Dile: A prometida

4 Capítulo 4 - Fina Dama


Notas iniciais
Boa leitura e obrigada!

Capítulo 4 — Fina Dama

‘’O sucesso é um professor perverso. Ele seduz as pessoas inteligentes e as faz pensar que jamais vão cair. ’’

Bill Gates

Capitulo 4- Fina Dama

Quando Aron me segurou achei que ele tinha alma que sentia algo, seus olhos arregalados e verdes, porém percebi que não, ele me levantou e me deixou em meu quarto e se foi, sem palavras, sem sentimento e sem vida.

Tirei minhas vestes e achei a muito custo uma camisa, parecia que não havia calças ou camisas, só vestidos chic e sapatos caros e lindos, havia uma camisa branca e larga porém não muito longa e estava muito calor então dormi com minhas vestes de baixo e a camisa, aquelas camisolas eram excessivamente quente como um fogo pregado sobre ela, me amaldiçoei por ser tão alta, agora pude perceber que á até roupas intimas para mim, calcinhas, sutiãs, espartilho, tudo era feito para mim, percebi que tudo lá era do meu tamanho, escovei meus dentes e fui dormir, a cama era tão grande e solitária, sempre achei que camas de casais solitárias sem ninguém para dividir.

Eu corria em um campo cheio de flores, era à noite e estava iluminado pela lua, meu vestido coral esvoaçava no vento forte, então perto da floresta que jazia atrás do campo havia uma senhora idosa e com uma capa que cobria tudo apenas deixava seus longos e brancos cabelos a amostra e sua pele morena, ela me chamava de Puer autem Maria Magdalene, não compreendida, mas mesmo assim assenti e fui até ela.

– Pueri solis, tenebrae sunt, non vita quod volo puer hic, qui dum hoc monile filii volo te ab omni malo tuerentur, et scire.

Peguei um colar que ela me entregou e se desfez na minha mão se transformando em uma pulseira sobre meu pulso, percebi que era uma marca com um símbolo.

Acordei de sobre salta, meu coração batia forte como um tambor, ainda era noite, noite que tanto amei e que hoje quero fugir, meus cabelos pregados em mim devido ao suor, desci da cama peguei um ‘’pijama’’ que para mim parecia um vestido para bailes, eu sempre me encantei com vestidos e já estou ficando farta de usá-los.

Tomei um banho e quando sai percebi que permanecia noite, mais parecia que eu já havia dormido tanto, vasculhei o quarto, armários, cômodas, percebi que havia um relógio pequeno que marcava 9h da manhã me assustei e depois pensei: — Deve estar quebrado, e vi uma caixa, abri e lá tinha uma faca pequena e afiada, percebi uma batida na porta, escondi a faca em meu sutiã de imediato, tentei parecer natural com aquela camisola de freira e com os cabelos já secos com um secador que parecia impossível naquele lugar mais era repleto de modernidade, era tudo de vidro ou madeira, moveis antigos, porém as coisas eram muito modernas.

–Entre- Ordenei sentada na cama de modo culpado por dentro, mas natural por fora, minhas batidas do coração eram tão fortes que rezei para que ele não as ouvisse.

–Isa...Dile, essa é sua roupa, vesti-a por favor e me acompanhe estarei esperando aqui fora.

–S-sim.

Por um momento eu juraria que ele ficou vermelho, Isa quem é Isa?Cacete! Logicamente que não vou perguntar para ele quem é mais mesmo assim tenho ciúmes dele, Ah droga!

Abri a caixa nela havia uma roupa de couro marrom calça colada, uma blusa branca e um colete de couro com botas parecidas com coturnos, havia um laço o usei na cintura, me olhei no espelho me senti um pirata, abri a porta como se fosse o Jack Sparrow.

–Isso- Ele tocou na minha cintura sua mascará de gelo estava se derretendo aos poucos- era para prender seu cabelo.

–Nossa como sou rebelde! Sou quase um Sid Vicious.

–Incrível como nunca sei do que mundanas estão falando.

–Serio? Nossa! Quantas foram?- Ironizei friamente mesmo com minhas botas e eu sendo alto Aron conseguia ser mais alto, maldito imortal lindo.

–Quantas foram o que?- Pareceu verdadeiramente cofuso.

– Sei lá, ‘’mundanas’’, namoradas, etc.-Disse eu fazendo sinais com as mãos, eu sentia ciúmes e não queria que ele soubesse mais era impossível.

–Isso não lhe convém. – Rebateu Aron com uma paciência incrível.

–Realmente não me convém mesmo até porque você não me interessa- Menti profundamente ele me interessava muito eu ainda o amo só por hoje.

–Se não lhe interessasse não estaria perguntando.

– Dane-se, só não soube adequar, quantas já foram escolhidas?

–Tomará que Beatrice faça um longo e bom trabalho em relação ao seu linguajar e palavreado. — Declarou ele com um tom de superioridade, estávamos atravessando o corredor prestes a cruzar a porta de vidro que tanto me despertou curiosidade.

–Eu não me importo não queria estar aqui, isso tudo é sem sentido!Quer saber cansei desse jogo me leve para casa!- Gritei com ele estava nervosa sabia que eu o queria e que a Dile de antes teria morrido só de gritar assim com o amado dela, mais hoje já não é o mesmo encanto.

– Dile Vandort, você irá ficar aqui, cansei de ser paciente, você é a mais difícil que eu já lidei, e por causa dessa falta de comportamento e me questionar incessantemente não irá fazer a visita de conhecer a cidade onde estamos que é a principal cidade de nosso país, Cisplatina.

–Cisplatina! Nome bonito.

–Ah Dile, por quê?-Sussurrou Aron.

–O que?- Sussurrei com inocência e curiosidade, ele estava perto seus dedos gélidos encostados em minha face nossos rostos próximos, seus olhos semicerrados, era hipnotizantes, usas verdes.

–Por que, a tantas coisas sem explicação? –Oh meu deus ele ia me beijar com certeza, então Beatrice saiu com um estrondo pela porta de vidro.

–Interrompi a safadeza não é mesmo? Tudo bem- Ela riu alto e estridente mais parecia que a voz dos vampiros era tão suave e tão cheia de melodia me seduzia por demais, peles brancas e fortes, dentes incisivos como agulhas, e o charme irresistível como jamais visto em um ser, como disse Louis Point Du Lac: ‘’Sou de carne e osso mais não sou humano’’ amo Anne Rice.

Não prestei atenção no comentário estranho de Beatrice apenas em Aron, droga eu ainda estava apaixonada, tudo nele era amável sua voz, seus cabelos, sua pele.

–Não está nem escutando!Dile!- Beatrice estralou os dedos, me ruborizei por ainda estava olhando para Aron com desejo, cacete gritei internamente mais exteriormente sorri e me dirigi a ela, Aron deve ter dado alguma resposta para ele sobre o comentário mais não ouvi estava hipnotizada, céus cada vez que estou com ele meu coração explode quantas vezes ele pretende fazer isso, será que eles podem hipnotizar mesmo?

Entrei naquela enorme sala, o teto todo era todo de vidro com imagens como se contando uma historia havia uma mulher com um bebê, depois o bebê foi para uma floresta e ele o deixou lá, o bebê agora era uma moça muito bonita, ela estava com outra família, ela foi raptada pela suposta mãe dela novamente quando grande e mãe esta matando ela, retirando todo seu sangue. Isso tudo é tão perturbador, o resto da sala era cheia de armas esquisitas e uma escada linda para o segundo andar que supostamente havia cadeiras e mesas, parecia um sala de treinamento, vi de longe um homem alto e forte, olhos negros e cabelos lisos até as costas, ele estava com uma roupa parecida com a minha só que mais bela, seu rosto é lindo como o de Beatrice, são muitos parecidos, acho que comecei a encarar Beatrice.

–Ah essa é a sala de treinamento, reuniões, é uma sala para tudo, e esse ai é meu irmão Leonard, Leo vem cá cacete! Essa é Dile, ele será seu tutor em relação a matérias e eu vou te ensinar e lutar se defender essas coisas legais, ah se eu fosse humana gostaria de me embebedar e ir para o México.- Declarou Beatrice cheia de gestos e humor negro.

–Oi! Não ligue para ela, é uma maluca! Ela e Erick combinam!-Falou o lindo homem a minha frente, era tão simpático e sorridente Beatrice apenas ria e acenou para mim segui lá a frente tinha um mural com um cronograma.

–Dile esse aqui é o cronograma do seu ‘’estudo’’ hoje tem aula só com Leo amanhã e comigo, bom você irá se adaptar por indo por hoje. — Acenou e saiu.

–Vamos subir. — Disse Leonard de forma educada e sutil e segui, nossa eles eram tão bonitos Beatrice e ele.

–Leonard. Posso fazer uma pergunta?- Disse de modo sutil e suave, de uma forma que não o deixasse receoso.

–Sim- Ele era animado, deu uma resposta simples porem simpático, ele era quente não me passava frieza como todos e sim calor, eu gostei disso nele.

–Bom aqui é aonde você vai apreender latim, que é a língua que se originou tudo e é claro o francês, nossa cultura, a ser uma fina dama, perceba que não disse dama fina porque a finura vem primeira do que a dama, pois a finura é sua, já a dama você conquista, entende?- Me explicou sentando em uma das poltronas com uma mesa de madeira que parecia ser pesada e havia um quadro negro atrás dele mais esta era diferente de certa forma mais moderno e bem feito e havia uma poltrona e uma mesa para mim só era um pouco menor que o dele mais era para mim — prosseguiu ele com seu relato- Então vamos diga algo, me sinto um completo id...

–Porque sempre é noite aqui?- O interrompi bruscamente, parecia que as palavras jorraram da minha boca.

–Ah isso! Dia faz sim! Mas quando vem a lua azul é como um eclipse ela avisa a sua chegada e Arvak é um país estamos em Cisplatina onde a ‘’elite’’ fica são 7 famílias você conhecerá, hum...Cisplatina é uma cidade ‘’própria para prometidas é a mais cabível’’- Ele falou como se estivesse recitando palavras de um livro- Mas o dia é como um dia londrino nublado e um fraco ‘’sol’’ na verdade é a lua dourada, mas você apreenderá isso conforme o tempo.

–Leonard isso aqui é tão confuso estou aqui já nem sei quantos dias ou meses...

–Bom os dias aqui não são dias mundanos, mais se formos ver o calendário, humm..-Disse Leo mexendo em sua mesa que parecia um tablet enorme, soltei um gritinho de espanto porque era algo repentino como ligassem um celular do nada.- Esta aqui á 3 meses em seu calendário.

Ele chegou mais perto de mim e sentou em uma das cadeiras do meu lado, minhas lagrimas já estavam latejando na garganta então desviei o olhar, não queria chorar perto dele.

–Dile ouça, não quero que você chore tudo vai dar certa, você de certo modo é diferente de todas que eu já vi não fica encantada com nossas aparências, veja- Ele desabotoa sua luva de couro e pegou minha mão, rezei para ele não ver minha vermelhidão, os cabelos dele eram como cortinas negras e seus olhos incisivos como carvão queimando- Sinta minha pele é fria como gelo e a sua é quente como fogo, percebe a diferença?- Assenti com a cabeça, ele era tão alto e elegante, eu era alta mais ele me fazia sentir como uma criança, me puxou levemente e me abraçou afagando meus cabelos e sussurrou no meu ouvido- Sabe sou diferente de ti e ao mesmo tempo tão parecido, pequena, Beatrice é minha irmã, se é que já não percebeu, mais quando ela era pequena eu a abraçava quando nossos país morreram. — Sorri era tão bom seu abraço, era reconfortante então eu disse sussurrando.

– Não sabia que vampiros se reproduziam... — Ele riu baixinho e delicado.

–Sim por mais improvável que pareça. — Então ouve um estrondo e passos pesados pela escada, me assustei e Leonard também, nós viramos e vi uma figura de um homem baixo magro, era parecido... Com um anjo, uma figura celestial, cabelos louros prateados lisos que escorregavam livremente até o ombro, olhos azuis claríssimos e suas feições angelicais.

–Quem é essa! Leonard!?-Falou irritadiço o homenzinho.

–Amor essa é a prometida, Dile...- Acalmando-o com um voz suave e sutil.

–Ah..sou Dile...e você é...?- Sorri para ele da melhor maneira possível tentando de alguma forma esconder minha vergonha.

–Sou o namorado dele!...Antony.- Esticou a mão de forma contraditória, ótimo mais uma pessoa para me odiar!

Leonard era gay, mais eu não me assustei por incrível que pareça e também não senti atração carnal e sim como um amigo o qual eu possa contar.

–Antony me perdoe mais eu e Leonard só estávamos conversando e nos abraçamos porque me senti abalada, me desculpe à ousadia.

–Ah me desculpe... — Declarou ele meio envergonhado.

–Viu amor ela é legal. — Leonard abraçou o namorado e acaricio seu rosto de forma afetuosa, seus olhares cheios de ternura um para o outro, um que eu a vida inteira sonhei que teria com alguém especial.

–Sim- O pequeno homenzinho sorriu de forma angelical, agora ele parecia tão inofensivo.

Eu fui indo pelas escadas, no final apreendi muito pouco mais também não estava com vontade de ensinamentos, meus pensamentos ainda eram: Aron, quando abri a imensa porta de vidro e sai.

Vaguei pelos enormes corredores claros até me cansar, não achava meu quarto de modo algum, então me deitei no chão do corredor, pensei se ele algum dia ia gostar de mim ou se algum dia eu ira deixar de ama-lo, deitei com esses pensamentos me correndo, queimando minha veia.

‘’Eu e Aron correndo sobre ruas escuras, faces encarávamos horrendas e medonhas, então me vi morta em um caixão meu sangue me banhando meus lábios e face sem cor e a musica que sibilavam, todos estavam de branco, Aron estava do meu lado sujo de sangue o meu sangue, e nos meus pés havia um mulher alta e magra, uma figura celestial, então quando abriu seu lábio escarlate, fumaça preta saiu e assim queimando todo meu corpo e Aron ria e aplaudia... ’’

Alguém me acordou desse sonho horrível agradeci mentalmente por isso, mais era Aron eu gritei, meu rosto repleto de medo e angustia, corri dele, ele pareceu chocado.

–Não me toque! Não se aproxime. –Estava gritando e quando fui virar para correr, sua mão forte segurou meu pulso, parecia queimar.

–Dile! Sou eu! Aron! Dile!- Ele me chamava eu o empurrei mais seu aperto era forte, porém ele escorregou no chão que estava molhado devido à janela que estava aberta, chovia forte, cai em cima dele meu coração batia forte devido ao medo e espanto, minha face era uma mascará de horror e de Aron uma de espanto repentino.

–Não! Não!- Tentei me soltar, mais meus cabelos já grudava no rosto e os dele também, então repentinamente ele me abraçou me acalmou o abraço que desejei durante anos, nossos corpos estavam colados o que me fez corar, mesmo que ele me ele me deixava mal, era como uma droga, viciante não conseguia parar mesmo que ele estivesse me matando aos poucos, ele sussurrou, quantas vezes ele pretendia fazer meu coração explodir?

–Dile...- Sussurrou ele no meu ouvido, e quando pude perceber ele já estava me beijando, meu primeiro beijo,não conto aquela noite em Veneza foi uma péssima experiência, ele estava sentado suas mãos em minha cintura e eu em sua nuca, aqueles cabelos que sempre tive vontade de tocar, estávamos molhados, seus lábios com gosto de sangue e água, um beijo cheio de desejo, ele retirou a fita que prendia meus cabelos e eles soltaram molhados, como uma capa, ele acariciou minha cintura e cabelos.

Ele me empurrou, era como estar no paraíso depois ser jogada no limbo, meu coração estava acelerado, estava assustada, corada, uma mistura de sentimentos.

–Di... Vá embora. — Sussurrou ele á mim. — Por favor.

–Aron... — Meu olhar era suplicante e minha voz também.

–Vá Dil... Imploro-lhe. –Me pediu seus olhos pareciam mais vivos e vorazes.

Uma lagrima correu de meus olhos, mais assenti, ele queria me tocar, limpar minha lagrimas e me beijar mas ele se controlou, engoli o seco e fui atordoada.

Notas finais
...Continua