Notas iniciais
Eu retirei o sexo explícito para se encaixar na faixa de 16 anos. Ainda possui algumas partes com o Ecchi, cena pré-hentai, mas nada de 18 anos. Boa Leitura.

CAPÍTULO 051

GENETECH

TÓQUIO, JAPÃO

A empresa de tecnologia mais avançada do Japão localizava-se no centro histórico e financeiro da megalópole. Durante anos era modelo de avanços da ciência, principalmente no campo da genética. Experimentos envolvendo DNA eram constantes e com resultados satisfatórios. Em contrapartida, seu dono não era uma pessoa movido à ética profissional. Obcecado pelo desenvolvimento dos testes acerca do Digimundo, ele conseguiu ter uma visão obscurantista sobre o planeta dos seres digitais, querendo a qualquer custo uma influência ainda maior.

Por algum motivo ainda não revelado, o empresário misterioso possuía conexões fortes com Weiz e havia uma troca de informações entre os dois. Ideias ou projeto de poder?

As batalhas entre os digiescolhidos e um digimon perverso chamado Daemon, há onze anos, acendeu um alerta para o homem. Viu da janela do seu escritório as lutas incessantes entre aqueles seres maravilhosos. Há treze, viu pela reportagem que Odaíba havia sido coberta por uma extensa neblina e que um monstro colossal vermelho e com asas destruía tudo. Passaram-se anos estudando sobre aqueles monstros e o planeta deles, porém nunca teve a chance de entrar naquele lugar. Sequer sabia como o fazer. Reuniu forças com Weiz — este com um passado obscuro que nem mesmo Gennai se dava conta.

A luta entre os digiescolhidos e as forças do ShadowLord acendeu um segundo alerta para o homem. Mandou dois agentes seu investigarem tudo. O que descobriu? A maravilha de como é o biotipo de Lucemon para um plano futuro seu. Com imagem de foto, conseguiu ver como era a forma desse digimon especial. Mandou o seu sócio investigar dentro do Digimundo.

Quando Lucemon ou Lucas fugia de ChaosMetalSeadramon juntamente com os outros na Ilha Arquivo, um pequeno mosquito robótico se aproximou do seu pescoço e lhe picou. Para ele foi apenas algo simples, contudo não sabia que aquele inseto era um coletor de DNA que Weiz havia mandado depois de saber da exigência do seu chefe japonês. A informação logo chegou ao banco de dados da empresa e serviu como base para estudo do homem misterioso.


Genetech, Chyoda, Tóquio

A equipe de biólogos subiu ao último andar do prédio. Havia um templo xintoísta no local. As secretárias vestidas tradicionalmente a caráter enquanto Matsunaga Ryuu rezava para Amaterasu e deixava incensos no altar. O idoso vestia yukata azul.

— Matsunaga-sama, já temos o resultado da pesquisa — falou um dos biólogos.

O velho se levantou com a ajuda do segurança e pediu o documento. Leu o papel e deu um leve sorriso.

— O primeiro passo foi dado — recebeu do segurança uma espada de madeira de kendô.

Em seguida, desceram para o laboratório dentro da própria empresa.

— O que conseguiram? — perguntou enquanto caminhava pelo corredor, rodeado de cientistas e executivos.

— Incrível, senhor. As células estão em constante evolução. Há um tipo de célula incomum, com dois DNAs entrelaçados. Consegui decifrar um deles e é humano! O outro é desconhecido.

Entraram no laboratório e foram até o computador central. Olharam para uma filmagem do microscópio.

— Esse brilho na célula, o que significa? — apontou para um monitor com a imagem do microscópio eletrônico.

— Ainda não descobrimos exatamente o que é. Mas olhe essa imagem. Um vírus do tipo coronavírus que implantei na célula. É o vírus da SARS. Preste atenção o que acontece no citoplasma.

— O vírus está sendo atacado?

— Sim, senhor. Incrível, não? Eu nunca vi isso na minha vida. Uma única célula é capaz de suportar centenas de coronavírus e ainda matá-los. Mas faremos mais testes com esse sangue coletado.

Os olhos do homem ficaram parados, olhando para a cena daquela célula atacando os vírus. A conclusão era que aquele objeto celular nunca tinha o seu DNA mudado por fatores externos, isso queria dizer que o portador daquelas células jamais adoecia. Suou só de imaginar que havia alguém com essa capacidade única.

— Matsunaga-sama, tudo bem?

O ancião respondeu positivamente e saiu do laboratório. Precisou de um tempo para processar aquela informação. De fato, uma pessoa, mesmo sendo digimon, com capacidade de nunca adoecer era uma revolução na área médica sem precedentes. Aquele Lucemon seria a sua resposta e o seu caminho para trilhar rumo ao Digimundo. Talvez não agora, pois estudos precisavam ser aprofundados, mas num futuro não muito distante.

— Matsunaga-sama, a sua agenda?

O velho sequer escutou a secretária. Ele ficou vendo da janela de vidro do escritório os jardins imperiais.

— Sabe... um empresário como eu precisa fazer jus ao que sou. Coloque na minha agenda uma ida minha à Dieta. Preciso que esses políticos que ajudei a eleger comecem a reciprocidade.

...

DARK CITY

Raijinmon era o lorde com a menor área de influência, limitando-se apenas a comandar as cidades. Contudo, era o lorde com o maior número de soldados. Seu exército comandava com mão de ferro tudo dentro dos muros de Dark City. Ele também era o único a ter três comandantes.

O encarregado pela inteligência era o MetalPhantomon, um espectro violento, porém leal ao seu mestre. O chefe dos soldados era o general MetalTyranomon, um dragão ciborgue com muita resistência. Aquele que protegia a energia vital de toda a metrópole era MetalMamemon, um pequeno ciborgue que gostava de agir sozinho.

— PROCUREM O DESGRAÇADO!!! — gritou MetalTyranomon ao saber da última ação do líder rebelde.

Dezenas de máquinas foram atrás de MachGaogamon.

Ainda escondido num estacionamento, o lobo verificou o aparelho localizador. Existiam dois pontos vermelhos se movendo longe dali.

— Achei você — Tankmon atirou no pilar em que Mach se escondia.

Ele fugiu a tempo. Tankmons estavam do lado de fora do pequeno prédio de três andares. Viram MachGaogamon pulando e abriram fogo.

DIGIMON: TANKMON

ATRIBUTO: DADOS

NÍVEL: ADULTO

NPD: 20.000

DESCRIÇÃO: UM DIGIMON MERCENÁRIO EM FORMA DE TANQUE. ADORA CONFLITOS E NÃO MEDE ESFORÇOS NUMA GUERRA.

MachGaogamon soube ali que os possíveis digiescolhidos entraram pelo centro da cidade.


Na Cidadela...

— Como é? Você vai ao centro? É perigoso demais. Ali que fica o maior número de soldados — respondeu Kentarumon à mensagem do seu líder via rádio.

Não tenho escolha. Um digiescolhido entrou por lá. Agora tenho que desligar.

Todos no recinto ouviram barulho de tiros.

— E agora? — perguntou uma Lilamon.

— Como está a defesa da cidadela? — perguntou Kentarumon.

— Funcionando com perfeição — respondeu Butterflamon.

A defesa da cidadela era um campo de força da mesma forma que o campo da metrópole. Nenhum digimau conseguiu ultrapassar, nem mesmo Raijinmon. A única saída era por um túnel controlado pelos rebeldes. Havia pequenos atalhados que davam para o mundo exterior (a passagem da cabine telefônica era um desses atalhos).

Mojyamon acordou e avisou que havia descoberto um jeito de entrar na base central do lorde.


Rose e Palmon foram recepcionadas por Starmon.

DIGIMON: STARMON

ATRIBUTO: DADOS

NÍVEL: ADULTO

NPD: 17.000

DESCRIÇÃO: UM GUERREIRO ESPACIAL EQUIPADO COM UMA ARMADURA EM FORMA DE ESTRELA.

A menina observou ao redor e percebeu que aquela era a parte pobre da cidade. Os prédios baixos, os becos, o chão úmido e os postes com luzes amarelas deixavam claro que era a periferia.

— Nosso líder está fora, mas os outros podem falar com vocês — Starmon abriu um restaurante oriental que pertencia a ele. — Por enquanto que tal comerem?

Palmon ficou desconfiada e avisou que Starmon poderia ser capanga do lorde. A estrela refutou e disse que tinha boas intenções de verdade.

— Não consigo me comunicar com os outros — Rose mexia no digivice.

— Não temos comunicação nenhuma com o lado de fora. Não sei se percebeu, mas existe um campo de força em toda a cidade.

Palmon saiu do restaurante e olhou o céu escuro. Ela jurava que era de dia.

— Esta cidade nunca amanhece — falou Starmon.

Os pratos chegaram com ajuda dos Pagumons. A comida era bife e ensopado de frango. Aquilo despertou o apetite da menina.

— Pagumons não são confiáveis — disse Palmon meio receosa.

— Esses aqui? Não se preocupem. Eu os eduquei direitinho. Podem comer.

Starmon se sentou à mesa e pediu que as duas também o fizesse. Rose e Palmon sentaram nas almofadas no chão e se serviram.

— É claro que a minha hospitalidade vai ter um preço.

As duas pararam.

— Como assim preço?

— É. Como assim preço?

— Para de me imitar, Palmon. Vai, fala.

— Bom... é que... Precisamos que vocês derrotem o lorde Raijinmon. Estamos numa guerra há tanto tempo que não sabemos como terminá-la.

Rosemary tentou lembrar de Raijinmon e foi ajudada por Palmon, que relembrou que era o lorde do relâmpago.

— Nós vencemos dois lordes. Uma fugiu.

— Argh... nem me lembre da Lotusmon. Ainda estou com muito ódio — resmungou Palmon.

Starmon revelou que há pouco um digiescolhido havia entrado na cidade bem antes delas. Rose se levantou e pensou ser o grupo do Paulo.

— Espere um pouco. Paulo está sozinho com Impmon? Cadê os outros? — Rose tentou se comunicar com alguém, mas sem resposta.

— Mas não sabemos se é esse tal de Paulo ou não. Apenas que entrou dois sujeitos na cidade.

— Você não tem certeza que seja um digiescolhido? — Palmon questionou.

— Detectamos apenas que dois indivíduos entraram. O nosso líder até foi atrás deles. Tomara que sejam digiescolhidos.


Ainda do lado de fora de Dark City, Ruan e Jin acompanharam Kamemon para um outro atalho. O espanhol se perguntou se o digimon era mesmo confiável. Kamemon pediu que eles acreditassem.

— Eu ia levá-los para a Cidadela, mas alguém resolveu explodir tudo. Não me estranha que seja uma máquina — disse Kamemon apontando a culpa para Hagurumon.

— Mas foi o Ruan quem me pediu. Eu faço tudo o que ele pede.

Jin se tocou nas palavras ríspidas de Kamemon contra Hagurumon e perguntou o que ele tinha contra as máquinas. A tartaruga respondeu que são as máquinas as culpadas de tudo de ruim na região.

— Eles se aliaram ao Raijinmon. Será que máquinas são confiáveis?

— É claro que são — respondeu Ruan. — Hagurumon não tem culpa de que outros do seu tipo sirvam a um lorde das trevas.

Eles caminhavam ao redor da cidade e chegaram a uma parte onde havia vegetação. Entraram e passaram por dentro de uma montanha por meio de uma caverna.

— Este local é um túnel criado pela rebelião que dá aos esgostos de Dark City.

A parede abriu e eles passaram. Minutos caminhando num ambiente de escuridão (apenas com a lanterna dos digivices iluminando), chegaram ao esgoto. Diferentemente do subterrâneo anterior, o esgoto atual parecia mais ao do mundo humano. Havia um córrego e até ratos normais vivendo por lá.

— Parece que estamos na Terra — disse Jin tampando o nariz.

— Raijinmon quis imitar perfeitamente a arquitetura do mundo de vocês. Ele até fez esses ratos para serem iguais os de lá.

Um Raremon passava pelo esgoto quando viu os digiescolhidos.

— Corram! — gritou Ruan.

Os cinco correram. O Raremon foi atrás deles, mas logo foi atingido pelos ataques de Hagurumon e Mushmon. Isso o atrasou e deu tempo dos heróis escaparem pelo bueiro.

— Onde estamos? — Jin estava na escada logo atrás do loiro.

— Parece um parque. Tem digimons vivendo como pessoas — Ruan.

Ruan aproveitou e abriu a tampa do bueiro. Os cinco saíram dali e correram para dentro do parque.

— Espera um pouco.

— O que foi, Jin?

— Ruan, anoiteceu de repente.

O céu tinha uma lua cheia e todo estrelado. Ruan e Jin ficaram incrédulos.

— Não existe dia nessa cidade — Kamemon revelou.

— Fala sério? — Mushmon desanimou.

— É sério. A cúpula que cobre a cidade cria uma noite eterna. Nem a luz do sol podemos aproveitar.

O Raremon empurrou a tampa do bueiro para o alto e apareceu diante dos moradores. Os digimons correram com medo.

Os digiescolhidos tiveram que fugir do Raremon, pois uma batalha no meio da cidade chamaria muita atenção.

...

Distante dali, especificamente no céu da cidade, havia o satélite que era a fonte de toda a energia da Dark City. O objeto era do tamanho de uma casa e possuía uma bateria interna que filtrava os raios de Raijinmon e espalhava nos cristais sobre as cabeças dos milhares de moradores. Também havia uma câmara em que morava um dos comandantes do lorde.

— Parece que hoje o dia está agitado — MetalMamemon bocejou e estava deitado na câmara apenas com um monitor ligado e vendo o desenrolar da perseguição ao líder rebelde.

Um alarme acionou. O sinal era da base do mestre.


Raijinmon pediu a MetalPhantomon que escutasse com atenção o que ele tinha a dizer. MetalMamemon e MetalTyranomon entraram ao vivo no telão.

— MachGaogamon é um sujeito muito forte e rápido. Não vai dar para os soldados capturá-lo. Portanto, a minha ordem é clara: os meus três comandantes unirão forças e capturarão pessoalmente MachGaogamon.

MetalPhantomon concordou imediatamente e saiu da base. Os outros dois assentiram.

...

Os Tankmons rondavam cada rua e esquina do bairro que MachGaogamon passou. Um toque de recolher foi acionado e os moradores tiveram que sair da rua e entrarem em suas casas.

— Nada nessa perímetro — disse um Sealsdramon próximo a uma ponte.

Havia um rio de concreto. Era o único fluxo de água dentro da metrópole.

— Nada aqui embaixo também — falou um Commandramon.

Próximo ao estádio, um grupo de Tankmons e Guardromons se revezaram na busca. Um grupo ficava fora enquanto outros entravam. Os Tankmons olharam cada corredor, cada ambiente por dentro do estádio.

— Veja os banheiros.

— Certo.

Um Tankmon verificou a ala dos banheiros. A entrada era larga o suficiente para ele passar com folga. De repente, levou um soco do líder rebelde. Tankmon destruiu as paredes e caiu longe.

— O alvo está no estádio de beisebol — informou um Tankmon.

A notícia logo se espalhou. Havia um comandante mais próximo dali.

MachGaogamon derrotou cinco Tankmons. Depois fugiu para a parte do gramado. Ele foi surpreendido por um raio de energia que veio do céu e explodiu bem no meio do campo.

— O líder dos rebeldes é meu — falou MetalMamemon. — Olha só quem eu encontrei. O mestre quer vê-lo pessoalmente.

— Pois ele vai ficar querendo. Acho que devo recusar a sua solicitação.

— Haha! Que grande piada. Você é engraçado até perto da morte.

O comandante avançou contra Mach e usou as suas garras metálicas para arranhá-lo. Mach se defendeu com as manoplas.

MetalPhantomon foi voando para o estádio.

MetalTyranomon correu o mais rápido que podia e praguejou por não saber voar.

— Maldito Mamemon. Ele vai levar os louros da captura!! Saiam da frente, bando de inúteis.


Uma parte da Dark City estava livre dos comandantes. Era o centro. A selva de pedra com os arranha-céus com mais de cem metros.

Aiko e MasterTyranomon percorreram uma boa distância e notaram algo errado. Os habitantes entraram e já não havia mais nenhum digimon fora. O digiescolhido pediu ao parceiro que ficasse atento a qualquer digimau que aparecesse.

— Espera um pouco, Master.

— O que foi, Aiko?

— Me desce.

O menino viu um comboio cheio de Commandramons sair de algum lugar. Eles simplesmente surgiram de uma rua extensa e sem saída.

— O que você viu? — os dois ficaram escondidos atrás de um prédio.

— Parece ser a entrada de algo bem escondido. Que tal entrarmos?

MasterTyranomon não gostou da ideia, sobretudo quando se tratava da entrada da base de comando do Raijinmon.

...

Lilithmon assistia ao desenrolar dos acontecimentos em Dark City pela televisão no apartamento. Achou um saco a forma como Raijinmon conduzia a cacada aos digiescolhidos, pois ele não dava tanta atenção assim aos humanos.

— Ele prefere perder tempo indo atrás de um desafeto do que capturar os digiescolhidos. Raijinmon. O mais metódico dos lordes e o que expressa menos emoções. De fato uma máquina. Talvez uma máquina burra, como todos os digimons dessa espécie.

Insekimon surgiu com uma bandeja com o chá e ofereceu para a sua mestra. A líder dos lordes recebeu a bebida e mandou o mordomon não sair.

— Quero que me responda uma coisa.

— Sim, mestra.

— Você acha que eu devia ter trazido o Ray?

— Como assim?

Lilithmon revirou os olhos.

— Ouça, tapado, o Ray está vivo e muito bem. Fui vê-lo numa pousada no litoral. Tentei persuadi-lo, mas ele não me perdoou pelo que fiz. Estou te perguntando se eu deveria ter trazido à força.

— Mestra, sabe que eu não me meto em sua vida. Mas o conselho que posso dar é esquecer o traidor. Ele é um humano e humanos são diferentes de digimons.

A mulher encarou o servo e mandou ele voltar para a cozinha. Na verdade quem traiu foi ela, porém isso não vinha ao caso. O importante era que o seu ex-marido estava se relacionando com outra mulher, e isso a deixava furiosa. Tão furiosa que quebrou o copo de vidro na mão.

Lotusmon decifrou o projeto da torre negra. Chamou Lilithmon para o laboratório.

— O projeto da torre negra era isso? Você tem certeza, Lotusmon?

— Sim. Não foi tão complicado assim. Afinal, sou a lorde com o maior quociente de inteligência.

— Vou relevar a sua indireta me chamando de burra só por causa dessa descoberta maravilhosa. Que ideia genial a dele. Nunca pensei que Ray pudesse pensar nisso. Lotusmon, temos que continuar imediatamente o projeto.

— Como queira, amiga.

...

Raymond e Márcia eram oficialmente namorados. E como tais, passaram a se beijar e terem atitudes mais íntimas um com o outro. E apesar de estarem dentro do território de um lorde, eles decidiram reservar um tempo a sós para consumarem o amor.

Um momento depois, ambos já estavam banhados e usando roupões. Havia vinho no frigobar e tomaram um pouco.

— Nunca fui tão feliz com alguém como agora. Com a Lilithmon tudo era vicioso, violento e selvagem. Com você foi o amor verdadeiro.

Márcia brindou e bebeu um pouco do vinho.

— Também acho. A minha relação amorosa foi conflituosa desde o meu primeiro namoradinho de adolescência. Mas o que me deu mais sofrimento foi na época em que eu namorava o pai dos meus filhos.

Ray puxou Márcia e caminharam até o sofá. Sentaram lado a lado, com o moço escorando a cabeça no ombro dela.

— Quero saber um pouco da tua vida com o pai do Paulo e da Lúcia.

— Pra que mexer no que está quieto?

— Só quero saber mesmo. Que tipo de homem ele foi?

— Wesley. Wesley era o seu nome. Foi o homem que eu me apaixonei na adolescência. Era um homem bastante difícil de se lidar, porque era muito independente, muito... não família. Ele pensava só nele. Quando o Paulo ainda era muito criança, morreu num acidente de carro com um amigo.

— E o que você sente quando fala dele?

— Desprezo e saudade ao mesmo tempo. Desprezo porque ele fez coisas que nunca me agradou. Nossa relação era amarga depois que Lúcia nasceu. Saudade porque meus filhos cresceram sem um pai, principalmente o Paulo. Nossa, o Paulinho sofreu muito sem a presença do pai dele. Até hoje ele sente saudade, e olha que ele perdeu quando tinha uns 3 pra 4 anos.

— Do jeito como fala parece que ainda gosta dele.

— De maneira alguma! Agora eu tenho olhos só para você.

— Bom saber. Agora existem alguns problemas. Seus filhos e a distância de onde moramos. Eu sou do Japão e você é do Brasil.

— Seu bobo, deixa que com meus filhos cuido eu. Quanto à distância, não se preocupe, pois tenho uma tia que mora em Tóquio. Hahaha eu já visitei o Japão umas três vezes.

— Fala sério!

— Sim, bobinho. Eu já viajei para lá. Conheço algumas coisas, porém prefiro mesmo os eventos de cosplayers e outras coisas. Já vi o monte Fuji, foi maravilhoso. Não se preocupe. Eu jogo tudo para o ar e corro para os braços do meu futuro marido.

— Assim é melhor. Ei que tal nos vestir pra continuarmos a nossa busca pelo seus filhos e pelo meu irmão?

— Acho uma boa ideia.

Enxugaram-se e vestiram suas roupas. Logo saíram do quarto ainda num clima romântico, bem abraçadinhos. Perceberam que haviam esquecido do Ketomon. O digimon acabou dormindo no sofá.

— Vamos embora. Precisamos sair daqui o mais rápido possível — falou o homem.

— Vem meu bebezinho — Márcia segurou o Ketomon nos braços e saiu com seu namorado.

Logo eles saíram para o encontro com Aiko. Faltava pouco para o encontro dos dois irmãos.

...

No outro ponto da cidade, Ruan e Jin se esconderam do Raremon dentro do banheiro público que ficava abaixo do nível do solo. Os cinco ficaram cada qual dentro de uma cabine.

— Essa cidade é gigantesca. Talvez do tamanho de Tóquio. Vai ser impossível chegarmos ao local dos rebeldes — avisou Jin.

— Então precisamos invadir a base do lorde — disse Kamemon.

Ruan riu e desdenhou do que o digimon dissera. Invadir uma base sem ao menos saber o local seria um atestado de suicídio.

Ainda no parque, o Raremon assustava os digimons que passeavam. Um Commandramon mandou o mutante parar e voltar aos esgotos. Mas o monstro atacou o soldado.

— Tem alguma coisa errada no parque — disse um Gekomon.

— Um Raremon horrível está a solta — falou um Guilmon.

O Sealsdramon correu para dentro do parque.

O Raremon encontrou os digiescolhidos e atacou. Seu poder de luta era muito maior do que o que atacara as crianças no porto.

— Ele tem 12.000. E aí? — perguntou Jin.

— Chega de fugir. Hagurumon!

— Sim, Ruan!

Os dois digivices brilharam.

— Hagurumon digivolve para... Guardromon!

— Mushmon digivolve para... Woodmon!

Os dois digimons se separaram e atacaram Raremon. O Guardromon usou os mísseis enquanto Woodmon utilizou madeiras.

— Woodmon, use as raízes das árvores para atacar.

— Sim, Jin. — Mas nada aconteceu. — Falhou.

— Como é? Estamos rodeados de árvores. Como assim?

Kamemon avisou que as árvores e a grama eram sintéticas. Aquilo foi surpreendente para os digiescolhidos.

— Não existe vegetação verdadeira nesta cidade. Mas apenas um lugar ainda existem plantas.

— Tua cidadela? — Ruan.

— Sim. Conseguimos trazer certas plantas. Não muitas, mas o suficiente para vivermos com a natureza.

Raremon não parava de atacar.

Quem também atacou foi Sealsdramon. O dragão ciborgue pegou a faca e arranhou o braço de Guardromon.

DIGIMON: SEALSDRAMON

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: ADULTO

NPD: 20.000

DESCRIÇÃO: UM DIGIMON TÁTICO E FURTIVO QUE ATACA COM UMA FACA. UM EX-COMMANDRAMON QUE SUBIU DE CATEGORIA APÓS ÁRDUO TREINAMENTO.

— Malditos intrusos. O que querem aqui? Opa... espera um pouco. Vocês são digiescolhidos? Haha. Lorde Raijinmon ficará grato com a informação.

Kamemon se adiantou e pegou o rádio do vilão e jogou para Ruan pegar. Sealsdramon deu um murro na tartaruga, que bateu contra a árvore e desmaiou.

— O importante agora é eliminá-los — falou Sealsdramon sobre o Raremon.

Jin e Ruan refutaram o militar e afirmaram que venceriam a batalha.


CIDADELA

Rose e Palmon aproveitaram o almoço e se empanturraram. Starmon não imaginou que elas fossem tão gulosas.

— O que essa gritaria? — Rose percebeu algo errado na rua.

Starmon se levantou e saiu do restaurante. Os digimons pareciam desesperados e corriam na direção da praça central. Ele foi junto.

— Palmon, melhor também irmos.

— Okay, Rose.

Os moradores da Cidadela ficaram olhando o telão na praça. Era a figura de Raijinmon.

— Esse é o Raijinmon. Por que ele está fazendo essa transmissão? — indagou Starmon.

Kentarumon e os outros também assistiam.

Eu capturei o líder dos rebeldes da Cidadela.

A imagem de MachGaogamon ferido e amarrado nos braços e pernas com correntes de chrome dizigoid pegou todos de surpresa.

Desliguem a defesa e rendam-se. Aí eu penso em poupar a vida dele.

Qual seria a atitude dos rebeldes?


Nesse meio tempo, Aiko e MasterTyranomon invadiram a base de Raijinmon com sucesso. Eles nem sabiam o que fariam ali.

— E qual o plano agora?

— Plano? — Aiko coçou a cabeça e riu. — Não tenho plano.

Notas finais
Ahhhh não chamem a Márcia e o Ray de Safados. Eles fizeram amor com quem ama e isso é bom, né? O que acharam do capítulo? Reviews Please.