Digimon Adventure 03: Batalha No...
8 Episódio 9 – Ilha das Perdições.
Notas iniciais
Butter-Fly ~tri. Version~ (TV Size)
Stay shigachi na imeeji darake no tayorinai tsubasa demo
Kitto toberu sa on my love
Gokigen na chou ni natte kirameku kaze ni notte
Ima sugu kimi ni ai ni yukou
Yokei na koto nante wasureta hou ga mashi sa
Kore ijou shareteru jikan wa nai
Nani ga wow wow wow wow wow kono sora ni todoku no darou
Dakedo wow wow wow wow wow ashita no yotei mo wakaranai
Mugendai na yume no ato no nanimo nai yo no naka ja
Sou sa itoshii omoi mo makesou ni naru kedo
Stay shigachi na imeeji darake no tayorinai tsubasa demo
Kitto toberu sa on my love
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Após um tempo a sós, TK e Kari finalmente entendem seus sentimentos um pelo o outro e começam um namoro. Enquanto isso, Patamon e Tailmon são atacados por ChaosMetalSeadramon, uma forma mais poderosa de MetalSeadramon. Quando eles pensam que estão encurralados, mesmo separados de seus parceiros, conseguem digivolver para Angemon e Angewomon e derrotam mais uma vez um digimon extremo.
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Episódio 9—Ilha das Perdições.
Após a luta contra ChaosMetalSeadramon, TK e Kari decidiram seguir para o norte, direção aonde eles viram os dados de MetalEtemon e ChaosMetalSeadramon indo, após serem deletados. Desta vez, todos estavam em cima de Pegasusmon, devido ao fato de Salamon estar cansada demais após a batalha.
"Obrigado por aceitar nos carregar, espero que não estejamos sendo um incomodo para você." Disse Salamon.
"Está tudo bem." Respondeu Pegasusmon. "Só essa viagem que eu não esperava ser tão longa."
"Voar tanto tempo deve estar sendo difícil para ele." Pensou Kari um pouco preocupada.
"Não se preocupe, Kari, enquanto estivermos juntos, Pegasusmon poderá contar com a ajuda de Nefertimon." Disse TK sorrindo para ela.
Kari ficou olhando para TK meio que confusa e disse. "TK, você..." Mas foi interrompida por Salamon.
"Eu só preciso de um descanso, assim que eu me recuperar e puder digivolver a gente faz uma troca, tudo bem, Pegasusmon?" Perguntou Salamon.
"Sim." Respondeu Pegasusmon.
Kari permaneceu calada e ao mesmo tempo assustada e confusa, mas achou uma resposta rápida para responder suas dúvidas. "Coincidência, deve ser minha imaginação..." Pensou a menina.
Passado um tempo, eles finalmente avistam algo.
"Olhe, TK!" Disse Kari apontado para frente.
"O que é aquilo?" Perguntou Salamon sem entender.
Eles haviam avistado o que parecia ser uma grande nuvem, gigante do tamanho de uma montanha, e estranhamente baixa tocando no chão.
"Parece uma nuvem..." Respondeu Kari impressionada.
"Nunca vi uma nuvem assim." Disse Pegasusmon.
"É óbvio que não é uma qualquer, não existem nuvens tão próximas do nível do mar." Disse TK já com a resposta na cabeça. "Com certeza tem alguma coisa lá que não quer ser descoberta, e eu acho que sei o que é..."
Kari, que estava atrás de TK, viu o rosto do seu amado sério, ela logo percebeu de que ele falava da base de Devimon. "Você quer dizer... que ele está ai dentro, não é?"
"Devimon..." Sussurrou TK ficando cada vez mais sério.
Pegasusmon se aproximou e avistou terra firme. "Vejam! É uma ilha, da pra ver a praia dela."
"Esta nuvem deve ser para esconder a ilha, então TK pode estar certo, Devimon deve estar ai dentro." Disse Salamon.
"Ou talvez seja algo bem pior..." Disse Kari com um pouco de medo.
"Não deixe que o poder das trevas te vença, Kari..." Disse TK olhando para ela.
Kari logo sorriu e disse. "É verdade, desde que chegamos aqui, nos aproximamos cada vez mais. O poder das trevas não é nada comparado ao nosso poder do amor..."
TK sorriu para ela, seus digimon sorriram também, pois estavam felizes em saber que seus parceiros finalmente haviam se entendido quanto a seus sentimentos.
"O que vocês acham? Devemos entrar na nuvem?" Perguntou Pegasusmon.
"TK..." Kari olhou para seu amado esperando que ele responda.
"Não quero por você em risco, Kari." Disse TK preocupado.
"Pode deixar que eu cuido disso." Disse Salamon.
"Salamon?" Disse Kari.
~Break Up! Instrumental~
"Salamon digivolve para..."
"Tailmon!"
"Tailmon Hiper Digivolve para..."
"Nefertimon, A Luz Brilhante!"
"Eu vou na frente para me certificar." Disse Nefertimon.
"Você tem certeza disso?" Perguntou Pegasusmon.
"Pode ser uma armadilha!" Alertou Kari.
"Eu vou ficar bem, confiem em mim." Pediu Nefertimon.
"Vamos confiar nela." Pediu TK a Kari.
"Certo..." Disse Kari.
"Lá vou eu!" Disse Nefertimon enquanto ia em direção a nuvem.
~Fim da Break Up! Instrumental~
TK, Kari e Pegasusmon ficaram ansiosos enquanto iam perdendo Nefertimon de vista no meio das nuvens, mas não se passaram nem dez segundos e Nefertimon estava voltando.
"Uh?!" Nefertimon se assustou ao vê-los.
"Você voltou rápido." Disse Pegasusmon.
"Eu não entendo, como vocês vieram parar aqui?" Perguntou Nefertimon assustada.
"Como assim, Nefertimon?" Perguntou Kari.
"Aconteceu algo?" Perguntou TK curioso.
"Eu podia jurar que segui em linha reta o tempo todo, no entanto, vim parar aqui." Explicou Nefertimon.
"Talvez você tenha se perdido, é difícil voar dentro de nuvens." Disse Pegasusmon.
"Não, eu tenho certeza de que voei em linha reta, além disso, não se passou nem um minuto e eu voltei pro mesmo lugar!" Disse Nefertimon.
"Talvez seja essa nuvem." Disse Kari.
"Sim, como eu pensei, essa nuvem funciona como uma espécie de barreira de proteção, me faz lembrar como aquelas que tinham no continente Server." Concluiu TK.
"O que vamos fazer agora?" Perguntou Pegasusmon.
"Eu confesso que não sei, é bem provável que Devimon esteja ai, mas não tem como a gente entrar." Disse TK.
"TK, olha." Sussurrou Kari apontando discretamente para baixo.
Ela tinha visto alguém na areia, parecia estar usando uma capa que cobria todo o corpo. De repente, o ser estranho olhou para cima, não dava para ver seu rosto, e ele ficou olhando para os digiescolhidos por alguns segundos, depois se virou e começou a caminhar em direção a nuvem.
"Ele entrou." Disse Nefertimon.
"Devemos segui-lo?" Perguntou Pegasusmon.
TK olhou para Kari e esta confirmou, então ele disse. "Não temos outra escolha."
E Pegasusmon e Nefertimon foram em direção a areia, e eles pousaram, assim que chegaram. TK desceu de Pegasusmon e Kari logo em seguida. Eles estavam de mãos dadas, nervosos, afinal, eles poderiam estar caindo em uma armadilha, Pegasusmon e Nefertimon voltaram as suas formas normais e foram junto com seus parceiros na mesma direção que tinha ido aquele ser. Eles entraram na nuvem e aos poucos o local foi ficando escuro. Eles andaram por mais ou menos um minuto até conseguirem enxergar algo, eles estavam numa ilha, mas dessa vez era possível ver o céu, estava de noite, havia uma enorme floresta a frente deles, de longe era possível ver uma grande montanha. Atrás deles estava a nuvem de onde eles saíram, parece que TK estava certo, aquela nuvem era especial, mas não era uma barreira, e sim um portal.
A frente deles no meio do caminho estava o estranho ser, ele se aproximou devagar pra perto deles e por um instante Kari ficou com medo, mas logo se lembrou das palavras de TK. "Não deixe as trevas te vencer, Kari."Pensou Kari consigo mesma. Porém ela ainda estava de mãos dadas com TK, na verdade, apertara um pouco mais e chegava mais perto dele.
TK ficou olhando sério para tal ser, esperando qualquer reação. Patamon e Tailmon ficaram em alerta, a qualquer momento eles poderiam ter que lutar de novo. Eles ficaram por um tempo calados apenas esperando alguma reação do estranho, e então, ele finalmente se pronunciou. "Digiescolhidos... É uma honra recebê-los aqui."
"Quem é você?" Perguntou TK, sério.
"Sou apenas um servo do deus deste mundo." Disse o estranho.
"Deus deste mundo? Você é mais um dos servos de Devimon?" Perguntou Tailmon.
"Não, Devimon tomou conta de nosso mundo, mas não por completo, nosso deus perdeu boa parte de seu território, mas ainda é o soberano governante deste mundo. Nós, seus servos, estamos tentando fazer de tudo para conter a força daquele que um dia já foi um de nós." Disse a criatura.
Os digiescolhidos não entenderam bem o que o estranho queria dizer, mas parecia que ele não estava afim de lutar, mas queria dizer algo.
"Neste mundo vivem os digimon que já foram vivos um dia. Nós fomos privados de nossos corpos e somos apenas dados obsoletos, não temos a liberdade que tínhamos lá fora, porque causamos caos e devastação no Digimundo. Alguns de nós cometeram crimes comuns; já outros, como os Mestres das Trevas, que cometeram crimes que comprometeram a existência do mundo exterior, passaram por provações jamais antes vistas. Nosso deus é muito severo com aqueles que buscam poder. Devimon custou muito para ganhar a confiança de nosso deus; ele trabalhou duro para manter a ordem neste mundo, já que uma hora ou outra, sempre alguém tentava escapar, só que não existem meios de nós, restos de dados, fugirmos deste mundo, então a única coisa que nos resta é tentar trazer alguém de fora e nos apossarmos dele, e foi isso que Devimon cuidadosamente evitou que acontecesse, nenhum digimon do mundo exterior foi aborrecido nem tragado até aqui desde que Devimon se aliou ao nosso deus, ele tem uma mente muito poderosa e sabe observar muito bem os comportamentos dos demais, e, consequentemente, sabe a hora de agir." Explicou o estranho.
"Por que está nos contando esta história?" Perguntou Kari.
"O poder de Devimon está além dos alcances de nosso deus agora. De alguma forma ele conseguiu recuperar seus dados e aumentar seu poder; não só dele como também conseguiu recuperar os de outros digimon, como os Mestres das Trevas. Nosso deus sabe que é apenas uma questão de tempo até que todo o Mundo das Trevas seja controlado por Devimon, e se isso acontecer, todo o equilíbrio nos mundos irá sucumbir." Explicou a estranha criatura.
Os digiescolhidos e seus digimon ficaram um pouco chocados, e se lembraram dos problemas que Myotismon causou no passado.
"E vocês querem a nossa ajuda para derrotar Devimon, não é?" Perguntou TK.
"Sim, desde que Devimon havia se mostrado um servo fiel de nosso deus, as nossas suspeitas de uma possível traição aumentaram, porém, um deus de outro mundo chamado Imperador Digimon, tentou controlar o nosso mundo. Ele construiu o que lá fora chamavam de 'Torre Negra' e enfraqueceu nosso poder. Aproveitando-se da situação, alguns de nós chamaram a ajuda de outro mundo, não o Digimundo, mas sim um mundo mais distante." Explicava o estranho.
Imediatamente na mente de nossos heróis se passava a lembrança daquele dia, em que Kari veio parar neste mundo misteriosamente.
"A Donzela Escolhida, usou seu poder de luz e nos libertou do poder desse novo deus, mas infelizmente ela não quis se unir a nós, e voltamos a viver sob o poder das trevas do nosso antigo deus. Após esses acontecimentos, Devimon desapareceu misteriosamente de nosso mundo, e até então nunca mais nosso deus ouviu falar dele novamente. Porém, alguns anos se passaram e nosso mundo começou a mudar. O nosso deus foi aos poucos sendo abandonado e este novo ser apareceu: era Devimon, que estava de volta e desta vez 'vivo'. Ele tomou conta de toda a área norte, e parte das áreas leste e oeste, mas parou por ai. Por motivos desconhecidos, Devimon e nosso deus jamais se enfrentaram. Acho que Devimon no fundo ainda é grato por tudo que nosso deus o ofereceu. Mesmo assim, está tomando conta de tudo, mandando seus soldados para todos os cantos do Mundo das Trevas, torturando todos aqueles que não o servem." Explicava o estranho.
"Que horrível." Disse Kari.
"E é por isso que estou aqui, recebi notícias do nosso deus de que vocês estavam vindo para cá. Só vocês podem deter o poder de Devimon, isso porque o poder de luz da Donzela Escolhida é o único que pode vencer as trevas de Devimon." Disse a criatura.
"Quer dizer que você sabe..." Perguntou Kari, mas foi interrompida pela criatura.
"Que você é ela? Sim, eu já sabia, mas nós respeitamos um não quando recebemos. Além disso, esses servos que buscaram você, receberam ordens para levá-la até nosso deus, mas no final de tudo tentaram ficar com você só para eles." Explicou o estranho. "Não queremos mais sair deste mundo. Depois que o poder do Imperador Digimon sumiu percebemos que é melhor viver aqui ao lado de nosso antigo deus."
"Nós vamos ajudar, mas porque nós dependemos dessa vitória para sair daqui, não confio em nada que utiliza o poder das trevas para viver, e já percebemos o quão traiçoeiros vocês podem ser." Disse TK sério.
"TK..." Sussurrou Kari.
"Você tem algo contra o poder das trevas? Fique sabendo que nem todos usam o poder das trevas para causar o caos." Disse o estranho enquanto saia da frente dos digiescolhidos.
"Sinto muito, mas eu prefiro não confiar em vocês. Só vou confiar dessa vez porque não temos muita escolha. Eu fico pensando que tipo de armadilhas nos esperam caso a gente tente chegar naquela montanha voando." Disse TK.
"Muito inteligente da sua parte pensar nisso. Devimon colocou vários desses portais nesta ilha. Agora, permitam-me que eu explique como vocês farão para chegar na fortaleza de Devimon." Disse o estranho enquanto se virava para frente e apontava para uma gruta que estava bem no meio de algumas árvores.
Todos olharam para ela e acharam bem curioso, era uma gruta com uma entrada que parecia ter sido feita propositalmente.
"Aquela entrada dará direto a uma caverna, onde os levará até a Floresta Negra. Pode parecer impossível, mas, sim, existe uma caverna atrás daquela entrada, se trata de outro portal. Qualquer outro lugar da floresta que vocês entrarem os deixarão perdidos para sempre. Já aquela gruta os leva para uma caverna e, no final daquela caverna, existe outro portal que os levarão para a Floresta Negra. Depois, vocês deverão atravessar a Floresta Negra e chegar a Cidade de Metal. Essa cidade foi construída logo após Devimon tomar conta da ilha. Lá vivem todos os servos de Devimon, tomem cuidado. Depois da cidade, fica a Montanha da Morte e nessa montanha fica a fortaleza de Devimon." Explicou o ser enquanto se virava para falar as últimas palavras com os digiescolhidos. "Estejam preparados para o que vem pela frente. Esta é a Ilha das Perdições, nenhum digimon vivo sequer se atreveu a ficar aqui por muito tempo, tampouco nenhum de nós, nem mesmo nosso deus, já que ele não poder sair da água. Este lugar é perverso e cheio do puro poder das trevas. Foi aqui que Devimon adquiriu mais da metade do seu poder."
Os dois digiescolhidos e seus digimon hesitaram um pouco, mas sabiam que para deter Devimon teriam que passar por esse desafio. "Nós vamos! E prometemos devolver este mundo para esse teu deus." Disse Kari.
"Muito obrigado, eu lhes desejo uma boa sorte." Disse o estranho enquanto esperava os quatro passarem.
TK, Kari, Patamon e Tailmon seguiram em direção a gruta, e no caminho, trocaram algumas palavras.
"Nós vamos sair daqui, eu prometo, e quando conseguirmos, vamos comemorar seu aniversário da maneira que você merece." Disse TK.
"Obrigada. Eu amo você, TK." Disse Kari sorrindo para ele.
"Eu também te amo, Kari." Respondeu TK sorrindo.
"Esse mundo é muito estranho, estávamos há muito tempo nele e ainda não havia anoitecido, no entanto, agora que a gente chega nesta ilha, de repente fica de noite." Disse Patamon.
"É bom começarmos a tomar cuidado. Concordo com o TK, apesar desse cara ter nos ajudado, não podemos confiar muito nele. A gente pode estar caindo numa armadilha." Disse Tailmon.
"É, mas não temos outra escolha. Não conhecemos nada desse mundo e já vimos do que esses portais são capazes." Concluiu Patamon.
"Lá vamos nós." Disse TK, enquanto Kari se segurava mais firme nele, e Patamon e Tailmon ficavam em alerta.
Então os quatro entraram pela gruta, e assim que eles entraram, no lado de fora, o estranho os observava sumindo pelo portal. "Eles já começaram a despertar seus poderes, mas ainda falta algo... Será que mesmo assim serão capazes de vencer as trevas?" E ele abaixava o capuz de sua capa e, em meio a escuridão, era possível ver que por baixo daquele capuz tinha uma cabeça, mas ainda não dava para saber o que era aquele estranho.
Dentro da caverna, uma luz ofuscante atingiu os olhos dos digiescolhidos. Naquele momento, TK e Kari, por instinto, soltaram as mãos para tentar proteger os olhos, porém foi inútil, a luz continuava.
"Ah! Que luz é essa?" Perguntou Kari.
"Ah! Meus olhos!" Gritou TK.
"Não enxergo nada!" Gritou Patamon.
"Fiquem em alerta!" Tailmon gritou.
Logo após estas palavras toda a luz sumiu e eles se viram dentro de uma caverna com pouca iluminação, que vinha de algumas tochas penduradas na parede e um longo caminho a frente.
TK estava esfregando seu rosto e aos poucos recuperando a visão. "O que foi isso?"
"Eu não sei, assim que a gente entrou eu não enxerguei mais nada." Disse Patamon que esfregava seus olhos com suas "asas".
TK conseguiu enxergar Patamon e perguntou "Você está bem?"
Patamon voltou a enxergar também e respondeu. "Estou e você?"
"Agora estou. E você, Kari..." TK ficou sem palavras ao olhar para o seu lado direito. Kari não estava lá, nem Tailmon. "Kari?! KARI?!"
"Ué? Onde elas foram parar?!" Perguntou Patamon.
"KAAAAAARIIIIII!" Gritou TK com força.
Porém, ninguém respondia e o silêncio tomava conta do lugar. "Não é possível!" ele disse. "Não tem como elas terem sumido. Estamos cercados de rochas, só tem um caminho para a saída!"
Nisso ele ficou em silêncio por alguns segundos e um pensamento terrível veio em sua cabeça, seguido de uma expressão profunda de preocupação. "O portal, agora entendo, fomos enganados!"
"TK..." Disse Patamon desapontado.
"Eu sabia! Não devíamos ter confiado naquele maldito! Ele deve ser um servo de Devimon! Como eu pude confiar nele?! Droga!" Gritou TK enquanto batia na parede.
"TK, não fica assim, não foi culpa sua." Disse Patamon tentando confortar seu parceiro.
TK começou a chorar de preocupação e raiva. "Como eu pude ser tão burro? Eu não devia ter soltado a mão dela! Eu devia ter... Eu nem sei o que devia ter feito, só sei que por minha causa ela sumiu!" Gritou o garoto.
"Ela deve ter sido transportada para outro lugar, esse lugar deve ser um labirinto, nós vamos achá-la, não se preocupe." Disse Patamon.
TK se acalmou aos poucos. "Tem razão, não posso entrar em desespero, é isso que Devimon quer. Vamos seguir em frente, Patamon, pelo menos nós estamos juntos. Eu só espero que Kari e Tailmon não tenham se separado."
"Confie nelas, elas sabem se virar, vamos ver aonde esse caminho nos leva, talvez elas já estejam na Floresta Negra." Disse Patamon.
"Tem razão, isso se esse caminho realmente nos levar até lá." Disse TK enquanto começava a andar.
Enquanto isso, Kari andava pela caverna sozinha, e ao mesmo tempo tentando se manter calma, afinal, estava sozinha. "TK! Tailmon! Patamon!"
E ninguém respondia. "Onde será que eles foram parar..." Disse Kari começando a ficar com medo. "Não posso perder o controle, é isso que Devimon quer..."
Ela andou um pouco pela estranha caverna, que era iluminada com algumas tochas que estavam alinhadas nas paredes. Só havia um caminho para onde ir e a menina seguiu em frente. Andando por alguns minutos, se deparou com uma parte mais espaçosa onde haviam 3 caminhos para seguir. Ao chegar lá, Kari pensou. "Essa não... Qual deles é o certo? Parece até que ele resolveu brincar com a gente..." Disse Kari, mas imediatamente depois ela começou a ouvir passos vindo do caminho do meio. "Tem alguém vindo." Ela pensou, e ficou imóvel por alguns segundos. "Pode ser o TK ou Tailmon. Mas... E se for um digimau, o que eu faço?" Pensou Kari, de novo. Então aos poucos os passos iam ficando mais alto. Kari estava nervosa e deu um passo para trás, e então, no final do caminho, viu uma jovem se aproximando.
Cabelos longos e loiros, pele branca e olhos azuis. Era uma menina, aparentemente da mesma idade que Kari, e se aproximava aos poucos. Seu rosto era de preocupação no começo, mas, ao avistar Kari, ela sorriu em alívio e disse já chegando a parte onde Kari estava. "Uma humana!"
Kari sentiu-se aliviada por não ser um digimau, mas ficou bem confusa, pois não tinha idéia de como uma outra humana teria parado no Mundo das Trevas. "Quem é você? E como veio parar aqui?"
"Sou Catherine, sou uma digiescolhida." Disse a garota.
"Você é uma digiescolhida também?" Perguntou Kari.
"Sim, sou uma digiescolhida da França." Respondeu a menina, sorrindo um pouco e logo voltando ao olhar preocupante de novo. "Fui trazida para cá por um tal de Devimon."
"Da França?" Então Kari se lembrou de quando Tai disse sobre a missão na França, há quatro anos atrás.
*Flash Back*
"E como foi sua missão na França?" Perguntou Kari.
"Bem tranquila, conhecemos uma digiescolhida chamada Catherine, ela estava sendo feita de refém por um trio de digimaus e cuidamos de tudo." Respondeu Tai.
*Fim do Flash Back*
"E você, quem é?" Perguntou Catherine.
"Eu sou Kari Kamiya, sou uma digiescolhida do Japão." Disse Kari.
"Kari Kamiya? Então você deve ser a irmã do Tai, não é?" Perguntou Catherine sorrindo.
"Sim!" Respondeu Kari retribuindo o sorriso.
"Então você deve ser do grupo do TK." Disse Catherine.
"Exatamente!" Respondeu Kari.
"Que bom! Eles são tão gentis! Eu fico muito grata até hoje por ter sido salva pelos dois." Disse Catherine.
Kari sorriu. "São duas pessoas bem especiais."
"Kari, eu estou com problemas, é minha digimon, a Floramon." Disse Catherine.
"O que aconteceu com ela?" Perguntou Kari preocupada.
"Nós fomos levadas para a fortaleza de Devimon, onde ficamos presas por algumas horas, mas ela me ajudou a escapar. Então eu vim andando da cidade até a floresta. Eu cheguei aqui com sorte. Não havia nenhum digimon na cidade, está de noite. Mesmo assim, eu tenho me sentido tão mal ultimamente, sinto como se meu coração estivesse partindo. Será que aconteceu algo com Floramon?" Perguntou a digiescolhida.
"Se vocês foram levadas para lá, Devimon deve querer algo com vocês, então Floramon ainda pode estar bem." Respondeu Kari.
"Estou preocupada. Não consigo contato com nenhum outro digiescolhido e esse lugar me da arrepios." Disse Catherine.
"Esse é o efeito que o Mundo das Trevas coloca nas pessoas." Disse Kari.
"Mundo das Trevas?" Perguntou Catherine.
"Este não é o Digimundo, é um mundo paralelo a ele, é uma longa história na verdade." Disse Kari sem saber o que dizer.
"Eu entendo, mas fico feliz por não estar sozinha aqui. Você também foi sequestrada?" Perguntou Catherine.
"Eu estava com TK e minha digimon há pouco tempo atrás, mas entrei num portal e vim parar aqui e agora estou sozinha." Explicou Kari desapontada.
"TK também está aqui?" Perguntou Catherine surpresa.
"Sim, viemos parar neste mundo faz quase um dia." Respondeu Kari.
Catherine se corou um pouco. "Que bom saber que ele está aqui também, meu coração se alegra."
"..." Kari ficou um pouco calada.
Enquanto isso, TK e Patamon chegavam a um beco sem saída. "TK, não tem saída!" Disse Patamon.
"Essa não! Grr... Maldito Devimon! Está brincando com a gente!" Disse TK, mas eles não tiveram muito tempo para pensar já que ouviram um estrondo e a parede a frente deles começou a tremer. "Patamon! Tome cuidado!" Disse o menino, e a parede se rompeu na frente deles. Um digimon aparecia pelo buraco feito.
"Você?!" Disse TK de cara com mais um digimau que voltou a vida.
"Finalmente achei você, TK." Disse o digimon. "Vamos nos divertir que nem nos velhos tempos, hihihihihi."
Enquanto isso, Kari virou o rosto levemente pro lado após Catherine comentar sobre TK.
"E então Kari? Você pode me ajudar a salvar Floramon?" Perguntou Catherine.
Kari olhou para ela e respondeu. "Claro, mas..."
"É mesmo, você também se separou de sua digimon, talvez ela esteja com TK." Disse Catherine
"Uhum..." Respondeu Kari.
"Então vamos procurá-lo!” Disse Catherine e elas seguiram. “Eu confesso que estou com saudades dele, ele foi muito cavalheiro naquele dia... Os três foram, ele, o avô e o Tai, mas... Francamente eu achei TK bonitinho." Disse Catherine passando a mão na bochecha.
Kari virou o rosto levemente pro lado de novo e continuou a ouvir.
Catherine continuava a passar a mão na bochecha. "Fico pensando... Como será que ele está agora? Deve estar com a mesma idade que eu..." Ela se corava mais. "Eu nunca vou esquecer aquele beijo..."
Kari se assustou com essas palavras. Ela sempre foi uma pessoa muito boa, desde pequena se preocupa muito com as pessoas, a ponto de não dizer qualquer coisa na hora errada, isso valia qualquer situação, mesmo passando por algum mal momento, ela consegue segurar seus sentimentos para não preocupar os outros, porém, após ouvir estas palavras, Kari não se conteve, e ficou nitidamente assustada.
"Kari? Algum problema?" Perguntou Catherine, mas Kari permaneceu calada.
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