Notas iniciais
Essa historia se passa apos o capitulo 4 de Uniranger

— Rion-san... Porquê?! Porque se deixou ser atingido?!
— P-Porque a sua mãe... ela jamais me perdoaria.
— M-Minha mãe?! Ela...
— Ela não te abandonou, Ino... ela conseguiu. Ela conseguiu ir para o futuro.
— E-Ela queria que ficasse com isso... por favor, Ino... proteja o futuro...

[Dimensão 3101... Também conhecida como Dimensão M...]

Uma nave viajava pelo espaço. Ela era pilotada por um jovem de blusa preta sem mangas, uma calça cinza e sapatos pretos. Tinha o cabelo espetado para cima, um tanto bagunçado e os olhos negros. Ele usava o que parecia ser um pingente. Seu nome era Rion, o Detetive do Tempo-Espaço.

— Ino-chan... Pessoal... – dizia Rion ao se lembrar dos eventos recentes.

[Flashback]

— Obrigado por cuidarem dos meus ferimentos. – Dizia Rion olhando para um grupo de cinco jovens acompanhados de um robô cuja proteção era alaranjada e os olhos brilhavam em tom de azul. – Achei que ia morrer.

— Você foi imprudente se jogando na frente e deixando-se ser atingido pelo inimigo. – Dizia uma garota de cabelos castanhos e encaracolados nas pontas.

— É.... Meu mestre Geki sempre chamou minha atenção por isso na época de academia.

—R-Rion-san... – uma outra garota, essa um tanto fechada, de cabelos longos, negros e lisos com uma franja penteada para o lado e roupas mais escuras e largas. – O que vai fazer agora?

— Agora que minha missão aqui se cumpriu? Irei para casa!

— Me leva! – A garota o segura pelo braço.

— QUÊ?!!!!!! – Todos diziam em uníssono.

— Perdão! – A garota abaixava a cabeça para os outros. – É que... sinto falta da minha mãe. Por favor! – Ela implorava a Rion. – Me leva!

Rion olhava espantado para Ino. De repente, abre um sorriso e toca em seu ombro.

— Não posso fazer isso. – Rion dizia. – Existem certas... Regras. Mas não se preocupe, Ino. Sua mãe também sente sua falta. Tenho certeza que ela vai voltar logo. A missão foi um sucesso, ela agora sabe que pode voltar.

Ino abria um sorriso enquanto os outros se aproximavam e a abraçavam.

[Flashback]

Rion respirava fundo ao se lembrar daquele momento. Sua esperança estava renovada, o rapaz não via hora de voltar e ver o que havia mudado em seu tempo. Porém, a nave começava a sofrer uma turbulência tão forte que o rapaz se assustara.

— Mas, o que...?

Ele olha para frente dando-se conta de que um enorme buraco negro havia se formado a sua frente. O alarme de perigo começava a apitar, Rion se via em perigo no momento que sentia perder o controle de sua nave. Ela era puxada para o buraco negro.

— Não.... Não.... Não, não, não, não!!!!! – Gritava ele no que a nave era tragada para dentro do buraco.

O buraco se fecha num enorme clarão, deixando para trás nada além da imensidão do espaço. O clarão toma conta do espaço novamente de onde a nave de Rion sai ainda apitando e avariada. O chacoalhar da nave faz com que o herói caia com sua nave em um planeta misterioso. Ela queima ao entrar na orbita do planeta e chocando-se em meio a uma selva.

[Dimensão 1982 — Planeta Teros]

O impacto da nave havia deixado um longo rastro de destruição. Rion acorda com o calor causado pelo fogo na nave e com os gritos de animais. Ele sentia-se sufocado e então começa a chutar a comporta até que ela se abria. O rapaz se joga no chão enlameado e completamente sujo. Ele respirava ofegante tentando recuperar o fôlego.

— Estou vivo. Estou vivo... – repetia para si mesmo enquanto passava a mão em seu corpo como se verificasse o que dizia. – Mas acho que vou ficar preso nesse planeta por algum tempo...

Ele olhava triste para sua nave que parecia completamente destruída. De repente, ele sentia um forte tremor. Um tremor como se algo se aproximasse.

— Tá brincando... Tá brincando... – ele repetia em tom baixo como que para si mesmo e com receio do que pudesse ser.

O rapaz se vira ao ver algumas árvores se mexendo, como se algo muito grande as empurrasse. De repente, diante dele surge um lagarto que devia ter mais ou menos uns 9 metros de comprimento e 3 de altura. Os braços eram menores que suas pernas, porém robustos e tinham garras que pareciam afiadíssimas. Sua boca guardava muitos dentes que pareciam igualmente afiados. Apesar de pequenas diferenças, a criatura lembrava um Megalossauro.

— Mas isso não é possível! – Rion olhava espantado. – Você deveria estar extinto!

A criatura abaixa a cabeça a aproximando do rapaz de forma a farejá-lo. Ela então ergue a cabeça novamente soltando um rugido longo e muito alto o atacando rapidamente.

— Essa não!!! – Gritava Rion ao ver que a enorme criatura abria sua boca enquanto abaixava a cabeça em sua direção outra vez. Rapidamente ele agarra o pingente em seu pescoço. – PowerHenshin!

A criatura no mesmo instante que o pingente brilhava o abocanha. Porém, sua boca começava a se mover involuntariamente. A criatura olhava aquilo com uma expressão de confusa e então podia-se ver um guerreiro de armadura azul-esverdeada e um capacete muito parecido com o de policiais espaciais. O guerreiro empurrava o maxilar da criatura de forma que consegue se projetar para a frente livrando-se da boca da criatura gigantesca.

— Desculpa, lagartinho, mas eu vou ter que fazer isso... – dizia o policial do espaço tempo. – TIME GUN!

Ele puxa seu braço como se sacasse uma arma. Uma espécie de pistola ameaçava se formar em volta dele, mas logo desaparece.

— O quê?! – Ele ficava surpreso. No exato segundo seguinte, o policial era acertado com tudo pela longa cauda do animal que o empurra selva adentro destruindo as árvores no caminho. Ele se choca contra uma mais resistente e sua armadura se desfaz. – Ahhhh... – dava um pequeno grito ao notar que sua costela parecia ter deslocado. Ele então a bate com ela contra a árvore com o máximo de força que conseguia e a sente voltar para o lugar. – Meus poderes... Droga, a nave é que os alimenta, ela deve ter pifado de vez.... Estou preso nesse lugar... preso!!!

O rapaz socava a árvore arrependendo-se logo em seguida. Ele então leva a mão ao local da costela que ainda doía no que ouve o urro da criatura novamente.

— Não vou dar conta desse bicho no estado em que estou.

Ele corre o máximo que dá esgueirando-se pela selva até encontrar uma gruta onde se esconde e se cobre de lama tentando disfarçar seu cheiro. A criatura passa por ele aproximando seu focinho e o cheirando. Por um breve instante, o coração de Rion parou. A criatura sai de lá, fazendo com que o rapaz pudesse enfim relaxar um pouco.

— Onde diabos vim parar? – Ele dizia olhando em volta enquanto abraçava as próprias pernas.

Os dias foram passando sem que Rion perdesse as esperanças de encontrar tecnologia. Desviando-se sempre dos perigos naturais do planeta, continuou sua busca por uma forma de sair dali e poder voltar para o seu tempo ou ao menos descobrir onde havia parado. No entanto, nenhuma resposta fora encontrada durante meses. Foram meses de busca até que ele finalmente teve de encarar a realidade.

— Eu nunca vou sair daqui. – Dizia Rion, agora com o cabelo comprido e uma barba por fazer. A roupa se rasgara com o tempo de certa forma, os sapatos já haviam ido embora, ficando apenas um pé que ele usava para jogar água em seu corpo e também para beber água no riacho que ficava perto de uma gruta, onde ele agora morava. – Nunca voltarei para casa...

Enquanto isso, no espaço, uma nave toda prateada parecia se aproximar do planeta.

[Nave Espacial SarcoImperor]

— Senhor, chegamos ao planeta Teros. – Dizia um rapaz de cabelos curtos e de um castanho bem escuro. Ele trajava um uniforme estilo uma jaqueta cinza que se fechava de lado com uma faixa do mesmo tom.

— E você tem certeza que é mesmo desse planeta? – Perguntava um homem de costas. Ele tinha o cabelo cheio e um pouco bagunçado, mas sem aparentar desleixo. Eles também eram de um castanho mais escuro. Seu traje era parecido com o do rapaz, porém, tinha uma faixa na cor verde.

— Sim, senhor. A leitura da anomalia aponta para este planeta.

— Muito bem, então. – Ele olha para o rapaz. – Vamos adiante.

A nave adentra o planeta a toda velocidade. Rion parecia comer alguma espécie de peixe ou algo parecido quando ouve um barulho vindo da mata que se mexia de repente, de dentro dela saia uma pequena criatura que andava de duas patas e tinha um rosto jovial, quase que de um bebê. Olhos um tanto que esbugalhados e negros, tão negros que nem pareciam possuir pupilas.

— Di... – grunhia a criatura como se tentasse falar algo.

Rion a via encarar sua comida e então dá uma pequena risada.

— Você quer? – Diz o rapaz oferecendo a comida no que a criatura avança com voracidade. – Ei! Você estava com fome, não é mesmo?

— Diiiii!!! – Gritava a criatura que esboçava alegria.

— Pode comer à vontade, tá bom? – Rion sorri. – Você não devia andar sozinha por aqui. Pode ser perigoso! Você não tem ninguém?

— Di. – A criatura fazia uma feição triste como se entendesse o que Rion dizia. O rapaz sentia pena da pobre criatura.

— Já sei! Você não quer ser minha amiga e me fazer companhia?

— Di?!

— Claro! – Rion respondia como se soubesse do que se tratava. – Eu vou ter que te dar um nome, deixe-me ver..... Deixe-me ver..... Já sei! DiDi! A partir de agora você se chamará DiDi!

— Di!!!!!

A criatura gritava de felicidade e corria na direção de Rion o abraçando em seguida. Depois de todos aqueles meses, o jovem herói não se sentia mais tão solitário. O momento é interrompido por um tremor que agitava e fazia as aves voarem. Rion corria desconfiado do que podia ser ao ouvir o forte barulho. DiDi faz o mesmo pegando o rapaz e o jogando em suas costas fazendo com que os dois chegassem mais rápido ao local. Ele avista uma nave parada ao lado dos destroços de sua antiga nave.

— Não acredito! – Ele dizia olhando para DiDi com empolgação. – Uma nave! Uma nave!

A nave se abre fazendo com que Rion ficasse em alerta. Ele vê as duas pessoas saindo de dentro da nave segurando um objeto em suas mãos. Elas pareciam analisar os destroços. Ele decide observar um pouco mais.

— Senhor, o leitor está enlouquecido. – Dizia o rapaz sem cor no uniforme. – A anomalia deve estar por aqui.

— Estou vendo. Fique alerta... E por favor, tome cuidado!

— Não sei do que o senhor está falando. Eu sempre tomo cuidado.

— Sei...

Rion observava a conversa estranhando o que seria a anomalia. Ele então observa que preso a cintura dos dois haviam armas de fogo. Ele diz para DiDi ficar ali em segurança e então pula na direção dos dois seres misteriosos preparando-se para um ataque.

— Unimun Kick!!! – Ele dizia saltando no ar enquanto girava e posicionava o pé em um chute. O ataque repentino fazia com que os outros dois tentassem desviar. Um deles, com a faixa verde no uniforme consegue, enquanto o outro acabava sendo acertado.

Em seguida, o de faixa verde parte para cima de Rion trocando socos e chutes até que Rion consegue pegar a arma na cintura do homem e aponta para ele.

— Opa! Calma! Muita calma! – Dizia o homem de uniforme com faixa verde. – Você não vai querer fazer isso, rapaz.

— Vocês vão me dizer que papo é esse de anomalia e o que fazem aqui.

— Calma! Você vai acabar se metendo em encrenca! – O homem uniformizado o alertava. – Nós viemos em paz!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.