Dirty Little Girl

1 O1 - Just a dirty little girl


Acho que o melhor jeito de se livrar de mim não era me mandando para os Estados Unidos. Se eu quis gritar um bom "Vai se foder" quando aquela socialite nojentinha obrigou meu pai a fazer isso? Aaaahh, pode ter certeza! Eu quis e eu fiz! Chutei com força a porta do guarda roupa, de maneira que a peste do meu meio irmão veio ver o motivo da comoção. Minha vontade? De verdade? Era surrar a cara de alguém e quando vi o pentelho aparecer na minha frente, tive que respirar fundo várias vezes para não realizar minhas melhores fantasias.

- O que a louca varrida está fazendo? — Moleque bom é apenas de um tipo: MORTO! Fulmineio com um olhar que demonstrava total sede por sangue e, antes que eu pudesse avançar naquele pescoço magrelo, ele fugiu pelo corredor. Chutei novamente o guarda roupa e peguei o meu violão, jogando-o nos ombros. Pelo menos meu pai tinha tido a decêwncia de levar minhas malas para baixo.

É, grande merda!

Conferi meu look no espelho de corpo inteiro: calça jeans preta completamente desbotada e rasgada estrategicamente, uma baby look do Bullets for My Valentine, o piercing no nariz, batom vinho, olhos pintados com lápis preto em uma maquiagem fosca e levemente pesada e o cabelo... Tudo estava perfeito.

Sério, eu nunca fui muito "revoltada", rebelde sim, mas nunca revoltada. Dizem que alguns fatos acabam por mudar nossa forma de pensar e bem, após a vadia da Suzannah aparecer na sua vida, eu em senti na obrigação de demonstrar que eu DETESTAVA aquela mulher. Ou a minha vida, tanto faz!

O que significa que graças a isso eu estava sentada na BMW do meu pai, ouvindo um sermão irritante sobre como eu deveria me comportar na casa dos Haner's e sobre o fato de eu não envergonha-lo. FODA-SE! Eu não queria ir para a merda da Califórnia mesmo, eu sempre fui gratamente apegada a minha amada Bucareste e agora, após ser expulsa de cinco colégios por agressão física e violência exacerbada. Isso ai!

Então eu ia embora, ouvindo aquele sermão, enquanto encostava a testa no vidro frio, observando cada detalhe da minha casa, da minha cidade, ser deixado para traz... Estava detestando aquilo, do fundo do meu coração. Claro, eu tinha um plano maléfico de tornar a vida daquela família um verdadeiro inferno, além de ser expulsa do colégio — eu levava jeito para a coisa! -, para, quem sabe, eles tentarem se livrar de mim.

Quando o carro parou na frente do aeroporto, meu pai tentou pagar de "pai preocupado". Sinceramente? Não deu certo, mas fingi que estava gostando, ele sempre foi péssimo em demonstrar amor por mim após minha mãe morrer. Senti o braço dele envolver meus ombros enquanto caminhava para o portão de embarque.

Bem, essa era a única parte boa da minha família: o dinheiro. Por exemplo: as passagens para o vôo daquele dia estavam esgotadas, mas ele conseguiu dar um jeito de me por na primeira classe sem fazer o check-in. Hello, embaixador romeno?

Antes que ele tentasse mais algum melodrama fraternal, me virei para ele e dei um sorriso amarelo, mas me neguei a dirigir-lhe uma palavra, isso eu faria quando eu estivesse no avião de volta para a Romenia, feliz e saltitante. Ele mal esperava para ver... Assegurei que o violão estava bem seguro e entrei an área de embarque, sem dirigir um olhar para traz.

Claro que eu NÃO vou descrever a viagem, porque foi um total tédio! Passei a viagem inteira ouvindo AC/DC, como que para me acalmar, minha mente trabalhava em uma velocidade incrível e eu já esperava que minha aparência "diferente" causasse um certo receio na família. Estava tão distraida em meus planos que nem ao menos percebi as horas passarem e apenas notei que a viagem de 8 horas apenas havia causado um sono tremendo em mim.

É, diferença de fuso horário fode comigo.

Quando sai da Romênia, era início da manhã e agora, aqui em Victorville, passava do final da tarde. Era uma coisa diferente e meu relógio interno estava louco com essa diferença. Esperei, iqnuietamente, o avião pousar e a saída ser liberada para os passageiros. Caminhei meio incerta até as esteiras e puxei duas grandes malas e uma menor, era muita mala, mas meu pai não sabia que eu não pretendia passar muito tempo ali.

Caminhei pelo saguão amontoado até visualizar três pessoas segurando uma placa com o meu nome. UGH! Sério, deve ser meio bizarro se chamar Alisha Nikolaevna Malkavian Dragomir. É, eu me chamo assim. Nomes romênos bizarros. Cheguei até o grupo um tanto quanto desengonçada, carregando aquele carrinho cheio de malas e logo fui recebida com grandes sorrisos.

Isso, sorrisos. Nada de olhares enojados pela quantidade de preto...

Bizarros.

- Seja Bem-Vinda a Califórnia querida! — Uma mulher de cabelo castanho avermelhado exclamou, em um inglês límpido. — Espero que tenha aproveitado a viagem!

- Pelo menos seu voo não foi para Santa Rosa, acho que dormir em um hotel de beira de estrada nãos eria uma opção, não é? — O homem de meia idade abriu um sorriso, como aqueles que os caras de filmes hollywoodianos fazem. — Sou Brian Haner e essa moça é Suzy, minha esposa.

- PAI! — A garota amis nova exclamou! — Eu sou a McKenna... Você morava perto do castelo do Vlad III?

Arqueei as sobrancelhas, surpresa com o ataque massivo de vozes. Cutuquei minha mente para ela funcionar e pronunciar alguma coisa em inglês que não me fizesse passar vergonha.

- Han... A viagem foi decente e sim... Minha mãe cuidava do castelo, mas ela morreu, então não... Não moro perto. — Acho que eu estava visivelmente confusa, já que a garota soltou uma risadinha e o homem, com o mesmo sorriso, começou a empurrar o carrinho com as minhas coisas.

- Gosta de Bullet? — McKenna perguntou, apontando para a minha blusa... Sabe, talvez a garota não seja tão má.

- Sim, gosto muito das músicas, também sou fã de AC/DC, Guns e Avenged. — Dei um sorriso amarelo, enquanto os Haner's me guiavam para o carro deles.

- Aaah! Você vaiu se dar MUITO bem com o meu filho! — Exclamou Brian.

Sério, eu desconfiei. Minha mente dizia que tinha algo diferente naquelas família, mas eu não estava conseguindo fazer a ligação e provavelmente passei toda a viagem até Huntington Beach em silêncio por conta disso. É, odeio não sacar alguma coisa quando ela está bem na minha cara. Os Haner's ficaram tagarelando a viagem inteira sobre escola, vida e coisas do tipo, pareciam felizes, ao contrário da minha família, que era um encenação fútil e mal feita.

Deixei meus pensamentos fluirem e acabei pegando no sono, só acordando quando McKenna, com um tanto de receio, me avisou que havíamos chegado na casa da família... E bota casa nisso! Havia dois carros na frente e um barulho de conversas lá dentro. Suzy e Brian trocaram um olhar de cumplicidade e se apressaram em abrir a porta, deixando-me entrar e dar de cara com a coisa mais bizarra de toda a minha vida.

- BEM VINDA! — Um coro de vozes me saudou e eu deixei minha boca se abrir, enquanto encarava cada membro do Avenged Sevenfold me encarando, com um sorriso nos lábios...

WTF?

Notas finais
Esta um lixo, adik
oakpsokaopskaposa
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.