Digimon Adventure 3.0: Luz Vs Trevas

44 A diversão de Pinochimon! Xadrez de alto risco


Notas iniciais
Depois de 22 capítulos, mais um digimon dos digiescolhidos evolui para a fase extrema. Dessa vez evoluiu espontaneamente. E há o romance também. Boa leitura.

CAPÍTULO 044

Durante o desenrolar na floresta da ilusão, Musyamon acompanhou secretamente os embates dos digiescolhidos e os capangas do KingChessmon. Em um certo momento, sentiu a presença de Dinohumon por perto. Viu o parceiro de Nashi derrotar Chaos Jyureimon e salvar Jin.

— Quantos dados desperdiçados — falou baixinho enquanto aguardava a saída de Dinohumon.

Musyamon esperou de braços cruzados até Chaos Jyureimon ser explodido pelo lorde.

— Te peguei! — Ele pegou o digi-núcleo do monstro recém destruído.

O samurai abriu a bocarra e engoliu a esfera brilhante. Seu corpo aumentou e seus olhos ficaram vermelhos. O poder de dados de Musyamon aumentou muito.

...

O céu do digimundo ficou escuro e a noite foi tomada. Márcia saiu do esconderijo e sentou-se a margem do rio. O mesmo lago que Ray lutara contra KingEtemon. Ela pegava algumas pedrinhas e jogava na água. Ela pensava em seus filhos e se estavam bem. Mas logo tranquilizou ao relembrar que eles tinham os digimons que os protegiam. A mulher ficou olhando para o céu até que percebeu uma pessoa sentando ao seu lado, era Ray.

— O digimundo é lindo mesmo. Ainda existem coisas aqui que não compreendo mesmo depois de anos estudando sobre aqui — disse o homem.

— É mesmo. Sempre o meu filho dizia que o digimundo era um lugar muito bonito, atraente. Pensei que fosse igual ao país das maravilhas de Alice, mas é bem mais estranho. Gostei daqui, só não sei como voltar ao meu mundo.

— Você sabe pescar? Tipo, estamos numa lagoa e aqui existem peixes... — ele não parava de sentir o cheiro delicado que Márcia soltava. O mesmo cheiro de hidratante. Aquele cheiro o agradava muito.

— Não, Kyo. Será que pode me ensinar?

— Volto daqui a pouco — Ray foi pegar uma vara de pescar que estava jogada no esconderijo e voltou. — Eu não vou conseguir com esse braço imobilizado. Você pode tentar.

— Eu não sei nem pegar numa vara, quanto mais saber pescar — Apesar da relutância, ela aceitou. Ray ficou logo atrás dela, ajudando-a.— Nossa, assim é fácil. Mas acho que não pegaremos nem girino, quanto mais um peixe... Aiai caramba tem algo puxando.

— Viu, sua boba, aqui é lotado de peixes. Aqui tem abundância — Ambos puxaram a vara e retiraram um peixe mediano. — Olha só! Até que você leva jeito para coisa.

— Nossa, esse é o meu primeiro peixe que pego. Agora você já deve ser especialista nisso, não é? — ela virou o rosto para trás e ficou bem perto do rosto de Ray. Cada qual sentia a respiração do outro de tão próximos que estavam. — É... melhor eu levar o peixe pra preparar para nós.

— Acho uma boa ideia — eles se levantaram e voltaram ao esconderijo.

Ambos estavam nervosos e um pouco envergonhados pelo quase vexame. É claro que eles não teriam nada, não se conheciam. Daqui a pouco, eles tomariam rumos diferentes e se esqueceriam, ou não.

— Kyo, você é bom mesmo. Parabens.

— Meu nome não é Kyo. Eu me chamo Raymond. Ray para os mais íntimos.

— Raymond? Nome de príncipe. Príncipe Raymond. Parabéns. Além de lindo, tem um nome invejável. O meu é Márcia.

— Márcia? Parece que é algo relacionado a marte. A Márciana.

— Para, Raymond, deixa de ser infantil! Nunca ninguém brincou com o meu nome. Agora vai, que eu preparo esse peixe aqui — disse a mulher.

Ray a olhou enquanto ela procurava coisas no armário. Ele nunca imaginou que outra mulher poderia ser mais linda do que a Lilithmon. O cheiro que ela exalava de hidratante de morango o deixava louco. Os cabelos da mulher, longos, soltos, perfumados por natureza eram agradáveis.

Márcia preparou o peixe e ambos comeram no sofá, sentados. Ray ficou admirado por ela ter preparado um peixe tão gostoso. A mulher tinha um dom de cozinhar, apesar de não gostar.

— Parabéns a você. Só pode ser chef de cozinha pra fazer um peixe assado tão gostoso — disse ele.

— Não. Sabe que nem gosto de cozinhar. É por isso que tenho empregada. Mesmo não gostando, eu tenho uma mão boa pra cozinha. Minha avó era cozinheira de mão cheia e meu pai é dono de restaurante no Rio de Janeiro.

— Então é algo hereditário. Você tem um dom incrível — Márcia se levantou, mas Ray logo a segurou pelo braço — Obrigado por estar fazendo isso pra mim. Sei que não mereço pelo que fiz no passado, mas saiba que estou me redimindo.

— Não esquenta com isso, garotão — ela o beijou no rosto, deixando-o corado. Claro que foi um beijo inocente, de AMIZADE.

— Er... eu vou para o meu quarto — ele foi quase correndo de tão envergonhado que estava.

...

NOME: PINOCHIMON

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: EXTREMO

TIPO: BONECO

PARCEIRO: JIN FUKUDA

NPD: 3 OU MAIS DIGIMONS EXTREMOS

GRUPO: MESTRES DAS TREVAS

DIGIVOLVE DE: MUSHMON (warp)/JYUREIMON (naturalmente)

GOLPES: MARRETA DE MARIONETE

DESCRIÇÃO: UM DIGIMON MARIONETE QUE IMITA O PERSONAGEM PINÓQUIO DOS CONTOS. APESAR DO SEU JEITO BRINCALHÃO, É BASTANTE FORTE. NÃO MEDE ESFORÇOS PARA DERROTAR UM INIMIGO EM LUTA.

— P-Pinochimon? Você megadigivolveu para Pinochimon? — perguntou Jin surpreso com aquilo.

— É, parece que sim. Caramba, eu to mais bonito, hum eu to usando um calção azul, um chapéu vermelho e tem uma cruz nas minhas costas — Pinochimon começou a ficar se notando, admirando a si mesmo.

— Você é o mesmo? Você é o mesmo Mushmon que conheço?

— Sim, Jin, que besteira, cara. Agora vamos naquela barraquinha de algodão-doce que estou louco pra provar aquilo — disse o boneco de madeira já correndo.

— Espera, Pinochimon. Vai com calma — Jin corria atrás do parceiro.

Pinochimon sorria e corria. Ele aproveitou seu corpo menor e mais leve para subir nos postes e verificar a vista da cidade.

— Desce daí. Precisamos encontrar os outros.

O boneco caiu de pé e correu até a barraca.

— Eu já disse que aqui nessa feira só podem brincar digimons do tipo boneco por isso que... O QUE? Um Pinochimon? Um boneco? Por favor, senhor, estou disposto a tudo. Qual tipo de algodão quer? Tem o rosa, o branco, o amarelo e o azul. É só escolher a sua favorita — disse Pumpkinmon.

— Hahahaha olha Jin, podemos comprar. Eu quero o branco mesmo — disse o digimon.

— Vai devagar, nem perguntou o preço. Quanto custa? — Jin tirava sua carteira do bolso da mochila e contava o dinheiro.

— O algodão custa dois dólares. Aceitamos iene também — disse o abóbora.

Assim Jin comprou dois algodões-doces e ficou com um o outro deu pra Pinochoimon comer. O digimon dele não parava de olhar para as barraquinhas, fascinado com tudo aquilo. Logo correu para outra, deixando Jin preocupado.

— Peraí, Pinochimon, não faça isso — Jin corria atrás do outro.

— Ei, quanto custa um hot-dog desse? — perguntou o boneco de madeira ao vendedor de outra barraca.

— Custa dez mil ienes — disse o vendedor.

— Eu quero dois. O meu põe muito molho, não sei se o meu parceiro prefere molho. Ei, Jin, você prefere como? — perguntou ao ver o outro chegar.

— Pinochimon, por favor, precisamos encontrar os outros... aff tudo bem eu pago — daí ele pagou os dois hot-dogs. Jin nunca viu seu parceiro agindo assim feito criança.

— Oba, tiro ao alvo! Eu quero brincar uhuu — o boneco foi direto às demais barracas, cansando ainda mais Fukuda.

— Espera, por favor. Não faça isso — mas já era tarde pois seu digimon já estava brincando.

E ficou assim por um bom tempo. Pinochimon sempre querendo brincar em alguma barraquinha e Jin o seguindo tentando fazê-lo parar sem êxito algum.


Jokermon chutou Pumpkinmon e perguntou se o digiescolhido que faltava ainda estava por perto. O vendedor avisou que ambos passaram alguns minutos e que provavelmente estavam na montanha-russa.

— O que eles fazem lá? Esqueceram de salvar os amigos?


Pinochimon arrastou Jin para a montanha-russa. Eles gritaram. O digimon gritou de alegria, o humano gritou de medo.

Algum tempo depois, Pinochimon já havia brincado praticamente em tudo. Jin sentou-se num banco que ficava na praça central da cidade. O japonês suspirou triste por perder muito tempo, numa hora dessa ele com certeza se perdera dos demais. Ele olhou para o meio da praça e viu uma enorme estátua de KingChessmon, logo percebeu que algo estava errado ali. O garoto raciocinou direito e percebeu que o sumiço de seus amigos provavelmente havia sido fruto de alguma armadilha do lorde das trevas. Ele chamou Pinochimon, que ficou brincando na praça com um carrinho de brinquedo que ganhara numa barraca.

— Ei, Pinochimon, venha cá. Rápido.

— Fala, Jin. Não me diga que vai me pagar de novo? Já enjoei dessas brincadeiras — disse ele com o carrinho na mão.

— Não... Escuta, o KingChessmon controla esta cidade e possivelmente capturou os nossos amigos. É a única explicação do sumiço.

— E o que faremos então? Como vamos achá-los?

— Precisamos nos esconder. Já está muito tarde e a feira fechou — Ele deu graças a Deus, porque senão o seu digimon iria passar a madrugada toda brincando.

Jin ligou seu aparelho e conseguiu mapear a cidade, depois encontrou uma possível casa sem ninguém. Os dois conseguiram entrar e ficaram ali a noite toda.


KingChessmon jogava xadrez com as novas peças, enquanto que seu comandante Ex-Tyrannomon assistia, pois não dava pra brinca já que era grande. O lorde se divertia e se entretinha com suas jogadas e nem se lembrou que faltava mais uma criança.

...

Amanheceu na região do esconderijo de Raymond. Ele acordou e viu Márcia dormindo, quase hibernando. Se agachou perto dela e admirou a beleza. Acordou a moça. Pediu para que se arrumassem, pois estavam de saída.

Márcia tomou banho e passou hidratante. Ray vestiu uma calça jeans, camisa branca pólo com listras azuis horizontais e um par de tênis marrom.

— Que cheiro delicioso.

— É o meu hidratante.

O homem cheirou o braço da mulher e foi logo querendo chegar ao pescoço. A princípio, Márcia resistiu. Ela cedeu, porém. Ambos se beijaram.

— Chega — disse ela.

— Por quê?

— Ainda não nos conhecemos o suficiente.

Ray pediu perdão a ela por ter sido uma pessoa má. Explicou que estava se redimindo. E o amor de Márcia era o segredo para a redenção.

Eles saíram do esconderijo de mãos dadas. Um novo romance iniciou.

...

Ao dia, a cidade dos bonecos era deserta. Não tinha quase nenhum digimon na rua, exceto os guardas do lorde das trevas. Tanto Jin quanto seu parceiro ficaram escondidos até o japonês ter uma ideia.

— Pinochimon, ontem eu fiz teus gostos. Fiquei sem grana. Agora é sua vez de me ajudar.

— Com certeza, amigão — disse ele abraçando o garoto, ou melhor dizendo, apertando, porque o abraço quase sufocou o menino.

— Ok, ok. Agora me escuta, eu tive uma ideia. Você terá que chamar a atenção do KingChessmon.

— Como? — perguntou curioso.


O mestre das trevas brincava com seu xadrez no quarto do seu castelo. Quando ouviu um chamado de Jokermon. Era pra ver no seu telescópio algo interessante. O rei foi correndo. Viu Pinochimon.

— Quem pode ser? — indagou o palhaço.

— Não faço ideia. Você achou o digiescolhido faltante?

— Não, mestre.

— Argh. Bando de incompetentes.

O rei continuou assistindo às peripécias da marionete.

— Um digimon boneco na fase extlema além de mim na cidade? Então tem um Pinocchimon aqui, ein? Ótimo, ele pode ser do meu exército — pegou seu cetro de coloração branca e saiu em disparada na direção do outro boneco.


Pinocchimon andava pelas ruas desertas da cidade quando foi surpreendido por KingChessmon bem nas sua frente. O digimau tinha uma rapidez incrível, chegando a ser mais rápida que a de Beelzebumon Blast Mode. No entanto, ele só tinha essa habilidade quando segurava o cetro dos truques, o branco.

— Olá, amiguinho. Vejo que está perdido em minha cidade. Você plecisa de alguma ajuda? — perguntou o digimon.

— Hahaha eu queria fazer parte do exército do Lorde das Trevas chamado KingChessmon. Será que tem uma vaguinha sobrando?

— Clalo que tem. Pla você tudo sobla. Pode começar ainda hoje e...

— Com uma condição: que brinque comigo na montanha-russa.

KingChessmon quis hesitar, mas cedeu. Ele queria aquele digimon como aliado custe o que custasse. Portanto, atendeu ao pedido.

O boneco de madeira se divertia com a brincadeira. Para ele a montanha-russa era tudo. Por outro lado, o boneco do mal enjoava com aquilo e não se divertia nem um pouco. Depois disso, o digimon de Jin ainda queria mais, mas foi impedido pelo rei.

— Hahahaha foi divertido, cara. Devia ter me deixado continuar — disse sempre rindo.

— Não. Agola pleciso que voc...

— Então deixa eu ver o seu cetro!

— NÃO! — bradou — Este cetlo não dou pla ninguém.

— Então esqueça. Fui. Até mais — Pinochimon fingiu que ia embora, mas foi interrompido pelo outro.

— Espela. Pode pegar, mas me devolva logo — o digimau deu seu cetro ao outro e ficou vendo apreensivo. Claro, todos os seus truques saíam desse cetro.

— Ótimo — o digimon de Jin deu um sorriso maléfico. — Agora este cetro é meu. Valeu, seu babaca hahahahahahahahahaha... — e saiu correndo.

— Eu sabia. Dloga! Agola fiquei flaco de vez — e saiu correndo atrás do outro.

Jin conseguiu localizar o castelo do digimau facilmente. Com a ajuda de seu tablet, ele pode mapear toda a cidade através de um programa. Apenas conectou seu aparelho a uma entrada na casa em que estava anteriormente.

O castelo de KingChessmon não era tão grande quanto os castelos da Terra, mas era fisicamente parecido aos encontrados na Europa. Feito totalmente de peças de montar. A coloração era preto e branco e com quadradinhos alternando as cores, fazendo-o parecer um tabuleiro de xadrez. Haviam alguns digimons de guarda na frente. Dois KnightChessmons guardavam o local.

Jin esperou o seu parceiro chegar.

KingChessmon ficou furioso. Chamou Jokermon para procurarem por Pinochimon. Mas eles perderam o pinóquio de vista.

Pinochimon chegou com o cetro branco do rei e logo foi dá-lo a Jin. O garoto pediu para que o seu digimon abrisse passagem para qualquer intervenção que possivelmente viria.

A cidade dos bonecos entrou em alerta máximo. Os moradores arrombaram o portão e fugiram. As cores vibrantes deram lugar a um preto e branco e as casas fofas viraram góticas. E isso ocorria conforme o temperamento do rei mudava. KingChessmon estava furioso.

Os guardas correram até a frente do castelo e encararam Pinochimon. Eles eram PawnChessmons. Dezenas deles.

DIGIMON: PAWNCHESSMON (BRANCO)

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: CRIANÇA

NPD: 10.000

DESCRIÇÃO: UM DIGIMON BONECO DA SUB-ESPÉCIE CHESSMON. VEIO DOS DADOS DE UM JOGO DE XADREZ. PEÃO. É SOLDADO DE DEFESA DE KINGCHESSMON.


DIGIMON: PAWNCHESSMON (PRETO)

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: CRIANÇA

NPD: 10.000

DESCRIÇÃO: UM DIGIMON BONECO DA SUB-ESPÉCIE CHESSMON. VEIO DOS DADOS DE UM JOGO DE XADREZ. PEÃO. É SOLDADO DE ATAQUE DE KINGCHESSMON.

A horda de PawnChessmons correu na direção dos dois.

— Caramba. Estávamos quase lá — lamentou Jin.

— Calminha, parceiro. Nem só de brincadeira vive este boneco aqui.

Pinochimon estalava os dedos e fechou o punho. Saiu dando socos nos Chessmons. Era rápido. Entre as dezenas de inimigos, não teve dificuldade. Isso deixou Jin surpreso.

Todos os soldados foram derrotados.

— Vamos entrar agora!

Os dois correram até o portão de lego. Pinochimon derrubou. Eles entraram no castelo.

— Temos que achar os outros. Muito provavelmente foram enfeitiçados pelos poderes de KingChessmon. Por isso tenho que usar este cetro para quebrar a maldição.

Pinochimon parou quando viu a dupla de KnightChessmons parados na frente deles.

DIGIMON: KNIGHTCHESSMON (BRANCO)

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: ADULTO

NPD: 20.000

DESCRIÇÃO: CORPO DA GUARDA REAL. O DIGIMON CENTAURO ESPECIALISTA EM JOGAR DARDOS. DEFENSIVAMENTE MAIS FORTE.


DIGIMON: KNIGHTCHESSMON (PRETO)

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: ADULTO

NPD: 20.000

DESCRIÇÃO: CORPO DA GUARDA REAL. O DIGIMON CENTAURO ESPECIALISTA EM JOGAR DARDOS. OFENSIVAMENTE MAIS FORTE.

KnightChessmons preto e branco lançaram os seus dardos. A arma do branco foi repelida pela cruz de madeira. A do preto, que era mais forte, destruiu uma parede.

— Essa foi por pouco... — Jin olhou para trás.

— Sobe aqui, Jin — Pinochimon pediu ao menino que ficasse sobre ele (usando a cruz como plataforma).

Jin subiu. Pinochimon lançou o parceiro em direção aos centauros. A cruz foi girando. Jin quase vomitando. Depois, Pinochimon correu até os inimigos e bateu neles com a sua marreta, derrotando-os, e pegou o parceiro antes que acontecesse uma tragédia.

— Acho que vou morrer. Espera! Deixa eu descer.

— Não vai dar tempo.

O boneco largou Jin apenas quando chegaram ao salão do castelo. O recinto era silencioso e completamente vazio. Apenas um trono à frente. Também havia um boneco rosa com formato de Tyranomon.

— Que estranho. Pensei que eles estivessem aqui — falou Pinochimon.

— Temos que achar o local exato. KingChessmon está próximo — Jin viu pela varanda a poeira deixada pelo lorde se aproximar.

Os dois foram surpreendidos por Ex-Tyranomon.

— Não vão fugir. Ataque Bonito!

Ex-Tyranomon soltou corações do seu corpo. Mas Pinochimon desviou de todos eles.

— Matéria Escura!

Dessa vez, o fantoche rosa liberou uma bola de energia negra da parte escura (o verdadeiro corpo). Foi na direção de Jin.

— Marreta de Marionete!

O Pinochimon rebateu o bola. O ataque voltou para Ex-Tyranomon e explodiu.

DIGIMON: EX-TYRANOMON

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: PERFEITO

NPD: 25 MIL PD

UM BONECO DE PELÚCIA EM FORMA DE DINOSSAURO. SEU VERDADEIRO CORPO ENCONTRA-SE DENTRO DA FANTASIA.

O fantoche ficou um tanto machucado por receber o próprio golpe. Ele voltou à batalha e ameaçou os dois.

— Você não nos impedirá. Vai, Pinocchimon, derrote-o.

— Nariz de Furadeira! — o digimon atingiu Ex-Tyranomon, que logo se rendeu por ser covarde.

— Acho bom. Agora nos responda onde estão os meus amigos — Jin ameaçou.

Ex-Tyranomon deu as coordenadas para o quarto do rei. Era a parte mais alta do castelo. A dupla subiu umas escadas e entraram nos aposentos do lorde.

Jin notou que as paredes eram um xadrez puro, no canto esquerdo um telescópio grande e uma janela ao lado, e finalmente um pequeno tabuleiro de xadrez.

— Estão aqui. São eles — disse quando viu os bonecos. Depois os recolheu.

— Pra onde vamos agora? Estamos encurralados. Lá fora tem muitos guardas atrás de mim. Sei que posso derrotá-los, mas acho que isso atrasaria as coisas.

— Com certeza, Pinocchimon. Peraí... Que porta é essa? — perguntou Jin ao ver uma porta de madeira nos fundos.

O digiescolhido abriu vagarosamente. Tudo escuro. Era uma descida em espiral até um fundo desconhecido.

Jokermon e KingChessmon atravessaram o portão e estavam prestes a entrar.

— Vamos juntos — Pinochimon segurou a mão de Jin.

— Sim — assentiu o garoto.

...

Conceição e os duques conseguiram fugir do prédio. Cansados, chegaram perto de um lago.

— Eu comeria até comida indiana. Com a fome que eu tô — resmungou a empregada.

A mãe da Rose pediu para ser carregada.

— Hum, bonitinha a senhora, né? Querendo ser carregada no colo. Uma velha dessa!

— Ai Conception, não faça isso, por favor. Oh My! O que será de mim? Eu vou morrer aqui antes de ver minha filha. E tudo isso por culpa sua — disse batendo no marido.

— Ai ai. Meu amor, eu não tive culpa disso. Aliás, eu estou com fome também. Deveras comeria até uma jumenta se fosse preciso — disse com a mão na barriga devido aos roncos do estômago.

— Haha está aí na sua frente. A Conception. A jumenta parideira hahaha — disse a madame sarcástica.

— Jumenta parideira é a p...

— Parem de brigar. Essas mulheres são muito desordeiras hoje em dia — o duque viu algo um pouco distante — Olhem aquilo. A nossa salvação.

— Oba! Um restaurante. Agora eu vou poder encher meu "Bucho" — disse Conceição. Correu.

— Espere, Conception. Espere — os outros dois foram atrás.

O restaurante era do Digitamamon.

...

No castelo...

— O que você disse? Eles pegalam os bonecos e passalam na porta do subterrâneo? — perguntou KingChessmon

— Sim, me-mestre.

— E não fez nada pala impedir?! Dloga seu idiota.

— Eles... eram fortes e usaram um go-golpe que me doeu muito.

Jokermon suou. Percebeu que o fim de Ex-Tyranomon havia chegado.

— Então levalam meu cetlo blanco pensando ser meu real cetlo. Fufufufufufu — ele materializou na mão dele seu cetro amarelo. O que usava em batalhas — que pena aos pestinhas.

— M-me d-desculpa mestre?

— Não. Poder das Tlevas! — um raio de coloração roxa saiu do seu cetro e acertou Ex-Tyranomon, que foi destruído na hora — Agola eu vou lutar a sélio nos meus domínios. O subterrâneo. Jokermon?

— Sim, mestre?

— Me acompanha!

— Com certeza, mestre.

KingChessmon desceu ao subterrâneo. As trevas. Um lugar em que ficava mais forte.

Notas finais
Gostaram? Comentem o que acharam, estou me esforçando muito, galera. Essa saga está foda demais agora com várias cenas que posso explorar. Só tenho a agradecer aos meus leitores. Até ao capítulo 45.^^