Dilacerados - Série
2 O Romantismo Está Morto.
Notas iniciais
— Quando você morrer, vou colocar seu coração dentro de um vidrinho, na prateleira, e ele será meu para sempre.
O homem mais novo, jogado na cama de baixo do beliche o qual compartilhava com o namorado, apenas erguera os olhos claros para o moreno tatuado, sem esboçar um mínimo sorriso.
— Isso é nojento, na verdade. Carne podre fede.
— Eu colocaria no formol, né – revirara os olhos, vendo o namorado voltar atenção para as mãos, concentrando-se em limpar as unhas com o pingente de punhal do próprio colar. – Eu estou tentando ser romântico!
— Querido, você não conseguiu aguentar nem dois dias com o corpo do Bob no banheiro, mal me ajudou a carregar e enterrar, agora vem com papo de guardar um pedaço de carne? Me poupe.
O moreno fora até a cama, apoiando um braço de cada lado do corpo menor e encostando suas testas.
— E se eu disser que vou arrancar seu coração e comer?
— Então acho melhor que aprenda a cozinhar, porque aquela vez que tentou um jantar romântico... Putz...!
Rira de bom humor, esfregando com o polegar a bochecha do menor carinhosamente.
— É... Eu gosto do seu coração batendo mesmo. Por mim, claro.
— Eu também gosto do seu amor distorcido e meio fodido.
Antes que pudessem se beijar foram interrompidos pelo guarda, quem gritara ordens para que todos os presos se dirigissem ao pátio.
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