Disastrous Marriage
19 We Have Duties
Notas iniciais

Pov. Jazmyn
– Eu juro que se eu perder você no aeroporto, não irei te procurar. – respondo para ele quando descemos do táxi.
– Calma. Eu só me perdi uma vez. – ele resmunga pagando o taxista e pegando nossas malas. – Não vai carregar nada?
– Você é o homem da relação. – afirmo caminhando à frente.
– Às vezes é difícil de visualizar. – ele responde ironicamente.
– Se você se acha feminino, eu não sou culpada. – respondo rindo, enquanto entrava na fila que nos levaria para outra sala de espera antes do voo. James ficou irritado depois disto.
Sim, nós iriamos viajar. Não muito depois do incidente com Christian, meus pais mandaram uma carta (sim, uma carta. Eles são 'das antigas'.) nos chamando para Dinamarca. Fiquei preocupada que Christian houvesse feito algo, mas, felizmente, eles apenas sentiam saudades. Por isso, resolvemos agendar uma visita à Dinamarca. Não iriamos ficar muitos dias, mas conseguimos ‘’ encaixar’’ esta visita em nossa agenda super ocupada nesta época, antes das provas. Tate iria tomar notas das matérias para nós, então poderíamos aproveitar nossa pequena viajem. Mamãe concordou em convidar Ally e Abby, e a mãe de James convidou Chaz e Ryan. Todos estariam reunidos na Dinamarca, para onde estávamos indo agora.
– Passageiros do voo 1224, com destino à Dinamarca, favor embarcar. –
– Vamos, James. – respondo puxando o mesmo.
– Calma, Love. – ele resmunga se espreguiçando.
– Você dorme quando entrarmos no avião, palhaço. – reclamo entrando na fila.
– Dormir no avião? Nem pensar. Vou ficar é secando as gostosas do avião. – ele responde sorrindo safado.
– Idiota. – murmuro irritada.
James dá uma risada e um singelo beijo em minha bochecha.
– Vamos, ruivinha. Vamos voltar para sua casa.
***
– Aqui é bem bonito. – James comenta olhando para fora da janela do táxi.
– Você tem noção que já esteve aqui, certo? No nosso casamento? – eu pergunto arqueando uma sobrancelha.
– Eu não estava prestando atenção em nada. – ele responde indiferente. Lanço-o um olhar irritado. – A não ser, é claro, o quanto você estava bonita.
Começo a rir de sua idiotice e quando vejo, estamos em frente ao meu castelo. Tudo continuava igual, mas parecia que eu não o havia visto há anos.
– Tak. *1 – falo ao motorista entregando-lhe o dinheiro
– Det er min glæde, Deres Højhed. *2 — o homem responde sorrindo amigavelmente.
Obriguei James a carregar nossas malas até a entrada do castelo, onde alguns guardas vieram carregá-las. Entrei naquele local que tanto odiava, mas sentia tanta falta agora. Tudo parecia diferente, por alguma razão. De repente, ouvimos passos apressados, e então Katherine aparece em seu pequeno vestido rosa. A pequena corre em minha direção.
– Jazzy! – ela grita se jogando em meus braços.
– Min blomst*3. – sussurro a erguendo.
– Senti tanto sua falta! – ela exclama separando seu rostinho do meu pescoço. – Domi não conversa comigo.
– Ah, mas eu estou aqui agora, não estou? – pergunto sorrindo para a pequena, que logo percebe James.
– Olá. – ela sussurra encabulada.
– Oi, pequena. Como vai? – ele pergunta sorrindo.
Ao que parece, Katherine gostou do sorriso dele, pois logo estava em cima dele.
– Você cuida da minha irmã? – ela pergunta seriamente.
– Claro que cuido. Se não fosse por mim, ela já teria botado fogo na casa. – ele exclama para ela.
– Foi uma vez, James. Você tem que esquecer isso. – eu revido irritada, fazendo os dois rirem.
– Jazzy, o que você está usando? – Kathe pergunta colocando as mãozinhas na boca. – Isso é uma calça?
– Eu não tive escolha, Kath. – respondo rindo.
– Mamãe vai te matar. – ela dá de ombros, saindo do colo de James.
Seguimos a pequena pelo castelo, enquanto o loiro ria da resposta de Kath, até entrarmos no grande salão, onde estavam todos.
– Filha! – minha mãe exclama correndo em minha direção.
– Olá, mamãe. – murmuro a abraçando.
– Como você está linda. – ela sussurra me olhando.
Ao que parece, nem reparou em minha roupa, fazendo Katherine rir. Enquanto isso, James era esmagado por seus pais também. E então meu pai se aproximou.
– Far.*4- murmuro o abraçando.
– Min lille prinsesse. *5 — ele responde, me abraçando de volta.
Sentia falta dos abraços de meu pai. Ele era grande, por isso cobria meu corpo. Era confortável e bom. Separo-me do mesmo, e então olho para minha irmã. Ela está emburrada por ter que fazer parte desta ‘’reunião’’ de família.
– Dominique. – cumprimento-a, fazendo seu olhar carrancudo voltar-se para mim.
– Jazmyn. – ela murmura antes de voltar seu olhar para parede.
– Bem, sentem-se! – minha mãe fala, nos conduzindo para o sofá. – Como está a vida de casados?
– Bem. – eu e James respondemos nos olhando cúmplices.
***
– Eu não acredito que ela inventou um baile a essa hora. – eu reclamo me olhando no espelho de novo.
– É a sua mãe, esperava o que? – Abby pergunta ajudando Ally a fechar o vestido.
Passamos o resto do dia conversando sobre os Estados Unidos. Claro, houveram algumas mentirinhas aqui e ali, mas fora isso, foi divertido. Abby, Ally, Chaz e Ryan chegam mais à tardinha, e então nossos pais nos libertaram, para podermos conversar em paz. Os meninos foram para um cômodo, e nós fomos para meu antigo quarto. Era estranho estar aqui novamente, depois dos vários meses nos EUA. Só que, obviamente, minha mãe não se contenta somente comigo aqui, ela precisa dar uma festa. Ela chamou diversos amigos seus, e resolveu organizar um baile, em cima da hora.
Eu não havia planejado participar de algum baile, nem Abby, nem Ally. Portanto, tivemos de passar horas procurando algum vestido decente entre todos vestidos horríveis que minha mãe me obrigava a usar, para não ser sensual. Por fim, conseguimos achar três. Cabelo e maquiagem foram feitos, e saltos foram facilmente achados.
– Precisamos descer. – Ally anuncia nos olhando.
– Estamos gostosas, vamos. – Abby responde, nos fazendo rir.
Descemos então para o grande salão, que estava cheio de pessoas conversando e rindo educadamente. Avistei os meninos, e então fomos cumprimentando as pessoas que nós achávamos pelo caminho até eles.
– Olá. – falamos quando os alcançamos.
Eles estavam com algumas duquesas, amigas de minha mãe. Fiz uma pequena reverência para elas, e me posicionei ao lado de meu ‘’marido’’, dando-lhe um selinho. O fato de sermos amigos faz tudo mais simples nessa trama de enganar as pessoas sobre nosso casamento. As duquesas suspiram encantadas e James posiciona sua mão em minha cintura. Pedindo licença, ele me guia para fora dali. Ele me leva até os jardins reais.
– Você fica bonita, mas estranha de vestido.
– Pelo menos você falou bonita. – respondo dando de ombros, fazendo-o rir.
– Eu odeio dinamarquês. – ele confessa enquanto caminhávamos.
– Por quê? – pergunto rindo.
– Eu não entendo nada! É uma língua muito complicada! – ele exclama me olhando incrédulo.
Começo a rir ainda mais, quando avisto o estábulo real.
– Oh Deus. – falo sorrindo. – James, vem comigo.
Falando isso, caminho em direção ao local. Costumava passar todos os dias lá, depois de minhas lições diárias. Tinha meus próprios cavalos, e os amava mais que tudo. Chegamos ao estábulo e os guardas nos deixam entrar. Os cavalos estão quietos, mas logo avisto aquele lindo garanhão preto.
– Cameron. – sussurro caminhando em sua direção.
O cavalo começa a se sacudir, dando sinais de que me reconhecer. Abro a portinha e o abraço.
– Como eu senti sua falta, Cam. Seu gordo.
Enquanto James se aproximava cuidadosamente, fui selando Cameron. James finalmente consegue fazer carinho no focinho de Cam, e então eu o monto.
– O que você está fazendo? – ele pergunta curioso.
– Vem. – o chamo com os olhos brilhando.
James me lança um sorriso e sobe atrás de mim. Assim, começo a cavalgar pelos jardins do castelo. A noite deixava tudo mais bonito, as plantações eram encantadoras, e a temperatura estava perfeita.
– É lindo aqui. – o loiro fala me olhando.
– Eu fazia isso todos os dias. – confesso parando Cam e olhando para o céu. – Me relaxava.
– Lembro que falou que sabia montar. – ele recorda sorrindo.
– Único ‘esporte que eu sei. – respondo rindo. – E essa é uma das únicas coisas que eu sinto falta. Do Cam, de montar, da minha biblioteca, de Katherine, de Abby e Ally... Mas tem coisas que eu sou feliz por não ter mais.
– Dominique? – ele pergunta.
– É uma delas.
– Posso perguntar o porquê?
– Ela me odeia. Eu não sei direito. Ela é perfeita, se parece com nossos pais, é querida pela família inteira, mas mesmo assim me odeia.
– É porque você é ruiva. – James fala, me fazendo rir. – Todos querem ser ruivos.
– Obrigada.
– Por?
– Estar aqui.
– Sempre. – ele sussurra beijando meu ombro.
Minha mãe me casou para eu arrumar um marido, mas eu arrumei um melhor amigo, algo muito melhor ainda. Obrigada, mamãe.
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