Notas iniciais
Tá! Eu sei que o capítulo passado foi triste, mas foi necessário. Bella precisava de um tempo longe de Edward para pôr a cabeça no lugar. No capítulo de hoje vou dar a vocês umas dicas do que pode ter acontecido no passado no momento da abdicação de Emmett para vocês passarem esses dias pensando e formulando várias teorias maravilhosas! Agradeço de montão a lelinhacullen, Jo G Cullen, Aika, Anna e TamyLever pelos comentários e desde já quero todos aqui comentando bastante e me dando várias ideias para a continuação dessa história! Sem mais falatórios, fiquem com o capítulo de hoje e boa leitura!

“Eu não vou repetir o que fizeram com você no passado.”

“Não basta o que tivemos que fazer no passado... Eu quase perdi os meus dois filhos nisso e eu não quero que isso aconteça de novo.”

Quando acordei pela manhã essas frases que eu ouvi, sem querer, no palácio e que não saiam da minha cabeça. Agora que os meus pensamentos estavam mais limpos de tudo que aconteceu entre Edward e eu, essas frases misteriosas tiveram espaço para voltearem a minha mente.

Eu não conseguia esquecer tudo que ouvira e para mim parecia tudo muito misterioso desde o princípio. Nada me faz mudar de opinião a cerca de que alguma coisa muito séria tinha acontecido no passado daquela família que afetara todos eles e que o xis da questão está na abdicação de Emmett. Mas o que realmente deve ter impulsionado isso? Que mistérios rodeiam essa família?

Fui até a janela apreciar o nascer do sol já que eu mal tinha conseguido dormir com esses questionamentos pipocando direto na minha cabeça. O porquê de eu estar tão interessada, eu não sabia, já que Edward não fazia mais parte da minha vida. Mas a curiosidade me matava. Resolvi fazer uma coisa que eu odiava que era pesquisar por notícias antigas sobre essa época nas revistas e jornais pela internet. Eu sabia que muita coisa que era publicado pela mídia não era verdadeiro, mas agora seria o único lugar que eu encontraria respostas para acalmar um pouco essa duvida que me corroia.

Abri o notebook e ativei o filtro de pesquisa para 2001, o ano que Emmett tinha completado 18 anos, pois Edward havia me dito que apenas com a maioridade é que poderiam haver a efetivação dos títulos reais, ou no caso de Emmett, a não efetivação deles. Digitei “príncipe Emmett” e um milhão de reportagens apareceu na tela de busca. Fui abrindo uma por uma e tudo que eu lia parecia bastante interessante.

Ao que consta, vários motivos levaram a esse acontecimento e a mídia de alguma forma parece ter ajudado, pois a todo instante saiam notícias a respeito, sendo boas ou ruins. Durante o auge de sua adolescência, Emmett aparecia em várias capas de revistas e era manchete de jornais por seu comportamento transgressor. Algumas vezes, ele realmente saia dos limites, mas outras nem mereciam tanto repudio assim por que eram coisas naturais de um adolescente. Porém, a imprensa não estava preocupada com isso. Colocavam em cheque as atitudes do “príncipe rebelde” e questionavam até que ponto ele seria ideal para ocupar o cargo de rei um dia. Aparentemente, Emmett não se importava com isso por que não havia nenhuma resposta da família real a respeito.

Observei que chegou um momento nas reportagens que outro personagem entra na história, Edward, que na época tinha entre 14 e 15 anos. A mídia o comparava constantemente com Emmett. Tudo que o irmão mais velho não tinha Edward parecia ter aos olhos deles e a sua discrição colaborava ainda mais para que as pessoas se interessassem por ele e quisessem saber cada vez mais sobre sua vida. À medida que o tempo passava, cada vez mais jornalistas escreviam sobre como seria bom se Edward fosse o próximo herdeiro e não seu irmão. Fiquei imaginado até que ponto as pessoas reagiam a essas notícias e como estas influenciavam a mente delas.

Tudo parece ter piorado quando Emmett teve um coma alcoólico numa festa, próximo dele completar 18 anos e isso só favoreceu para que fosse criada uma imagem negativa ainda maior sobre ele e depois de algum tempo veio à notícia de sua abdicação que acabou surpreendendo a todos. Muito foi especulado a respeito de qual teria sido o motivo para o feito. Em seu discurso, Emmett declara que se sentia incapacitado para o cargo e que seu irmão era o mais indicado. Porém, a mídia não acreditava nessa hipótese e afirmava que o Rei Carlisle é que tinha mexido os pauzinhos e preterido um filho a outro.

Edward tinha me dito que o pai dele jamais faria isto, mas até que ponto ele realmente não estaria envolvido nessa história? Valia tudo para o bem da monarquia, não é? Eu acredito que Esme estava completamente envolvida nisso e até hoje tentava encobrir o mal feito do filho. Mas o que eles teriam feito que atingira tanto os filhos daquela maneira?

Eu estava tão distraída que nem tinha percebido que Jacob me esperava para irmos juntos a Northfolk para dar uma ajuda por lá. Afastei aqueles pensamentos questionadores por enquanto e o acompanhei. Passamos em Seraf e vimos que havia muita gente trabalhando na reconstrução da cidade. Após um mês da tragédia, o governo havia destinado verbas para a reconstrução do que havia se perdido e parecia que o trabalho estava a todo vapor. Enquanto tudo isso não se resolvesse, os desabrigados continuavam em Northfolk precisando de todo o nosso apoio.

Era incrível como eu era bem recepcionada por lá! As pessoas queriam falar comigo, apertar a minha mão e me davam presentes improvisados feitos com o que eles tinham, eu achava isso tão lindo! Queria tanto poder corresponder todo esse carinho a altura.

Eu estava ajudando Jacob a distribuir algumas roupas quando percebi certo interesse dele em uma certa mulher que estava ajudando também. Ela era alta, morena e com traços indígenas. Era bonita e parecia ter bastante personalidade. Jake não tirava os olhos dela e nem prestava atenção no que eu dizia. Até que ela chegou perto de nós e ele “sem querer” derrubou um cesto de roupas próximo a ela. Revirei os olhos com a tentativa boba dele de chamar a atenção dela.

— Me desculpe. – Ele falou enquanto ambos se abaixavam para pegar as roupas. – Eu sou tão desastrado!

Ela olhou bem para ele e sorriu de leve. No mínimo pensando o quanto era bobo aquele gesto, mas analisando se ele valia a pena a ser considerado por ela.

— Se sua intenção era chamar a minha atenção, conseguiu.

Jacob a olhou com espanto e eu ri de sua reação.

— Eu? Não.

Ela sorriu novamente e estendeu a mão para ele.

— Meu nome é Leah. Qual o seu nome “Sr. Desastrado”?

— Jacob.

— Você tem muito que aprender sobre como chamar atenção de uma mulher.

— Talvez você pudesse me dar umas lições...

Leah riu surpresa com o que ele disse e o olhou novamente. Eu não estava acreditando que eu estava presenciando isso na minha frente e servindo apenas de enfeite para os flertes de Jacob! Olhei para eles com certo interesse em como aquilo iria se desenrolar e parece que ela se convenceu do interesse dele nela. Olhou para Jake de ponta a cabeça e disse:

— Por que você não vem comigo ali me ajudar a fazer um apanhado das pessoas que estão aqui.

Sem pensar, ele a seguiu e eu fiquei sozinha novamente distribuindo as roupas. No final, eu estava satisfeita por ele estar finalmente conseguido se abrir para a vida e encontrar alguns motivos para sorrir.

— É verdade que você e o príncipe Edward se separaram? – perguntou uma mocinha que estava na fila para receber os agasalhos.

Olhei para ela e vi no seu rosto uma pontada de decepção. Eu já tinha percebido que as pessoas encaravam o meu namoro com Edward algo além de um entretenimento, mas um consolo.

— Não é verdade. – menti sem querer falar sobre o assunto ou me lembrar do que tinha acontecido dias atrás.

Ela pareceu se animar e reavivar as esperanças, pois deu uns pulinhos e bateu as mãos animada.

— Eu adoro vocês dois! Quando ele vem aqui nos visitar?

— Em breve ele virá. – Falei sem jeito, pois eu sabia que quase todos os membros da família real já tinham vindo aqui e Edward só tinha aparecido no dia da tragédia. Ele estava em falta com eles.

— Eu também gosto muito do príncipe Edward. – disse uma senhora ao lado dela. – Eu o vi crescer e sempre o achei um menino muito educado e honrado. Eu adorei quando ele virou o próximo na linha sucessória.

— Por que? – perguntei com interesse. – Você não gostava do príncipe Emmett?

— Não é isso. O gosto dele, mas ele se metia em muita confusão.

Percebi o quanto as pessoas em geral esperavam um comportamento mais recatado dos membros da família real. Por mais que o tempo passasse e há quem houvesse aqueles que tentassem revolucionar os comportamentos conservadores da monarquia, a própria população esperava que eles continuassem conservadores e distante deles próprios como se a família real fosse uma espécie de fio de escape para os sonhos dos súditos.

— E o que você acha que aconteceu para que ele abdicasse? – perguntei.

Ela pensou um pouco e respondeu:

— Dizem que ele não queria ser rei, mas eu acho que o pai dele é que não quis que ele tomasse o lugar dele.

Um rapaz que também estava na fila também resolveu entrar na discussão e quando vi muitos já discutiam a respeito. As pessoas adoravam um mistério e uma polêmica!

— Eu soube que o pai dele o chamou para uma conversa e o deu um ultimato: ou você se comporta ou sai fora e ele preferiu sair. Eu gosto do príncipe Emmett! Ele tem atitude!

— Eu discordo. – disse o outro. – Eu acho que o Rei jamais faria isso. O príncipe Emmett se aproveitou da situação e testou o pai dele pensando que conseguiria alguma coisa e acabou perdendo tudo.

— Pois eu acho que o Rei teve coragem de exigir do príncipe Emmett que abdicasse em nome da monarquia sim! – disse uma mulher que carregava bebezinho no colo. – Eu sempre notei que ele gostou mais do príncipe Edward.

De repente, o tema virou uma discussão geral e o burburinho tomou grandes proporções. Fiquei obervando os comentários e a maioria deles concordava que a interferência tinha vindo do rei. Me coloquei no lugar de Carlisle e imaginei como deveria ter sido difícil para ele enfrentar uma bomba dessa no inicio do seu reinado e as consequências disso com certeza ainda estavam perdurando e continuaria assim para sempre. Mas será que ele teve mesmo a coragem de preterir entre um dos filhos? Eu acreditava que não.

Depois de muita insistência deles acabei ficando para almoçar com eles para continuarmos conversando e confesso que foi até divertido. Conheci muito a respeito da vida antiga deles em Seraf quais eram os planos para o futuro próximo e fiquei tocada com tamanha força de vencer daquele povo. Porém, o tema inicial da conversa acabou me acompanhando todo o percurso até o campus. Se antes os questionamentos a cerca do passado da família real me rodeavam sem parar agora tinha ficado pior. E para a minha surpresa encontrei uma visita inesperada no meu quarto. Alice estava lá sentada a minha espera. Ângela vendo que eu tinha chegado saiu para me deixar a sós com ela, sem me dizer qual era o motivo da visita.

— Oi Alice! – falei enquanto apertava a mão dela. – A que devo a honra da visita?

Alice respirou fundo e pensou no que ia dizer. Ela parecia nervosa e não estava com toda aquela energia que ela parecia trazer sempre. Alguma coisa a preocupava.

— Posso te oferecer alguma coisa?

Ela não respondeu e me sentei ao seu lado para encorajá-la a iniciar o assunto. Pois eu já estava achando essa visita estranha demais.

— Bella... Acho que você está fazendo um mau juízo do meu irmão.

Revirei os olhos e dei um sorriso desdenhoso. Eu não acredito que Edward a tinha mandado aqui para falar por ele.

— Alice por favor!

— Tanya sempre foi uma tola! – disse ela com tom exasperado. — Apesar de ela sempre ter nutrido uma apaixonite pelo meu irmão, ele nunca a correspondeu.

— Eu sei o que eu vi Alice.

Ela pegou as minhas mãos com força como se quisesse me fazer ouvi-la com mais atenção.

— Quando eu disse para você que estava feliz que ele tenha encontrado você não foi à toa. Edward parece mesmo bastante interessado em você, Bella, por que eu nunca tinha o visto falar tanto antes de uma mulher.

Abaixei a cabeça e fiquei ouvido sem falar nada. Eu desejava imensamente que tudo aquilo fosse realmente verdade. Por que apesar de tudo eu ainda pensava nele e nutria sentimentos que eu duvidava que poderia se esvair.

— Edward sempre foi... Muito complexo! Ele tem uma insegurança maldita que acaba com ele. Apesar de ser aquele homão, nunca ele teve a percepção de o quanto ele é incrivelmente inteligente, sensível e bom.

Toda essa descrição eu já havia notado em Edward antes, logo no início do nosso relacionamento. Mas, esse tipo de comportamento que eu havia observado tinha ficado seriamente abalado no meu ponto de vista após o meu flagrante.

— Eu tinha percebido isso. – falei baixinho.

— Então! – disse ela com mais tonalidade. — Edward nunca conseguiu se relacionar muito bem com as mulheres e muito disso é parte da insegurança dele e por que ele nunca foi capaz de confiar totalmente nelas. Acho que ele tem medo de tomar uma decisão errada e acabar se decepcionando e a todos também. Edward se importa muito com o que as pessoas esperam dele.

— E por que você está me dizendo isso?

Ela silenciou por alguns minutos e se levantou e pediu um copo d’água. Me levantei e atendi o seu pedido achando mais do que estranho esse comportamento dela. Era como se ela relutasse a me contar alguma coisa muito séria. Fui até ela com cuidado e a entreguei a água. Ela bebeu rapidamente, mas em seguida começou a chorar. Sem entender nada, fui até ela e acariciei os seus ombros.

— Bella, meu irmão passou por maus bocados quando era adolescente... – ela falava enquanto limpava algumas lágrimas do rosto.

— Ele me contou.

Ela assentiu aliviada e resolveu contar o que escondia com mais segurança já que eu sabia parte da história.

— Eu nunca contei isso a ninguém, mas eu acho que talvez seja a hora de contar a você.

— O que?

— Edward tentou... Ele tentou suicídio quando era mais jovem.

Alice começou a chorar com mais intensidade e suas mãos tremiam. O meu coração falhou uma batida e me levantei sem acreditar, mas as minhas pernas estavam bambas. Eu não conseguia acreditar no que estava ouvindo.

— Ele só não morreu por que eu o encontrei antes que o pior acontecesse. Você entende a gravidade da situação?

— Sim... – falei com uma voz trêmula.

— Eu vim aqui por que faz dias que a gente não consegue se comunicar com Edward. Eu sei que ele deve estar arrasado com o término de vocês e quer ficar um pouco sozinho, mas eu tenho medo de...

Sem esperar ela terminar de falar, eu corri pelos corredores com ela a minha cola. Agora ao saber dessa história tudo mudava por que eu entendia que eu não poderia deixá-lo fazer uma besteira e perdê-lo. Eu não podia ficar sem ele e precisava salvá-lo para me salvar também.

Ao chegar ao quarto dele obriguei os seguranças a nos deixarem entrar e depressa fui adentrando o ambiente na esperança que tudo não passasse de uma desconfiança boba, mas a cena que eu vi descartava essa alternativa. Edward estava encostado na cama, desacordado, e com os tais remédios que eu encontrara no seu armário espalhados pelo chão.

Alice gritou e eu senti uma sensação horrível percorrer o meu corpo. Eu gelei dos pés a cabeça e por um momento eu não conseguia me mexer. As lágrimas escorriam pelos meus olhos e a falta de ar me consumia. Eu o tinha perdido.

Notas finais
E aí? O que vocês acham que aconteceu no passado? Quais teorias rodeiam a cabeça de vocês agora? E o que acham que aconteceu com Edward? hum? Comentem! Comente muito! Estarei ansiosa para ler o que vocês pensam. Acreditem, a opinião de vocês conta bastante para mim.