Disastrous Marriage
39 Happily Ever After
Notas iniciais

Pov. Jazmyn
Acordei com a visão da brancura que estava lá fora. Era natal. Quase pirei quando descobri que nevava no inverno aqui nos EUA. Era tudo tão lindo e tão branco. Sorrindo, me levantei e vesti uma roupa quentinha, indo até o quarto de Aaron. Estava vazio, então assumi que ele estaria com James.
Desci as escadas, escutando músicas natalinas que tocavam no rádio, sendo acompanhadas pela voz de James, e também aquela risada que me fazia querer morder seu dono. Parei na porta, vendo a incrível cena pela qual eu sempre sonhei. James estava de costas, cozinhando algo no fogão, mas olhava repetidamente para trás. Segui seu olhar, me deparando com meu bebê, em uma roupa verde. Rindo, em aproximei. James possuía uma touca de Papai Noel na cabeça, e se virou rapidamente para mim.
– Bom dia, papai. – falo rindo, enquanto ele desligava o fogão e caminhava até mim.
– Bom dia, mamãe. – ele responde sorrindo e me beijando devagar.
Ouvimos então algumas exclamações e palminhas, então nos separamos. Segui até o bebê mais lindo do mundo, pegando-o no colo.
– Oi, meu amor. – falo sorrindo, beijando sua bochecha. – Por que você está vestido de gnomo?
– Elfo. – James me corrige. – Ele estava vestido de elfo do Papai Noel.
– Como se isso mudasse alguma coisa. – respondo, sem para de sorrir.
Com Aaron em meu colo, me sento em uma das cadeiras, vendo o pequeno brincar com meu cabelo.
– Não acredito que você já tem quatro meses! Pare de crescer, Aaron. – falo beijando seu nariz, enquanto ele colocava os braços em torno do meu pescoço.
– Eu sei. Queria que ele congelasse assim. – James fala me abraçando por trás.
E então, ouvimos a campainha.
– Eu vou trocar nossa campainha. Nós recebemos tantas visitas que eu não aguento mais o som dela. – James reclamava, enquanto ia em direção à porta.
Rindo, fui até a sala com Aaron pendurado em mim. Escutei várias vozes falando ao mesmo tempo, e então, Ally aparece na entrada da sala.
– Ai meu Deus! Como essa coisinha cresceu! – ela fala pegando meu bebê, e me dando um beijo na bochecha.
Ally, Chaz, Ryan, Tate, Leonard e Abby estavam ali. Todos vieram para cá, para podermos passar esse natal juntos. O primeiro natal do Aaron. Sentamos na sala, e meu pequeno era constantemente paparicado. Ally só se desgrudou dele quando Abby pediu para segurar seu afilhado. A loira então me olhou, e gesticulou que faltavam somente três meses, e depois vez um sinal de ok, me fazendo rir.
– Ele é tão fofo. – Abby fala, fazendo cosquinhas na barriga dele.
– Eu sei, é meu filho. – eu e James falamos ao mesmo tempo.
Ele ri e me beija.
– O ego dessa criança vai ser tão grande que vai doer. – Chaz comenta rindo.
– Deixe meu bebê. – falo fingindo estar irritada.
Ally soca Chaz, fazendo o mesmo sorrir para ela, que se derrete. Era incrível ver como todos nós mudamos. Ally nunca fazia nada por um garoto, e agora ela defendia e se derretia por Chaz. Abby e Ryan eram opostos, o que ela tinha de timidez, ele tinha de felicidade. Tate estava mais maduro, e finalmente disse sim para um dos garotos que mais o chamava para sair, Leonard, ou Leo, como nós o chamamos. E eu. Eu havia mudado muito também. Se me perguntassem, no inicio do casamento, se eu iria me apaixonar, negaria, convicta de que isto era impossível; e olhe para mim agora, tenho um casamento feliz e um filho.
Olho ao redor e percebo o quanto sou abençoada. Costumavam me falar isso, só porque eu era princesa, mas, na verdade, não é por isso que eu sou abençoada. Eu não me importo com o luxo que ganho, mas conheci James através disso. Conheci Abby e Ally, que serviram como irmãs quando eu mais precisei. Conheci Tate, e, por causa de James, Chaz e Ryan. Eu era abençoada, só que por causa de minha família, não o fato de eu ser uma princesa.
– Ai meu Deus! – Ally berrou rindo, fazendo eu me distanciar de meus pensamentos.
Todos estavam encarando Aaron, que estava fazendo algo digno de quem é meu filho: sendo fofo. Ele estava esticando os bracinhos em minha direção, jogando seu corpo para trás. Seus dedinhos de abriam e fechavam, me chamando, e ele murmurava ''ma'', me encarando.
Sorrindo, levantei-me, pegando-o e voltando para o lado de James. Aaron coloca os braços em meu pescoço automaticamente, e começa a brincar com meu cabelo. Todos nos encaravam, sorrindo bobos. Olho para James e este me dá um beijo na testa, logo depois fazendo o mesmo com Aaron. O pequeno olha para o pai fascinado e estica suas mãozinha, porém, quando James tenta o pegar, ele recua, indicando que não queria sair do meu colo. Ele queria o braço de James.
As tatuagens do pai o divertiam. Ele seguia os dedos pelo braço, parando em algumas e olhando para James, pedindo uma explicação. Ele parou com as mãozinhas em cima da palavra Lovebird, e olhou para James.
– Esse é o apelido da mamãe. – ele explica.
Aaron olha para mim e sorri, como se tivesse entendido tudo. Ele era extremamente inteligente e bonito, sinto pena de mim no futuro, quanto descobrir que gosta de meninas. Em um futuro próximo, é claro, do jeito que o pai é, vai gostar de garotas antes dos onze. Eu queria que ele ficasse assim para sempre. Ele não deveria crescer nunca. Fiquei imaginando se minha mãe também ficou assim comigo.
– Ele é tão lindo. – Abby fala o olhando e suspirando.
– Por favor, não estraguem o momento com seus egos. – Ryan fala, sem tirar os olhos de Aaron.
Sorri, e observei o pequeno. Seus cabelos loiros e seus olhos azuis deixavam todos impressionados com sua semelhança com o pai. Ele sorria sem perceber que era observado. Sua inocência era simplesmente encantadora.
Então, eu finalmente percebi: essa era a parte da minha vida que eu mais esperava e receava não conseguir, a parte onde eu era feliz. Eu estava feliz, com minha família cada vez maior, agregando pessoas importantes que conhecia, e deixando de lado outras. Mas esse não era o final. Esse é o início do meu conto de fadas.
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