Notas iniciais
então galera, desculpe por isso mas acho que esse é um dos meus piores capitulos e já me desculpo por isso xD. Mas como o prometido, está ai o novo cap da semana ^^

Após aquele incidente, notamos que a camada que ocultava o local sumirá, então decidimos sair do teatro, e fomos a minha casa.

- Irá nos contar? Não me faça rir, como podemos confiar em alguém que queria nos matar a pouco tempo atrás? – Disse Dankan, querendo ou não mostrando toda sua raiva.

- Mesmo que não acredite jovem do trovão, irei contar, mas ai será uma opção de vocês, escutar ou não. – Avisou Kuro com certa indiferença.

Podia se sentir uma tensão entre todos, até mesmo Dankan estava perdendo a calma, o que dava certo grau de perigo a situação. Mas mesmo assim decidi escutar o que Kuro tinha a para falar, até mesmo porque era sobre meu avô.

- Acalme-se Dankan, deixe-o falar, não vamos perder a calma agora, Kuro está inofensivo. – Eu disse tentando acalmar a todos e a mim mesmo. – Agora poderia contar o que exatamente foi aquilo sobre meu avô não está morto?

- Começando do inicio. – Disse Kuro com uma certa ironia. – Primeiramente vocês já se perguntaram o porquê de só haver seis agulhas na bussola se são sete guardiões?

- Sim, mas até agora não encontrei uma hipótese boa o bastante. – Informei não só a Kuro, mas a todos. – Se ela não existisse você mesmo provavelmente não existiria não é mesmo?

- Exatamente, vejo que usa a cabeça de vez em quando pequeno líder. – Falou Kuro, provavelmente tentando me irritar. Mas digamos que não funcionou muito bem, e notando isso ele continuou: — Para falar a verdade existe realmente uma sétima agulha, e ela está aqui nesta fala para ser mais exato. Não é mesmo Mike?

- Como assim? – Disse Mike mais surpreso que qualquer um no local. – Não possuo nada deste tipo, por favor, acreditem em mim. Não sei do que ele fala.

- É parece que você realmente não se lembra de nada. Então vejo que terei de contar. – Falou Kuro decepcionado. – Na verdade, essas agulhas são uma parte condensada de nossas essências, não é mesmo “querido irmão”? – Aquelas palavras foram ditas com uma insegurança, mas Ryujin não se manifestou. E então Kuro suspirou novamente decepcionado.

- É como ele diz, e todos aqui foram expostos a elas pelo menos uma vez, e é por isso que foram aptos a serem nossos parceiros. – Disse Grifis, o que queria dizer que ele provavelmente tinha um maior conhecimento sobre isso que qualquer outro.

- Novamente tomando a palavra nas horas mais convenientes não é mesmo, “Rei dos céus”. – Disse uma outra voz, Naga, o basilisco, não sei dizer bem se era macho ou fêmea, mas pela forma que se comportava em relação a algumas coisas, poderia afirmar que seria “ela”. – Você já não se acha o “Maximo” o bastante?

- A vamos lá, “rainha rastejante”. Estou simplesmente colocando meu ponto de vista. – Não sabia direito se era uma ironia ou não, até mesmo porque uma vez me foi dito que a palavra basilisco seria algo como “pequena coroa”. Mas não acho que isso venha ao caso agora.

- Chega, os dois!! Não quero saber sobre essa briguinha infantil entre vocês. -Manifestou-se Ryujin pela primeira vez desde a batalha no teatro. – Sei que Grifos e Basiliscos não são amigáveis uns com outros, mas este não é momento para discussões.

- Continuando, apesar disso, dois de vocês tiveram uma exposição mais rígida que os outros. Aconteceu um pouco com essa garotinha ai. O que explica essas visões dela. Mas esse poder é tão condensado que nem mesmo os guardiões têm total controle sobre ele. – Disse Kuro, provavelmente se referindo a Renma. – E o outro é Mike, porem este não foi simplesmente exposto, e sim “fundido” a ele para que eu pudesse entrar em seu corpo e assim controlá-lo, mas como já disse não é um poder fácil de controlar e sob sua influencia eu, que tenho uma natureza ruim, perco totalmente o controle e sucumbo às vontades dele.

- Mas se isso é verdade, como ainda estou vivo? Se isso fosse verdade, como poderia estar aqui inteiro? – Perguntou Mike, inseguro sobre se realmente queria saber a resposta.

- Isso ocorre porque as pessoas que fizeram isso colocaram a minha “chegada” como gatilho, ou seja, o poder só é liberado quando estou fundido a você. – Explicou Kuro. – E em relação a garota, isso é apenas um efeito colateral pela alta exposição. Não é nada para se preocupar. – Mas essas palavras provavelmente deixaram Renma preocupada, pois agora ela não parava de olhar para o chão. – E é por esse motivo que na bussola tem seis ao invés de sete agulhas. Resumindo, a sétima agulha é Mike.

- Ainda precisarei de tempo para absorver todas essas informações. – E quando eu disse “eu”, me referia a todos. Acho que não era algo fácil de encarar. – Mas você disse “pessoas”, ou seja, existem humanos por trás disso? É uma coisa um pouco difícil de encarar.

- Realmente existem humanos envolvidos, e não sei dizer se suas intenções são boas ou não. E tampouco sei dizer quem são elas. E Agora falando sobre seu avô. – Falou Kuro tentando mudar de assunto. – Vamos colocar assim: “Seu avô está vivo e morto ao mesmo tempo.”

- Como assim? Ele está em coma em algum lugar? Ou em estado vegetativo? – Disse Renma, interpretando o que todos deveriam estar pensando.

- Não jovenzinha, Digamos que mesmo que ele esteja vivo, vocês não podem alcançá-lo. E isso é tudo que posso dizer. – Informou Kuro, mas isso foi um tanto desnecessário. Pois se fosse apenas isso eu não gostaria de saber, até porque me deixou com mais duvidas do que respostar.

Humanos que sabem sobre os guardiões, o paradeiro desconhecido de meu avô e a invasão que aconteceria em “não sei quanto tempo”. Tudo isso me estressava e me tirava o foco de tudo que acontecia ao meu redor. E o que mais me preocupava era a invasão, até mesmo porque não saber o dia era extremamente preocupante, e me fazia pensar que aqueles seriam os últimos momentos de paz da humanidade.

- Não precisa de precisa de preocupar. – Disse Ryujin, provavelmente lendo meus pensamentos. – A invasão só acontecerá na próxima semana, enquanto isso treinem e descansem o maximo que poderem.

Com isso todos nos saímos de minha casa, e cada um iria seguir seu caminho por enquanto. Mas antes de tudo, chegando lá fora me deparei com algumas situações um tanto engraçadas. Mike e Marcos competindo à atenção de Elize, provavelmente a chamando para sair. Red e Renma conversando em um outro canto, e vamos dizer que aquela combinação me assustava um pouco, a atiradora que poderia me afogar a qualquer momento, e a inocente garota que poderia me lançar longe com os ventos, e isso poderia causar sérias tempestades se elas se irritassem. Mas em um ponto escuro da sacada de minha casa vi Dankan encarando a situação de Elize um pouco mais sério do que o normal.

- Dankan, está bem cara? Vai me dizer que também está interessado em Elize? – Disse me aproximando de Dankan, o que não me pareceu boa idéia, pois ele me lançou um olhar um pouco assustador demais. – Tudo bem, esquece o que eu disse, mas você vai ficar ai apenas observando? Não que eu possa falar alguma coisa, mas acho que apenas observar não é uma boa coisa.

- Cara, cala a boca. – Disse rispidamente Dankan. – Não estou “interessado” nela, apenas preocupado, não sei se esses dois são bons o bastante para a minha Prima.

- COMO?! – Falei e ao mesmo tempo me desequilibrei e cai da sacada, que por sorte não era muito alta. E isso fez com que todos me olhassem com uma cara de não muito solidaria. – Você não ta me zoando não né? Se bem que se prestar bem a atenção... Não, vocês não se parecem. – Disse enquanto me levantava.

- Fique quieto ai, e não diga isso a mais ninguém. Acho que nem mesmo ela sabe sobre isso. – Disse ele me derrubando novamente. – Notei isso há pouco tempo, e caso conte, terá mais que uma simples queda.

- Mas espera um pouco, por que tem medo de dizer isso para ela? – Questionei mesmo sabendo que não teria uma resposta direta.

- Não sei como você era seu relacionamento com seu avô, mas apesar de sermos primos, nossos pais nunca tiveram um bom relacionamento por causa do trabalho deles, e mesmo que eu não saiba o motivo... – Dankan começava, mas eu acidentalmente o interrompi.

— Trabalho não é... Me pergunto que tipo de trabalho meus pais devem ter. – E foi ai que uma pequena suspeita se formou, mas eu logo a suprimira pela impossibilidade.

E em meio a isso, Marcos vinha em nossa direção não muito empolgado seguido dos outros.

- Então. O que vocês estão conversando ai? – Perguntou Elize, e pelo jeito que Dankan me olhou, poderia jurar que ele me mataria impiedosamente se eu disse algo.

- Na-Nada demais, apenas essas coisas que estão acontecendo. – Tentei mudar de assunto. – Acho meio estranho o fato de humanos envolvidos com os guardiões. Será que tem alguma organização que sabia disso antes de todos? Se tiver o que eles pretendem fazer?

- Qual é gente, vamos mudar esse ânimo. – Disse Marcos segurando seu braço onde havia a cicatriz, visivelmente desconfortável com tudo aquilo.

- já que insiste. A propósito Mike não acho que seja uma boa idéia você sair andando por ai, tem algum lugar para ficar? Se tiver peço apenas que deixe Kuro comigo. – Falei soando mais autoritariamente do que queria.

- Ainda preocupado, com o fato de eu não me controlar não é? Quer testar para ver se consigo ou não? – Disse Mike confiante. – Agora que sei o problema consigo resolvê-lo.

- Se quiser lutar conta alguém lute comigo. – Dankan tomou a frente, provavelmente querendo colocar medo em Mike para ele não chegar mais perto de Elize, e algo me dizia que eu teria que presenciar essa cena varias vezes a partir daquele momento.

- Vamos meninos, não querem destruir tudo aqui não é? – Disse Red tentando acabar com aquela cena desnecessária.

- Deixe-os brigar. – Disse Nerissa, o que a muito tempo não fazia. – Ai quando terminarem de se matar podem me agradecer por resolver esse problema tão simples.

Eu não sabia ao certo que eles iriam fazer. Mas felizmente, ou não, antes de começarem a lutar, começou a chover, e com isso todos se acalmaram, se despediram brevemente já assumindo que nos encontraríamos amanhã e foram para as suas casas. Apenas Mike permanecia por perto, provavelmente sem rumo.

- Caso não tenha lugar para ir, entre, como meus pais sempre estão viajando, acho que não vão se importar. – Falei convidando e entrei se esperar uma resposta, e então ele me seguiu.

- Não sei por que ainda insiste em me ajudar, tentei matá-lo e você me ajuda... Por quê? – Questionou-me Mike.

- Simples, porque não era você. Não foi você quem tentou me matar. Mas também não sei ao certo se foi Kuro. Mas se não poder aceitá-los acho que não posso aceitar meus instintos assassinos. – Respondi. – E tenho algo a contar a você. Digamos que tenho um mau pressentimento sobre a invasão. E tenho a sensação que se não conseguirmos controlar a essência dos guardiões perderemos essa guerra facilmente.

- Diga-me algo que não sei, então conversaremos direito. – Disse Mike com arrogância.

- Preciso de sua ajuda, é difícil admitir, mas aproveitando que está aqui, irei lhe pedir algo para me ajudar amanhã. – Falei determinado. – Amanhã começaremos o treino para ver se seremos capazes de enfrentar nossos inimigos.

- Agora você me assustou. O que pretende fazer amanhã? – Falou Mike enquanto me encarava com curiosidade.

- Vamos testá-los, veremos se eles conseguem adquirir a forma completa dos guardiões, e para isso preciso que você se descontrole amanhã. Tudo bem? – Falei determinado porem inseguro em relação aos outros.

- Emerson, Mike, sinto que amanhã não poderá fazer isso. – Disse Ryujin. – Você também sentiu isso não é mesmo Kuro?

- Sim, a cada minuto as dimensões estão mais próximas. Não poderão arriscar a segurança de seus aliados dessa forma. – Disse Kuro, o que me surpreendia, não achei que ele se preocuparia com outros. – Não é preocupação, apenas não quero que esse mundo acabe nas mãos de outros. Então amanhã Ryujin e eu administraremos os treinos, então se prepare para o inferno.

E infelizmente algo me dizia que eles não estavam brincando, aquelas eram palavras sérias. Mas tudo que poderíamos fazer era obedecer, para assim ter uma possibilidade de vitória.

Notas finais
Então, como disse pelo visto não ficou bom, mas de qualquer forma espero que pelo menos não os tenha feito dormir xD
Peço a opinião sincera, e como devem ter percebido não sou muito bom em retratar situações "descontraídas" e tentarei melhorar na proxima. então desculpem qualquer coisa, e até a proxima xD