyara de sangue puro, ou ambos os seus pais deveriam ter tido sangue Kittyara em suas veias... Eu sei que os Potter possuem descendência Kittyara, mas nunca ouvi nada sobre a família de Lilian...”
“Bem, nós sempre podemos ir até Gringots e pedir por um teste de herança.” Lilith sugeriu, se erguendo e se esticando com languidez, sorrindo satisfeita quando percebeu os olhos escarlates seguindo todos os seus movimentos com um brilho esfomeado.
“Mas, espere. Para que minha herança tenha despertado não seria preciso que eu tivesse completado dezesseis anos?” Harry perguntou, inclinando sua cabeça em ligeira confusão, ao que Lilith teve que se conter para não saltar em cima de toda aquela fofura peluda.
“Parece que o estresse pelo qual você passou nesses últimos dias fez com que sua magia se descontrolasse, desencadeando todo o processo.” Tom explicou, também se erguendo e saltando da cama com graciosos movimentos felinos. “Bem, por mais que eu gostaria de permanecer deitado pelo resto do dia, eu tenho uma agenda a seguir e algumas reuniões para atender. E eu creio que existem pessoas que estão aguardando ansiosamente pelo seu despertar, jovem.” comentou e, com um pequeno flash de luz, voltou a assumir sua forma humana.
“Aum! É uma pena. Estava tão confortável e quentinho aqui.” Se panteras pudessem fazer beicinho essa seria exatamente a expressão da Princesa Kittyara. “Ó, Bem. Já que não tem jeito.”
“Er... Só mais uma pergunta...” o pequeno felino moreno pediu com incerteza, um rubor colorindo levemente suas bochechas.
“Pode pedir filhote, não precisa ficar acanhado.” Lilith instigou-o com suavidade.
“Como eu faço para voltar à forma humana?”
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Em um dos salões para convidados da Mansão, um jovem loiro de olhos prateados caminhava com impaciência de um lado para o outro, pequenos rosnados escapando pelos seus lábios de tempos em tempos. Assistindo aos seus movimentos com variados graus de aborrecimento e divertimento estavam ambos Lordes Youkais, Severus, Lucius e Narcisa. Esta última, já farta da ambulação de seu herdeiro, se adiantou e pousou uma de suas mãos delicadamente no ombro do jovem, parando os seus movimentos de forma eficaz.
- Acalme-se Draco! O jovem Potter está em boas mãos.
- Eu não consigo mãe! Todos os meus instintos estão gritando comigo para voltar para o lado dele e mantê-lo protegido de toda e qualquer coisa. – o loiro exasperou-se, suas asas vibrando em suas costas como se estivessem prontas para alçar voo.
- Você sabe que o nosso Lorde e sua companheira jamais fariam algo para prejudicar ao sr. Potter. – Lorde Malfoy se adiantou, encarando ao seu herdeiro com ligeira censura.
- Ainda assim! Eu é que deveria estar lá. É meu dever mantê-lo protegido! – Draco exaltou-se, se afastando de seus pais e voltando a andar de um lado para o outro.
Duas risadas divertidas soaram da porta do recinto, atraindo a atenção dos ocupantes do salão e detendo os movimentos do jovem veela com eficácia.
- Ah, os Dominantes e suas manias. – Phi comentou, seus olhos bicolores brilhando com extremo divertimento, enquanto ele se aproximava de seu consorte, que o recebeu com um abraço possessivo.
- Não se preocupe jovem Malfoy, seu companheiro está bem e acordado. Nossa Princesa está apenas explicando os detalhes de sua herança Kittyara, então eles não devem demorar muito a aparecer. – Shuichi explicou, também indo de encontro ao seu companheiro e se aconchegando em seus braços.
O loiro apenas bufou em resposta, mas pareceu se acalmar um pouco, se dirigindo para uma das poltronas e se sentando com graça. O único sinal de sua impaciência era sua postura rígida e o movimento espasmódico de uma de suas pernas. Os minutos se passaram em confortável silêncio, enquanto eles aguardavam a chegada dos outros três. Finalmente as portas do salão se abriram, dando passagem a um vulto negro que se precipitou em direção a um pasmo loiro veela e se jogou em seu colo, quase o derrubando da poltrona.
- Mas que diabos?!! – Draco encarou atordoado ao esguio felino de pelagem castanha escura e olhos esmeraldas, que se contorcia em seu colo e esfregava o rosto peludo de encontro ao seu, ronronando alegremente.
“Companheiro! Companheiro!” Harry ronronava com contentamento, alheio ao ambiente que o cercava, e Lilith não conseguiu conter uma risada ao ver o olhar aturdido impresso na face do jovem veela.
- O que houve com ele? – Draco exigiu, uma de suas mãos se movendo automaticamente para acariciar a pelagem escura.
- Parece que o jovem Harry ainda não consegue controlar a sua transformação. – ela esclareceu com divertimento, se aproximando para afagar uma das orelhas do felino e sorrindo quando este retribuiu ao gesto com um ronronado apreciativo.
- E por quanto tempo ele ficará desse jeito? – o loiro pediu cauteloso.
- Ahm... Aí depende da vontade dele. – a morena respondeu com um encolher de ombros. – No momento eu creio que ele está muito satisfeito em permanecer nessa forma. – finalizou, um sorriso cheio de dentes surgindo em seu rosto.
O suspiro derrotado do jovem Malfoy acabou arrancando risadas divertidas de todos os presentes. Quando por enfim os sons de risos se acalmaram, o Mestre de Poções se aproximou dos dois jovens, sua postura cautelosa e seus olhos negros cheios de tristeza e remorso.
- Harry... – chamou, se ajoelhando em frente a ambos os rapazes e encarando as brilhantes esferas esmeraldas do felino negro. – Eu sei que nós começamos de forma errada e eu gostaria de poder esclarecer as coisas... Todos esses anos que eu passei sendo rude e sarcástico com você foram apenas um ato. Um papel que eu tinha que desempenhar nesse jogo para despistar aquele velho tolo... Na verdade tudo o que eu mais queria era levá-lo comigo e mantê-lo protegido, longe desse grande e distorcido tabuleiro de xadrez... Eu me martirizava todos os dias por não poder ser capaz de proteger o filho adorado dos meus amigos. Mas eu não poderia me dar ao luxo de ter aquele velho tolo desconfiado de mim... Por isso, por tudo o que aconteceu, eu realmente sinto muito.
Um silêncio se seguiu após a sua confissão, enquanto o felino parecia considerá-lo por um momento, avaliando a veracidade por trás das esferas ônix. Chegando a um veredito, ele deu um pequeno salto e se equilibrou nos ombros do Elfo Negro, ronronando suavemente enquanto esfregava seu rosto peludo no do homem.
- Eu acho que isso significa que você está perdoado, Sev. – Lilith comentou com ligeira diversão, sentando-se em uma das confortáveis poltronas do recinto e se servindo com um pouco do chá que apareceu na mesinha do centro. – Cissa querida, você gostaria de me acompanhar no chá? Creio que ainda temos muito que planejar.
- Eu adoraria minha Senhora. – a loira respondeu com divertimento, se sentando em frente a Kittyara e aceitando a fumegante xícara de chá que esta lhe ofereceu.
- E esta é minha deixa. – Tom comentou casualmente, já caminhando em direção a porta do aposento e fazendo um sinal para que o Lorde Malfoy e os dois Lordes Youkais o acompanhassem. – Se precisar de mim, amor, estarei na sala de reuniões.
- Ok Tom, tenha um bom entretenimento. – a morena respondeu com um sorriso divertido, enquanto servia uma xícara de chá para Draco, Severus e os outros dois Kittyara, e uma xícara cheia de leite morno para o pequeno felino nos braços do veela loiro.
Abanando a cabeça levemente em exasperação divertida, o Lorde das Trevas deixou o recinto, o pensamento de que sua vida nunca mais teria sequer um momento de monotonia rondando em sua mente.
Notas finais
Minha musa resolveu tirar férias junto com o que sobrou do meu cérebro e esse foi o resultado... Por isso, se quiserem culpar alguém, culpem ela!!!! Hahuahuahauhauhauahuahauhauhau!
Enfim, mais um capítulo postado... Dúvidas? Comentários? Sugestões? Críticas? Aceitamos tudo, até mastercard!!! ;p
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