Dile: A prometida

3 Capítulo 3 - Beatrice


Notas iniciais
Oi pessoal Piadinhas sem graças da minha mãe: -Ah Hahaha Aron, Aron-MANNNN!!! Fico com cara de pepino. -Há algumas palavras em francês. Boa leitura e obrigada

Capítulo 3 — Beatrice

‘’O bem e o mal são conceitos criados pelo homem’’

Lestat de lioncourt

Capitulo 3-Beatrice

Ele soltou um riso suave e manso me pegou pela cintura, colando seu corpo ao meu, pensei: nossa o que esta acontecendo me acho feia mais ultimamente pessoas estão sendo diretas que sentimento estranho, ele afagou meu cabelo e disse calmamente.

–Há tanto tempo que não via uma prometida. -Após o transe me afastei rapidamente, suas mãos eram lisas como seda porem fortes como um diamante, meus olhos estavam saltados olhei para ele confusa esperando uma resposta.

–Não fique assim não lhe farei nenhum mal na verdade moro aqui como você agora, pertenço à primeira classe da realeza dos filhos, doçura, — Disse ele se sentando em uma das cadeiras deixando todo seu charme a amostra com suas pernas cruzadas ele era estranhamente diferente de Aron ao mesmo tempo tão parecido, seu toque era leve como uma linha de lã a ser rompida, porém o de Aron era sutil seguro.

–Não compreendo isso de classe, e como vocês são estranhos. –Ele gargalhou mesmo assim era uma voz macia e sensual, fez um gesto para me sentar ao lado dele, obedeci, porém, fiquei a certa distancia dele.

Ele era petulante e sabia de seu charme e estilo como dois mais dois é igual a quatro, usava isso como se usa uma arma para matar.

–Não posso lhe morder, é proibido o que é uma pena, então chegue mais perto. – Algo me dizia para obedecê-lo, mas não o fiz, ele pareceu entediado.

–Vocês são o que? Isto é uma sacanagem?Ok!Posso até acreditar em seres sobrenaturais, mas em um mundo paralelo é difícil. –Disse em tom desesperado e furioso, sabia que aquele ser que jazia ao meu lado não tinha culpa de nada ou não toda a culpa em si, mas precisa culpar alguém humanos frustrados tem essa necessidade imbecil e eu não sou exceção.

–Querida, você espera que sejamos românticos, como homens humanos apaixonados, você quer o glamour das historias sobre nós, consigo ver em seus olhos, mas isso não passa de uma blasfêmia, afinal não possui sentimentos por ninguém até agora, de amor e paixão, eu só sinto amor e paixão em vê-la morta, em sentir seu sangue correr sobre minhas veias e me sentir sugando tudo o que você chamava de vida, sentir seu corpo quente sobre mim, então não se iluda achando que algum de nos vamos a amar do jeito que deseja e que daqui em diante terá uma vida cercada de emoções, não, não terá então não gostaria que alguém a enganasse apenas para sua satisfação na morte. – Disse olhando para esmo como se as palavras fossem das mais simples, e sem expressão alguma, o que me irritava, isso tudo que disse sabia que era real, mas não querendo aceitar e não aceito.

–Escute bem Erick, pode ser bonito e pertencer à classe que for não me importa, não quero o ‘’SEU’’amor, não quero nada seu, afinal nem mesmo lhe conheço então não se dirija a mim como se eu fosse uma de suas vitimas ou o que for. E sim, vampiros não são como eu imagino ou como eu gostaria e aceitarei isso com o tempo, agora vou indo com licença. –O disse como se agulhas saíssem de meus lábios com toda a fúria de algo que defendo com o coração e alma, me retirei não olhando para trás desejando que ele fosse embora, mas ele riu, debochando de mim, uma fúria surgiu, mas me controlei,respirei fundo e parti.

–Não se vá, até que é interessante. Mundanas normalmente não falam assim comigo, e você diz que nos que somos estranhos, Ah menina que pensa que sabe da vida, é uma criança, como uma flor bela, leitosa e inocente. – declarou com os olhos violetas opacos e vazios como se olhasse para o nada.

Sai mesmo assim, não queria mais ouvir nada, queria deitar, quando abri a porta Aron já estava em meu quarto impaciente andando de um lado para o outro e me olhou com seus olhos cerrados de fúria e raiva, percebi que atrás de mim se encontrava Erick silencioso e entretido, Erick trajava um colete todo bordado e lindo por cima de um terno perolado bege e pesado, usava cores claras e de excelente gosto, cabelos cor amêndoas arrumados para o lado se resaltavam, olhos brilhando como rubi violeta, repletos de sarcasmo e descaso, agora pôde se perceber o quanto os dois eram lindos.

–O irmãozinho que infelicidade lhe encontrar. — Pronuncio-se Erick depois de seus teatros de fúrias um ao outro, estava pasma porque os dois eram tão diferente um do outro tanto emocionalmente quanto fisicamente, Aron e Erick com seus corpos esculpidos por anjos, olhos cores diferente e cabelos também.

–Digo-lhe o mesmo, e o que estava fazendo com a prometida não me diga qu- Disse Aron que foi interrompido por seu irmão, eu estava em choque não conseguia dizer nada apenas observei. Aron pareceu estranho a meu ver sempre com seu rosto sem calor e agora repleto de emoções.

–Não, sabe que não faria isso, e além do mais eu transgrediria a lei e morreria, esse é o pior crime, e ela não me encanta o suficiente, e sabe que tenho Beatrice, não sou como você. –Disse Erick ainda com o rosto impassivo mais no fundo ainda existia um entretenimento em sua face, como um no circo quando um palhaço atrapalhado tira risadas superficiais nossas.

–Cale-se não irei dispor do meu tempo a ti, Dile venha. – Ordenou Aron a mim dando sua mão, prossegui junto a ele com sua mão gelada, porém ainda ele me dava arrepios ainda me fazia suspirar era tão perfeito eu não tinha chance, estava nervosa pelas ofensas de Erick e queria gritar com os dois dizer que não sou uma cachorrinha que ele pode controlar, porém dessa vez apenas me calei e assenti a Aron.

Aron fechou a porta em um estrondo fazendo a madeira pesada tremer deixando seu irmão em meu quarto e seguimos pelo corredor que lembrava um castelo só que mais moderno refinado e muito bem iluminado com luzes vazando pela claraboia como se as luzes banhassem os olhos de Aron e fizessem ter um brilho sobrenatural, eu percebi que estava o encarando demais e com ternura e desejo no olhar e ele percebeu o que me fez corar e olhar para frente, nossas mãos ainda estavam dadas, era tão natural que ele nem pareceu perceber como se elas fossem feitas para se encaixar.

–Me permite fazer uma pergunta? –Disse Aron ainda caminhando para frente o corredor parecia nunca terminar, havia enormes janelas com desenhos como o do banheiro, portas duplas e portas comuns.

–S-sim- Gaguejei, pois aquilo era inesperado, aquela pergunta nunca imaginaria que ele faria ou que ele que seria o primeiro a quebrar o silencio, como uma válvula de escape, que pergunta ele me faria?

–Porque tentou desistir da vida?- Perguntou ele em um tom sério para no meio do corredor, no final pude ver uma enorme porta de vidro, mas com cortinas cobrindo os vidros da porta, cortinas vermelhas e pesadas, me perguntei mentalmente se era para lá que iríamos, a pergunta dele me constrangeu mais ele parecia preocupado ou era só minha imaginação, era como se ele usasse uma mascará de será fria, nunca consigo decifrar e isso me irrita.

–Parecia tão pesada e por muito motivos. – Pronuncie a ele quase em um sussurro baixo, estava olhando para meus pés com os sapatos vermelhos bonitos e chiques percebi que nunca tinha usado algo tão fino e de classe, estava envergonhada odiava que soubessem de minhas fraquezas, isso era um dos meus piores defeitos meu orgulho e a pessoa que eu menos gostaria que visse, pensei: droga como eu sou inútil.

–‘’Deus não nós dá fardos maiores do que possamos carregar’’-Falou Aron como se citasse um trecho, não sabia qual era. – Não acredito em Deus e nem no Diabo nunca vi nem um, os dois me negaram. – Ele falava sombriamente como se vivesse há anos ele continuava com sua mão sobre a minha e falando de frente a mim e bem perto, meu coração falhou uma batida, senti seus olhos penetrantes sobre meu rosto era demais perturbador.

–Aron você estava vivo por quantos anos?- falei com um sussurro quase inaudível, mas ouvi a porta de vidro se abrir em um rangido velho e estridente que dava aflição de ouvir, já Aron pareceu estar acostumado sem demonstrar reações contra um barulho, uma mulher saiu da porta alta, anda de modo charmoso e cheio de graça, ao invés de andar como uma girafa recém-nascida, seus cabelos eram negros como ébano e cacheados até as costas, seus olhos eram como os cabelos cor carvão, era linda e cheia de graça com suas pernas compridas como um posto branco, sua pele era lisa e branca como a lepra, dava impressão que era macia.

Aron se recompôs olhando para frente e soltando minha mão, agora estava no modo ‘’ice-man’’ de novo.

–Beatrice, preciso que ajude ‘’a nova’’, você será a tutora dela, Dile essa é Beatrice Meronni sua nova tutora e Beatrice essa é Dile Vandort. –Apresentou-me Aron a mulher alta e elegante, agora que a vi de perto parecia ser muito mais jovem como se fosse da minha idade, ela usava um vestido preto que realçava sua cintura fina, porém tinha seios pequenos, ela sorriu exibindo os caninos de vampira, eu retribui e assenti com um aperto em sua mão gelada.

–Vou-me indo- Disse já andando pelo corredor e deu um grito para mim. — Ah Dile começamos amanhã não se esqueça. –falou ela correndo e gritando o nome de Erick, então era ela a Beatrice que Erick disse a Aron, eu estava perdida em meus pensamentos quando Aron me acordou subitamente.

–Vamos precisa comer algo, me siga. –Declarou sem mais delongas, não me deu sua mão mais o segui, mesmo com sua atitude rude comigo.

Não soube como era o salão que ficava atrás da porta de vidro, mais logo esse pensamento se foi quando atravessei um arco repleto de rosas e flores crescendo sobre ele, era um salão ao luar, era cercado por arvores e rosas brancas, havia uma mesa no centro era de vidro com duas poltronas brancas e antigas, na mesa havia taças vinho gelado, frutas e vários tipos de comida, o chão era como um tabuleiro de dama, tudo lá era tão preto e branco, meu vestido destacava no meio do ambiente a roupa azul dele também, parecia um desenho que só nos fomos pintados, ele ainda silencioso empurrou a poltrona para trás me ajudando a sentar, então deu a volta e se sentou na outra poltrona.

–Coma, você não se alimenta há muito tempo deve estar faminta...

–Quando vou poder ir embora?

Ele se calou, e me serviu um pouco de vinho e o ambiente ficou mudo, não iria pressioná-lo ainda mais para falar, então depois de um longo tempo ele se pronunciou, olhei com animo e entusiasmo.

–Dile terá que ficar aqui, para sempre. –Falou ele como se estivesse sofrendo o que me fez ter raiva devido ao um pensamento egoísta: Nossa sou tão péssima companhia que você tem que sofrer para falar isso, mais ao invés disse apenas serrei os olhos e lagrimas rolaram como se suas palavras fossem facas cortantes que me machucam.

*******

Beatrice corria pelo corredor gritando o nome de Erick, ele estava em uma das salas não muito grandes com apenas duas poltronas, uma mesinha de centro e uma lareira, mesmo assim o cômodo era muito bem decorado como a mansão inteira, a mansão era enorme e tinha tantos cômodos era quase um labirinto para quem não conhecia fielmente a casa.

–Cherry- Acenou para Beatice que andava como uma leoa demonstrando todo seu sex appeal de forma natural, parando sobre a porta e olhando Erick com fúria estralada em seu olhar como fogo negro, ela demorava a se pronunciar sobre algo mais quando pronunciava era da forma mais amedrontadora possível.

–Nunca amou ninguém não é Erick? Eu o ouvi naquela hora eu estava procurando por você, oh céus, nunca amou ninguém!Então agora que você vai realmente nunca ter amado ninguém, seu cretino.

–Beatrice, sabe que amo Cherry, esse é meu papel, a garotinha esta apaixonada por Aron ele cortará o coração dela, e quando isso acontecer, que a pobre pelo menos esteja já preparada para isso.

–Mais todas se apaixonaram por ARON! Ou a maioria, desde que ele assumiu esse cargo em quatrocentos anos!

–Eu sei mais essa é tão diferente, ela olha para ele como se ele fosse um anjo! Fiz um teste para ver se ela era tão apaixonada por Aron quanto pensei, e sim ela é, conseguiu dar um enorme fora em mim! E olha- disse Erick apontando para si mesmo- sou perfeito, quem daria um fora nessa perfeição? As outras sempre sediam e esqueciam Aron ou se faziam de difícil mais depois esqueciam, ela deu um fora enorme logo de uma vez, ela gosta mesmo dele, porém ele nunca poderá ficar com ela, ele a ‘’sujaria’’- fez um gesto com as mãos de aspas- e ele não ama ninguém faz quinhentos anos, a única que ele amou foi... Isa alguma coisa...

–Isadora de Lafir. E isso não justifica, quer dizer que você ficava ‘’testando’’ ERICK!?

–Não deste jeito que você pensa! O Maximo que faço é abraçar e depois falar palavras bonitinhas de humanos só, fosse é minha deusa não humanas problemáticas!Vem cá!-Disse Erick apontando seu colo para Beatrice que continuava na porta pensativa como se estivesse viajando para outro mundo.

–Cherry, vous souhaitez mon amour- Falou Erick melodramático deixando de parecer uma estatura de mármore fazendo uma careta de tristeza.

Beatrice como se acordasse de um sonho foi até ele preguiçosamente, como se seus pés tivessem vida própria e a mente dizendo não ao charme de Erick era como uma maquina automática.

–Você é um francês charmoso e eu não consigo cair nas suas armadilhas de amor gélido- disse Beatrice sussurrando já no ouvido de Erick, sentada em seu colo.

–Tarde demais já caiu. –E assim beijou Beatrice com volúpia suas mãos passando livremente sobre os cabelos sedosos da mulher, e se beijando com desejo...

*******

–Para sempre? –Falei com angustia na voz, me doía tanto queria chorar, meus olhos já estavam se banhando com a tristeza, então engoli meu choro, levantei a cabeça e minhas lagrimas voltaram, esperei um pouco e abaixei, percebi que não adiantava eu falar nada, teria que agir se quisesse descobrir alguma coisa, teria que descobrir sozinha.

Comi pouca coisa e disse que gostaria de repousar, Aron falou que me chamaria na manhã seguinte eu assenti, o jantar inteiro ele não comeu nada apenas brincava com a taça com vinho e me encarava, o que será que era estava pensando? Por um momento queria beija-lo mais descartei esse pensamento rapidamente, ah eu estava pirando, o que vou fazer aqui toda a eternidade? Sou humana então não posso viver toda a eternidade e ficarei trancafiada aqui, oh meu pai que saudades que eu sinto de você, quando ia com você ver pedras que julgava algo cientifico, quando íamos tomar café como me fazia rir com suas piadas sem graças, e bagunçava meu cabelo quando eu estava brava, como me fazia dormir, queria você aqui comigo.

Essa duvida me faziam viajar, essa tristeza que não me larga.

Ele me acompanhou até meu quarto, tropecei em um tapete, eu ia bater de cara no chão ele me segurou forte como uma rocha e nos olhamos, estávamos colados suas mãos em minha cintura e minha respiração em seu rosto, estava corada, estávamos tão perto...