Disaster Girl

3 Sobrecarregada


Notas iniciais
Boa leitura!

—Acorda,cinderela.-Alya chacoalhou minha carteira.

—O certo não seria bela adormecida?-

—Aff,você entendeu,Nino.-

—O que a dona Marinette ficou fazendo até tarde,hein? Posso saber.-

—Stalkeando a página do boyzinho.

Nino falou na maior naturalidade. Tirei a cabeça da mesa só para mirar um tapa na cabeça dele e voltei para onde estava.

— Aí relaxa, menina.

— Mexeu com quem não devia.-rebati-Não foi nada disso. Eu tinha que terminar minha tarefas.

Ok, durante parte da noite, realmente realizei meus compromissos. Os exercícios escolares em dia; Respostas as novas mensagens de alunos que pediam ajuda à Ladybug; Retoque de um trabalho de pintura para levar à próxima aula de artes da Srta. Bustier.

Porém, a partir que de uma da manhã, gastei um bom tempo jogando com Chat Noir.

Aquele 'gato' me fez ficar viciada em jogos de luta como há muito tempo não era. Nosso costume é criar personagens online e jogávamos em mesmo servidores.

Em jogos ele era o meu parceiro, em outros era um contra o outro. A melhor parte eram seus surtos quando perdia de mim.

Não podia fazer nada se tinha aprendido com o melhor: Papai me ensinou muitos truques ainda na época que a mamãe estava viva. Ele tinha mais tempo para a família. Agora, se afogava no trabalho para esquecer da tristeza.

Na noite passada,Chat Noir me implorou para jogar até conseguir vencer(isso por eu ter deixado, já que estava morta por um travesseiro).

—Silêncio para o comunicado. SILÊNCIO-

Aquela turma de Física ainda iria matar a Sra. Mendeleiev de raiva.- MONIQUE, VAI QUERER IR PARA A COORDENAÇÃO?-

Senti as mãos de Alya me obrigando a levantar a cabeça.

—Ei.-

Minha amiga só apontou para que professora de braços cruzados. Senti que a atenção majoritária sobre mim,inclusive de Adrien nas carteiras da frente entre Chloe e Kyoko.

— Sinto muito por isso ,Sra. E não te atendi antes, porque meu Marinette, não Monique-

—E isso fez a maior diferença para o meu dia.

Os alunos em geral começam a rir. Troco um olhar de tédio com meus amigos.

A professora pede silêncio outra vez,e passa o recado diretor que dentro de algumas semanas, um pouco antes da formatura,seria feito um baile de máscaras.
Imediatamente a bagunça voltou.

Alya e eu trocamos um olhar animado

—Você vai fazer nossos vestidos!

—Deixa comigo. Quer comprar os tecidos hoje?

—Demorou.

Mais tarde, a gente foi no shopping. A primeira parte para eu conseguir inspiração era olhar modelos e mais modelos das vitrines e dos cabides. Alya disse que iria querer alaranjado,disse que combinava com seu tom de pele.

—Hum... eu gosto de vermelho.

—Talvez Nino pode pelo verde. Estava pensando em fazer uma máscara personalizada para nós três o que acha? Só para combinar. Não vou fazer muito feminino para evitar do Nino reclamar.

—Err...Bem... Quanto a isso, Mari a gente não vai em três,como em todas as festas.

—Acontece que dessa vez eu tenho par -

—O NINO TE CONVIDOU?

Ops,falei alto demais.

Todas as pessoas que passam olharam para a gente.

—Antes eu você comece a gritar como uma maluca. É como amigos. Só para ele jogar na cara daquela ex dele que não tá encalhado.

Aurora Boreal de uma menina da laia da Chloe. Deu um fora no meu amigo depois que entrou para o grupo de líderes de torcida.

—Vou fingir que você só está querendo ajudá-lo.-

Ri de sua negação.

Aquilo iria dar casamento um dia.

— E o seu par pro baile, já recebeu o convite-

—Convite de quem?

—Quem mais poderia ser?- Rolou os olhos.–O Adrien-

—Do que você tá falando?-

— Ah,Mari. Mari. Tá com memória de elefante, é?-

—Ele pede o seu número com uma desculpa qualquer, troca mensagens com você e ainda ficou te olhando hoje na aula.-

— Nada a ver. A gente não troca mensagens pelos celular. E aliás, esqueceu que todo mundo me olhou por causa da bronca?-

—Depois não vem surtar no meu ouvido quando o convite chegar.

—Haha, até parece.

Em menos de um segundo meu celular vibrou junto com o toque de notificação. Se fosse aquele gato travesso... Olhei o visor enquanto driblava de uma Alya afobada. E não é que era ele!

Não consegui ler a mensagem. Apenas tirei da página do bate bate e dei uma desculpa qualquer a Alya.

—Se fosse do Adrien,você seria a primeira a saber,não tenha dúvidas.

Continuamos a andar até chegar a uma das lojas mais caras. Uma morena observava um vestido preto com detalhes dourados. Sorri ao reconhecê-la.

—Ei, Mirela. Você vai ao baile?

Ela pareceu se assustar com a nossa chegada repentina.

—Não sei.- Disse desviando o olhar para o chão. Como sempre fazia quando tentavam conversar com ela.–É... Talvez.-

—Vai comprar esse vestido?-Alya perguntou.

—É muito bonito.

— Verdade,bom gosto.

—É... Eu acho que... — Ela alternou o olhar entre nós e o vestido.–É muito caro.-
Mostrou a etiqueta.

— Aí,Mdsss. Nem gastando todas as minha mesadas daria para comprar isso daí.- Alya disse.–Devia ser um crime uma perfeição dessa com esse preço.-

Rolo os olhos.

—Tecnicamente,gênio, essa é a lógica: Quanto melhor, mais caro.-

—Ah,cala a boca!

Mirela solta um risinho da nossa mini discussão.

—Eu acho que já...-Ela deu um passo para trás,dando a entender que ia embora.

Olhei dela para o vestido.

—ESPERA!- Disse antes que se afastasse.–E se eu te dissesse que tem como você ir com um vestido tão bonito quanto esse na sua festa e ainda personalizado?-

Ela me olhou confusa. Alya colocou a mão em seu ombro.

—O que a Mari quer dizer é que ela pode fazer um vestido para você. Ela faz imita modelos de roupas de marca o tempo todo e garanto: tudo fica muito lindo.

Mais cinco minutos,conseguimos convencê-la de vir com a gente para a minha loja preferida daquele lugar.

—Oi, Mari. Oi, Alya. Oi menina que não conheço.-

A ruiva deu um abraço em todas nós.

—Tikki,essa é a Mirela da nossa escola. A gente veio para definir os tecidos para vestidos do baile.-

Seus olhos se iluminaram.

—Baile de Formatura! Vieram ao lugar certo.Venham comigo.-

Ela seguiu nos mostrando os tecidos mais bonitos que tinha. Eu conhecia Tikki desde pequena, na época em que estava apredendo a costurar e minha mãe me levou ali para comprar a matéria prima para meus primeiros trabalhos. Mesmo após sua morte,ir ali a se tornou minha rotina.

Difícil não aparecer em mais de duas semanas.

Falei à Tikki as preferências da Alya e as de Mirela e deixei as decidindo os tecidos ao mesmo tempo que voltava à vitrine one encontramos Mirela. Prestei atenção naquele vestido preto para tentar fazer um similar.

De volta à loja, peguei uma fita molde de Tikki para fazer nossas medidas.

—E você, Marinette? Qual vai ser a cor do seu tecido?

—Hum ainda estou indecisa.-

—Acho que você ficaria linda de rosa, claro.- Alya sugeriu pegando um monte de tecidos da cor.

—Talvez ela fique mais bonita de azul. Realçaria esses olhos.

—É... mas acho que ela quer mesmo a cor preferida dela.

Tikki caminhou até a sessão de tecidos que eu passava a mão e tirou a pilha do armário. Todos em vermelho.
...

Alya nos deu carona após passarmos numa loja de pintura. Precisava renovar n eu estoque. Deixamos Mirela em casa e depois ela me ajudou a levar a caixa com os materiais comprados até a porta da minha casa.

—Tem certeza que dá conta de levar? É meio pesada-

—Deixa comigo!-

Alya fez uma cara de quem não estava muito convencida, mas voltou com pressa para o carro para ajudar os pais a cobrir o grande movimento na lanchonete.

Juntei coragem e carreguei a caixa me atrapalhando um pouco para abrir a porta e depois fechá-la. O peso quase foi com tudo para o chão.

Suspirei erguendo a caixa com um sorriso vitorioso e olhando para os degrais na hora de subir. Se não fosse por aquele loiro, não teria me distraído, tropeçado no segundo degrau e batido com tudo no chão por cima de tecidos e agulhas. Adrien se agacha para ajudar a recolher.

— Pensei que só trabalhava com pinturas, menina da arte- Diz olhando para o tanto de tecidos espalhados pelo chão.
Rio.

—Tenho de fazer umas coisas- Ele me encara curioso- Mas... o que está fazendo por aqui? Digo...não que seja ruim, mas você quase não vem, e...

O loiro ri de minha postura. Quase tenho um ataque cardíaco quando o mesmo coloca sua mão em meu ombro.

—Relaxa, Marinette. A Kioko esqueceu seu equipamento de esgrima e eu estava a esperando.-
Dá de ombros.

—ADRIEN, EU ACHEI- A morena grita de dentro. Seu olhar vem de mim até Adrien. Ela me olha de cima a baixo.

—Temos que ir ou vamos chegar atrasados- Diz ríspida. O loiro acena virando o corredor.

...

Olhei para minha agenda aberta em cima da escrivaninha.

Aula de futebol uma vez por semana;
Estudos com o grupo de artes duas vezes por semana para a prova escrita e prática para entrada na faculdade de artes; Atuar como Ladybug no site;

Estudar para as provas finais.

Além disso, com o baile, tinha certo prazo para fazer as roupas minha e de Alya e Mirela. Fora as máscaras.

Acrescentei isso a lista.

— Pelo menos acab.. NÃO. — suspirei fechando os olhos. Tinha esquecido completamente. Ainda havia o castigo pelo ocorreu no refeitório: pintar arquibancadas durante meia hora após a última aula com a companhia " ilustre " de Chloe. Seria um inferno.

Joguei minha cabeça na mesa.

— Eu tô MUITO atolada.-

E maior problema é que eu não conseguiria abrir mão de jeito nenhuma dessas atividades.

Comecei a fazer as tarefas estudantis que podia e a responder os alunos do site. Hoje havia uma garota pedindo ajuda em dois problemas matemáticos e uma outra garota querendo desabafar sobre o término com o namorado.

Assim que terminado, passei do meu quarto para o meu pequeno atelier. Antes aquele era o estúdio da mamãe. Meu pai sempre manteve intacto, mesmo quando se casou com a mãe de Kyoko e Felix. Podia-se ver pinturas antigas espalhadas pelo quarto, a maioria de imagens naturais. Isso era um contraste com sua outra paixão:a moda. De outro lado, em murais na parede,ficavam suas obras e ideias para usar ou não na Empresa que trabalhava.

Num terceiro canto do quarto,ficava tudo aquilo que criei. Com as minhas criações de moda e pintura.Costumava comparar meus quadros com os dela o tempo todo. Sempre tentando alcançá-la,mas nunca chegaria a isso. Se eu quisesse entrar em artes plásticas deveria fazer o impossivel na audição da faculdade.

—Marinette,eu tô com fome.- Felix grita de baixo.

— Já vou fazer o jantar.-

Felix correu para assistir suas séries na TV enquanto eu preparava macarrão.

Recebi uma ligação de meu pai avisando que só chegaria pela manhã do trabalho. Felix ficou radiante com a notícia,não que não gostasse do padrasto, mas eu sabia que por trás daquele sorriso boa coisa o garoto não iria fazer aquela noite.

Dei uma passada de olho nas notificações pendentes. Todas de uma só pessoa.

C.N: My Lady, não quero que interprete isso da maneira errada. Mas já tem um tempo que quero conhecê -la pessoalmente. Se não for pedir muito, há chance encontrarmos nesse baile? Não necessariamente como um par, a menos se você quiser.

C.N: estou esperando a sua resposta. Seja qual for, eu entendo. Mas, em nome da nossa amizade, eu peço que pense um pouco a respeito.

C.N: Ladybug?

A última mensagem era um pouco mais recente, visto que a primeira foi a que não li quando estava no shopping.

L.B: Posso pensar...
Mando um emoticom pensativo.

Assim que terminei de levar a louça sentei no sofá para descansar alguns minutos. Vi uma foto de Adrien em uma de suas sessões de fotos em meu aparelho.

O pai dele,Gabriel Agreste, às vezes usava a beleza natural do filho para expor modelos de sua marca de moda. A empresa que minha mãe trabalhava já tinha feito parceria com a dele uma vez. Todos os parisienses sabiam do valor que o nome Agreste possuía.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.