Notas iniciais
Voadores: Criaturas com asas, que conseguem voar - como diz o nome - seus rostos são como os de insetos e suas asas como de borboletas. O último Rei da nossa dimensão era um Voador.

O humano se vira para nós e fica paralisado, nos observa de baixo a cima.

–Ah! Meu Deus do céu — Grita ele se lançando ao chão e chorando — Não me matem, eu vou embora, eu juro!

–Ah! Santo Holandês Voador — Grita Pri apertando meu braço — Ele vai nos matar, Leo, corre!

–Calma ai! — Grito com um tom autoritário — Os dois, se acalmem, não vamos machucar ninguém.

–Ficou louco Leo — Diz Pri sussurando — Essa coisa, seja lá o que for, vai nos matar.

– Pri, olha para ele — Ele estava deitado no chão, chorando, vestindo uma calça larga vermelha, uma camisa amarela meio suja, uma sandália marrom, o cabelo estava grande, meio encaracolado, parecia que não comia a semanas,aparentava ter uns 20 anos, parecia um hippie — Ele não vai fazer nada. Ei, você aí do chão.

– Eu? — Pergunta o humano secando as lágrimas.

–Isso — estendo a mão para ajuda-lo a levantar — Não vamos te machucar, a não ser que você nos machuque.

– Pretendo não fazer isso — Diz ele levantando e se limpando — Onde eu estou exatamente?

– Na dimensão monstro — Diz Pri — Onde mais estaria?

–Então é verdade? — Diz o humano encantado — Eu sabia!

–Sabia do que amigo? — Pergunto um pouco irônico.

–Que essa dimensão existia — Diz ele abrindo uma mochila e tirando de dentro uma coisa parecida com o Monsterbook– O governo da terra, a minha dimensão, esconde dos humanos a verdade, ninguém de lá sabe da existência dessa dimensão, a não ser o governo. Eu já sei toda a história de vocês e como vieram para essa dimensão, mas o que vocês não sabem, é que alguns monstros ficaram lá, assustados com os humanos, eles começaram a reagir, eles se escondem de nós, e quando menos percebemos eles nos atacam. E o governo não está muito feliz com isso. E eu estou aqui para avisar que eles vão vir para essa dimensão matar todos vocês.

–Nos matar? — Diz Pri indignada — Nós não temos nada a ver com esses monstros que ficaram na sua querida dimensão.

–Tenta dizer isso pra eles — Diz o humano com um toque de sarcasmo — Alguns cidadãos já estão desconfiados sobre a existência de vocês, e o governo não quer que eles saibam a verdade sobre vocês.

–Como assim a verdade? — Questiono.

–Que vocês não são criaturas da noite — Diz ele guardando o aparelho parecido com o Monsterbook — Eles nos ensinam que vocês são do mal, que só querem destruir as coisas, igual animais.

–Credo — Diz Pri me abraçando — Não somos assim, somos amigáveis, espertos, não somos como animais.

–Estou percebendo isso agora — Diz o humano — Ah! como é o nome de vocês?

–Eu sou o Leo, sou um marino — Digo — E ela é a Pri, uma zumbi. E você?

–Eu sou o Max — Diz ele — Sou um humano.

–Percebemos — Diz Pri sarcasticamente.

–Então o recado foi dado, acho bom se prepararem, o governo tem várias armas de fogo e vários soldados — Diz ele se despedindo — Vou embora, quem sabe nos vemos por aí.

–Acho que isso não será possível — Digo para ele.

– Qual o motivo dessa conclusão? — Me pergunta ele.

– Olha pra trás — Diz Pri.

Ele nos olha como se fossemos loucos e se virá, e percebe que seu meio de viagem, o portal, sumiu.

–Ah não! — Diz ele desanimado — Como vou voltar? Não tenho materiais para construir outro portal aqui nesse dimensão.

– Sei de alguém que sabe — Digo olhando à Pri — O nome dela é Pillar, ela é um pouco maluca, mas você vai se acostumar.

–Então vamos nessa- Diz ele soltando um pulo — O que estamos esperando.

–Você não vai poder andar assim pela cidade — Diz Pri olhando para ele de cima a baixo.

–Assim como? — Questiona ele.

–Como um humano, claro — Diz Pri.

–Ah! É verdade — Concorda Max — Do que vão me fantasiar? De vampiro? Zumbi? Lobisomem?

–Não sei — Digo — Mas a vó da Pri pode dar um jeito.

Vamos correndo até o carro para que ninguém nos veja. Quando chegamos no carro a Dona Wood está dormindo, começo a bater no vidro para acordar ela, mas nada adianta.

–Pri! Da um jeito de acordar a sua vó — Digo desesperado.

–Ja sei — Diz Pri — Sei de uma coisa que sempre funciona.

–Faz logo guria — Grita Max.

–Batata! — Grita Pri bem alto.

–Oque? Quando? Onde? — Grita a Dona Wood — Ah, são vocês crianças, entrem aqui no carro. Quem é esse amigo de vocês?

–Olá Senhora — Diz Max se apresentando — Me chamo Max, e sou um humano.

–Ah! — Berra Dona Wood — Saia do meu carro criatura maligna, você não conseguirá levar minhas batatas.

–Vó, se acalma — Diz Pri — Ele não vai nos machucar e muito menos roubar as suas batatas.

–Ele veio em paz Dona — Digo acalmando-a — Ele veio nos avisar do que vai acontecer. Sobre os humanos.

–Acho bom mesmo — Diz ela um pouco desconfiada — Ficarei de olho em você, por garantia.

–Vovó! — Sussurra Pri.

–Que foi? — Grita a Velhinha — Tenho que proteger minhas batatas.

–Todas as feiticeiras gostam de batatas? — Pergunto — A Pillar pediu pra levar uma batata na próxima aula.

–Quem não gosta de batata? — Diz Max — Elas são ótimas cara.

–Gostei desse menino — Diz Dona Wood — Ele é esperto.

–Vamos ao que interessa — Diz Pri — Voltando ao Foco. Precisamos que você disfarce ele de monstro.

–Já que você pediu com jeitinho — Diz Dona Wood estralando o dedo.

Max começa a brilhar e tenho que fechar os olhos, mas mesmo assim o brilho me incomoda. O brilho vai sumindo e vou abrindo o olhos aos poucos, quando olho para Max, vejo que ele está igual um lobisomem.

–Prontinho queridos — Diz Dona Wood — Agora vamos embora que tenho minha novela para assistir.

–Gente — Diz Max — Eu estou lindo!

–Claro que está! — Grita Dona Wood — Meu trabalho é perfeito.

–Dona Wood — Digo interrompendo ela — Poderia nos levar até a casa da Pillar?

–Claro querido — Diz ela — Vamos pegar um atalho.

– De novo não! — Gritamos eu e Pri juntos.

Quando percebo uma fumaça tomou conta do carro e já estamos na frente da casa da Pillar. Olho para a Dona Wood e vejo que ela está feliz com o nosso desespero.

–Eu amo fazer isso — Diz ela rindo — Tudo bem aí atras, Max?

– Mais ou menos — Diz ele um pouco enjoado.

–Vamos logo gente — Digo saindo do carro — Temos que falar com a Pillar ainda.

Saímos correndo, subimos as escadas e batemos na porta, dessa vez Pillar abre a porta, percebo que a casa está toda branca e com o armário no canto, como na primeira vez que estivemos aqui.

–Olá queridos — Diz ela sorridente — Quem é o novo amigo de vocês?

–É o Max — Diz Pri — Ele é um...

–Humano — Conclui Pillar — Eu sei.

–Como você sabe? — Pergunto para ela.

–Digamos que lobisomens tem um olfato melhor que o de vocês — Diz ela fazendo um sinal para entrarmos — Senti o cheiro de humano de longe. Liguem para o amigo de vocês, preciso falar com todos vocês juntos.

– O Renato? — Pergunta a Pri.

–Claro né menina — Diz ela tacando um pedaço de papel em Pri.

Não demora muito para que o Renato chegue, ele bate na porta e abro.

–Quem é esse cara? — Pergunta o Reh — Ele tem cheiro estranho.

–É um humano — Digo — Mas calma ele não vai nos matar.

Max conta para eles tudo o que nos contou na escola, vejo a cara de preocupação de Pillar e fico um pouco assustado, ela parece saber de alguma coisa que não nos contou.

–Bom — Diz Pillar bocejando — Uma ótima história, amanhã vejo vocês quatro aqui, ainda tenho que me arrumar, tenho um encontro hoje.

–Estamos indo! — Grita Renato.

Saímos da casa e vamos andando até a pracinha.

–Onde eu vou ficar? — Pergunta Max — Não posso dormir na rua, pensava que a Pillar me ajudaria hoje.

–Você pode ficar la em casa — Diz Renato — Digo para meus pais que você é um primo distante, e te empresto meu perfume para disfarçar esse cheiro de humano.

– Por mim pode ser — Diz Max.

Vejo 4 carros da polícia virando a esquina e vindo em nossa direção, eles param no nosso lado e descem 4 policiais de cada carro e fazem um circulo ao nosso redor. Vejo uma pessoa caminhando em nossa direção, quando a pessoa se aproxima o circulo se abre e ele nos encara.

–Ora, ora, ora — Diz o policial — Vejamos o que temos aqui.

–Senhor Willian — Digo olhando ele de cima a baixo, ele é um voador, suas asas são muito rápidas, o que ajuda na caçada aos bandidos, ele e os outros policiais estão usando o uniforme, uma calça azul, uma camisa branca com um broche de uma fênix no peito esquerdo — Como vai o dia?

– Não me venha com falsidade Leonardo — Diz ele se aproximando — Sabemos que você tem um novo amigo, e isso não está me cheirando bem.

– Ele é meu primo Senhor — Diz Renato.

–Todos sabemos que ele não é seu primo — Diz o policial — Vamos fazer assim. Me entreguem o humano, ou eu mato todos vocês!

–Acho que hoje não — Diz Pri estralando os dedos.

Uma fumaça toma conta do local, e somos transportados para a casa dela, deixando os policias sozinhos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.