Notas iniciais
ÚLTIMOS CAPÍTULOS Enfim, eu finalmente fiz este capítulo como prometi. Realmente tá difícil fazer esse finalzinho, mas estou me empenhando. Desculpa se não li e não comentei nas histórias que acompanho, estou muito ocupado nesses dias. Bom, eu não tenho muito o que falar então que tenham uma boa leitura.

CAPÍTULO 067

Existia uma ilha no norte da Escócia que não fazia parte do Reino Unido, pois era uma monarquia própria. Seu nome era New Manchester.

Governada pela família King, New Manchester era o lar da única monarquia absolutista da Europa. E essa tradição de governar com mão de ferro vinha desde o "Incidente de Shadow Shire".

O castelo — maior que a área do Vaticano — era o centro do poder e residência da família King. O rei era Adrien King.

— Não devia ajudar Daemon, majestade?

King estava sentado no trono e assistindo aos acontecimentos no Japão. O espelho oval se mexia e era o mordomo do castelo.

— Por que eu ajudaria? Tudo o que eu precisei de Daemon, consegui. Além disso, eu cumpri com a palavra e deixei que ele invadisse a Terra. Qualquer erro dele será por sua conta.

King se levantou e saiu do salão. O espelho voltou a ser uma criatura chamada AncientWisemon.

...

— Humph, a Kari ainda não chegou e tô muito preocupada por causa desses digimaus — disse Tailmon indo para a sala.

Logo em seguida chegou Patamon com o digivice de T.K.

— Ei, Tailmon, você tem alguma notícia do T.K ou da Kari? — Patamon chegou pela varanda.

— Não...

O celular — que estava sobre uma cômoda — tocou por causa da mensagem. A gata foi até ele e o pegou. Impressionou-se mais ainda quando leu a mensagem de texto.

"Mamãe, por favor chame o Tai. Takeru e eu fomos feitos reféns na torre pelos digimons. Peça pra trazerem reforços. Hikari."

— Nossa! É uma mensagem. Deixa eu ler...

— Tailmon, você sabe ler?

— Mais ou menos. A Kari me ensinou um pouco. Aqui diz, mamão... ou melhor mãe... chamar o Tai... Takeru e eu fomos feitos reféns... na torre pelos digimons... Nossa! A Kari e o TK foram pegos pelos digimaus e ela tá pedindo reforços.

— O que faremos agora? Chamamos o Tai ou iremos ajudar pessoalmente?

— Não sei aonde o Tai foi, mas eu sei onde fica a torre. Fica lá depois da ponte.

— Então vamos até lá o mais rápido possível. Deve ser muito perigoso para os nossos parceiros ficarem sozinhos com aqueles malvados.

— Sim — ela pegou o digivice da garota — Agora vamos e nos encontramos lá.

Eles foram na direção central de Tóquio e era onde ficava a torre e também ficava os dois digiescolhidos cativos.

...

Algum tempo se passou e ChaosPiedmon, que já estava muito impaciente, ficou cada vez mais. BlackWargreymon pediu para que ele se concentrasse na missão de conquistar o mundo dos humanos, porém o palhaço não quis dá-lo ouvido.

— Então quer dizer que você vai mesmo? Desacatar uma ordem direta do imperador não é uma boa ideia. Você devia deixar os seus problemas pessoais de lado por um tempo até a Terra ficar coberta por trevas.

— Ficar com esta ansiedade é que não é uma boa para mim. Faremos o seguinte, eu irei ao encontro do meu rival e você retorna para o mestre e inventa qualquer desculpa lá.

— ChaosPiedmon, você acha que o nosso mestre vai acreditar em algo inventado? — ele levantou voo — então eu voltarei, mas não direi nada. Você se responsabilizará por tudo o que acontecer, não terei nada ver com isso.

— Tudo bem. O que importa agora é eliminar de uma vez o meu inimigo. Depois invento uma desculpa. Matar Dynasmon é tudo o que eu penso da minha vida agora. Terminar o que comecei há cinco anos.

Eles foram para os lados opostos. BlackWargreymon resolveu voltar para seu mestre, na torre. ChaosPiedmon foi ao encontro do seu rival.

...

Em outro ponto de Odaíba, o outro grupo dos digiescolhidos acabavam de eliminar todos os digimaus restantes. O único que ainda dava trabalho era um DarkTyranomon (49 mil) que lutava contra o Greymon de Tai.

— Greymon, eu tenho certeza que conseguirá derrotá-lo — disse o homem com uma confiança de dar inveja.

O dinossauro laranja atirou sua chama pra cima do outro fazendo cair sobre alguns carros. Logo após, o ExVeemon de Daisuke usou o seu Corte Duplo para destruir o dinossauro negro.

— Marreta de Marionete! — com sua marreta, Pinochimon conseguiu destruir alguns digimaus de uma só vez.

— É isso aí, Pinochimon, muito bem — disse Jin.

— Canhão Flor! — com seu ataque a Lillymon conseguiu acabar com alguns Goburimons que faziam o caos na cidade. Eram tantos que deu um certo trabalho para a digimon fada se livrar deles.

— Ótimo, Lillymon, é assim que se faz — falou Rose.

Mas Odaíba continuava como a região mais infestada de digimaus por causa da ordem de Daemon para matar os digiescolhidos. E como os digimaus sentiam a presença dos brasões, acabavam entrando na ilha.

Um grupo com Soulmons surgiu e atacou Jin e Rose.

DIGIMON: SOULMON

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: ADULTO

NPD: 27.000

DESCRIÇÃO: UM TIPO DE BAKEMON COM PODERES MÁGICOS

Os fantasmas ameaçaram os dois e mandaram os parceiros pararem de atacar. Taichi e Daisuke pediram a Greymon e ExVeemon que ficassem parados.

— Droga. Eles pegaram a gente — falou Taichi.

— Como esperado desses digimons malignos — resmungou Motomiya.

De repente, Stingmon se aproximou dos dois fantasmas e os acertou. Morreram na hora. Rose e Jin foram salvos pelo inseto guerreiro.

— Voltei.

— Ken, que susto! Pensei que tinha abandonado a gente. Aonde foi? — perguntou Daisuke.

— Sou um policial, lembra? Stingmon e eu fomos investigar a origem desse céu roxo. Bem... eu já sei. Fica na Torre de Tóquio em Minato.

Taichi lembrou da vez que Myotismon invadiu Odaíba em 1999, mas ainda pior. Com certeza o epicentro do poder das trevas ficavam na torre.


Nesse ínterim, Patamon e Tailmon faziam viagem rumo à Torre de Tóquio. Não foram com as próprias patas/asas, pois era longe de Odaíba. A solução foi ficarem no teto de um ônibus que rumava para Minato.

— Qual vai ser o plano? — perguntou o Patamon.

— Deixe eu pensar... — Tailmon ficou sentada e meditando.

— Pensou?

— Não sei.

Patamon ficou deitado, inconformado com a resposta da gata.

— Espera! Vamos descer.

Tailmon deu um pulo. Patamon saiu atrás dela feito louco.

As pessoas viram a gata correr pela calçada enquanto um animalzinho amarelo com branco voava atrás.

— Espera, Tailmon.

— Olha lá.

Os dois viram um Goburimon assaltando um restaurante. O ogro bateu com o seu porrente nas mesas e pegou os pratos para comer.

Tailmon e Patamon armaram um plano e foram atrás do digimau. A pancadaria foi generalizada dentro do estabelecimento. Terminou com Goburimon devidamente espancado e levado pela dupla até um beco.

— Agora responde onde estão Kari e T.K — perguntou Tailmon fazendo cara de malvada.

— Não sei quem são esses feiosos.

— O quê?! Ta chamando o meu T.K de feio? Quer morrer?

— Calma, Patamon. A gente só quer saber onde fica a torre.

— Ah sim. Nosso imperador tá lá. Por quê?

Patamon e Tailmon ficaram assustadores e ameaçaram Goburimon se ele não os levasse até a torre.

...

BlackWargreymon chegou ao seu mestre e ali ficou perto dele. Lady Angewomon continuava mantendo as pessoas presas dentro da torre. Ela pediu para que chamasse Lady Devimon para ficar em seu lugar. Na verdade ela recebeu uma ordem do próprio Daemon para que encontrasse o digiescolhido da luz e o destruísse.

— Sim, senhora, eu ficarei aqui e cuidarei direitinho desses vermes hahahahaha — disse a digimau sempre com um sorriso maligno no rosto.

— Ótimo. Agora eu irei ao encontro do digiescolhido da luz — ela quebrou a janela de vidro da torre e saiu sobrevoando o local.

"Droga as coisas já estavam ruins, acabaram de piorar. Eu odeio LadyDevimons não sei por quê" — pensou Kari.

"Eu tenho esperança que os nossos amigos venham nos salvar. Droga justo hoje que eu iria... me declarar para ela" — pensou T.K.

— Humanos ignorantes agora eu vou botar moral nesta droga aqui. Diferente da senhora LadyAngewomon, eu não sou muito tolerante. E quem falar algo sequer, vai ter suas consequências. Aproveitem seus últimos dias, pois o imperador Daemon transformará este planeta em um mundo de trevas e vocês serão os nossos escravos hahahaha!

"Vai sonhando queridinha. Quando a Tailmon virar Angewomon e calar essa sua boca" — pensou a garota.

Daemon continuava sobre o topo da torre e liberando energia negativa. BlackWargreymon o observava com muito cuidado e, digamos, com um certo carinho.

— Pa... papai... papai.

— BlackWargreymon, eu preciso que você vá atrás do ChaosPiedmon o quanto antes. Ele... precisa ficar aqui comigo fazendo a minha defesa pessoal. Faria isso por mim?

— É claro, sem dúvida.

— Eu sabia. De todos os meus generais, você é o mais leal à mim. Sempre teve um carinho adicional por mim, como se fosse um verdadeiro filho.

— Imperador, eu sempre serei leal ao senhor. Então irei agora mesmo a procura do ChaosPiedmon.

Ele saiu de perto de Daemon e foi procurar o seu colega maluco. Realmente o BlackWargreymon era leal ao seu criador até as últimas consequências e se importava muito na realização da sua missão.

...

Derrotar os Pagumons foi fácil. Difícil será esconder os digimons da tia Mayako, pois não havia como enviá-los para o Digimundo, e Aiko se negava a matá-los a sangue frio. Então o rapaz acordou o grupo e mandou que eles arrumassem a sua casa antes do retorno do seu irmão. Claro que, a princípio, os digimons se negaram e ficaram fazendo bullying com Koromon. Mas levaram umas porradas e trabalharam com vários calombos.

— Isso é cansativo pra caramba — disse Aiko ao colocar a tia no quarto dela.

— Não seria melhor revelar para ela que digimons existem?

— Talvez num outro momento. Sem o Ray aqui, tá sendo difícil. Quero saber aonde ele foi. Ele nem levou o celular dele.


A preocupação de Aiko tinha um motivo muito forte, haja vista o mais velho saiu sem falar nada e sem nenhum meio de comunicação.

Depois da luta em Shibuya, Raymond voou para o local do acidente dos seus pais. Era uma estrada na província de Saitama, longe de Tóquio. Como voava rápido, chegou em pouco tempo.

Ele pousou e ficou vendo o lugar. Era apenas um trecho comum da estrada, sem nenhum lugar para honrarias. Porém, ele pôs um ramalhete ao lado da estrada. Lágrimas escorreram dos seus olhos.

— Pai, mãe. Eu juro que vou vinga-los.

Ele deu um impulso e voou na direção da capital. Pensou que seu destino era lutar até a morte contra ChaosPiedmon. Se não o fizer, arrepender-se-ia para sempre.

— Ele quer lutar de novo. Eu sinto. Mas então... o tipo dele é superior ao meu. Posso morrer nessa luta. Mamãe, papai.

FLASHBACK ON

5 anos antes...

— Aiko. Vamos, filho. Precisamos voltar para Tóquio.

— Mamãe, é hoje que o meu irmão volta da viagem, não é? Ele disse que iria trazer um presente para mim. Espero que hoje seja o dia mais feliz da minha vida.

O menino Aiko, oito anos, sentou-se no banco traseiro do carro dos seus pais. Aguardava ansioso o seu irmão mais velho, Raymond, que fazia uma viagem de estudos no Reino Unido.

Nos últimos meses, o rapaz nipo-inglês resolveu conhecer o país do seu professor de engenharia da computação, New Manchester. Era uma ilha do tamanho da cidade de Nova Iorque que ficava ao norte da Escócia e que era um pequeno país insular e independente.

Raymond deu um recado aos pais que estava no avião e acabava de fazer uma escala para pousar em Tóquio em breve. Seus pais e irmão foram na direção do aeroporto, porém o espectro de ChaosPiedmon utilizou a sua ilusão para fazer com que o pai de Ray perdesse o controle e caísse num barranco da estrada. Tanto ele quanto a esposa morreram com traumatismos cranianos, contudo Aiko foi o único a sobreviver. Talvez Aiko sobreviveu para trazer o irmão a si e voltasse a ser o que era antes, uma pessoa bondosa e justa. Felizmente Aiko conseguiu trazer Ray de volta.

Agora era Ray quem estava disposto a fazer justiça pela morte dos seus pais. Em memória deles. Como Dynasmon, estaria cara a cara com ChaosPiedmon.

FLASHBACK OFF

Algo passou pelo céu do Japão tão rápido quanto um avião à jato. Era Dynasmon. O cavaleiro real ficou pronto para uma luta definitiva com o seu algoz. Percebeu que o digimau estava sobre o terraço de um prédio e pousou.

ChaosPiedmon por fim reencontrou Dynasmon sobre um terraço de um prédio qualquer. Ele ficou frente a frente dele, porém nenhuma palavra foi falada até no momento em que o general começou a provocar.

— Estou anansioso para acabar contigo igual como fiz com aqueles idiotas dos seus pais. O que acha?

— Acho que você é quem será o morto por aqui. Farei com que engula essas suas palavras hipócritas.

— Ray, para um humano híbrido você até tem peito de me enfrentar. Corajoso ao extremo, no entanto apenas a coragem não será necessária para ter uma vitória plena — disse com um sorriso no rosto.

— Então comece logo a luta e tire a conclusão do que disse — retrucou, ficando em posição de luta.

ChaosPiedmon retirou suas duas espadas e esperou alguns segundos até ir na direção dele. O palhaço criou uma ilusão e fez uma cópia dele próprio, iludindo seu rival. Ele golpeou Dynasmon com uma de suas espadas, mas à medida que o general atacava, o Ray se defendia, pois seu próprio corpo era protegido por um metal muito resistente.

— Parabéns, seu imbecil, conseguiu defender dos meus ataques — ele atirou as duas espada, que logo sumiram e apareceram por trás de Ray, que é acertado de raspão. — Viu como eu sou mais poderoso hahahaha!!

— Desintegrador de DNA — o golpe foi na direção do Caos, forçando-o a se defender com suas duas espadas.

— Belo ataque. Só que não terá outra oportunidade como essaa — o digimau foi na direção do rival e tentou fazer a mesma ilusão com suas espadas, entretanto Ray já estava preparado para isso e desviou a tempo, conseguindo dar um chute no general que foi jogado por alguns metros — O que? Como pode?

— ChaosPiedmon não subestime o Dynasmon. Dá pra ver que ele está num nível muito superior aos de um digimon comum. Terá muito trabalho em detê-lo — disse BlackWargreymon chegando no campo de batalha.

— O que? Como assim? Eu sou muito mais forte do que ele, disso eu tenho certeza. Olha só BlackWargreymon eu vou realizar o meu trunfo das espadas douradas e ele não conseguirá se defender.

ChaosPiedmon realizou seu ataque com suas espadas, mas logo se surpreendeu ao ver que as suas armas foram destruídas por Dynasmon com muita facilidade.

— Não pode ser! Como este homem consegue fazer estas coisas? Aquelas espadas eram de chrome digizoid feitas por mim durante a estadia naquele mundo de trevas.

— Eu te disse pra não subestimá-lo. Se quiser destruí-lo, terá que usar ataques bem melhores do que esses. Não podemos abaixar a guarda numa boa luta e você sabe bem disso — disse o outro general.

— Está falando besteiras, meu coleguinha.

— O quê?

— Como um híbrido conseguirá derrotar um general com o meu nível? Eu não aceito acreditar que um verme como ele vai se igualar ao meu poder! Eu farei com que se lembre de mim para sempre. Ah, me esqueci, já vai morrer mesmo!

Uma aura negra começou a se formar ao redor do digimau. Dessa vez usaria o seu poder das trevas com todo o seu máximo.

...

O governo japonês não ficou parado durante a invasão. O primeiro-ministro ordenou que as forças de defesa do país desse um jeito na fonte do problema. Então dois caças sobrevoaram o espaço aéreo da província de Tóquio.

— O que é aquilo? — perguntou o piloto de um caça.

— Um pássaro? — disse o outro.

O ponto escuro no horizonte era ChaosDukemon. O cavaleiro negro tirou um tempo para verificar o céu da cidade e teve a surpresa de se encontrar com os jatos.

— Atire!

Os aviões prepararam mísseis e tentaram abater o digimon. No entanto, ele resistiu e passou a atacar. Utilizou a sua lança para perfurar um avião, obrigando o piloto a fugir ao ejetar o banco.

— Humanos são tão frágeis.

Ele deixou o outro avião ir embora. Abaixou e ficou cara a cara com o piloto paraquedista.

— Por que atirou em mim.

— Kyah! — e desmaiou.

— Vocês são tão chatos. Nem aquela bomba me arranhou direito. Mas agora tenho ideia para onde ir.

Ele voou na direção da parte portuária da cidade.

...

Mimi saiu do hospital com a sua Palmon e foi atrás do Joe em qualquer lugar que ele pudesse ter passado. Primeiro foi ao bar que ele frequentava com seu amigo Koushiro, depois foi à casa de seu irmão mais velho, logo após foi até a casa de alguns amigos dele e por fim ao apartamento dele. Contudo nem sinal do Jo.

— Droga, cadê ele?

— Talvez ele esteja enfrentando os digimaus junto com os novatos. Você sabe que ele sai sem avisar.

— Ai Palmon — ela encostou a cabeça no volante — não me deixe pra baixo mais do que já estou — o celular dela começou a tocar — Ai minha nossa... é ele.

— Atende logo!

— Alô Joe, cadê você pra eu te... ahh tá ajudando os digiescolhidos é? Hum, eu passo aí, me diz onde... sim, sim. Perto lá das docas, eu sei claro que sim. Irei agora mesmo para aí.

Ela arrancou com o carro sem se importar com o sinal. Ela atravessava todos os sinais vermelhos na maior cara de pau.


PORTO DE TÓQUIO

— Torpedo Arpão — Ikkakumon disparou o seu torpedo para destruir alguns Divermons negros que também invadiram.

Com a ajuda de Seadramon, eles acabaram com os digimaus aquáticos de uma vez por todas. Todos os monstros que se localizavam nas docas foram extintos definitivamente dessa parte da cidade. A alegria só foi interrompida com a chegada de ChaosDukemon.

O general andou na direção deles com muita confiança em si mesmo. Sua longa capa azul dava um ar de poder ao servo mais poderoso de Daemon. Ele parou e ficou encarando todos que estavam ali. Só a sua presença intimidava. Ele emitia uma energia tão forte que até o ar ficava pesado.

— Parece que os digiescolhidos conseguiram derrotar muitos dos que vieram pelo portal — disse o general muito concentrado.

— Vamos derrotá-lo assim como derrotamos os outros — disse Paulo sem se importar.

O cavaleiro negro soltou uma risada.

— Querem me derrotar? Então eu darei essa oportunidade única a cada um de vocês.

— Nós tiraremos essa alegria de ti — disse Ruan. — Andromon destrua-o.

— Sim Ruan. Mísseis!

ChaosDukemon riu mais uma vez e, com apenas uma mão, conseguiu parar o ataque de Andromon. Todos ficaram surpresos com o feito do general

— Belo golpe, mas não o suficiente. Digimons na forma perfeita não me destroem, sequer me arranham. Seria pelo menos uma centena de vocês para acabar comigo.

— Cale-se. Nós vamos juntar as nossas forças e acabar com a sua raça, seu idiota — retrucou o brasileiro.

— Garoto, eu tenho pena de vocês por serem tão fracos — ele se aproximou mais. — Ataquem-me. Estão com medo?

Essas palavras do general foi o estopim para que os digiescolhidos começassem a atacar. Andromon lançou a sua espada espiral, mas foi desviada facilmente; Ikkakumon e MegaSeadramon atacaram com seus poderes, porém nem arranharam o digimau; Kabuterimon jogou sua Eletro-Choque, contudo... em vão.

— Ainda não entenderam. Refrescarei a memória de todos vocês. Eu sou um general do mundo das trevas. O General Administrador das Trevas, o mais poderoso entre os três. Com esses ataques de níveis baixíssimos, não conseguirão nem me fazer cócegas. Agora eu darei uma lição de como ser realmente forte para todos.

ChaosDukemon foi para cima de Andromon e, com apenas um soco, lançou o androide pra vários metros. Usando sua habilidade de controle das trevas, ele criou vários poderes com as mãos e os lançou contra os outros três, que logo caíram feridos. Todos regrediram para a forma criança.

— Não é possível. Ele sozinho enfrentou e venceu quatro digimons com extrema facilidade — disse Jo.

— Agora sejam bonzinhos e me digam quem é o digiescolhido da luz. Infelizmente estávamos muito ocupados enquanto vocês acabavam com os lordes, por isso não soubemos distinguir quais são os seus brasões e os donos de tais. Vamos, digam e eu deixo que o resto viva.

Lúcia ficou com muito medo, mas foi acalmada por Lucemon. Paulo queria defender a sua irmã, no entanto não havia nada a ser feito, a não ser que...

— Sou eu — disse o irmão da menina. Todos olharam com espanto e surpresa — Pode me levar para o seu mestre. Estou pronto.

— Não, Paulo, por favor — Impmon tentou impedir.

— Parceiro, eu vou. Cuide bem da minha irmã — disse ele.

— Paulo, tem certeza que vai fazer isso? — perguntou Mia com o coração na mão.

— Sim, cuide da minha irmã, Mia, por favor.

— Não, irmão. Não vá — dizia Lúcia quase chorando.

— Eu sabia que era você, garoto insolente. — Ele conseguiu usar um tipo de telecinese para levar Paulo consigo — Agora, garoto, somos você e eu. Escutem, seus insetos! Ainda não o levarei para o meu imperador. Quem quiser me desafiar, eu estarei numa dessas ilhas próxima daqui. Aceito qualquer tipo de desafio.

Ele saiu voando e levando Paulo consigo. Ninguém acreditou naquilo. O garoto sendo levado e não podiam fazer absolutamente nada.

— PAULOO! PAULOO — Impmon gritava em vão. Também ficou chorando junto de Lúcia — Eu... eu vou lutar com ele.

Goburimon mostrou o local exato da torre. Patamon e Tailmon agradeceram, mas disseram para ele não voltar a atacar os humanos ou levaria outra surra. O ogro sorriu e afirmou que nunca mais faria tal absurdo.

— Eu já vou. Tchau — e fugiu.

Patamon e Tailmon testemunharam a tomada do local ao redor da torre pelos digimaus. Um grande número de Bakemons e Soulmons perambulavam na região.

— Tailmon, o que faremos agora? Chegar lá em cima vai ser difícil — Patamon e Tailmon estavam escondidos.

— Patamon, eu tive uma ideia. Vem comigo.

Qual seria a ideia da Tailmon? Ela viu alguns Bakemon próximos. Puxou Patamon pela orelha e foram se esconder ainda mais perto da torre.

...

— Ilusão das Espadas — usando um truque de ilusão, ChaosPiedmon materializou várias espadas e as lançou diretamente contra seu inimigo. — Olha só, BlackWargreymon, esse é o fim do Dynasmon definitivamente!

No entanto o BlackWargreymon não estava muito convencido disso. Tanto que havia apostado na derrocada de Lilithmon anteriormente.

Dynasmon conseguiu absorver o ataque do general, deixando-o boquiaberto com o feito.

— Impossível!

— Sopro de Wyvern — ele começou a lançar vários tiros de energia. O poder atingiu o palhaço do caos e o arrastou para vários metros.

— Droga, como ele consegue repelir os meu ataques com tanta facilidade? Eu não posso acreditar nisso. Não vou acreditar nisso!

ChaosPiedmon irritou-se ao perceber que Dynasmon estava bem mais forte do que o normal. Ele não aceitava que o seu oponente tenha ficado muito forte. O palhaço das trevas estava cego, não queria escutar ninguém nem mesmo o BlackWargreymon que, mesmo pedindo cautela, ele não ouvia.

— Eu falei que o único a ser derrotado aqui é você. Esta luta já demorou muito e realmente tá muito chato ter que batalhar contigo. Prefiro mil vezes lutar novamente com Lilithmon. Ela parecia ser mais forte.

ChaosPiedmon gargalhou e falou mais uma vez dos pais de Ray. Não acreditava que a luta se resumiria a uma lição de moral. Ele puxou uma quinta espada dourada e a fez crescer. Ele correu na direção do adversário e tentou cortá-lo.

— Essa é a minha espada definitiva! Trunfo da Excalibur Dourada!

Um movimento foi suficiente para abrir uma fenda na pista logo abaixo. Sorte que nenhum humano foi ferido.

— Morra, Dynasmon! Morra! Assim como os seus pais morreram. Quero olhar o semblante pré-morte. Aquele momento de milissegundos antes da vida ser ceifada!!

A espada atingiu os braços de Dynasmon, que sangraram. O motivo dele desviar era que a arma era de vírus e poderia ser fatal. Mas o cavaleiro encontrou o ponto fraco do objeto e o despedaçou.

A fúria subiu à cabeça do vilão. ChaosPiedmon criou uma explosão sônica com suas mãos que foi na direção de Dynasmon com tudo. O ato impensado do general fez BlackWargreymon se espantar. Como um general poderia se comportar daquele jeito? Enfim, o golpe foi contra Ray, mas ele conseguiu impedir que o Feitiço Negro lhe atingisse em cheio. Parou com suas mãos.

— Eu não a-acredito que ele conseguiu parar o melhor ataque do ChaosPiedmon com as duas mãos! — disse BlackWargreymon muito impressionado.

— NÃO ACREDITO! COMO ELE CONSEGUIU FAZER ISSO COM O MEU...

— Toma o seu poder de volta, ChaosPiedmon — Dynasmon disparou uma forte rajada com as suas mãos.

— Cuidado ChaosPi...

Não deu tempo do outro general avisar. O golpe atingiu ChaosPiedmon quase que imediatamente, causando vários ferimentos graves por todo o corpo. O palhaço foi arrastado para vários metros até cair de joelhos.

— Como pode um... híbrido conseguir... me vencer. Eu não... posso acreditar, eu não acredito nisso — ele caiu ao chão. — Não pode... ser.

As pessoas filmaram com os seus celulares. ChaosPiedmon arregalou os olhos ao perceber que a sua morte foi vista por humanos. Humilhante. Finalmente Ray conseguiu vingar a morte de seus pais e fazer justiça em memória deles. Apesar de que Daemon ter mandado, o causador era o próprio palhaço. Este começou a se desintegrar aos poucos, sabendo que morreu humilhado na frente de todo mundo.

— Consegui derrotá-lo. Finalmente... O que quer aqui? Deseja lutar comigo também?

— Ao contrário do meu ex-colega, eu não desejo lutar contra alguém que não seja o meu inimigo. ChaosPiedmon era muito arrogante e imprudente e isso fez o seu fim. Adeus.

BlackWargreymon foi embora deixando Ray para trás. O homem sentiu um alívio por ter finalmente justiçado seus pais. Resolveu voltar para casa e ir ao encontro do seu irmão Aiko.

...

Ray chegou em casa — já como ser humano — e foi pegar o retrato dos seus pais. Aiko ficou preocupado com o seu irmão.

— Onde está a tia?

— Depois eu te explico. Pode me dizer onde estava?

— Vamos acender um incenso para os nossos pais. Vem, Aiko.

— Incenso? Por que isso agora?

Eles foram para o pequeno altar ao fundo da casa. Lá havia as cinzas dos pais deles. Em baixo uma placa de mármore com os nomes e as datas dos pais.

Lyoto Togashi Kyoto — 1960 — 2007

Rosanne Albert McShane Kyoto — 1965 — 2007

EM MEMÓRIA AOS NOSSOS PAIS.

"Papai, mamãe. Agora podem finalmente descansar em paz" — pensou Ray com lágrimas no rosto.

Notas finais
Finalmente o ChaosPiedmon foi derrotado. Eu quis fazer uma luta rápida e objetiva, por isso não demorei muito como aconteceu com o da Lilithmon. Tadinho do Impmon, ficou sem o Paulo. O que ele vai fazer? Mimi vai encontrar o Joe? Tailmon e Patamon encontrarão Kari e T.K? Pra onde foi Lady Angewomon? Perguntas que talvez eu responda no próximo capítulo. Té mais.