Dile: A prometida

10 Capítulo 10 - Angenaron


Notas iniciais
Oiiii pessoal, então decidi continuar, já que é para vocês que eu escrevo e afinal vocês que me incentivam, enquanto não tenho noticias de um livro físico tentarei reparar os erros da história, e estou chegando com novas tramas, revelações e planos, obrigada aos que me acompanham e espero que continuem, Comentários são muito importantes e são o que mais me incentiva! Obrigada e boa leitura ♥

Capítulo 10 — Angenaron

‘’Demasiada Loucura é o mais divino Juízo’’

Emily Dickinson

Capitulo 10 — Angenaron

–O que houve? Aron ainda sou eu... – Me espantei, abaixei minha blusa e fui ao banheiro, estava chateada arrumei meus cabelos e me olhei no espelho, o que eu seria então? Um desastre, não sou humana, não sou a prometida, o que eu sou? Tranquei-me no banheiro, sentei atrás da porta, Aron bateu na porta e disse:

–Não Dile, você é diferente, não, não se tranque, eu não quis magoá-la, é que seu sangue é... ‘’Na ultima aurora nascera à menina de sangue dourado cujo terás mal e o bem, basta a ela saber o que lhe apetecerá, ‘’ O livro sagrado... Você é Angenaron á sem significado, indecifrável, tem qualquer tipo de aparência, a rainha das luzes e trevas...

Abri a porta e olhando em seus olhos disse:

–Não sou Angenaron, eu sou Dile, apenas Dile a que mora em Veneza, St. Mark's Square.

–Mesmo que for eu não me importo, o sangue de Angenaron queima tudo, todo o mal e resta o bem mesmo ela sendo parcialmente amaldiçoada.

–Ok vai dizer que eu seja isso é uma hipótese, bom o que eu posso fazer? Quer dizer não acha mesmo que vamos morrer amanhã não é?

–Bom eu acho, ao menos que você descubra o que pode fazer, ou podemos ficar fugindo de cidade em cidade até você apreender, bom considere a segunda opção melhor.

– Deixe- me pensar, fugindo? Arriscar a vida de todos pela minha própria impotência de destruir o maldito Nicolas..., de qualquer forma vamos morrer amanhã, então isso nos daria uma chance e um prolongamento de vida.

–Que bom que entendeu, enfim vou chamá-los.

***

Eleanor ia do banheiro ao quarto, ansiosa, até que Erick a segurou por trás, colando em suas costas, pele gelada contra pela gelada, transformando o gelo em calor frio, era possível imortais amarem?

Eleanor se virou e disse:

–Não podemos morrer assim... – Disse ela á Erick que passou a mão em seus cabelos e esboçou um sorriso torto e disse:

–Hipoteticamente falando já estamos mortos.

–Nossa Erick! você é tão engraçado, eu só acho que você deveria virar humorista, sabe largar essa vida de controlar um país de outra dimensão e tentar a vida de outra forma. – Disse Eleanor com um tom sério e ranzinza olhando profundamente naqueles olhos violetas, Erick riu alto e falou:

–Se eu tivesse fôlego eu o perderia, essa piada foi ótima, eu vou considerar essa possibilidade.

Ouviu-se uma batida na porta:

–Quem é? – perguntou Eleanor desconfiada se distanciando de Erick que olhou para ela sério.

– O papai Noel! –retrucou Aron com um riso irônico e Erick abriu a porta e viu Aron descabelado e amassado dizendo:

–Regra número um, nunca peça para um estranho que bate na sua porta se identificar quando esta ameaçado de morte. – Disse Aron e Erick riu de novo o que deixou Eleanor furiosa.

– Regra número dois, nunca o estranho deve se identificar como ‘’O papai Noel’’. – retrucou Eleanor e Erick caia na gargalhada e Eleanor complementou: — Quer saber leve Erick daqui, ele parece uma hiena...

–Vou levar vocês dois, acabei de descobrir que Dile tem uma grande chance de ser Angenaron, explicaremos melhor, venham...

Dile foi até Antony e Leonard que do quarto dava para ouvir vários risos e conversinhas que ela consideraria muito estranhas, enfim bateu na porta e Leonard atendeu de prontidão.

–Vocês não têm medo de serem pegos por Nicolas? –Perguntou Dile espantada com a prontidão silenciosa de Leonard.

–Na verdade vampiro tem um tipo de faro bem mais aguçado que o de um humano, então senti a sua presença. –Explicou Leonard, Dile acenou com a cabeça como se entendido e Antony sorria e disse:

– Então Dile...

– Enfim falando sobre humanos eu tenho que propor algo a vocês, Aron já deve ter informado Erick e Eleanor, venham comigo, por favor.

Quando todos se encontravam no quarto, Eleanor estava de pé com os braços cruzados, Leonard e Antony dividindo uma cadeira e Erick com um rosto pensativo e emburrado. Comecei a falar, Aron estava encostado na parede olhando a todos.

– Primeiro: Nicolas foi embora e disse que voltará amanhã, ele não é tolo então provavelmente deve estar lá fora esperando uma brecha, nunca nos deixaria livre nem nada do gênero, enfim temos que arranjar um jeito de fugir sem que ele saiba... E depois falamos a sobre a possibilidade de eu ser Angenaron.

–Os vampiros não têm essência como os de humanos, então teríamos que de alguma forma misturar o seu cheiro e fazer algo para termos cheiro humano, e claro usar algo que ele não perceba que somos nós– Disse Aron.

–Se a Dile desse o sangue dela e deixasse um pouco aqui, ele sentiria o cheiro dela e saberia que estamos com ela e se ela beber uma quantidade significativa do seu sangue por algumas horas ou minutos ela não terá uma fragrância exacerbada- Disse Antony, me surpreendi ao ver como uma criatura tão angelical tinha uma mente tão devastadora e rápida.

–Sim! Isso mesmo, mas de qualquer forma estão de olho nos hospedes então teríamos que nos vestir de outra forma e sair pelos fundos, e não todos juntos porque daria ensejo à desconfiança, sairia pequenos grupos em cada hora e nos encontraríamos aonde? Não conhecemos nada aqui. – Questionou Leonard.

– Vocês sabem onde era minha antiga casa, como ela já está praticamente abandonada e Nicolas não desconfiaria afinal ele esta envolta do hotel. Podemos pegar meu carro- Eu disse e eles concordaram silenciosamente então Eleanor quebrou o silencio e disse:

–Ok, e os ‘’disfarces’’ – fez um sinal com a mão – não temos nenhum e logo irá amanhecer e queimamos aqui na Terra... Temos que ser rápidos.

–Bom pegamos umas coisas dos hospedes e alguns dos funcionários e ficamos na casa da Dile até o anoitecer. – Disse Erick que até então estava calado.

–Eu e Aron vamos espalhar o sangue e tomarei dele, vamos nos encontrar no corredor daqui meia hora, para pegarmos as vestimentas com vocês pode ser? – eu disse apreensiva e confiante. Eles acenaram e assim foram, sentei na cama e peguei uma pequena faca que havia perto dos copos com água na escrivaninha, então virei à palma da minha mão e a cortei, eu sentia dor, porém o alivio de uma chance era bem mais forte do que qualquer outra coisa, Aron se virou, olhando-se no espelho, enquanto eu me cortava jorrando pequenas quantidades de sangue, ele tocou em seus cabelos e quebrou o silencio dizendo:

–Dile... – olhou para mim com os olhos marejados com uma cor avermelhada.

–Sim, você está bem? – E caia as pequenas gotas de sangue e ele sorriu daquele jeito que eu amo aquele jeito vulnerável e quebrável, aquele mesmo jeito que me fez se apaixonar por ele, meu coração palpitou forte, resistindo à tentação de tocá-lo sentir o frio de sua pele e dissipar toda a dor.

– Você está sangrando, sangue dourado, esta prestes a cometer uma loucura e ainda sim pergunta se sou eu que estou bem? Ah Dile você é insana.

Eu ri e segurei minha mão, dizendo:

–Vamos para outro cômodo.

Sem palavras ele assentiu e fomos para os outros cômodos.

Os quatro se encontravam lá fora, esquematizando certo plano:

– Eu e Antony pegamos a roupa da camareira para Dile, e roupas de cozinheiro para nós. – Disse Leonard.

–Ok então, pegamos então roupa do Maître para o Aron, e pegamos algumas roupas dos hospedes para nós. – Respondeu Eleanor.

– Sim, vocês são muitos estranhos, imagine Dile de camareira e Aron de Maître... – Pensou alto Antony que soltou uma risadinha e Leonard também não se conteve.

–E vocês de cozinheiros é muito comum... – Rebateu Erick.

Enfim combinaram a hora de se encontrar no mesmo corredor e prosseguiram com seus afazeres.

Erick e Eleanor prosseguiram pelo corredor esquerdo que dava nos quartos, Eleanor pegou um grampo de seu cabelo e o abriu tentando destravar a fechadura.

– Mais um talento seu que eu não sabia. – Disse Erick, ela olhou furiosamente para ele e ignorou-o, ele então se abaixou ao lado dela, segurou-a para ela não cair e a beijou como se fosse à coisa mais preciosa no momento, um beijo de desculpas e ela surpresa tentou tira-lo, porém no final acabou cedendo e ao fim do osculo ela voltou ao seu trabalho e sem nenhuma palavra pegaram sorrateiramente uma roupa de um casal, um short curto de mulher com uma blusa brilhante e um salto alto e Erick uma bermuda com uma camisa preta e um sapato, e ele comentou:

–Você fica muito bem assim sabe... – se aproximando e tocando nas pernas á amostra de Eleanor que ficou assustada e surpresa com a ousadia de Erick, e encostada na parede, abraçando Erick, sussurrou:

–O que está havendo Erick?

–Falta de Eleanor.

Ela se surpreendeu, tocou no cabelo de Erick e disse:

–Aqui não podemos, logo iram chegar e além do, mas, nosso tempo é curtíssimo.

Leonard e Antony entraram na lavanderia do Hotel, a sorte é que não necessitavam acender a luz, porque enxergavam mesmo no escuro, Leonard pegou os chapeis e Antony as vestimentas, se trocaram ali mesmo, queriam rir daquilo, mesmo dois imortais tão velhos e vividos se sentiam como dois adolescentes fazendo sandices, Leonard vestiu a parte de baixo e deu risadas pegando Antony por trás e beijando-o a nuca ato que fez arrepiar, ele tampou os lábios para não esboçar nenhum tipo de reação e por fim se vestiram levando com sigo a roupa do Maître, e chegaram primeiro que Eleanor e Erick que estavam desgrenhados e amassados, Antony teve um pensamento libertino e trocou olhares com Leonard que correspondeu esses pensamentos e no fim estavam todos quietos apenas conversando com os olhos, esperando Dile e Aron.

–Aron vai mais rápido! – Disse Dile ofegante e quase sem respirar, Aron mordeu seu pulso com força rasgando a própria pele, então ela sugou aquele sangue quente e viscoso, mas era um frenesi, ela não conseguia parar então Aron tirou seu pulso, ela respirou ofegante e ele a segurou, os olhos dela estavam arregalados e seu corpo suado então, andaram até o corredor onde deveriam se encontrar e vestiram as roupas o plano combinado foi:

–Aron e Dile na frente as meia noite, esperando os outros na casa de Dile.

– Após uma hora da saída de Dile e Aron, Eleanor e Erick saem.

–Após meia hora da saída de Eleanor e Erick, Leonard e Antony saem.

Dile saiu pela janela e Aron ao seu lado, pularam um andar coisa pouca, então olharam para o chão de paralelepípedo e para os lados com um ar de desconfiança a rua ainda estava movimentada devido ao festival que estava tendo, próximo ao Hotel, então na metade do caminho saíram correndo agora que o ambiente parecia livre de qualquer pessoa que poderiam raptá-los, chegando na casa de Dile, ela abriu a porta e entrou junto com Aron e a fechou rapidamente a porta, respirou fundo e por fim, foi até seu quarto Aron seguia ela, quanto ela entrou percebeu a bagunça que estava, quadros e cartas para Aron espalhados pelo quarto, por um momento ela percebeu aquilo e empurrou Aron para fora do quarto e disse:

–Não entre, você não viu nada! – Disse encostada na porta.

– Claro que eu vi! São meus, você tem que me deixar ver! É pra mim! – Disse Aron sorridente e presunçoso.

– Não! Definitivamente não! – então ele abriu a porta e a jogou na cama ficando em cima dela e abaixou e disse sussurrando perto de seu ouvido:

–Definitivamente sim, minha camareira!

Dile riu e retrucou:

–Nossa acho que Matrîs não podem fazer esse tipo de coisa com camareiras, isso é abuso.

– Matrîs não podem, mas eu, eu posso.

Eles riam pelo menos por um momento esqueceu-se dos problemas que tanto os afligiam, então ela se levantou e abriu seu armário escolhendo alguma roupa.

–Sabe você não precisa tirar essa roupa se não quiser, porque ela te caiu muito bem.

–Pervertido por camareiras!

– Prefiro você vestida de camareira.

Ela riu, mas ele ficou em silencio apenas contemplando seus atos, o modo como ela andava e sorria como respirava, ele se deitou na cama e pegou uma carta aleatória do chão enquanto ela procurava uma roupa.

A carta dizia:

‘’ Querido vampiro,

Não sei se um dia o deixarei ler essa carta, mas enfim se estiver lendo quero que saiba um pouco de mim, nesse exato momento estou completando meus quinze anos e estou com algumas crises emocionais, não lhe direi o que porque, isso me deixaria constrangida, mas queria que soubesse quem eu sou, uma das coisas que eu sou é otimista, porque se fomos parar para pensar em toda a loucura do mundo simplesmente você veria que eu já estou insana, escrever para você que nem sequer sei se realmente existe sempre sonho contigo e isso me machuca muito porque só posso lhe ver assim e não posso o tocar, nem ao menos sentir seus lábios frios contra os meus, sempre achei que eu era do tipo de garota que não terá o fim especial, eu não sou iguais as que têm, sempre são misteriosas e mansas, eu sou cheia de sentimentos e falando em sentimentos acho que é o que me destrói, sentimentos são nossa pior fraqueza, mas são os que nos torna humanos, sei que você não consegue amar porque não tem isso, mas eu lhe compreendo e mesmo não podendo me amar sei que no fundo, sua alma se atrai pela minha, nunca fui o tipo de menina ousada que você se apaixona pela primeira vista, até porque não sou linda demasiadamente, sou comum, então como você, um ser que não se apaixona e mesmo que criasse algo por mim, me escolheria? Isso é muita audácia não é? Porém de alguma forma me apeguei a você, ao seu amor e dor, por quê? Entre tantas outras eu tinha que me apegar a alguém incapaz de amar? Eu devo ser masoquista, por gostar de ficar nesse martírio, mas se um dia ler gostaria que soubesse que até assim você é meu anjo negro,

De sua amaldiçoada Dile. ‘’

Após ler essa carta Dile estava se trocando no banheiro e saiu, Aron segurou a carta sobre o peito, Dile sentou-se na cama e disse:

–Vou ver se meu pai tem alguma roupa... – Disse ela se levantando e logo ele puxou seu braço e a fez cair em cima dele – mas o que você está...

Ela foi interrompida com um abraço forte de Aron que lhe sussurrou:

–Eu consigo amar de uma forma estranha Dile, mas eu consigo amar você.

Ela sorriu e selou seus lábios rapidamente porque ouvi-se uma batida na porta...

Notas finais
...Continua
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.