Digimon Adventure 03: Batalha No...
23 Episódio 25 (FINAL) – O Julgamento do Paraíso
Notas iniciais
Butter-Fly ~tri. Version~ (TV Size)
Stay shigachi na imeeji darake no tayorinai tsubasa demo
Kitto toberu sa on my love
Gokigen na chou ni natte kirameku kaze ni notte
Ima sugu kimi ni ai ni yukou
Yokei na koto nante wasureta hou ga mashi sa
Kore ijou shareteru jikan wa nai
Nani ga wow wow wow wow wow kono sora ni todoku no darou
Dakedo wow wow wow wow wow ashita no yotei mo wakaranai
Mugendai na yume no ato no nanimo nai yo no naka ja
Sou sa itoshii omoi mo makesou ni naru kedo
Stay shigachi na imeeji darake no tayorinai tsubasa demo
Kitto toberu sa on my Love
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Episódio 25 – O Julgamento do Paraíso.
LordDevimon continuou aumentando sua força até que a aura cobriu totalmente o corpo do vilão sem que se pudesse ver através dela. De repente, ele parou e, por um segundo, tudo ficou calmo. Apenas a aura continuava a se mexer em volta de LordDevimon. Então ele expulsa seu poder, que se espalha rapidamente pela ilha, cobrindo-a novamente com trevas. Um tridente negro aparece em sua mão esquerda e LordDevimon volta a ser visto, com um olhar muito mais diabólico e um poder assustador. Todos os digimon da ilha estavam preocupados, os digiescolhidos e os seus digimon olhavam para aquilo com um certo receio. TK e Kari estavam de mãos dadas olhando para Angelusmon. Angelusmon era o único digimon na ilha que não havia esboçado reação alguma.
LordDevimon sorriu vitorioso e disse. “Vou destruí-lo completamente e absorvê-lo. Os Digimon Divinos serão os próximos, e quando eu conquistar o Digimundo, vou dominar o mundo humano e matar todos os digiescolhidos que vivem nele!” Angelusmon continuou calado, olhando sério para o inimigo. “Morra!” LordDevimon atacou Angelusmon com seu tridente e o anjo materializou um escudo de raio como o de HolyAngemon e se defendeu. “Hum, então você tem um escudo.” E LordDevimon continuou atacando e Angelusmon fazendo de tudo pra se defender. “O que foi Angelusmon? Só sabe ficar na defensiva?” Debochava LordDevimon enquanto atacava com muita velocidade e Angelusmon apenas se defendia ou se esquivava. Angelusmon sorriu e deu uma leve risada. “O que?!” Se espantou LordDevimon.
“É só isso que sabe fazer?” Perguntou Angelusmon.
“Ora seu!” E LordDevimon parou seu ataque, deu um pulo pra trás e lançou outro ataque. “Sangue Ácido!” Com seu tridente, ele materializa uma grande quantidade de sangue altamente corrosivo em cima de Angelusmon. Angelusmon se defende fazendo o escudo se tornar uma barreira em volta do seu corpo que, logo após se defender do golpe, se desfaz junto com sua espada. LordDevimon fica furioso e continua os ataques. “Dor Fantasma!” Uma nuvem de trevas envolve o corpo de Angelusmon que permanece parado. “Nenhuma barreira vai protegê-lo agora...” Mas ele logo se calou quando viu Angelusmon expulsando toda a Dor Fantasma com seu poder de luz. Aquilo assustou LordDevimon, e o poder pulsado por Angelusmon se estendeu pela ilha afastando toda as trevas que LordDevimon havia descarregado. A ilha estava novamente tomada de poder de luz.
Os digiescolhidos olhavam impressionados para aquilo e os digimon da ilha estavam confiantes de novo a ponto de comemorarem.
LordDevimon segurou seu tridente com força, sem acreditar no que estava acontecendo. “Miserável... FOGO DO INFERNO!” E ele libera um fogo infernal de sua mão direita, que envolve o corpo de Angelusmon por completo. “Hahaha! Morra Angelusmon!” Mas logo ele fica incrédulo com o que vê. “Não pode ser...” O fogo que envolvia Angelusmon começa a se juntar na frente do digimon arcanjo, como se ele o estivesse manipulando. “Como é possível... Como ele pode manipular meu ataque?”
“Desista. O fogo não vai me atingir, Devimon.” Disse Angelusmon enquanto o fogo tomava a forma de um pássaro.
“Uh?” Sora reconhece aquele pássaro.
Angelusmon estende seus braços fazendo o pássaro de fogo subir. “Lamina Alada.” Aquilo espanta todos os digiescolhidos, digimon e inclusive LordDevimon. Era o ataque de Garudamon, mas Devimon corta e desfaz o ataque com seu tridente.
“Esse é o ataque de Garudamon...” Pensou LordDevimon. “Seu verme!” Disse o digimon. “Míssil Destruidor!” E ele lança o míssil de Chaosdramon. Angelusmon voa o mais rápido que pode para fugir do ataque. “É inútil, ele vai te perseguir até você ser pego!” Angelusmon, então, fica a uma distância segura e junta as mãos formando um raio de gelo que é disparado em direção ao míssil o congelando por completo. “O que?!” O míssil começa a cair e Angelusmon materializa um martelo gigante e o lança como um bumerangue, o martelo bate no míssil que explode no ar.
Todos ficaram impressionados. Angelusmon acabara de usar o Bafo Congelante de MetalGarurumon e o Martelo Bumerangue de Zudomon.
LordDevimon já estava com muita raiva. “O que significa tudo isso?”
“Está confuso, Devimon? Ao contrário de você, que precisa destruir o oponente para usar suas habilidades, eu só preciso que meus amigos tenham a intenção de me ajudar para que todos os seus golpes trabalhem pra mim.” Disse Angelusmon. “Essa não é uma luta entre você e eu... É uma luta entre todos os digimon e você!”
“Seu... Maldito!” E LordDevimon estendeu seu tridente que materializou uma esfera de trevas muito poderosa. “Eu já me enchi de você! BIG BANG DAS TREVAS!” Este era um ataque que o próprio LordDevimon havia criado. Ele usava a força de todo o poder das trevas que havia absorvido durante todos esses anos.
A esfera gigante voou em direção a Angelusmon que apenas estendeu as mãos e a segurou. “Ahh!” Pela primeira vez Angelusmon demonstrava fazer força. Ele tentava empurrar a esfera, enquanto LordDevimon permanecia com seu tridente forçando a esfera pra frente.
“Resista, Angelusmon!” Gritaram alguns digimon, e logo em seguida todos estavam torcendo por ele.
A ilha começou a reagir de forma estranha. Todos os digimon que estavam lá brilhavam e a ilha ficava mais viva. Os digiescolhidos e seus digimon olhavam aquilo maravilhados e também torciam por Angelusmon.
“Vamos, Angelusmon!” Gritou Tai.
“Força!” Gritou Matt.
“Vai!” Gritaram as meninas.
“Salve o Digimundo!” Disse Izzy.
“Salve o nosso mundo!” Disse Joe.
“Acaba com ele!” Gritou Davis.
“Vamos lá, Angelusmon!” Gritou Ken.
Todos os digimon dos digiescolhidos apoiaram.
“Vença-o, Angelusmon!” Disse Gennai.
TK e Kari estavam de mãos dadas, calados e de olhos fechados pensando em sincronia. “Acredito em você, Angelusmon. Acredito na Esperança. Acredito na Luz!”
E todos brilharam, assim como seus digivices, brasões e digiovos, além dos digimon que estavam na ilha. Era o poder da luz emanando em todos os que estavam lá apoiando Angelusmon, logo em seguida, essa luz foi transferida para Angelusmon. LordDevimon não conseguia acreditar no que estava vendo. “O que está acontecendo aqui?!”
Angelusmon recebeu toda a luz e disse. “Eu te disse, LordDevimon... Não há nada que você faça... A guerra acabou, e você...” Angelusmon, então, com toda a sua força, desfez o ataque de Devimon. “Perdeu!” Então, o anjo materializou sua espada e usou seu ataque final. “Julgamento do Paraíso!” Ele ergueu seus braços segurando sua espada deitada, e uma luz poderosa apareceu em cima de LordDevimon, o paralisando.
“O que é isso?!” Gritou o digimau.
Aquela luz envolveu LordDevimon, como se estivesse penetrando em seu corpo. A luz foi tão forte que LordDevimon rugiu de dor. “O Julgamento do Paraíso surte efeito apenas nos digimon de mau coração. Quanto mais maldade e trevas ele tem, mais forte é o ataque. Como você absorveu muito poder das trevas e muitos dados de digimon cruéis, você encomendou sua própria condenação!”
“NÃO! AAAHH!” Gritou o digimau.
~Fim da Shouri –Zen no Theme-~
“Acabou...” Sussurrou Angelusmon. E todos assistiram a agonia de LordDevimon, torcendo para que acabasse logo.
A luz continuou destruindo LordDevimon aos poucos, mas ele parou de gritar e começou a rir. “Hehehehe...”
Angelusmon estranhou, junto com todos na ilha. “Uh?”
“Vocês esqueceram? Eu sou imortal!” Disse LordDevimon enquanto seu corpo aos poucos ia se deletando e Angelusmon olhava com um olhar de desprezo para ele. “Mesmo que vocês me destruam aqui, eu posso recriar o diginúcleo! POSSO VOLTAR A VIDA QUANTAS VEZES QUISER!” Gritou o monstro quando, logo em seguida, sentiu um forte golpe em suas costas. “...?! Angelusmon estava surpreso ao ver o que havia acontecido. Era Psychicmon que acabara de enterrar seu braço direito nas costas de LordDevimon. “V-v-ocê...”
“Isto é pelo o meu mestre!” Disse Psychicmon com um cruel sorriso no rosto.
“Não! NÃO! NÃOOOO!” LordDevimon gritou o mais forte que podia, mas era tarde demais. O Julgamento do Paraíso já havia enfraquecido seus dados, que Psychicmon já começava a absorver. Todos olharam para a cena sérios esperando o que ia acontecer. Quando Psychicmon terminou de absorver os dados de LordDevimon, a única coisa que sobrou foi o tridente que estava suspenso no ar e que caiu se deletando antes mesmo de chegar ao chão. E, então, Psychicmon olhou para Angelusmon e sorriu, dando um sinal de que tudo havia acabado. E Angelusmon sorriu e todos comemoraram.
TK e Kari abriram os olhos e sorriram. Por trás deles apareceu Ryusei que disse. “Desculpem pela demora.” Os dois olharam pra trás e viram seu amigo.
“Ryu!” Disse TK feliz.
“Conseguimos!” Disse Kari.
Ambos correram e o abraçaram. “Muito Obrigado. Sem vocês estaríamos todos perdidos.” Disse Ryusei feliz e emocionado, algo raro de se acontecer.
Os digiescolhidos foram cumprimentados pelos digimon da Ilha Arquivo. O sol estava se pondo quando eles resolveram voltar para casa.
Após os cumprimentos, os digiescolhidos e seus digimon se reuniram na Cidade do Principio para voltarem ao seu mundo. Ryusei estava com Psychicmon ao seu lado, e na sua frente estavam os digiescolhidos e seus digimon. A noite estava chegando e eles ainda não haviam se apresentado.
“Então, este é Ryusei parceiro de Psychicmon, ele é um digiescolhido como nós, ele foi criado no Mundo das Trevas.” Disse TK apresentando o digiescolhido.
Como se podia imaginar, todos estavam espantados com essa revelação.
“Mundo das Trevas? É possível alguém viver lá por tanto tempo?” Perguntou Cody.
“Eu não posso acreditar...” Disse Ken confuso.
Gennai ficou pensativo com aquilo, mas resolveu não se pronunciar.
Psychicmon estava de braços cruzados e abaixou a cabeça fechando os olhos após ver a reação dos digiescolhidos.
“Será que ele é mesmo confiável? O digimon dele destruiu Gaiomon a sangue frio...” Perguntou Tai desconfiado até ser interrompido por Matt.
“Destruiu Gaiomon que estava prestes a nos matar. Deu um fim em Devimon antes que ele pudesse voltar à vida de novo. E pela cara de felicidade que meu irmão fez quando o viu, eu duvido que ele seja nosso inimigo.” Disse Matt dando alguns passos a frente e ficando de frente para Ryusei.
“Matt...” TK ia falar algo, mas seu irmão o interrompeu.
“Tudo bem, TK, eu confio nele.” Disse Matt se aproximando de Ryusei. “Me chamo Matt Ishida. Muito prazer.” E Matt se curvou em reverência. Ryusei respondeu com outra reverência.
Sora e Kari sorriram e TK sorrindo disse. “Obrigado, irmão.”
Os outros digiescolhidos, ao ouvirem TK, se convenceram e um a um foi se apresentando. “Eu sou Mimi Tachikawa.” Disse Mimi sorrindo fazendo a reverência com uma mão sobre a outra na frente das suas pernas.
Tai sorriu e se apresentou. “Desculpa pela desconfiança. Sou Tai Kamiya, sou irmão da Kari, muito prazer.” Tai fez reverência também.
Ao contrário dos outros, Sora se aproximou de Ryusei ficando lado a lado com Matt e se apresentou. “Sora Takenouchi. Muito prazer.” Ela fez uma reverência como a de Mimi e depois de se apresentar olhou sorrindo para Matt que correspondeu seu olhar com um leve sorriso.
“Eu sou Joe Kido.” Se apresentou Joe reverenciando também.
“Sou Izzy Koshiro Izumi. É um prazer conhecê-lo.” Disse Izzy inclinado levemente seu corpo em reverência.
Yolei que estava sorridente, se apresentou. “Prazer, Yolei Inoue. Meu nome se escreve com o mesmo kanji Kyo de Kyoto, mas se pronuncia Yolei.” Yolei se curvou como Mimi e Sora.
Davis sorriu e se apresentou. “Sou Davis Motomiya. Muito prazer.”
“Prazer.” Ryusei sorriu e olhou para o último que faltava.
Ken se apresentou. “Muito prazer, me chamo Ken. Ken Ichijouji.” E ele curvou seu corpo também fazendo uma reverência.
“Uh...?” Ryusei não conseguiu dizer nada por uns três segundos e pensou. “Ichi... jouji....”
Psychicmon não estava mais de olhos fechados, ele estava na mesma posição e ainda de braços cruzados, porém olhando discretamente para Ryusei, e sério.
Após a breve pausa, Ryusei continuou. “Ah... Prazer em conhecê-lo!” Disse sorrindo o digiescolhido do Mundo das Trevas. “É um prazer conhecer todos vocês.” Continuou o digiescolhido enquanto fazia uma reverência para todos. Psychicmon voltou a fechar os olhos.
“Muito bem, senhores, vocês precisam voltar para seu mundo, já está ficando tarde.” Disse Gennai logo em seguida.
“É verdade! Pedi pro meu irmão ficar na casa dos Kamiya!” Disse Joe preocupado.
“Se minha mãe ou meu pai voltarem e não tiver ninguém lá eles vão ter um troço.” Disse Tai desesperado.
“Eu disse a minha mãe que dormiria na casa de uma amiga e que ligaria pra dizer que estou bem, mas eu não esperava demorar tanto.” Disse Sora.
“Primeiro voltamos, depois decidimos o que vamos fazer.” Disse Matt apressando todos.
Os digiescolhidos, então, voltaram para casa e tudo ocorreu bem. Os Kamiya ainda não haviam voltado o que facilitou muito. Cada um foi para sua casa e puderam explicar a situação para os pais. Mimi voltou para os Estados Unidos e dormiu praticamente um dia todo, o fuso-horário a tinha deixado cansada. TK voltou com Matt para sua casa, seu irmão tinha algumas coisas para conversar com ele e por isso se convidou para dormir lá. Ryusei e Psychicmon voltaram para o Mundo das Trevas e ficaram por lá para decidirem o que iriam fazer dali por diante. Quanto aos digimon, eles ficaram na casa de Gennai para descascar. Já era tarde da noite quando Tai e Kari estavam prontos para dormir, ambos de pijamas quando sua mãe chegou em casa.
“Cheguei!” Disse a Sra. Kamiya.
“Mamãe!” Disse Kari saindo do quarto para abraçá-la.
A Sra. Kamiya abraçou sua filha e disse. “Como está minha filha crescida?”
“Estou bem mãe, graças a Deus.” Disse Kari feliz por rever sua mãe após todo aquele transtorno no Mundo das Trevas.
“Esta tudo bem mesmo, filha?” Perguntou sua mãe.
“Sim, estou ótima!” Disse Kari sorrindo pra sua mãe. Mal ela sabia o que sua filha havia passado nas últimas horas, tanto as coisas ruins quanto as coisas...
“Estou orgulhosa de você, minha filha.” Disse a Sra. Kamiya sorrindo deixando Kari um pouco confusa.
“Uh?” Kari não entendeu porque sua mãe disse aquilo.
A Sra. Kamiya colocou sua mão direita na própria bochecha direita, fechou os olhos e disse dando um suspiro. “Me lembra de quando eu era jovem, também estava apaixonada e sempre com um sorriso no rosto.”
“Apaixonada?” Perguntou Kari confusa sem entender nada do que sua mãe estava falando.
“Não tenha medo, minha filha. Eu sei do seu namoro com o TK. Estou orgulhosa de você, minha filhinha. Sempre achei aquele relacionamento entre vocês muito íntimo para ser uma amizade.” Disse sua mãe sorrindo pra filha.
Kari ficou sem palavras e ao mesmo tempo bem corada. “Como ela sabe do meu namoro com o TK?!” Pensou Kari. Tai estava no quarto, mas podia ouvir tudo e estava rindo silenciosamente.
Mais tarde quando eles foram todos dormir. Kari estava deitada em sua cama na parte de baixo do beliche. Tai estava deitado na cama de cima. Estavam conversando a respeito da reunião que os digiescolhidos haviam marcado para o dia seguinte no Digimundo a fim de esclarecer tudo o que havia acontecido.
“Amanhã TK e eu teremos muita coisa pra falar.” Disse Kari refletindo.
“Nós também passamos por batalhas difíceis, mas certamente todo mundo está curioso a respeito de como é o Mundo das Trevas, sobre Ryusei e o digimon dele, entre muitas outras coisas.” Respondeu Tai.
“Não se preocupe, vamos tentar resumir tudo pra vocês.” Disse Kari. “Eu só não entendo como que a mamãe...” Ela não conseguiu terminar a sua frase porque ela estava envergonhada demais.
Tai deu uma leve risada. “Sabe o que é Kari... É que, quando você sumiu, a mamãe ficou muito preocupada. Como não queríamos preocupá-la, a Sora inventou essa história de que você e TK estão namorando. Hehe, é só uma brincadeirinha. Amanhã eu penso numa desculpa melhor pra esclarecer esse mal entendido.” Disse Tai sorrindo e ainda rindo um pouco da situação.
Kari sorriu aliviada e disse. “Ah ta, achei que o TK tivesse ligado pra contar a ela que estamos namorando.”
“Não, não, foi só uma desculpa da Sora.” Disse Tai.
“Podemos deixar tudo como está então, assim não precisamos explicar mais nada.” Disse Kari sorrindo.
“Com certeza. É bom saber que estão namorando, fico feliz por vocês.” Respondeu seu irmão sorrindo também.
“Obrigada. Bom... Tenha uma boa noite, maninho.” Disse Kari pra seu irmão.
“Boa noite pra você também, Kari.” Disse Tai apertando um interruptor que estava perto de sua cama e desligando a luz.
E Kari fechou os olhos, quando, de repente, ela ouve algo pesado caindo ao lado da sua cama e ela leva um susto.
“Tai?!” Disse ela no escuro.
De repente a luz acende e Tai estava agachado, com um olhar de espanto e com a mão ainda em cima do interruptor de luz que havia do lado da escrivaninha. A testa de Tai estava vermelha devido ao impacto da queda.
“Você se machucou?” Perguntou Kari.
“O QUE VOCÊ DISSE KARI?!” Perguntou Tai muito espantado.
“Perguntei se você se machucou...” Disse Kari com medo da expressão do seu irmão.
“ANTES DISSO!” Perguntou Tai deixando Kari corada.
“Que TK e eu estamos namorando?” Disse Kari sem graça.
“C-c-como assim?! Namorando?!” Perguntou seu irmão, que ainda estava com a testa avermelhada por conta da queda.
Kari ficou sem graça e não sabia como contar.
Aquele dia turbulento passou. No dia seguinte todos estavam reunidos no Digimundo, mais precisamente na casa de Gennai. Todos ouviram a história de TK e Kari, assim como eles ouviram a história dos outros. A que mais impressionou mesmo foi de TK e Kari, pois estavam cheias de milagres e reviravoltas. Muita coisa sobre o Mundo das Trevas foi esclarecida, mas ainda restavam algumas dúvidas, principalmente a respeito de Ryusei, Psychicmon e do próprio Devimon. Mas, com certeza, de todas as histórias o que menos surpreendeu foi a notícia sobre o namoro de Kari com TK.
“Muito bem.” Disse Davis se levantando e caminhando em direção a TK.
Yolei olhou pro lado com despreso e murmurou. “Lá vai ele falar alguma besteira.”
Todos ficaram quietos olhando para Davis que estava olhando sério para TK. TK estava olhando normalmente para Davis e calado, esperando o que ele ia falar. Kari sentada ao lado de TK com seu braço esquerdo cruzado ao do direito dele.
Davis olhou sério e disse. “Eu quero pedir desculpas.” Todos se surpreenderam. TK olhou confuso pra Davis. “Mesmo sabendo que Devimon estava me controlando, eu me sinto responsável pelo o que aconteceu. Se eu não tivesse criado esse ciúmes no meu coração, se eu tivesse amadurecido um pouco mais a ponto de enterra-lo totalmente, o Toque do Demônio de Devimon nunca teria funcionado em mim.”
“Não precisa pedir desculpas, Davis...” Disse TK compreendendo Davis. “Você é uma pessoa muito melhor do que acha que é, e eu o respeito por isso... Amigo.” E TK começou a se levantar. Kari abriu seu braço para que seu namorado pudesse terminar levantar. E TK e Davis se cumprimentaram com um aperto de mão em sinal de amizade. Todos os digiescolhidos e digimon aplaudiram. “Só alguém com muita coragem como você para pedir desculpas assim.”
“Davis... Eu te julguei mal.” Murmurou Yolei sem graça.
Davis sorriu e continuou. “É, eu admito que perdi o amor da Kari.” Logo em seguida ele fez uma cara séria. “Mas só admito isso porque foi pra você! Se tivesse sido outro cara, ele ia se ver comigo!” E alguns ali riram, já outros balançaram a cabeça.
“Só foi elogiar...” Murmurou Yolei.
“Pessoal.” Gennai adentrou a sala. “Desculpa interromper a conversa de vocês, mas eu preciso conversar com o TK particularmente.”
Todos ficaram confusos, inclusive TK que disse. “Comigo?” E Gennai acenou.
TK foi até outro cômodo junto com Gennai e Davis se sentou no seu lugar tão curioso quanto os outros. Quando Gennai e TK estavam em outro cômodo, Gennai fechou as portas e foi até um armário pegar alguma coisa.
“O que deseja falar comigo?” Perguntou TK, mas Gennai continuou procurando. Quando ele achou o que procurava, deu a TK.
“Eu não sei como isso chegou aqui, mas está com seu nome.” Disse Gennai entregando um embrulho para TK.
“Sugiro que guarde isso em sua mochila. Aí diz para você não mostrar a mais ninguém.” Disse Gennai.
Havia um bilhete pregado ao embrulho de papel, que dizia.
Para: Takeru Takaishi.
Espero que isso seja de grande utilidade para você. Neste embrulho estão contidas algumas informações importantes que podem ajudá-lo. Mas contém informações muito pessoais também e por isso peço para que não divulgue este material a ninguém. Só confie ele a pessoas de total confiança, em outras palavras, pessoas que você conhece verdadeiramente o coração.
TK entendeu a parte sublinhada como sendo uma referência a Kari.
“Tem ideia de quem lhe mandou isto?” Perguntou Gennai.
“Não...” TK sentiu algo em baixo do bilhete e arrancou ambos. Tinha um pedaço de pano grosso marrom junto com o bilhete, e o digiescolhido da esperança se lembrou da veste que o digiescolhido do Mundo das Trevas usava quando eles se conheceram. “Ryusei?” Pensou TK.
Mais tarde, naquele mesmo dia, TK e Kari estavam juntos no Digimundo. Estavam num jardim, no mesmo jardim que TK e Patamon foram sete anos atrás na despedida dos digiescolhidos ao Digimundo.
“Este lugar é lindo.” Disse Kari sorrindo, sentada e abraçada ao braço esquerdo do seu namorado, que estava do lado dela.
“Não tão lindo quanto você.” Disse TK deixando Kari envergonhada. “Não fica envergonhada.”
“Desculpa, é que eu não estou acostumada...” Disse Kari sem graça. TK sorriu e olhou para o céu, mais precisamente para a lua, que estava brilhando forte como nos dias anteriores. “Será que vamos continuar assim para sempre?” Perguntou Kari.
“Como namorados?” Perguntou TK ainda olhando pra lua.
“Uhum...” Concordou Kari fechando os olhos ainda abraçada a TK.
“Por que uma pergunta como essa?” Perguntou TK um pouco confuso.
“Medo... Medo de... Sei lá... Te perder...” Disse Kari colocando a mão em seu peito esquerdo.
“E você me ama tanto assim?” Perguntou TK ainda olhando para o céu.
“Mas é claro, sempre te amei, sempre quis você perto de mim...” Disse Kari.
“Mas sempre estivemos juntos, todos esses anos.” Disse TK.
“Mas eu queria você mais do que como uma amiga, como algo mais... Queria tê-lo ao meu lado pela vida inteira, como meu verdadeiro amor.” Disse Kari sentindo um pouco de medo da forma que TK estava a questionando.
TK, no entanto estava tranquilo olhando para a lua. “Entendo...”
Kari se incomodou com a reação de TK e olhou para seu namorado, mas ele ainda estava olhando para o céu. Eles fizeram um silêncio temporário e Kari insistiu. “E você? Me ama do mesmo jeito que eu te amo?”
TK sorriu e disse. “A lua está muito linda esta noite, não é?”¹
“TK, eu te fiz uma pergunta.” Kari não se ligou de imediato, mas sentiu o coração de TK batendo forte de felicidade. Em seguida ele se virou e olhou nos olhos dela, e então seu coração bateu mais acelerado. Só então ela entendeu o que TK queria dizer com a frase. Kari também se lembrou de que podia sentir o coração de TK graças a ligação que eles tinham e ela sentiu nele o mesmo amor que ela sentia. Os dois aproximaram seus rostos e se beijaram com um beijo apaixonado e duradouro. Ventava um pouco no jardim, mas nada que pudesse atrapalhar o momento romântico dos dois.
“TK...” Disse Kari com a voz tremula após terminarem o beijo.
“Kari...” Disse TK. Ambos se olharam perdidamente apaixonados.
Eles fecharam os olhos e se beijaram de novo.
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Mundo das Trevas
Ventava forte no Mundo das Trevas, o mar estava levemente agitado e era possível ver algumas ondas quebrando em meio a algumas pedras. Acima dessas pedras tinha um alto penhasco. No topo deste penhasco havia alguém.
Era um jovem, que aparentava ter uns 18 anos, vestia uma capa que balançava com força por conta do vento, ele estava parado de frente pro mar. Com o vento forte levantando sua capa, era possível ver que ele estava com a mão direita em cima de seu peito esquerdo, como se estivesse tentando segurar seu coração, a sua outra mão aparecia no final da manga da mesma capa com o punho fechado com força, tanta força que chegava a rasgar a sua pele, a ponto dele começar a sangrar. O seu rosto estava pálido, e de olhos e boca bem fechados o jovem parecia estar numa agonizante dor. Ele suava frio e tremia de leve. Era possível ver uma gota de lágrima de cada um do seus olhos escapando, apesar da força do mesmo para tentar conter. O jovem era Ryusei e estava desacompanhado do seu digimon. Ryusei deu um passo para frente e parou, apertou com força seu peito amassando com força sua camisa. Num forte suspiro o corpo do jovem Ryusei relaxou e suas mãos abriram enquanto seu corpo lentamente se jogava para a frente. Ainda de olhos fechados e com as duas gotas de lágrimas ficando para trás o digiescolhido do Mundo das Trevas começa a cair.
Com o vento batendo em seu rosto seu corpo cai de cabeça em direção ao mar...
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¹”Tsuki ga kirei desu ne?” (literalmente: “A lua está bonita, não é?”) seria uma forma mais adequada de dizer “Eu te amo” em japonês, isso porque historicamente, o conceito do sentimento “Amor” como uma manifestação romântica entre duas pessoas não é muito presente na cultura japonesa. O ideograma para amor, 愛 (ai), foi trazido ao Japão pelo budismo e era originalmente usado não para este tipo de amor, mas sim para o sentimento universal e fraterno. Para mais detalhes o autor recomenda o artigo: “A lua está bonita, né?” do Blog "Gaijin Burro! Gaijin Burro!" (https://gaijinburro.wordpress.com/tag/literatura/).
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