Digimon - Battle Of The Worlds

2 Capítulo I - Algum lugar além da internet


Era um deserto, o chão coberto de areia por quilômetros e quilômetros sem se ver mais nada além de cactos de variados tamanhos. Estava de tarde e o sol se encontrava no centro do céu acalorando ainda mais a região árida e quase sem vida se não fosse por sua vegetação de única espécie e alguns digimons que ocasionalmente passavam por ali. No momento, havia apenas uma Digimon com a forma de um gato branco bípede que na ponta de suas orelhas possuía uma pelugem roxa e em sua longa cauda várias listras da mesma cor com um anel dourado pendurado, mas o que mais chamava a atenção era as suas luvas verdes com listras laranja e longas garras afiadas.

A pequena Digimon lutava contra três besouros vermelhos quase do mesmo tamanho portadores de grandes olhos verdes de inseto e algumas partes de seu corpo pareciam ser mecanizadas. Eles pareciam lutar a algum tempo, mas apenas os três digimons da mesma espécie pareciam demonstrar cansaço.

- Super choque! – bradou um dos três Tentomon que voava encarando a gata disparando uma descarga elétrica de suas asas depois de invocar sua técnica.

- Garra relâmpago! – a Tailmon rapidamente se esquivou da descarga e avançou contra o Digimon que havia atacado-a desferindo vários cortes contra o mesmo em uma velocidade incrível.

O besouro atingido pela técnica caía do ar nocauteado na areia enquanto a Tailmon voltava a pisar no chão virando-se para os outros dois que rapidamente levantavam voo para adquirir certa vantagem, mas aquilo não parecia ser nada para a pequena Digimon que parecia conseguir atingir velocidades espantosas que poderiam tirá-la do chão facilmente.

Não muito longe dali uma garota observava a batalha, sua aparência era de uma humana, seus cabelos loiros e ondulados eram levemente jogados para trás pela leve brisa que soprava naquele escaldante deserto. Seus olhos eram ocultos por um Ray-ban modelo aviator e em seu corpo ela trajava uma camiseta cinza, um shorts jeans preto e em seus pés botas marrom modelo militar bem folgadas em seus pés.

- Tailmon, acabe logo com isso! – gritou a garota que segurava em sua mão esquerda um aparelho eletrônico rosa com detalhes brancos.

A Digimon sem nem mesmo olhar para a loira escutou sua ordem e a executou causando vários cortes nos dois Tentomon com sua técnica “Garra relâmpago” fazendo-os cair inconscientes como o primeiro. Ao finalizar a batalha, Tailmon limpa um de seus ombros como um sinal de deboche para os inimigos derrotados.

- Fácil demais, Giselle. – disse a gata observando a humana.

Ao perceber que a batalha havia terminado, a loira se aproximava com passos longos e confiantes e a expressão séria em seu rosto. Giselle passava a observar próximo ao local onde a luta acontecera uma espécie de buraco não muito grande onde faltava areia e não existia nada ali, apenas informações em dados incompletas onde deviam formar a parte que falta do deserto.

- Giselle falando, alguém aí? – disse a garota com o aparelho próximo a sua boca usando-o para se comunicar com alguém.

- Giselle, Hanselberg na escuta. – uma voz masculina foi projetada pelo aparelho em resposta às palavras da humana.

- Encontrei a parte danificada no Deserto dos Cactos, alguns Tentomon estavam absorvendo os dados expostos. – disse a humana ainda observando os dados virtuais no chão.

- Certo, concerte-a área danificada e volte para a base. – disse a voz masculina e então um pequeno bip pôde ser ouvido sinalizando o fim da conexão.

Giselle apontou se aparelho na direção do buraco e então um pequeno feixe de luz saiu da tela do mesmo fazendo com que os dados reagissem com aquilo, os dados começavam a sumir deixando apenas um vazio negro no lugar para a garota aquilo concertava o Digimundo, porque segundo o que lhe informaram aquele mundo era formado apenas por aqueles “vazios” e só era enfeitado com o que tinha em cima, como por exemplo: areia.

A loira retira do bolso de seu shorts uma carta com o desenho da Terra e sem seguida a passa pelo seu aparelho na lateral como se fosse um cartão após o mesmo ter absorvido dos os dados do chão e então é envolvida por uma luz azul que faz seu corpo desaparecer aos poucos deixando sua parceira Digimon sozinha no deserto.

* * *

Giselle se materializou em meio à mesma luz azul em um lugar totalmente diferente, era uma sala grande cercada de fios com telas de todos os tamanhos pelas enormes paredes redondas que formavam um ambiente circular, fios estavam espalhados por todo o local e havia algumas pessoas com trajes sociais trabalhando em computadores com sons repetitivos do bater de dedos nas teclas.

Um homem trajando um terno preto, gravata da mesma cor e sapatos sociais se aproximava da garota com um sorriso torto no rosto, sua cabeça era careca e suas mãos estavam nos bolsos de sua calça. Ela ao notar a aproximação do homem retira seus óculos do rosto revelando seus belos olhos verdes, com a expressão séria a mesma pendura seus óculos na camiseta entre os seios.

- Fez um ótimo trabalho hoje. – disse olhando-a de cima a baixo.

- Posso ir para casa? – a loira respondeu sem nenhuma alteração em sua face.

O homem retirou uma de suas mãos do bolso e a estendeu espalmada na direção de Giselle encarando-a nos olhos ainda com seu sorriso torto.

- Passa para cá o seu digivice.

- Depois de todo esse tempo trabalhando para vocês ainda não confiam em mim? – a garota apertava forte seu aparelho branco e rosa.

- Procedimento padrão, sabe disso. – o homem fechou e abriu a mão rapidamente duas vezes como um sinal para que ela o entregasse o que ele queria.

- Procedimento padrão é uma ova, eu sou a única que possuo um digivice e um Digimon aqui. – resmungou entregando-o seu digivice relutante. – Olha, qualquer dia desses eu me canso disso.

Por fim ela deu de ombros e se retirou da sala com o seu caminhar característico de passadas largas e confiantes enquanto deixava suas belas madeixas se jogarem para trás com o vento. Ela abriu a única porta que a permitia sair do local com um empurrão utilizando as duas mãos saindo em um corredor se virando logo para o lado direito. Não havia mais nenhuma porta nas paredes laterais, apenas uma no final do corredor do mesmo feitio da anterior que provavelmente a levaria para fora dali.

* * *

O sol estava se pondo e os alunos da James Monroe High School começavam a deixar a escola e ir em direção as suas casas. Era primavera no hemisfério norte da Terra e isso incluía New Choir City, uma cidade dos EUA localizada no estado de Massachusetts.

Um garoto loiro deixava a escola caminhando lentamente pelo gramado verde e vivo que existia na frente da mesma, também havia algumas árvores ao redor com muitas flores que caracterizavam a estação. Ele caminhava com um livro em mãos e seus olhos verdes observavam o nada, estava concentrado pensando em alguma coisa. Seu peitoral era escondido por uma camisa vermelha em um tom escuro, em suas pernas uma calça jeans skinny sem uma marca conhecida e por fim um tênis Nike preto, vermelho e branco em seus pés.

- Henry, espere! – gritou alguém que fez o garoto parar por alguns minutos esperando por quem havia acabado de chamá-lo.

Um garoto de cabelos castanhos bem penteados se aproximou de Henry enquanto ajeitava seus óculos sobre seus olhos da mesma cor de seus cabelos. Ele utilizava um casaco cinza bem folgado com calças jeans escuras e um tênis bege sem marca aparente.

- O que há com você, está meio... Distante? – disse o garoto que acabara de se aproximar.

- Não é nada Louis, só quero chegar em casa logo. – ele respondeu sem muita animação voltando a andar em seguida.

- Só não se esqueça do trabalho amanhã lá em casa. – o garoto falou em um tom mais alto vendo que estava ficando para trás.

Henry respondeu apenas levantando uma de suas mãos e fazendo um sinal de positivo sem parar de andar. Rumo a sua casa o loiro ia festejando mentalmente o final das aulas dessa semana, mas não ficaria livre das atividades porque em pleno sábado teria que ir até a casa de Louis fazer trabalho.

* * *

Henry abriu a porta de sua casa e tirou seus sapatos antes de pisar no chão quando percebeu que sua mãe acabara de limpá-lo e assim seguiu apenas com as meias brancas nos pés até o seu quarto que ficava no segundo andar, dentro do mesmo havia sua cama coberta por um lençol azul e dois travesseiros brancos, um armário marrom do mesmo tom da cama e uma pequena estante onde se encontrava um computador que o loiro ligou e o deixou iniciando enquanto trocava as suas roupas.

Agora de pijama vermelho com triângulos verdes bem escuros o garoto se sentava na frente do computador em uma cadeira giratória que fez um pequeno rangido quando o corpo se apoiou nela. Checou seu e-mail e nem deu tempo de fazer outra coisa, pois uma voz o gritava do primeiro andar chamando-o.

- Irmãozinho, vem jantar! – o garoto rapidamente fechou a janela e desligou o monitor descendo as escadas com as mesmas meias que estava antes.

Na cozinha estava Giselle, sua irmã mais velha sentada na mesa observando quem parecia ser sua mãe colocar os pratos e os talheres no móvel marrom. A mulher era bonita e assim como seus filhos tinha o cabelo do mesmo tom de loiro com olhos castanhos inocentes, vestia um vestido verde florido e um avental.

- Já está de pijama, não vai sair hoje? – disse a mãe ao se virar e ver Henry sentando-se à mesa ao lado de Giselle.

- Estou muito cansado, não dormi direito a semana inteira. Vou ler um livro e aproveitar para dormir mais cedo hoje. – o loiro respondeu ainda desanimado.

- E a senhorita? – a mulher agora trazia para a mesa uma travessa com macarrão e almôndegas enquanto falava com a filha.

- Ahn, eu vou só jantar e vou sair com alguns amigos. – respondeu sua mãe enquanto virava seu prato e segurava o pegador de macarrão.

A mulher deixou a travessa sobre a mesa e se sentou virando o seu prato e segurando seus talheres, Henry fez o mesmo. A garota foi a primeira a colocar sua comida e consequentemente a primeira a começar a comer desinteressada nos demais.

- Eu queria saber de onde ela tira tanto dinheiro. – o garoto parecia intrigado enquanto colocava sua comida no prato.

- Ora, sua irmã tem dezessete anos, tem um emprego e assim como você ela recebe mesada. – a mulher começou a comer após respondê-lo.

- Você devia aproveitar, sair mais e não ficar invejando o meu salário que eu consigo com muito suor. – disse a garota dando uma espetada de leve no abdômen de seu irmão com a faca.

Henry deu um leve pulo para o lado quando sentiu a faca encostar-lhe, mas não disse nada. Todos continuaram a comer até terminarem, Giselle foi a primeira se retirando da cozinha e subindo com a desculpa de que ia se arrumar. Sua mãe colocou os pratos e as panelas na pia e deixou para que seu filho lavasse já que ele havia se oferecido.

- Filho, tem alguma coisa te acontecendo? – disse enquanto observava-o lavar a louça. – Você não sai há duas semanas.

- Não é nada mãe, eu só ando muito cansado. – o loiro respondeu sem se virar enquanto pegava o pano de prato para secar a louça.

- Tudo bem, eu te amo. Vou para a sala assistir um pouco de televisão.

A mãe deu um beijo na cabeça do filho e se retirou da cozinha enquanto o mesmo continuava a secar as panelas. Henry deixou tudo nos conformes e subiu as escadas, mas enquanto caminhava pelo corredor ouviu sua irmã conversar com alguém enquanto passava em frente ao seu quarto.

- Certo, teleporte-me para aí. – a garota falava séria com alguém que aparecia na tela do computador e então uma forte luz a cobriu fazendo-a desaparecer.

Henry que olhava por uma pequena fresta na porta encostada se assustou a rapidamente entrou no quarto da sua irmã que era rosa com vários adesivos de flores por todas as paredes, ele rapidamente seguiu até o computador e encarou a tela totalmente em branco fazendo um pequeno chiado.

- Será que estou ficando maluco? – ele começou a olhar em volta procurando alguma coisa a qual não sabia bem o que era algo que pelo menos pudesse explicar o que seus olhos viram e sua mente julgara impossível.

Ele tornou a encarar a tela e então a mesma começou a brilhar mais intensamente e uma esfera de luz surgiu na frente do garoto que assustado a observava esperando o que viria a seguir. Dentro da esfera um digivice branco com detalhes laranja surgiu e o loiro estendeu sua mão para pegá-lo como se algo o dissesse pra fazê-lo.

* * *

- O seu serviço será destruir um Digimon que está atormentando um vilarejo covardemente. – disse o careca, chefe de Giselle olhando a garota com um sorriso de canto com seu digivice branco em rosa na mão.

- Destruir um Digimon, desde quando eu faço esse tipo de serviço? – a garota parecia confusa. – Nós não interferimos nessas coisas.

- Não questione as ordens, o seu teleporte já está pronto. Pegue o seu digivice, cumpra seu objetivo e volte. – disse entregando o aparelho para a garota.

- Já é o segundo trabalho que tenho hoje, não pude nem trocar de roupa. Vou cobrar hora extra. – Giselle um tanto incomodada pegou seu digivice e tirou de seu bolso uma carta com o desenho de um planeta semelhante à Terra, mas tinha seus continentes em diferentes formatos e números.

A loira posicionou a carta em seu digivice e ia passá-la quando em meio a um clarão de luz seu irmão surgiu na sala entre ela e seu chefe, todos os operários que estavam utilizando os computadores da sala tiveram sua atenção atraída para a cena após o urro de raiva do homem careca preencher o lugar.

- Quem é ele, como você deixou ele te seguir? – o homem gritava com Giselle que sem entender encarava seu irmão com os olhos arregalados. – Como ele conseguiu se teleportar para cá?

- Ele tem um digivice! – gritou alguém ao perceber que o garoto segurava em uma das mãos o mesmo aparelho que sua irmã possuía.

O chefe fez um comando com sua mão direita e então todos na sala sacaram pistolas escondidas em suas roupas e gavetas e apontaram para o garoto, o careca sorriu pensando em aproveitar-se de mais um para realizar seus serviços.

- Espera, ele é seu irmão? – o homem começou a se aproximar de Henry. – Por que nunca nos contou que ele também era um domador?

O garoto estava sem entender absolutamente nada, com a mente confusa enquanto observava o homem de terno se aproximar com um sorriso no canto do rosto. Giselle sem saber o que fazer rapidamente projetou-se para frente e envolveu seu irmão com os braços enquanto passava a carta pelo digivice e então em um forte clarão de luz os dois desapareceram.

- Merda! – o homem enfureceu-se, mas logo começou a rir maliciosamente. – A garotinha se acha esperta não é, desliguem toda a luz da cidade.

Os operários atenderam à ordem e rapidamente começaram a trabalhar em seus computadores e logo toda a cidade estava sem energia.

- Senhor, não podemos deixar a cidade assim por muito tempo. – disse um dos funcionários.

- É só o tempo de os dois morrerem ou pedirem ajuda. Enviem um Digimon de nível Seijukuki para a área em que se encontram.

* * *

Henry e Giselle surgiam em meio a um clarão de luz em um lugar não conhecido por ele, mas nem um pouco estranho para ela. Era um pequeno (em todos os sentidos) vilarejo, com casas que não tinham nem metade da altura da garota que era a mais baixa entre os dois, o local era gramado e o clima era tropical com algumas plantas rasteiras espalhadas pelo local.

- Como viemos parar aqui? – o garoto perguntou surpreso, seus olhos estavam arregalados. – Desaparecer e aparecer instantaneamente em outro lugar é impossível.

- Estamos em um lugar dentro da rede de computadores. – a garota explicou observando o local.

- Como se isso fosse ainda mais possível. E o que é esse troço? – ele ergueu o digivice. – Por que queriam pegá-lo?

- Porque é com isso que se controla digimons, você é um domador assim como eu. – a loira pegou seu digivice e apertou um botão que fez um mapa holográfico surgir e uma pequena bola vermelha sinalizava que algo se aproximava deles.

- Digimons? – ele puxou-a pelo seu ombro. – Dá para me explicar isso direito?

- Chama neném! – uma bola de fogo atingiu uma das pequenas casas destruindo-a e a deixando em chamas.

Um pequeno grupo de digimons veio saltitando na direção de Giselle e Henry. Eles eram redondos e rosados com duas espécies de antenas e dentes afiados em suas bocas, pelas quais demonstravam estar ofegantes.

- O que são esses... – antes que o garoto pudesse terminar sua frase ele se surpreendeu mais ainda ao ver que logo atrás um pequeno dinossauro preto se aproximava com a boca aberta e fumaça saía da mesma indicando que ele havia disparado a bola de fogo.

- Tailmon está perto, só temos que distraí-lo enquanto isso. – disse a loira observando o Blackagumon e checando suas informações em seu digivice.

- Estou bem aqui, Giselle. – a Digimon gato chegou correndo sobre suas quatro patas e em um segundo atingindo uma velocidade incrível acertando o Blackagumon em cheio com arranhões poderosos e rápidos. – Garra Relâmpago!

- Bafo de Pimenta! – o Digimon abriu a boca e disparou uma quantidade incessante de fogo enquanto Tailmon estava bem em sua frente atingindo-a em cheio.

A Digimon se vendo forçada a recuar deu um salto para trás com seus braços na frente de seu rosto para defendê-lo. Giselle observava a batalha apreensiva com seu digivice em mãos enquanto o grupo de Koromons estava ao redor de seu irmão que os estranhava, mas os acolhia vendo que eram indefesos.

A domadora sacou uma carta de seu bolso, essa possuía o desenho de um chip com a palavra “Power” escrito no meio dele, ela girou a carta entre seus dedos rapidamente a posicionou em seu digivice passando-a pelo mesmo em seguida.

- Cyber Chip! – a garota exclamou e então um pequeno chip como o que havia na carta surgiu nas costas de Tailmon.

- Garra Relâmpago! – a Digimon avançou novamente na velocidade da luz acertando o Blackagumon com ataques mais poderosos do que os da primeira vez fazendo-o cair de joelhos e o finalizando com um golpe certeiro na barriga cravando suas garras que o atravessaram.

O Digimon vírus sumiu em meio a uma explosão de dados e em seguida Tailmon retornou para perto de sua dona fazendo o chip em suas costas desaparecer. Giselle se voltou para Henry que estava deitado no chão enquanto os Koromons lambiam seu rosto e pulavam em sua barriga.

- Derrotar esses digimons do seu nível está ficando cada vez mais fácil, não acha Tailmon? – Giselle disse sentando-se no chão ao lado de seu irmão.

- Definitivamente, mas aquele ataque me causou muita exaustão. – Tailmon parou ao lado da loira encarando os digimons Younenki.

- Muito obrigado, vamos agradecê-los com o que temos de melhor para nos alimentarmos. – um dos Koromons falou em frente à Giselle.

- Não precisamos, nós retornaremos agora para o nosso mundo. – respondeu mexendo em seu digivice e pegando sua carta de teleporte que os tiraria dali.

- Mas porque aquele dinossauro negro atacou vocês? – Henry perguntou ainda brincando com eles.

- Ele era um de nós, mas quando evoluiu foi infectado por um vírus. Por isso adquiriu essa coloração e esse comportamento destrutivo. – disse o mesmo Koromon.

- Eu não acredito! – Giselle levantou irada com um salto, passando sua carta pelo digivice, mas nada acontecia.

O loiro vendo a situação em que se encontravam tirou os digimons que estavam em cima e se levantou também ficando do lado de sua irmã, estava meio desconfortável por estar de pijama em meio a outras formas de vida inteligente.

- Eles deixaram a cidade sem energia para que não voltássemos! – ela bradou furiosa xingando-os com palavras de baixo nível.

- Eles podem fazer isso? – a atitude tomada pela organização surpreendeu Henry.

- Isso não é nem um terço do que eles podem fazer. – a garota começou a andar de um lado para o outro, pensativa.

- Simples, vamos para outra cidade e de lá pegamos um táxi. – o garoto propôs uma solução.

- Impossível, eu só posso me teleportar para lugares que meu digivice reconheça e que já tenha absorvido as informações. – ela continuava andando quando de repente seus olhos se arregalaram, havia pensado em algo que não era nada bom. – Eles não podem retirar a energia da cidade e nos deixar aqui para sempre, a não ser que eles estejam tramando algo.

- Acho que aquilo faz parte do plano deles. – Tailmon olhava para o céu, atônita e então todos a acompanharam.

Uma enorme criatura azul semelhante a uma serpente voava em direção ao grupo com suas grandes asas vermelhas e rasgadas, ela possuía uma espécie de juba e em sua cabeça um “elmo” de crânio com chifres a tornava assustadora.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.