Digimon: Fighters
5 Uma Escolha Difícil
Notas iniciais
O castelo de Royalmon estava em completo silêncio quando Encantemon, Pedro com seu parceiro Cornmon ao lado, Katmon e Onyxmon entraram na sala do trono, onde seu mestre estava sentado, esperando-os.
— Já tenho o digimon perfeito para acabar com aqueles humanos — Onyxmon falou enquanto todos se ajoelhavam perante ao grande digimon sentado no trono — Quando o senhor quiser, podemos manda-lo para o mundo humano.
— Ótimo — a voz onipotente e profunda de Royalmon ecoou pela sala — Encantemon. Vá com Onyxmon e abra o portal para o mundo humano — Royalmon começou a instruir — Onyxmon, quero que você vá com o digimon que escolheu para o mundo humano. Quero um relatório quando você voltar e não quero falhas.
— Sim, senhor — Encantemon e Onyxmon falaram em uníssono.
— Senhor! — Pedro falou, tomando a atenção na sala para si — Perdoe a pergunta, mas por que não atacamos o mundo humano de uma vez por todas? Por que mandar apenas um digimon quando podemos mandar um exército inteiro?
Não houve uma resposta imediata. A sala caiu no silêncio por alguns segundos enquanto todos esperavam pela resposta de Royalmon.
— Porque mandar um exército ainda não é uma possibilidade — Royalmon falou, por fim, quebrando a tensão que crescia — Encantemon não consegue manter o portal para o mundo humano aberto com energia suficiente para que um exército passe.
— Por enquanto, só consigo mandar pequenas quantidades de digimons pelo portal — Encantemon tomou a palavra — Mas estou tentando alterar isso para a invasão ao mundo dos humanos.
— Então deixe que eu vá! — Pedro exclamou. Royalmon conseguia ver nos olhos do menino a determinação e a fúria insaciável contra os humanos. Em seu interior, Royalmon sorriu. Pedro era uma das melhores coisas que ele tinha criado, sua melhor arma contra os humanos. Seu ódio pelos da própria espécie chegava a ser impressionante. E havia sido Royalmon quem o tinha feito, que o tinha deixado daquele modo. Pedro era seu maior orgulho e sua maior conquista — Mande-me com Cornmon para o mundo dos humanos e nós vamos destruir os digiescolhidos para você, mestre Royalmon.
— Sua vontade de agir contra os humanos sempre me motiva, Pedro — Royalmon proferiu, sua voz forte e profunda tomando conta do grande salão.
— Os humanos mataram minha família — Pedro complementou.
— E por isso eu sei que nada vai te parar até que todos eles serem exterminados — Royalmon se ajeitou em seu trono, encarando o pequeno Pedro — Mas ainda não é momento de tomarmos medidas extremas e te mandarmos para o mundo dos humanos. Preciso de você e Cornmon aqui no Digimundo, vocês serão mais úteis na busca pelo humano Paulo e aquele parceiro Maustmon.
— Mas, senhor... — Pedro começou a protestar, mas Royalmon o interrompeu imediatamente.
— Essa reunião está encerrada — Royalmon viu quando Pedro mordeu seu lábio, forçando-se a não falar nada — Encantemon, prepare o portal para enviar Onyxmon e o digimon dele até o mundo humano. Katmon, comece a reunir nossos aliados para a busca por Paulo e Maustmon. Não quero esses dois zanzando pelo nosso mundo, eles podem causar muito caos no meu império. Estão dispensados.
— Sim, senhor — todos falaram em uníssono e se dispersaram, saindo do salão.
Royalmon conseguia sentir a própria ansiedade borbulhando em seu interior. A guerra que recairia sobre os humanos seria devastadora e, quando eles fossem derrotados, o império que ele criou se expandiria para além do Digimundo.
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Pedro socou a parede de gelo do castelo para controlar sua raiva. Depois que Royalmon encerrou a reunião, ele saiu o mais rápido que pôde daquele salão e foi para um lugar onde ele pudesse ficar sozinho. Somente ele e seu parceiro, Cornmon, ao seu lado. Eles agora estavam em uma das cavernas do palácio de Royalmon, um lugar onde ninguém nunca ia.
Era nessa caverna que Pedro vinha quando precisava descontar sua raiva ou quando precisava pensar. Depois daquela reunião, ele precisava muito socar uma parede. E foi o que fez. Socou a parede vezes o suficiente para sentir sua mão sangrar.
— Pedro... — ele ouviu a voz anasalada de Cornmon. Ele conseguia ouvir a preocupação de seu parceiro. Pedro não gostava de deixar Cornmon preocupado, mas quando o assunto eram os humanos, ele não conseguia se controlar.
Sempre que ele ouvia algo sobre os humanos ou sobre o mundo deles, a mente de Pedro ia direto para a morte de seus pais. A morte que os humanos causaram. Pedro era novo demais para se lembrar dos pais quando eles morreram, mas se lembrava que quão doce era a voz de sua mãe e o quão forte era o abraço de seu pai. E se lembrava de que isso fora arrancado dele pelos humanos, por aqueles que deveriam ser sua espécie, aqueles que deveriam protege-los. Era daí que vinha sua raiva pelos humanos e por isso ele precisava destruí-los.
— Desculpa, Cornmon — Pedro falou, encarando a parede — Eu sei que você se preocupa quando eu fico desse jeito...
— Me preocupo mesmo — Cornmon falou. Pedro ouviu o zunir das asas de inseto do pequeno digimon, significava que agora Cornmon estava voando. Pedro se virou para encarar seu parceiro inseto verde com grandes olhos escuros no rosto enquanto Cornmon planava ao redor dele — Eu sei que você quer se vingar dos humanos, mas não pode deixar a raiva de consumir dessa maneira. Precisa deixar isso de lado as vezes, ou você vai ficar maluco.
— Eu sei, Cornmon, eu sei. Você já me disse isso umas mil vezes — Pedro se afastou da parede, sua mente ainda vagando entre a raiva e a calmaria — Mas eu não consigo deixar de lado. Eu preciso... Preciso derrota-los, Cornmon. Os humanos precisam ser parados.
Por um segundo, não houve resposta, apenas o silêncio. Apenas o bater das asas de Cornmon podia ser ouvido. Foi o silêncio que ajudou a acalmar a mente de Pedro.
— Só não gosto de ficar parado sem fazer nada.
— Eu sei — Cornmon falou — Eu sou seu parceiro, Pedro, eu sei como você pensa. A hora de agir vai chegar. É só ter paciência.
Pedro sempre ouvia aquela frase sair da boca de Cornmon. “É só ter paciência”. Nas primeiras vezes, essa frase o deixava ainda mais irritado porque ele não queria esperar as coisas acontecerem, não queria esperar a hora de agir, queria agir imediatamente. Agora, depois de ouvi-la tantas vezes, aquela frase o fazia rir.
Pedro se virou para seu parceiro.
— Obrigado, Cornmon.
Mesmo Cornmon não tento uma boca propriamente dita, Pedro conseguia sentir que ele estava sorrindo também. Pedro sabia que teria que esperar as ordens de Royalmon para agir e, quando essa hora chegasse, ele não teria piedade. Teria sua vingança contra os humanos. Mas, como Cornmon tantas vezes dizia, ele precisava ter paciência.
+ + +
Lucas acordou na manhã seguinte com sua cabeça ainda cheia de pensamentos. Na noite anterior, depois que Joel e as duas cientistas explicaram toda a história sobre digimons e o destino do mundo, o monstrinho no seu digivice, Guepmon, continuou a elaborar mais sobre o quanto era importante que Lucas ajudasse na luta para libertar os digimons. Fez com que Lucas se arrependesse de ter ficado com aquele aparelho.
Não era que ele não queria ajudar os pequenos monstrinhos, mas ele não podia. O que aquele dr. Joel estava pedindo dele era loucura. Abandonar tudo, sua família, seus estudos, sua jornada para se tornar alguém digno das heranças de seu pai, como se não fosse nada e ir para um mundo completamente desconhecido, arriscando a própria vida por digimons que ele nem conhecia. Era pedir demais.
Mesmo assim, Lucas não conseguia deixar de sentir como se estivesse traindo aquelas criaturas se não fizesse alguma coisa. Ele queria ajudar, mas não podia jogar seu futuro fora.
— Você está bem, Lucas? — Lucas ouviu a voz digitalizada que veio de dentro de seu digivice. Naquele momento, ele estava em seu quarto, analisando um terno que sua mãe tinha deixado para ele usar no almoço de hoje com pessoas importantes que poderiam ajuda-lo a entrar em faculdades incríveis de todo o país. O digivice com Guepmon dentro estava em sua mesa que ficava logo ao lado de sua cama — Parece preocupado.
— Só estou... — Lucas começou a falar — Pensando.
— Sobre o Digimundo? — Guepmon questionou — Precisamos de você, Lucas. Você é um dos escolhidos.
— Eu sei, eu sei — Lucas já tinha ouvido o discurso sobre ser o escolhido na noite anterior, não precisava que Guepmon repetisse tudo de novo.
Então houve o silêncio e Lucas prestou atenção apenas em seus próprios pensamentos. Era difícil pensar em abandonar aquela jornada para ajudar os que precisavam. Guepmon, mesmo tendo sido um pouco repetitivo e insistente nessa história de salvador, tinha sido uma boa companhia durante a noite que Lucas passou com ele. Lucas ouviu as histórias do pequeno digimon sobre o Digimundo e entendeu mais da personalidade do pequeno monstro. Podia dizer que os dois estavam caminhando para uma amizade.
Mas Lucas sentia que não podia simplesmente abandonar tudo o que tinha. Sua família estava se esforçando muito para torna-lo no homem brilhante que eles querem, um empresário que nasceu para ter sucesso, era o que seu pai dizia.
— Eu te incomodo, não é? — ele ouviu a voz de Guepmon quebrando o silêncio do quarto. Lucas se virou para sua mesa e caminhou até onde o digivice estava, confuso com aquela pergunta.
— O que? Por que você pergunta isso? — Lucas perguntou para o digimon enquanto pegava seu digivice azul. Lucas agora encarava a imagem de Guepmon na pequena tela do aparelho, vendo o gato humanoide azul com pintas negras e os pelos ao redor da boca brancos.
— Quando você fica quieto, eu consigo perceber a sua inquietação — Guepmon respondeu, fazendo Lucas franzir a testa, confuso — Eu acho que algum tipo de laço de parceiro, não sei. Só sei que sinto que eu te incomodo.
— Você não me incomoda, Guepmon — Lucas rebateu e ele sentiu que estava dizendo a verdade. Realmente, Guepmon não o incomodava. De uma certa forma, era reconfortante ter alguém para conversar naquela mansão que não fosse sua família ou os empregados.
— Então deve ser algo que eu fiz — Guepmon continuou a falar — Porque eu sinto que tem alguma coisa te incomodando, Lucas, e está relacionado a mim.
— Essa situação me incomoda — Lucas declarou, por fim — Ter que escolher entre se arriscar numa aventura para salvar um mundo que eu não conheço ou ficar e deixar que esse mundo e tudo o que há nele seja consumido pelas trevas. Eu... Eu não sei o que fazer. E não saber o que fazer me incomoda, Guepmon.
— Entendi — a voz de Guepmon soou mais triste dessa vez, mas Lucas percebeu que o digimon estava tentando esconder tal decepção — Eu sei que é uma escolha difícil, Lucas. Mas pense bem nisso. Você ainda tem um dia inteiro para se decidir.
Lucas não disse nada, apenas lançou ao pequeno digimon um leve sorriso de agradecimento. Não era o tempo para tomar a decisão que preocupava Lucas, era o que aconteceria depois que se decidisse. E se ele fizesse a escolha errada e algo ruim acontecesse por causa disso? Lucas não queria fazer a escolha errada, ele não era esse tipo de pessoa. Ele sempre tentava escolher o certo, foi assim que seu pai o ensinou. Lucas cresceu ouvindo seu pai dizer que antes de fazer uma decisão, era preciso pesar os prós e os contras de cada lado. Mas Lucas acreditava que seu pai se referia aos negócios da família, decidir entre a devastação de um mundo inteiro e abandonar tudo o que ele tinha em seu mundo era completamente diferente, chegava até a ser uma escolha injusta de certo ponto.
Lucas, então, suspirou, como se quisesse aliviar a tensão que sentia em seus ombros.
— De qualquer jeito, — ele falou — preciso me arrumar para o almoço de hoje.
— OK — Guepmon falou antes de Lucas colocar o digivice de volta na mesa, pegar seu terno e sair do quarto. A mente ainda cheia de dúvidas e incertezas, confusa com o que seria o certo a fazer nessa situação toda.
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Daniel não tinha tocado na sua comida durante todo o almoço. Depois que chegou em casa na noite anterior, ele não tinha falado direito com sua mãe e sua irmã. Sua mãe, Julieta, tinha dado uma bronca nele por tê-la deixado preocupada durante toda aquela confusão no cais, mas Daniel não tinha prestado muita atenção.
Durante toda a noite e nessa manhã ele só estava pensando em uma coisa: como diria para sua mãe e sua irmã que iria ter que fazer uma viagem para um mundo diferente e que poderia ficar lá por um bom tempo? Eles já tinham perdido o pai de Daniel e Alice há alguns anos e demorou um tempo para que todos pudessem se recuperar de tal perda, se Daniel fosse embora desse jeito, sem dizer para onde exatamente iria e que demoraria para voltar isso poderia causar um verdadeiro choque emocional em sua mãe e irmã.
— Daniel? — ele ouviu a voz de sua mãe chamando-o, tirando do transe em que estava. Daniel levantou a cabeça e encarou os olhares confusos e preocupados de Julieta e Alice. Pelo jeito que elas o encaravam, Daniel deduziu que elas o estavam chamando já tinha algum tempo — Você está bem? Nem tocou no seu almoço?
— Eu... — Daniel desviou seu olhar para seu prato de comida que, realmente, estava intacto — Eu tô bem. Só estava pensando na prova que eu fiz essa semana. Mas tá tudo bem.
— Tem certeza? — Julieta insistiu.
— Claro, mãe — Daniel olhou para a mãe e forçou um sorriso a aparecer no seu rosto. Sua mãe não pareceu muito convencida, mas ela não teve escolha a não ser deixar aquela conversa para outra hora quando o telefone da casa tocou.
Julieta levantou da mesa, pedindo licença, e saiu da sala de jantar para atender que quer que estivesse ligando. Daniel não conseguiu evitar soltar um suspiro de alívio por ter sido salvo pelo telefone.
— Você vai embora, não é? — essa frase que saiu da boca de Alice segundos após Julieta sair do cômodo pegou Daniel de surpresa. Ele se virou, espantado, para a irmã que estava sentada ao seu lado.
— O-O que? — ele gaguejou — Por que você falou isso, Alice?
— Não quero dizer embora pra sempre — Alice continuou a falar — Quero dizer embora de que você vai fazer uma viagem, não é? Uma viagem bem longa e importante. Certo?
Daniel não conseguiu dizer nada por um momento. Naqueles segundos, ele ficou congelado, apenas encarando Alice, muito surpreso.
— Co-Como você sabe disso? — ele perguntou, por fim. Não adiantava negar, alguma hora Alice e Julieta teriam que saber de qualquer maneira.
— Podemos dizer que um passarinho me contou — Alice falou, deixando Daniel ainda mais confuso — É mais uma coisa de intuição, eu acho.
— OK — foi a única coisa que saiu da boca de Daniel depois de ouvir as palavras de sua irmã mais nova. Aquilo não era bem uma explicação, mas Daniel duvidava muito de que Alice entraria em mais detalhes.
O que impressionava Daniel ainda mais era que Alice não parecia chateada de que seu irmão estaria ausente por o que poderiam ser alguns meses. Ela estava agindo normalmente, como se não fosse nada, como se Daniel estivesse indo passar um fim de semana numa chácara e iria voltar em dois dias.
— E tudo bem pra você? — Daniel continuou a falar quando Alice não disse mais nada e simplesmente voltou a comer sua comida — Digo, que eu estou indo embora por algum tempo?
— Eu sei que é importante — ela falou, comendo um pouco do arroz que estava em seu prato — Se não fosse, você não estaria tão preocupado em ter que contar para mim e pra mamãe. Se não fosse importante, você não teria que ir.
— É — Daniel se voltou para seu próprio prato — Você tá certa.
— É claro que estou — Alice respondeu e Daniel não conseguiu evitar um sorriso — Sabe que vai ter que falar pra mamãe, né? Ela não é tão perceptiva como eu.
De repente, Daniel sentiu o clima da sala de jantar mudar. Ser lembrado de que teria que dizer a verdade para sua mãe foi como receber uma tonelada de peso em suas costas.
— Eu sei — Daniel murmurou — Como acha que ela vai reagir?
— Eu não sei — Daniel percebeu que o tom de Alice também havia mudado — Mas não acho que seja bom ela acordar um dia e você simplesmente ter sumido. Precisa avisá-la, Daniel.
— Eu concordo, só... — Daniel encarava a mesa, seus olhos não desviavam para nenhum outro ponto do lugar — Só acho que não estou preparado para a reação dela.
— Vai ser bem difícil pra mamãe — Alice concordou — Mas acho que ela vai sobreviver. Além do mais, não é como se você estivesse indo embora para sempre.
— É verdade — Daniel não queria contradizer Alice e dizer que não sabia com toda a certeza de que iria voltar, mas era melhor que ela acreditasse que sim. Na verdade, era melhor que ele próprio acreditasse que sim. Precisava voltar para o bem de sua mãe e dele mesmo.
Sem dizer mais nada, os dois voltaram a comer.
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Quando terminou o almoço, Daniel foi para o seu quarto e se jogou em sua cama, encarando o teto, mil pensamentos vagando por sua mente tentando construir a melhor maneira de contar a verdade para sua mãe sem causar muitos danos. Todos os cenários em que ele pensava terminavam de maneira péssima, nada parecia funcionar da maneira que ele queria e isso não era muito encorajador.
— Tudo bem, Daniel? — ele ouviu a voz de Dinomon perguntando. O pequeno dinossauro digimon estava dentro do digivice vermelho que estava sobre a mesa do quarto de Daniel. Ele havia deixado ali enquanto ia almoçar.
— Eu acho que sim — Daniel respondeu — Só preocupado, eu acho.
— Entendi. Você ainda não contou pra sua mãe e pra sua irmã que está indo pro Digimundo, né? — Dinomon perguntou.
— Não — Daniel respondeu, ainda encarando o teto — Não é uma coisa fácil de se fazer, Dinomon. A Alice já sabe, mas... Minha mãe...
— Eu entendo — Dinomon falou — Eu sei que a gente tá pedindo demais de vocês, mas o destino do nosso mundo depende disso, Daniel. Precisamos de vocês desesperadamente.
— Eu sei — Daniel disse, levantando-se da cama e caminhando até seu digivice — Eu também entendo o lado de vocês. Só queria que tivesse um jeito mais fácil de fazer isso.
— Daniel — Daniel percebeu que a voz de Dinomon tinha mudado. Estava mais agitada agora como se algo o tivesse alarmado. Daniel pegou seu digivice, encarando Dinomon na tela.
— O que foi?
— Um digimon — Dinomon declarou — Eu sinto que um digimon acabou de entrar no mundo dos humanos.
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