Digimon Adventure 03 - O Brasão Lendário

15 Capítulo 14 - O Brilho do Poder


Notas iniciais
Olá, leitores!
Bem, acabei o capítulo 14 hoje, e percebi que já publiquei a fic há eras! Meses. quer dizer, mas acho que vocês entenderam.
Posso dizer que estou muito satisfeita com isso, e fiquei ainda mais determinada a não abandonar nenhum projeto meu, inclusive este. :)
Esse capítulo ficou emocionante... Assim como no outro, eu centrei no Castelo de Devimon.
Mas, antes que qualquer um diga, EU NÃO ESQUECI DO RESTO DOS DIGIESCOLHIDOS!
Eu vou mostrá-los no próximo capítulo, entenderam todos?
Ok, então. ^^"
Aproveitem!

Ken Ichijouji estremeceu quando o ar frio da brisa marítima rodopiou por seus pulmões.

–Kenzinho... – Wormon chamou suavemente. – Tudo bem com você?

–Sim... – o garoto murmurou fracamente, suspirando.

Ele mirou os amigos à sua volta, num pequeno acampamento em cima da areia cinza. Depois de várias tentativas, ele e Willis conseguiram acalmar Davis, que insistia teimosamente em ir atrás do líder e de sua irmã. Izzy, que conseguiu convencê-lo que ficar ali seria o mais seguro a fazer, estava sentado, completamente concentrado em alguma coisa no seu laptop.

Eles realmente tinham vontade de ir atrás de seus amigos, mas a lógica persistia em apontar que ficar ali seria o mais seguro e sensato. Se Kari, Tai e TK precisassem de alguma ajuda, eles iram logo, mas por enquanto esperavam um sinal... Qualquer coisa.

Terriermon e Lopmon jogavam um jogo, enquanto Veemon conversava com o parceiro, Tentomon ajudava e observava Izzy, Willis mirava o castelo, Ken e Wormon decidiram sentar-se mais afastados, para descansarem depois da luta contra SkullSatamon e terem um pouco de paz...

Mas ela custava a chegar.

–Tem certeza? – Wormon insistiu.

Ken balançou a cabeça negativamente.

O adolescente não se sentia realmente muito bem desde o momento em que pisara naquele lugar assombroso. Cada vez que ele olhava a correnteza negra e escutava as ondas, seu cérebro tentava reprimir memórias obscuras que insistiam em vagar por sua mente.

Ken apertou os olhos com força. Por um momento terrivelmente nebuloso, ele quase sentiu...

As ondas batendo em seus pés... A água fria em seus tornozelos... A escuridão na sua mente... As Trevas em sua alma... Suas mãos mergulhando o Digivice no mar... O Poder alucinante... A sensação de controlar... Poder...

Ele interrompeu seus perigosos pensamentos com a maior rapidez que pode.

“Que interessante! Esse lugar te traz antigas lembranças, não é mesmo, Digiescolhido da Bondade?”

Ken abriu os olhos, arregalando-os, trêmulo, alarmado e sobressaltado com a voz arrepiante e zombeteira em sua mente, acompanhada por uma risada psicótica. Em pânico, ele deu um pequeno salto de susto e respirou fundo em seguida, com o intuito de se acalmar. Balançou fortemente a cabeça, olhando para seu parceiro.

–Wormon...

-Sim?

-Você ouviu... alguma coisa?

–Não... Por quê?

–P-por nada. – ele mirou o litoral. – Esqueça isso, por favor.

O Digimon-verme o olhou um tanto confuso e preocupado, mas assentiu.

O garoto de cabelos pretos bufou, franzindo a testa e sentando-se novamente.

Aquela voz. Eu tenho certeza que já a ouvi antes! Em algum lugar, um dia, uma vez.” Ele pensou. “Não é Dragomon.” Refletiu com convicção. A voz que falara segundos atrás não era a mesma que narrava seus mais terríveis pesadelos. Os pesadelos nunca iriam abandoná-lo. Definitivamente não dá para se esquecer de quando se é tocado inteiramente pelas Trevas.

As ondas iam e vinham...

“Mas eu já ouvi essa voz antes. Uma única vez. Eu acho que foi quando eu estava criando Kimeramon...” Voltou a refletir. “Quando eu estava criando Kimeramon...” Ele suspirou, pela primeira vez tentando se lembrar da ocasião atentamente.Kimeramon...”

–KEN!

A voz alarmante de Wormon o tirou de seu transe, interrompendo-o antes que ele pudesse chegar a uma conclusão.

– Qual o problema, Wormon? – Ele tentou manter sua voz calma e doce. Não deu certo.

–Olhe ali! Olhe ali! – Os seus pequenos bracinhos agitavam-se, apontando alucinadamente para um único ponto. No mesmo segundo, o Digivice do garoto começou a emitir um brilho rosa, assustando-o.

Ken seguiu o olhar de seu parceiro e, por um momento, riu.

Riu ceticamente, pensando em como a vida pode ser assim tão irônica a ponto de quase enlouquecer.

Na água.

Flutuando.

Em meio às ondas escuras.

Boiando no esquecimento e na tristeza.

Na direção dele.

–O Brasão da Bondade.

***

Eles estavam congelados de terror.

Os rostos das Sombras, que até então estavam neutros, refletindo a determinação em cumprir as ordens explícitas de seu Mestre, se contraíram em sorrisos medonhos e triunfantes. As labaredas não cessavam, pelo contrário, a cada segundo as chamas ficavam mais extensas. Elas formavam um largo círculo de fogo em volta dos Digiescolhidos e seus Digimons.

A sombra que estava na frente, liderando o exército das trevas, estreitou perigosamente seus olhos vermelhos, que percorrem os rostos dos três adolescentes cuidadosamente. Ele fixou os olhos em Kari por um momento, deixando-a levemente tonta de medo, então mirou seu alvo principal: O Digiescolhido da Esperança.

TK prendeu a respiração por um momento, engolindo em seco. Ao seu lado, a mão de Kari apertava com força sua placa, como se tivesse medo de ela evaporar no ar. Tai, tenso, estava parado, encarando os rostos negros, disposto a proteger os dois mais novos.

Em uma fração de segundo, a sombra-líder avançou para TK.

–Não, TK! – Patamon, ainda no chão por causa do impacto da explosão que explodira a porta, conseguiu arfar.

Envolvendo o loiro com os braços nebulosos, colocou as mãos sobre a boa dele, impedindo-o de respirar muito bem. Kari arregalou os olhos, em pânico. A menina ia tentar salvar seu melhor amigo, fazendo o possível para o ser maligno soltá-lo. Mas Tai foi mais rápido.

–Solta ele!

Prevendo a ação da irmã, ele jogou-se violentamente contra a Sombra que o segurava, enquanto ele ia ganhando uma coloração levemente arroxeada. Ela, sobressaltada, acabou atirando TK para o chão, que rolou, atravessando um pequeno caminho em chamas.

O menino gritou quando as labaredas emolduraram sua pele.

Foi apenas por um momento breve, mas a dor era insuportável.

–TK! – Patamon e Kari gritaram simultaneamente. A garota estava paralisada. Os Digimons tentaram se levantar, mas logo sentiram a pressão feita pelo corpo de uma sombra em cima deles, impedindo-os de fazer qualquer coisa, já que estavam bem fracos.

Irritada, pois o menino não podia morrer ainda, a sombra envolveu com a mão o pescoço de Tai, que soltou um gemido, tentando tirar as mãos negras de cima de sua pele. A criatura obscura o atirou furiosamente contra uma parede. O garoto arfou com o impacto, que tirou o ar de seus pulmões por um momento breve.

Kari finalmente conseguiu reagir, tentando chegar até o irmão. Nisso, uma imensa e proposital parede imensa de chamas ergueu-se em sua volta, impedindo-a de fazer qualquer coisa.

O fogo negro emitia um calor quase insuportável a sua volta. Ela mal conseguia enxergar através das chamas. Sentia-se sufocada. Então, de repente, seu corpo todo começou a tremer, incorporando as mais diversas emoções que circulavam por sua mente:

Raiva. Ódio. Impotência. Medo. Cansaço. Aflição.

Mas, mergulhando no mar confuso de emoções que se agitava em sua mente, algo novo surgiu, fazendo-a tremer ainda mais:

Poder.

Ainda tremendo, uma poderosa sensação tomou conta de seus membros, deixando-a completamente desconectada com o que acontecia à sua volta.

Uma sensação que ela já havia sentido anos atrás. Estranhamente, lembrou-se dos Numemons que se sacrificaram para salvá-la... E do grito furioso de Mugendramon quando tinha apenas oito anos.

De súbito, uma luminosidade inebriante começou a sair de cada célula de seu corpo. Seus olhos viraram duas órbitas douradas, que brilhavam, assim como cada parte dela. Ela parecia mais leve. A Luz parecia infinita.

Kari brilhava tanto que, por um momento, em toda a quase infinita extensão do castelo de Devimon, só se enxergava Luz.

***

–O QUE É ISSO? – Davis berrou, levantando-se num pulo. Ao seu lado, Veemon se assustou, pulando também.

–O quê? – Veemon olhava alucinadamente à sua volta, querendo saber o porquê do alarde do parceiro corajoso. – Qual o problema, Davis?

O menino não respondeu, de tão aturdido.

–Ah... Meu... Deus... – Murmurou Willis, boquiaberto.

–Como brilha! – Terriermon parecia espantado. Lopmon assentiu encantada.

–Izzy. – Chamou Tentomon. – Você... vai gostar de ver isso.

O ruivo, ainda sentado na areia, completamente concentrado em seu laptop, ignorou-o. Ele pretendia fazer isso até que um feixe intenso de luz, vindo de algum lugar distante, refletiu na tela do seu laptop, indo diretamente em seu olho.

Ele grunhiu, esfregando os olhos violentamente. Então finalmente mirou o que seus amigos observavam tão fascinados.

–O castelo...! – Izzy engasgou.

Luz. Muita luz. Vinda do castelo das Trevas, por ironia. As janelas, várias aberturas em forma de retângulo que geralmente passam despercebidas na parede negra, estavam emanando uma luz poderosa. Até mesmo as fissuras microscópicas presentes entre os tijolos que compunham o majestoso castelo de Devimon deixavam escapar um imenso clarão.

A luz intensa que de lá saía provavelmente tinha quilômetros de extensão. Ela traçou uma estrada luminosa em grande parte da areia cinza, indo até mesmo ao céu escuro, e, por um momento muito breve, eles tiveram o vislumbre do Mundo Digital, com seu lindo céu azul, onde atualmente estava uma parte do Oceano Escuro.

–Tudo... Conectado... – Murmurou Izzy sob sua respiração ofegante. – Os dois mundos... Como um só... – Ele acabou lembrando-se de quando ele e seus amigos estavam no Santuário dos Brasões, e o grupo observou dois mapas se unirem.

Ou quase isso.

Mesmo que inconscientemente, Izzy começava a perceber, de forma lenta, o que Devimon desejava.

–Ok, alguém poderia dar uma explicação para ISSO? – Grunhiu Davis, agitado, olhando diretamente para Izzy.

–Bem, eu... – o ruivo começou, mas não conseguiu terminar. Ele não sabia como. — Eu não sei.

–Como não sabe? — Davis rosnou. — Se eu tivesse ido, eu saberia, e, já que você insistiu para eu não ir, é melhor você me dizer o que é isso. Izzy!

–Mas eu não sei!

–Grrr! — Davis grunhiu, chutando furiosamente um punhado de areia cinza. Ele não podia crer que mais uma vez aquele loiro estúpido estava por dentro das cosias e ele não! — Se Kari estiver machucada, se ele não a tiver protegido, eu o mato...

–Calma, Davis! — Veemon pediu. — Tai está com eles!

–Isso... é comum na vida de vocês? – Willis acidentalmente deixou escapar bem alto, enquanto mirava o castelo.

–Quase. – Murmurou Izzy, com um sorriso duro. — Willis, é melhor você se acostumar logo com os outros mundos: Nada é lógico ou tem coerência!

–É tanta luz! — Lopmon estava bem encantada.

–Meus olhos... — Gemeu Terriermon, mas ele parecia bem agitado.

–Bem, a única vez em que eu vi uma luz tão forte assim, foi... — Tentomon começou a recordar.

–... na cidade subterrânea de Mugendramon! – Izzy exclamou de repente, de olhos arregalados. Todos olharam para ele. Ele virou-se para o parceiro. – Tentomon, você acha que poderia ser...? Que nem daquela vez...? – Ele mal conseguia falar, o menino se atropelou na própria e afobada curiosidade.

–Eu não sei... Talvez, Izzy.

–Ser o quê? — Willis perguntou, mas foi ignorado.

–Como seria possível? – Izzy franziu a testa, sedento de curiosidade. Davis e Willis se entreolharam, confusos.

Do que vocês estão falando?

Essa voz repentina, meio sussurrada, assustou a todos. Eles simultaneamente viraram para trás, para ver Ken ao lado de Wormon, de costas para o oceano. O Portador da Bondade estava com uma expressão quase neutra, porém de certa forma obscura, perturbada. Seus olhos azuis estavam mais acinzentados que o normal. Em seu colar, estava o Brasão da Bondade.

Tinha uma gota d’água, quase imperceptível, no final da sua calça, na perna esquerda. Negra.

Izzy arfou em confusão, assim como os outros.

–Ken! — Davis saudou.

–Você conseguiu a sua placa de volta? Onde ela estava? — Izzy perguntou, genuinamente confuso.

–Não importa no momento. Eu explico para vocês mais tarde. – Murmurou o garoto. Seu foco mudou para o castelo resplandecente. Seu olhar se iluminou um pouco, apesar de Ken ficar atordoado. – O que é essa luz?

Ninguém respondeu, pois, para Willis, Davis, Veemon, Terriermon e Lopmon, a fonte de Luz era desconhecida. Como ninguém respondeu sua pergunta, Ken perguntou de novo:

O que é essa Luz?

Izzy e Tentomon se entreolharam com seriedade. Em uníssono, disseram sombriamente:

É Kari.

***

O silêncio dentro da Sala do Trono era tão intenso quanto à Luz.

Quando a luminosidade diminuiu até que apenas o corpo de Kari brilhasse, todos conseguiram enxergar novamente, ficando chocados. A Placa da Luz não estava mais adormecida e cinza, estava com sua cor rosa, brilhando junto com a portadora do brasão, em seu lugar: o colar.

A Luz tinha finalmente despertado.

Todas as sombras pareciam extremamente fracas, muitas haviam se desintegrado. TK estava aparentemente bem, sem absolutamente nenhum ferimento em seu corpo, assim como Tai. Os dois garotos estavam perplexos e meio assustados, em pé perto da menina. Os Digimons, completamente revigorados, estavam com bastante energia.

As chamas negras que se alastravam pela Sala tinham virado vários pontos brilhantes, que cintilavam ao redor de Kari.

–O que... Foi...Isso? – Tai conseguiu perguntar.

–Kari? – Perguntou TK. A menina não olhou para ele.

De repente, Tailmon recebe uma quantidade de poder indescritível de tão grande, e, numa explosão de Luz...

–TAILMON SUPERDIGIVOLVE PARA...ANGEWOMON!

–Agewomon!- o queixo de Patamon caiu.

A Digimon anjo estava mais poderosa do que nunca, atrás de suas asas tinha um brilho intenso colorido, deixando um breve rastro de Luz quando ela se movimentava. Sua presença era tão poderosa que desintegrou o resto do exército das Sombras, deixando uma espécie de pó negro no local em que cada uma estava.

Kari desmaiou de exaustão.

Tai rapidamente moveu-se até ela, pegando-a antes que sua cabeça caísse no chão. Ele a aninhou cuidadosamente em seus braços e a ergueu.

–Tente descansar agora, Kari. — Ele sussurrou em seu ouvido de forma suave.

–Precisamos ir embora daqui! – Disse Agumon. Patamon assentiu.

–Não.

–Não? – TK piscou, perplexo. — Como assim "não"?

Os olhos de Angewomon faiscaram perigosamente por trás da máscara.

Eu não vou sair sem o meu melhor amigo!

***

Devimon dessa vez não pode se conter e soltou um rosnado brutal, fazendo o mar se agitar loucamente por um segundo, e um vento muito forte passar pelo local.

A Luz já se extinguira, mas ele ainda podia sentir sua presença em combate com a Escuridão.

“A Digiescolhida da Luz...” Ele grunhiu. Sua respiração ficou ofegante, e o poder das Trevas aumentou em sua volta, fazendo tudo oscilar de um jeito estranho. “Qual a razão de colocarem um poder assim tão intenso numa frágil criança...?”

Ele tremeu levemente, fechando seus olhos por um segundo.

“Não importa.” Então sua coluna sofreu uma espécie de espasmo, e ele se contorceu de maneira tenebrosa, abrindo suas longas asas de morcego, que estavam bem maiores do que da última vez. “ Agora eu vou interferir.”

Uma risada maldosa escapou de seus lábios quando milhares de pensamentos sanguinários voaram por sua mente.

“Podem dar Adeus à sua Esperança, Digiescolhidos. Eu vou agora mesmo aí para pegá-la.”

***

–Sigam...Em...Frente! – Kari sussurrou, sendo carregada por Tai.

Angewomon concordou com a cabeça, e ela começou a voar na direção de uma das paredes. Tai, TK e os Digimons correram, seguindo-a. Por um momento, eles acharam que ela ia mudar de direção, mas seu corpo angelical atravessou a parede sem dificuldades. Eles hesitaram, mas passaram com ela, pois o Anjo abriu uma passagem de Luz para eles.

Eles estavam na prisão.

Era um lugar claramente distorcido pelas Trevas, mas Angewomon iluminava tudo de forma que cada coisa estivesse clara. Os fantasmas deram um pulo, interrompendo uma conversa, surpresos, enquanto Gennai sorriu aliviado.

–Eu sabia que vocês não me decepcionariam, Digiescolhidos. — Ele sussurrou, fraco.

Angewomon aproximou-se de uma figura translúcida que ela conhecia muito bem.

–Wizardmon... — Ela chamou.

–Hum? — o Mago piscou, confuso.

–Há quanto tempo, velho amigo. – o Anjo sorriu. Por essa o espírito não esperava. — Vai dizer que não sentiu minha falta durante esse tempo todo?

–T-Tail...mon? É...Você?– Ele ficou boquiaberto. Angewomon assentiu, sorrindo. Wizardmon arregalou os olhos, então também sorriu.

–Eu sempre soube que havia uma luz oculta em seu coração... — ele deu um passo à frente.

–Vocês podem ter a reunião de vocês depois. – Leomon os cortou, fazendo todos viraram para ele. – Nós precisamos sair daqui!

–Ele está certo, pi! — Concordou Picklemon.

–Patamon! — Chamou TK. O Digimon respirou fundo, aproveitando a energia que a Luz de Kari dera para ele.

–Patamon Hiperdigivolve para... Pegasumon, a Esperança Ascendente!

Em Pegasumon subiram Leomon, TK e Picklemon.

–Agumon, você sabe o que fazer!

–Agumon Megadigivolve para... WarGreymon!

WarGreymon agarrou Tai, que colocou Kari nos braços de Angewomon, e em seguida cuidadosamente pegou Gennai. Angewomon, segurando Kari, estendeu a mão para Wizardmon, que a pegou ainda sorrindo.

–Parece que vamos ter que fazer mais de uma viagem. – TK comentou, vendo que não dava para levar todos os fantasmas de uma vez.

–Não há problemas. Já esperamos anos, podemos esperar mais um pouco. – Disse BlackWarGreymon.

Antes que alguém pudesse pronunciar mais uma palavra, os olhos de Kari voltaram a brilhar e se mexer contra sua vontade, e sua pele começou a brilhar suavemente. Ela arfou.

–Precisamos sair daqui! — ela murmurou, assustada.

–Qual o problema? — Tai perguntou. TK a olhou, preocupado.

– Temos que sair! Agora! Ele está vindo! ELE ESTÁ VINDO! – Ela exclamou desesperada, diante de várias caras confusas.

Antes que alguém pudesse perguntar alguma coisa, um brilho que saiu da menina impulsionou os Digimons para cima, perfurando a parede, e logo todos estavam no céu negro. Eles olharam para trás e o buraco foi imediatamente encoberto por Trevas, aprisionando os fantasmas atordoados mais uma vez.

–O que está acontecendo agora? — Leomon piscou, pousando a mão sobre sua faca atordoado, montado em Pegasumon.

–Ele está vindo. — Gennai repetiu a frase, engolindo em seco e mirando alguma coisa no horizonte. — Eu estou fraco demais para ajudá-los.

–Quem está vindo? – Tai perguntou impaciente, sendo segurado por WarGreymon, e virou-se para a irmã mais nova.

Mas foi Wizardmon quem respondeu, num tom sério, agarrando seu cajado ameaçadorametne ao lado de Angewomon, para o pavor de TK e Patamon:

Devimon.


Notas finais
Wow, agora a coisa ficou séria, muahahahaha!
Foi interessante escrever este capítulo e ter que ficar controlando para que ele não ficasse muuuito longo. Eu tinha planejado mais coisa, mas vou colocar essas cosias no próximo. :)
Well, espero que tenham gostado. Me digam, por favor, o que acharam. Eu demorei menos para postar esse do que o outro, certo?
Ah!
ACONTECEU UM TROÇO MUITO ESQUISITO! Eu sempre tenho que configurar o texto, mas milhares de vezes eu aperto o botão errado e o capítulo é apagado, e eu tenho que começar tudo de novo. Isso me dá raiva!
Hoje isso aconteceu, eu fiquei tão irritada que comecei a apertar uma série de botões que eu não prestei atenção no meio do processo em que volta para a página anterior, , aí eu voltei para esta página, e adivinha?? ESTAVA TUDO CONFIGURADO!Isso me poupou intermináveis minutos!
E eu nem sei o que fiz, hahahaha! Sou demais XD
Enfim, rsrsrs, espero que tenham gostado! Ficaria feliz em receber reviews!
Até mais!!!!