Disastrous Marriage
12 Wait, what?
Notas iniciais

Pov. Jazmyn
– Vai!
– Eu não vou adivinhar, James! — berro pela décima vez.
Ao que parece, James tem uma surpresa. O problema de ele ser idiota é que ele não quer me contar o que é, e sim que eu adivinhe. Eu nunca, NUNCA, nunca fui boa em adivinhação, geralmente termina comigo dando um soco na pessoa.
– Vai, Jaz. Tente. — ele fala de novo, sentado ao meu lado no sofá da sala.
– James, eu te adoro. Mas se você me pedir para adivinhar de novo, eu vou enfiar os meus dedos nos seus olhos. — respondo o olhando.
– Você é muito chata. — ele murmura revirando os olhos. — Tá, eu conto.
– Aleluia.
– Eu descobri que você não fez o último ano de escola. — ele começa a falar devagar. — E eu também não fiz... E eu sei que você sempre quis morar nos Estados Unidos... Então, eu falei com meus pais, e nós vamos para os Estados Unidos.
Eu fiquei encarando James por um tempo indefinido. Estados Unidos? Morar lá? Tipo, ter uma vida normal? Isso estava acontecendo? Quando me dei conta de tudo, joguei-me nos braços de James que começou a rir. Ele se levantou comigo ainda pendurada nele e começou a rodar.
– Nós vamos para os Estados Unidos! — eu falo rindo e beijando sua bochecha.
– Ahw, que lindos! — uma voz falou atrás de nós. James e eu olhamos para direção da voz e vimos seu pai e sua mãe. — Vocês fazem um casal tão lindo!
– Mãe. — James resmunga me colocando no chão.
– É sério! — ela continua animadamente. — Vocês são tão fofos.
– Ah, obrigada? — James responde ainda confuso. — Nós vamos arrumar as malas.
Murmuro um com licença e subo as escadas de mãos dadas com James. Ao chegarmos ao segundo andar, o loiro me pega pela cintura e me coloca de cabeça para baixo.
– Admita, eu sou a melhor pessoa do mundo. — ele fala sem parar de caminhar.
– Me coloca no chão, seu troglodita. — murmuro batendo em seu braço.
– Não até você admitir. — ele falou entrando em meu quarto.
– Você é legal.
– Não adiantou. — ele murmura começando a me sacudir.
– James! Seu bode! — berro quase chutando sua cabeça.
– Seus apelidos carinhosos realmente me assustam. — ele fala revirando os olhos.
– James, você é maravilhoso. Agora me coloca no chão. — eu reclamo tentando tirar meu cabelo de dentro de minha boca.
Ele me gira e me coloca no chão. O loiro me da um beijo na bochecha e sai dizendo que vamos viajar amanhã e que eu teria que arrumar minhas malas o mais rápido possível. E foi exatamente o que eu fiz.
***
Finalmente havíamos chegado aos Estados Unidos, depois de horas esperando no aeroporto de Nova Zelândia, perdendo James sete vezes, me perdendo cinco vezes, encontrando James rodando naquelas esteiras das malas, tendo que aguentar James paquerando as aeromoças e demorando duas horas para conseguir pegar um táxi. Ao que parece, meu marido já sabia exatamente como era a casa em que iriamos morar e deu o endereço para o motorista. A cidade, New Jersey, era linda.
Depois de um tempo o motorista parou em frente a uma grande casa branca com um jardim verde na frente. James pagou o mesmo e tirou as malas do carro. Fomos andando devagar até subirmos uma pequena escadinha até a varanda. James colocou as malas no chão e me pegou no colo.
– Nós temos que fazer isso direito. — ele fala abrindo a porta e entrando na casa comigo.
Era absolutamente linda. Ele me colocou no chão e eu logo comecei a andar pelo local absurdamente lindo e enorme. Subi até o segundo andar da casa e me deparo com um corredor com muitas portas. Fui abrindo uma por uma para me deparar com diversos quartos, banheiros, uma biblioteca, um escritório e até mesmo uma academia. Isso era definitivamente grande demais para nós dois, mas eu tinha certeza de que nossos pais não deixariam nada menos.
Entrei em um dos quartos e me joguei na cama. Minha vida poderia ser diferente. Eu poderia mudar ela completamente. De repente escuto James berrando meu nome no andar de baixo e, mesmo com preguiça, resolvo ir até aquela criatura que tanto me irritava. Bom, era melhor ele me irritar e ser verdadeiro do que continuar fingindo ser um príncipe certinho e educado. Desci as escadas devagar ouvindo James ficar impaciente. Quando finalmente chego onde ele estava, na parte de trás da casa, me deparo com uma piscina. Não. Deparo-me com um James sorridente em frente a uma piscina.
– Nós temos uma piscina! — ele exclama feliz, me fazendo rir.
– Que ótimo, James. — respondo um pouco receosa. Ainda não sei até onde vai a inteligência desta mera criatura.
– Será que ela está gelada? — ele pergunta fazendo cara de filosofo.
– Você é péssimo em disfarçar sua vontade de me jogar nela. — comento enquanto dou alguns passos para trás.
– Eu sei. — ele responde sorrindo.
Nós começamos a correr como loucos em volta da piscina no mesmo momento. Resolvo correr pela casa, porque há mais lugares para se esconder, então corro até a cozinha, procurando por algum lugar. Escuto James caminhando atrás de mim com um ar risonho e não penso duas vezes antes de entrar em um dos armários em baixo da pia, fazendo o menor barulho possível.
Sinto-me em um filme de terror, onde a protagonista precisa se esconder. Escuto os passos calmos de James e me encolho. Ele provavelmente irá achar que eu fui para outro canto da casa. Os passos param. Quem sabe ele já foi embora. De repente, as portas do armário onde eu estava escondida são abertas rapidamente, me fazendo gritar. James me puxa pelos tornozelos enquanto eu me esperneio tentando sair de seus braços. Ele passa o braço pela minha cintura e me carrega como um saco de batatas. Eu continuo a gritar e a socar suas costas, o que parece não fazer nenhum efeito no mesmo. Logo chegamos à piscina e ele simplesmente, sem nenhuma cerimônia, me joga nela.
– Seu puto! — berro assim que volto à superfície.
– Já mencionei que seu amor por mim me comove? — ele pergunta se sentando de perna de índio perto da borda.
Lancei um beijinho no ar para o mesmo, que começou a rir. Nadei pela piscina por um tempo, enquanto James me olhava de lado.
– O que nós faremos amanhã? — eu pergunto boiando na água fresca.
– Arrumar a casa. — ele responde revirando os olhos. — Aqui não tem mordomia, amor.
– Percebe-se. — respondo o encarando irritada.
– E daqui a alguns dias vamos para o colégio. — ele responde calmamente.
– Sério? — pergunto nadando até ele, sorrindo.
– Sim. — ele responde me ajudando a sair da água.
– Nosso casamento é muito demais. — eu murmuro olhando para o lado.
– Eu concordo. — ele responde erguendo as sobrancelhas sugestivamente para mim, me fazendo rir.
Fale com o autor