Digimon Chronicles: Strange Fate (Semi-interativa)
3 Capítulo 02 - Entre a Caneta e a Espada
[19:18 — Antigo palco destruído — 17/04]
– Vamos, Pteromon! Você não disse que era grandioso e único?! Levante-se! Está na hora de transformarmos essa galinha em um balde e KFC! — O tom havia mudado, seu olhar era outro, mais intenso, excêntrico e único, quase como se fosse outra pessoa.
– R-Ryouji?... – Pteromon, confuso, mal reconhecia a voz.
Mas o garoto apenas sorriu de canto.
– Errado!
– Pteromon, grave bem isso: eu sou o único e grandioso... RYOUKA! FUHAHAHAHA!
A luz do livro e da pena se espalhava envolvendo o parceiro e graças a ela, Pteromon rapidamente se recuperava, perdendo a aparência translúcida
Parrotmon, por fim, fazia seu movimento e investia mas antes que o inimigo desse um passo… Ryouka escreveu algo no caderno
E então, O mundo mudou
Não havia mais quadra, palco, nem destroços, agora, estavam em um deserto de areia fina, pontuado por cristais de vidro reluzente e claro, sob Parrotmon, uma fossa de areia o prendia tentando o engolir
– ATO I.
– “O herói caminha pelas dunas; os tolos, afundam-se no mar dourado.”
Ele narrava enquanto escrevia.
– ATO II.
– “O calor do deserto não perdoa os perdidos; o mar de grãos se torna um só: vidro eterno.”
A areia solidificava, subitamente se tornando vidro sólido, prendendo momentâneamente Parrotmon.
– ATO III.
– “O espírito do vento clama por sua promessa.”
Este, ele não escreveu no misterioso caderno, no lugar, apenas comandou o parceiro
– VÁ, PTERAMON!, essa é hora, do nosso contra-ataque!
O Passarossauro então levantava um vôo rasteiro, mirando as afiadas garras na outra ave imobilizada nas areia
– Rumble Claw! — Ele gritava enquanto disparava a o ataque de garra, ainda não era capaz de causar muitos danos, e justamente por isso, mirava no olho esquerdo da besta
– Boa garoto! Mais 27,6 ataques desses e tamo feito, agora, faz Set up Toxic spikes e um substitute ai fazendo favor
– ahn? — A ave menor ficava confusa com as instruções do parceiro — Ryu… Eu não acho que consigo fazer isso…
– Sério? Droga, todos aqueles anos de competitivo jogados fora, devia ter lhe dado uns Rare candy primeiro — O rapaz reclamava, fingindo genuína surpresa
Enquanto ele continuava com os comandos “excêntricos” Parrotmon se contorcia, tentando se libertar da prisão de vidro que o corpo se encontrava
Subitamente, a estática do ar voltava subir, Não demorava para Ryouka novamente sentir aquele peculiar arrepio, e definitivamente ainda não havia se esquecido o que era,
– Mjölnir Thunder! — com as penas antenas brilhando em carmesim, eletrizadas ao ponto de expelir faísca elétricas, ele disparava outra vez a rajada elétrica, claramente mirado em direção
– ATO IV.
– “O Raio cortava os céus, mas a sorte, não sorria para besta implacável, pois, perante o fim, ele sorria, enquanto a parede invisível se erguia”
Ryo continuava a ditar enquanto escrevia o feito, e tal como, a rajada elétrica batia em algo, uma barreira invisível, um muro de puro ar, se dissipando, todavia, tal barreira também se quebrava ao fim, vistas pelas rachaduras que surgiram em pleno ar como se a realidade se quebrasse e o próprio ar se tornasse cacos de vidro, Detalhe este que o garoto parecia observar bem, buscando aprender tudo sobre aquilo; entretanto, a rajada plasmática não foi a única provisão causada; durante o ataque, o alado ser havia usado a explosão de energia para também se libertar da prisão cristalina
Apesar de liberto, a besta não avançava de imediato, os olhos escaneavam todo o arredores, com certa cautela
– O que foi? com medo de virar KFC? FUHAHAHAHA — Ele provocava em tom desafiante, mas, a situaçao nao era tão brilhante quanto ele se esforçava para fazer parecer ser; ele sentia em alguns momentos a visão se embasar, mesmo que, como mágica, já entendesse essas habilidades, ainda estava testando e descobrindo seus limites e “custos” — Tengu!
– Sim! digo… Nao Sou um Tengu! — a ave dinossaurica que a princípio respondia em instinto se virava para ele, ainda um pouco em choque mas ainda disposto a seguir as loucuras que até então estavam funcionando
– Ok, NãoSouUmTengu-tan, nosso próximo movimento precisa ser o último…Usaremos todas as forças das suas pernas e asas, ARE YOU READY?!?!
– Ah? digo! Sim! pode apostar parceiro! hehe — primeiro pego em mais confusão, não demorava para os olhos do pequeno ser brilharem em empolgação, pronto para provar seu valor em combate contra a outra besta — Vamola, parceiro!
– Esse é o espírito NãoSouUmTengu-Maru! ao meu comando então, feche bem os olhos! — O comando era seguido apenas pelo acenar de cabeça do penoso
O que se seguia era um dos mais longos minutos que o rapaz já vivera
Parrotmon o encarava, os olhos azuis mas selvagens conseguiam fazer o rapaz ter calafrios, mesmo que tentasse os disfarçar sobre um um grande sorriso valente, O silencio cortado unicamente pelo som do vento e respiração deles
Então! o monstro atacava
Um voo rasteiro, rapidamente ganhando aceleração, ao ponto de começar a danificar os arredores enquanto se aproximava em direção a dupla; sem muito tempo para reagir, o moreno se via obrigado arriscar tudo em seu plano
– AGORA! ATO V.
– “Em desespero, Clamando por um milagre, o céus respondia a súplica em uma última misericordia, como um segundo sol, um clarão surgia para cegar o mal!”
Mais uma vez, as palavras Gritadas e escritas naquele livro, como uma previsão, se realizavam, uma esfera luminosa se criava no céu emitindo uma forte luz, sem perder tempo Ryoka fechava os olhos e agarrava Pteromon, pronto para fugir; porém seu plano falhava um pouco..
Apesar de ter sucesso em cegar a besta em meio ao voo, isso não era o suficiente para fazer ela parar, apenas a redirecionar um pouco, os errando por pouco, mas, só o choque do impacto proximo ja era suficiente para derrubar a dupla de cara no chão
– ~Droga, Flashlight sempre funcionou, MH Mentiu para mim…~ — O garoto reclamava enquanto se levantava, o impacto só teria o dado alguns arranhões, mas considerando o que o corpo já havia passado naquela tarde, os danos começavam a se acumular e pesar — Se ta bem MiniFC? Precisamos continuar
– Hm? eu to bem… mas a gente não ia lutar? — A ave, principalmente apos recuperar seu estado mais físico, em contraste, parecia perfeitamente bem, como se não tivesse sofrido nenhum dano mais cedo
– Fufu, não confunda minha brilhante mente com medo meu caro Nugget sabor brócolis, isso é apenas Retirada Estratégica! — ele dizia terminando de bater nas roupas, já começando a andar, querendo aproveitar a cortina de poeira levantada pelo último golpe da ave-monstro como mais uma forma de camuflagem — Somos grandes demais para virarem comida de periquito meu amigo… esse espaço logo vai se desfazer também, do jeito que o palco estava… digamos que tambem nao quero vigas abraçando minha massa cinzenta
como ele dizia, a visão do deserto ao redor deles flutuava, como uma miragem, dando lugar a flash do palco destruído onde anteriormente se encontravam, a ave parecia a principio decepcionada mas, logo erguia a cabeça seguindo o garoto
– Certo… vou confiar em você parceiro!
– Claro que vai, Eu sou Incrível afinal
Como se o carma o cobrasse por tentar se manter confiante, uma ventania soprava completamente a nuvem de poeira que a dupla se escondia, sua origem um tanto óbvio, o papagaio demoníaco que voltava a ficar de pé, os olhos ainda pareciam dilatados, parcialmente cegos, o que se mostrava por ele nao tentar imediatamente outra investida
Em conjunto a recuperação da besta, o deserto, o cenário criado por Ryouji também se desfazia retornando a realidade, até mesmo a caneta e livro que o jovem havia ganhado começavam a atingir um tom transparente, ameaçando cessar de existir
– E…merda… tô começando a suspeitar que talvez uma espada SEJA melhor que uma caneta — Ele reclamava, mas o olhar passava rápido por toda a sala, procurando uma abertura, um plano B, um milagre ou chance de prosseguir com a fuga — Pteramon… eu tenho boas e más notícias…a boa que vamos lutar… a má é que vamos provavelmente deixar muitas saudades nesse mundo…
Ele dizia, agarrando a caneta como se fosse uma arma, pronto para até o final tentar tudo…
– Heaven's Arrow — Uma voz serena porém carregando certa intensidade ditava antes de uma flecha, feita de pura luz dourada, calorosa como os primeiros raios de sol, cruzar o destruido cenário, atingindo em cheio o meio da testa de Parrotmon
A besta sequer gritar gritava, uma finalização tão rápida que sequer teria a sentido, apenas caia para trás, e imediatamente o corpo começava a se desfazer, nao decompor exatamente, mas desaparecer em pleno ar, apenas para se condensar no centro, e em poucos segundos, onde se encontrava um monstro, agora só existia um ovo com pintas verdes espalhadas na casca
O autor de tal ataque letal não demorava a se revelar, descendendo do céu ele pegava o peculiar ovo, apesar de menor que o pássaro que antes era, o Ovo ainda tinha o mesmo tamanho que Pteramon, e aquele o carregando agora era uma figura angelical, um rosto coberto por uma máscara metálica, 4 asas que pareciam de material sólido ao contrário de penas, as vestes, uma armadura robusta que esbanjava um branco puro e divino, acentuado por detalhes dourados e vermelhos, em uma das maos, uma enorme chave dourada, cuja a ponta ainda brilhava, indicando que, fora dali que a “flecha” foi disparada
– KS do carai! quem e tu! — Apesar dos comentários ainda exagerados do rapaz, a postura tensa, olhos inquietos denunciavam que, estava mais que tudo, apavorado, se antes tinha poucas chances de correr, agora, não via muitas
– Não tema criança-humana…- a voz, apesar de serena, quase verbeveraba, mesmo no ambiente que graças aos danos, era agora bem aberta — Nao sou essa criatura que chama por KS, meu nome é ClavisAngemon e eu …
– NEM FUDENDO, MENTIRA!
– … Eu entendo sua confusão criança humana… mas garanto que sou um alia-
– E MENTIRA PA CARAI, NAO!NOPE, NANANINANÃO ME RECUSO A ACREDITAR
– H-humano … eu entendo seu choque ao ser remetido a experiências além de seu cotidiano, mas por favor se acalme e me ouç…
– NAO, SO NAO, NAO E POSSIVEL, JAMAIS PENSEI QUE PODERIA ACONTECER… NAO…
– PELO AMOR DO OLIMPO XIII, Humano, deixe-me me explicar e verá que não terá medo de temer! — o Anjo armadurado parecia enfim perder um pouco da paciência ao responder de forma mais direta, até mesmo suspirando ao final
– Temer? nao nao… nao estou lhe temendo meu caro KS… — O garoto dizia, ainda evitando contato visual, e com a mão tapando a própria boca
– Se não é isto que lhe chocou, o que foi afinal Criança-humana?
– Um anjo chamado Clovis — Entre a fala do rapaz, uma maliciosa risada podia ser ouvida sendo escapada
– …Meu nome e Clavi-
– Hey Pteromon, o Cara se chama Clovis, acredita nisso fuhahahaha — enfim o rapaz ‘quebrava” em gargalhada, incontida, se curvando para frente de tanto rir — Ai ai… rir doi mas vale cada segundo
– Hmmm Clovismon e realmente um nome bem ruim… não se encaixa muito com sua apresentação…hmmm se você conseguiu derrotar o parrotmon, eu conseguia também! hehe — O passarodon respondia, entrando inocentemente na corrente de bullying contra o ser divino
– … — O anjo parecia respirar fundo enquanto esperava os risos acabarem, então ao perceber que seria fútil, apontar a chave para o chão — Yggdrasil… eu tentei explicar a eles… eu tentei cumprir meus deveres, mas meu senhor, bem sabe que sou um mero porteiro não um mensageiro…Zenith Gate
Assim que o comando era dado, uma grande porta branca surgia no chão, abaixo dos 3, se abrindo, para o que parecia ser um corredor neon sem fim, enquanto Ryouji segurando pteromon caiam sem nem ter tempo de reagir, sendo engolidos em meio ao espaço misterioso, o anjo e autor de tal técnica os seguia com facilidade por voo, carregando ainda o peculiar ovo gerado do alado gigante
Assim que ele cruzava, as grandes portas de mármore se fechavam, e com um último brilho dourado, antes de desaparecer, como sequer tivesse existido para começo de conversa
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